Ele estava tão perto; tão perto que ela conseguia sentir sua respiração se misturando com a dele. Alexandra não conseguia desviar os olhos dos de príncipe Brandan; aqueles olhos azuis escuros eram tão profundos e intoxicantes que a fazia se sentir prestes a se afogar naquela cor.

Brandan ainda segurava sua mão. As mãos dele envolviam completamente as dela. Alexandra começou a ter uma sensação engraçada, seus dedos formigavam; era como se um calor estivesse a envolvendo de dentro para fora.

Como Magia.

Príncipe Brandan levou a mão lentamente até o rosto de Alexandra e o acariciou com os dedos. A garota fechou os olhos; por algum motivo, ficar perto de Brandan parecia ser tão certo, tão reconfortante.

O som de algo na noite os sobressaltou.

Alexandra se afastou de Brandan, como se saísse de um transe. Brandan também parecia levemente atordoado.

– Eu acho que é melhor eu ir, príncipe Brandan. — disse Alexandra caminhando rapidamente em direção a grande porta.

Entretanto, antes que ela pudesse abri-la, Brandan segurou novamente sua mão e beijou seus dedos gentilmente. Depois a encarou com aqueles olhos levemente tristes.

– Boa noite, Lady Alexandra. — desejou ele.

– Boa noite, príncipe Brandan. — ela sorriu, envergonhada.

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Depois, mais tarde naquela noite, Alexandra se deitou para tentar adormecer.

Em seus sonhos via Brandan e ela juntos. Eles cavalgavam juntos e dançavam juntos. Ele vestia seu manto vermelho escuro e seus olhos estavam presos ao rosto dela.

Em outra cena, voltavam a estar na sacada. Ele segurava sua mão e tocava seu rosto, mas não se separavam em sobressalto; dessa vez seus lábios se encontravam. As mãos quentes de Brandan apertavam sua cintura a trazendo mais para perto dele. Alexandra abraçava seu pescoço, sentindo entre os dedos os suaves fios claros do cabelo de Brandan.

E então ela acorda sobressaltada. Se levanta e anda um pouco, até a porta e ali encosta.

Tentando entender tudo isso.

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Alexandra: