Heart By Heart
17 Desculpe?
No dia seguinte eu desço para o café, determinada a pedir desculpas para Finn, que mesmo ele sendo um idiota, me ajudou e eu o compensei o ignorando para falar com Sam, ele deve ter ficado com ciúmes. Sim, ele tinha motivos para ficar bravo. Chego na cozinha onde Santana, Blaine e Quinn estão.
-Onde está Finn? — Eu pergunto e Santana me olha de relance. -Ele está na garagem. — Will fala. — Aconteceu algo com a moto. Eu sorrio agradecendo e vou para a garagem passando por onde Finn havia chutado a moto e vendo a parede com um amasso não muito grande. Ouço musica alta e entro na garagem vendo Finn sentado no chão sujo de graxa e mexendo na moto. -Oi. — Eu falo e ele me olha mas não diz nada. — Então sobre ontem, eu queria pedir desculpas por ter ficado falando com Sam, e não ter prestado tanta atenção assim, no nosso jantar.
Finn dá risada e se levanta e fica de frente para mim.
-Você realmente acha que era real? — Finn pergunta e eu franzo a testa.
-Mas ontem a noite, aqui na garagem. — Eu falo.
-Rachel... — Ele fala rindo. — Eu fiquei bravo por que você estragou o plano. Eu não gosto de quando os meus planos dão errado. Eu não me importo com você...
Eu o encaro e ele continua sorrindo, eu abaixo a cabeça para disfarçar minha vontade de chorar.
-Então... — Eu começo mas para ao perceber as primeiras lágrimas descendo.
Eu saio correndo e entro em casa e vou para o meu quarto chorando. Deito na minha cama e abraço o meu travesseiro e ouço uma batida na porta.
-Rachel... — Ouço a voz de Santana e ela entra vindo me abraçar. — O que aconteceu?
-Nada. — Eu falo. — Só que eu fui idiota a ponto de pensar que ontem foi um real encontro, mas não, ele só queria humilhar pessoas. Eu pensava que... — Mas eu não consegui terminar de falar e já comecei a chorar. — Eu nunca sai com um garoto, e esperava que ele pelo menos se importasse...
-Ele não tem sentimentos Rachel... — Santana fala. — Pare de chorar... Olha vamos fazer o seguinte, você agora terá aulas com ele, mas é só o ignorar, você não precisa falar nada, apenas faça o que ele mandar, mas não tudo é claro.
-Será que isso vai dar certo? — Eu pergunto.
-Por que não tentar? — Ela fala sorrindo.
-Eu não sei, eu sinto algo por ele. — Eu falo. — Mas não sei o que é...
-Você sente desejo. — Santana fala e eu a encaro. — Gostaria de experimentar as trevas...
-Não tem nada a haver com isso. — Eu digo. — Eu o desejo mesmo, mas não é por causa das trevas, eu sinto algo... diferente.
-Como assim diferente? — Santana pergunta.
-Não sei, ainda, mas ele é muito bonito e não é fácil ignorar isso. — Eu falo e ela ri. — Sério, quando eu o vejo eu sinto algo... naquele lugar.
-Ele te deixa excitada! — Santana fala rindo. — Mas tenho que concordar que ele é um pedaço de mal caminho!
-Santana, ele é o seu irmão! — Eu falo e nós rimos.
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