Heart of Ice - Jotun Fanfic I
14 Capítulo 13
Depois de conversar um tempo com Sam, decidi que devia me arrumar, Nancy estaria indo embora, eu queria me despedir dela. Depois que Samuel saiu fui me arrumar. Eu estranhamente escolhi um vestido, ele era amarelo claro com alguns detalhes floridos e tinha uma faixa violeta na cintura, calcei minhas sapatilhas e deixei meu cabelo solto. Eu não costumava me produzir muito, mas hoje eu estava de bom humor.
Eu queria ficar um pouco com Nancy antes que ela fosse embora, mas lembrei que eu não sabia andar pelo castelo sozinha. Desta vez eu me arrisquei porque não queria pedir para Sam me guiar de novo. Desci as escadas e quando cheguei ao primeiro andar encontrei Alexei.
– Olá Johanna. Como você está querida? — ele me pergunta.
– Estou bem. Ótima, aliás. Consegui um bom progresso com minha mágica.
– Que bom. Fico feliz em ouvir isso. Claus e Kathrin vão adorar saber.
– Muito obrigada. Eu vou indo, Nancy vai embora daqui hoje, quero me despedir dela.
– Tudo bem. Até mais Johanna – eu me despeço de Alexei e vou para o jardim, iria dar um tempo ali antes de procurar por Nancy.
Quando cheguei, sentei-me em um banco e fiquei a admirar as tulipas que haviam florescido ali. Fiquei a pensar em tudo, em como minha vida mudou de repente. Tentava imaginar como seria se estivesse com meu pai. Fiquei a pensar por um bom tempo, só acordei de meu devaneio quando alguém sentou ao meu lado.
– Olá Johanna, de novo. Não esperava te encontrar aqui – Samuel diz sentando-se ao meu lado no banco.
– Bem, você disse que vir até o jardim te acalma. Eu estava precisando de um tempo sozinha. Precisava desanuviar um pouco.
– E ajudou?
– Não muito. Comecei a pensar em algumas coisas que, na verdade, eu não queria.
– Quer falar sobre isso?
– Não é nada demais. Estava pensando nos meus pais. Meu pai biológico ainda pode estar vivo, mas ninguém sabe onde ele poderia estar. Era nisso que pensava.
– Deve ser difícil tudo o que está passando. Olha, se quiser conversar sobre isso, qualquer coisa. Pode falar comigo. Sei que não confia mais em mim tem muito tempo, mas eu quero que saiba que eu mudei. E quero muito ser seu amigo. Quero que confie em mim de novo.
– Obrigada Sam pela conversa e ajuda. Quanto à questão da confiança, vai levar um tempo. Sinto muito.
– Eu não te culpo. Eu pisei na bola mesmo. Mas sinceridade já é um começo. Saiba que o que estou te dizendo é de coração.
– Obrigada Sam. Obrigada por voltar a ser você mesmo – digo a ele e ficamos uns instantes a olhar as flores. Até que eu volto a falar. — Sam, você sabe onde está Nancy? Eu quero falar com ela antes que ela vá embora.
– Sei sim. Ela está com Jasper aqui perto, quer que eu te leve até eles?
– Quero sim – digo e nós saímos. Eles estavam sentados debaixo de uma árvore com mais alguns amigos bem próximos de onde estávamos mesmo. Nos sentamos junto a eles e passamos um tempo ali até que Jasper foi levar Nancy para casa.
Quando Jasper e Nancy estavam saindo Daniel apareceu, acho que ele veio se despedir de Nancy. Depois que os dois partiram se aproximava a hora do jantar, fui com Daniel e Sam. Conversamos um pouco enquanto jantávamos, eu estava meio distraída. Os rapazes também não pareciam muito amigáveis. Logo que terminamos Daniel disse que queria falar comigo, eu disse que poderíamos conversar no caminho para o meu quarto, ele concordou. Me despedi de Samuel e fui com Daniel em direção aos dormitórios.
– Então, o que você queria falar comigo? — pergunto.
– Eu não pude deixar de notar que você e Sam estão se aproximando de novo.
– Mais ou menos. Eu não confio nele, mas ele quer provar que mudou e quer voltar a ser meu amigo.
– Olha Johanna, eu prometi que cuidaria de você, então vou te alertar, cuidado viu. Sam sempre foi assim, misterioso, e não só com você. Eu, para ser sincero, não gostei quando vi que vocês estão se falando de novo.
– Você está com ciúmes Daniel? Eu não acredito — digo rindo.
– Não Johanna, só estou te dizendo para tomar cuidado com esse cara. Eu não confio nele — enquanto ele dizia isso chegamos ao meu quarto.
– Eu vou tomar cuidado, pode deixar. Mais alguma coisa para conversarmos? — pergunto ao abrir a porta.
– Não Jo, era só isso. Te encontro aqui pela manhã, como sempre, okay?
– Okay. Boa noite Daniel.
– Boa noite — ele me dá um beijo na bochecha e sai. Eu fui dormir logo, pois estava cansada e estressada. No outro dia acordei cedo e treinei, foi um dia corrido como o anterior. E foi assim pelos dias seguintes.
Passaram-se alguns dias e a minha rotina foi aquela, de manhã treinos e à tarde conversar com Sam. Loki e Addie disseram que ficariam fora uma semana, mas já se passaram quase duas, era o dia do meu aniversário de 18 anos, eu estava ansiosa, pois estaria tendo minha mágica completamente liberada. Eu já havia conseguido um bom progresso em minhas aulas com Daniel. E por falar em Daniel, depois que voltei a falar com Sam ele passou a agir muito estranho, nem fala quase comigo.
