– Que verdade? O que vocês têm escondido de mim há tanto tempo? Falem logo, estão me deixando nervosa! — eu sinto aquele calor de novo e me afasto de qualquer coisa que possa queimar. Não estava acostumada com a ideia de ser uma Jotun.

– Johanna, eu preciso que você se acalme. Suas mãos estão flamejantes!

– Pai, o que está acontecendo? Por que eu estou queimando?

– Está queimando porque se emocionou e liberou, assim, seus poderes de fogo. Com o tempo você aprenderá a controlar isso. Mas o que viemos te falar, eu acho que vai te emocionar mais ainda.

– Então desembucha! Antes que eu queime essa floresta inteira!

– Filha, seu pai e eu só queríamos te proteger, mas vemos agora que erramos. Nós devíamos ter te contado isso antes... Você... digo... nós não somos seus pais verdadeiros — minha mãe enfim fala, tão embaraçada que eu mal podia processar suas palavras. Era isso mesmo que eu havia entendido? Eu sou uma Jotun e sou adotada?

– O quê? Por que vocês nunca me contaram? Eu não tinha o direito de saber quem eu realmente sou? Por que mãe? E pai?

– Filha, perdoe-nos, nós te amamos. Só fizemos isso para protegê-la.

– Me proteger do que mãe? De mim mesma? De vocês? Vocês pensaram que abandonaria vocês ou o quê? Eu agora estou confusa mesmo! Quem sou eu? O ‘QUE’ SOU EU?