Tive uma manhã tranquila, meus treinos já não me judiavam tanto, estava me acostumando. Fui almoçar com os amigos de sempre, Daniel, Jasper e Samuel.
– Ora ora, veja quem chegou. A aniversariante do dia, meus parabéns Johanna. Não tive a oportunidade de te parabenizar hoje cedo — Sam me diz. Eu já havia recebido os parabéns de Daniel e Jasper pela manhã, mas ainda não tinha visto Sam.
– Obrigada Sam — o agradeço enquanto sento-me junto a Jasper, ficando de frente para Daniel e Sam.
– Como está se sentindo? Mais forte? Alguma mudança com a mágica? — Jasper me pergunta.
– Não senti muita diferença não — respondi.
– Johanna já controla sua mágica com mais precisão que quando chegou aqui. Ela está indo muito bem, nunca mais teve um acidente — Daniel diz.
– É, como Daniel disse, eu já aprendi como controlar, só preciso praticar — digo.
– Bem pessoal, eu já vou indo. Meu pai quer me ver, mais tarde nos falamos — Daniel nos diz. Ele se despede de nós e sai. Sam me disse que tinha um presente para mim pelo meu aniversário.
Jasper aproveitou que estava livre aquela tarde para visitar Nancy. Daniel sumiu, depois que eu comecei a falar com Sam ele ficou assim, distante, sempre com desculpas. Acabei ficando somente com Sam depois do almoço. E finalmente eu estaria descobrindo o que era o meu presente. Nós terminamos o almoço e fomos para os dormitórios, eu esperei no meu quarto enquanto Sam foi buscar meu presente e quando ele trouxe não me contive de alegria, era demais. Samuel me deu um arco incrivelmente lindo e uma aljava personalizada. Eu gostei tanto do presente que o abracei para agradecer.
– Sammy, você sabe que não precisava disso, não é?
– Eu sei, mas eu quis te dar um presente que você realmente fosse gostar. Acho que acertei, não é?
– Obrigada. Eu adorei!
– Imagina. Fico feliz que tenha gostado — ele me diz sorrindo.
– Vejo que você mudou desde que terminamos. É bom ter meu amigo de volta.
– Eu senti muito sua falta também Jo — Sam me diz olhando em meus olhos. Eu sabia que ele ainda gostava de mim, fiquei meio sem jeito com a maneira que ele me olhava. Comecei a conversar para me distrair dessa situação. Ficamos um tempo a conversar até que Sam saiu.
Eu me tranquei no quarto e li mais um pouco do livro que Daniel me deixou. Depois disso resolvi dar uma volta. Eu já havia me habituado a andar sozinha pelo castelo com mais facilidade do que quando aqui cheguei. Eu não estava tão animada com meu aniversário quanto deveria estar, ainda estava angustiada por não saber a verdade sobre mim e minha família. Fui dar uma volta no jardim, deitei-me debaixo de uma árvore e fiquei ali até cair no sono. Sonhei que eu havia saído de Svetilnik e que meu pai adotivo estava à minha procura, foi um sonho perturbador, ainda bem que fui acordada por alguém. Daniel estava sentado ao meu lado e havia me despertado.
– Ah é você... eu dormi muito? — pergunto me espreguiçando.
– Não, ainda é cedo. Como está se sentindo com sua mágica? Algo diferente?
– Não que eu tenha reparado, quase não a usei hoje.
– Tome Johanna, para você — Daniel me dá uma tulipa laranja. Eu amava tulipas, especialmente as laranjas, pois me lembram o fogo, minha magia.
– Obrigada — digo dando-lhe um abraço.
– Ainda tenho que te dar o presente de aniversário — ele me diz pegando em seu bolso uma caixinha que, pelo que vi, era de uma jóia. E eu estava certa, era uma gargantilha com um pingente de fênix. Era linda.
– Daniel...estou sem palavras, é lindo!
– Eu posso te ajudar a colocá-la? — ele me pergunta. Eu disse que sim, ele então coloca a gargantilha em mim e deita-se ali. Eu volto a deitar, ficando ao lado de Daniel. Eu estava ainda com sono, então teria que conversar para não dormir e foi o que Daniel e eu ficamos fazendo ali.
– Você tem conversado bastante com Samuel, não é? — Daniel me pergunta.
– Sim, temos passado mais tempo juntos — respondo.
– Vocês estão juntos de novo? — eu me viro para olhar para Daniel.
– Você está mesmo me perguntando isso? Já te disse que não quero mais nada com Sam. E já que tocou no nome dele, eu notei que desde que nos reaproximamos você se afastou de mim — digo a Daniel, que de repente fica pensativo.
– Eu sou um príncipe, tenho minhas obrigações, e com meu irmão fora, fiquei mais ocupado ainda. Não tem nada a ver com Sam — ele parecia ter ficado brabo com esse assunto. Se eu não conhecesse Daniel, diria que ele estava com ciúmes.
– Não vamos mais falar de Samuel, okay? Esse assunto estressou nós dois — eu digo.
– Ótimo. Não vamos mais falar dele então — Daniel me diz olhando para cima, para a árvore sob a qual nos deitávamos. Ficamos o restante do tempo assim, deitados lado a lado em silêncio, até que ouvimos alguns guardas se movimentando. Fomos ver o que poderia ser. Loki e Addie estavam de volta, e traziam um rapaz com eles, devia ser o tal Remy de que todos falavam. Fui com Daniel recebê-los. Abracei a Loki e a Addie, mas quando fui cumprimentar Remy ele ficou estranho. Talvez deva ter ouvido alguma história a meu respeito, sei lá. Depois de cumprimentar a todos eu voltei para o castelo. Fiquei andando por lá, admirando o lugar, até que entrei no corredor onde ficava a biblioteca, resolvi entrar lá.
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