Heart By Heart

41 Its miserable and magical, oh yeah


Notas iniciais
Hey manas, chegou a hora... Esse é o último capítulo da fic.

REC ON
"E esse é o fim da minha história, ou melhor, um novo começo. Não converso com ela a dois anos. As coisas que.sei sobre ela foram Henrique e Gabe que me.contaram, depois de muita insistência da minha parte. Eu vi o grande amor da minha vida, minha alma gêmea, ir embora e me deixar aqui sozinha. A vida é uma caixinha de surpresas, tudo pode acontecer, tudo pode mudar. Quando você menos esperar sua vida pode dar um giro de 360° e alterar mudar o curso de tudo o que acredita."
"Meu nome é Fernanda Betcher, e a partir desse momento eu vou fazer a ultima coisa que a Aline me pediu, vou ir atrás dos meus sonhos. Hoje a noite eu vou sair por ai, já tranquei minha faculdade. Eu estou indo embora sem rumo e sem data para voltar. Na minha mochila apenas algumas pecas de roupa, dinheiro, documentos, e o que mais for necessário. Meu violão vem comigo, preciso ganhar mais dinheiro para financiar minha próxima parada nessa jornada em que eu estou embarcando, e eu acho que tenho.mais chance cantando do que fazendo qualquer outra coisa."
"Provavelmente, vocês estarão vendo o vídeo algumas horas depois de eu ter ido embora. Só peco para que não se matem de tanto.chorar, eu volto... Um dia... Quem sabe... Talvez..."
"Não se preocupem comigo, eu sei me virar. Cuidem um dos outros, não façam burradas e vigiem o Nick para mim. E Guilherme, sobrou para você avisar para meus pais, se eu não tiver mais notícias suas eu vou saber que eles te mataram. Isso não é uma despedida, só um Ate Mais. Beijo."

Pressiono enviar, desligo a câmera e vou pegar minhas coisas. Agora e só esperar Henrique mostrar para os garotos, eles iriam me impedir se eu contasse pessoalmente.
Paro na porta do meu quarto e olho para o lugar em que eu passei vários momentos, foi ali onde beijei Giovanni pela primeira vez, em que ouvi Maíra e Anna contarem segredos, onde joguei varias horas de XBOX com Guilherme, e onde pude deitar ao lado da garota que tinha meu coração, e ali também foi o lugar onde ela o quebrou.
Pego a foto que ela tinha me deixado junto com a carta no dia em que fui embora, leio aquele texto que tinha me feito chorar tantas vezes.
“Você fica tão vulnerável. Abre o peito e o coração. Qualquer um pode entrar e bagunçar tudo. Você constrói tantas defesas. Passa anos construindo uma blindagem completa para que nada possa te machucar, até que uma pessoa idiota, igual a qualquer pessoa idiota, aparece em sua vida idiota… Você dá a essa pessoa um pedaço seu. E ela nem pediu. Certo dia, ela faz uma bobagem como te beijar, sorrir pra você, então sua vida já não é mais sua. O amor faz reféns. Entra em você. Corrói você por dentro e te deixa chorando no escuro. De modo que uma frase simples como “melhor esquecermos tudo” ou “me desculpa, foi mais forte do que” vira um caco de vidro que se enterra no seu coração, mesmo que tenha sido você mesmo a dizer. Dói. Não só na imaginação, não só na mente. Dói na alma. No corpo. Rasga você por dentro. Nada deveria ter esse poder. Principalmente o amor.
E apesar de tudo, eu te amo e por isso eu quero que você vá atrás dos seus sonhos, viva sem medo.
O que eu estou querendo dizer é que se a vida te der limões, pegue o sal, agarre um copo e preencha com tequila. "
Agarro a foto e saio do quarto, deixando tudo para trás. E meu primeiro destino já esta traçado.
Vou ate o aeroporto e me sento em uma daquelas cadeiras, coloco meus fones e espero dar o horário do meu voo.
Algum tempo depois sinto mãos tampando meus olhos e uma voz masculina me tira do meu transe.
_ Adivinha quem é?
_ Bernardo. O que você esta fazendo aqui? — Pergunto com um sorriso.
_ Minha banda vai fazer um show aqui, vim mais cedo para cuidar dos últimos ajustes. E você, viajando para onde?
_ Por ai.
_ Só vai me dizer isso? — ele pergunta e eu aceno rindo. Ele vem e se senta ao meu lado cruzando a perna daquele jeito masculino. Quando ele coloca a mão na coxa vejo a prata reluzindo.
_ Espera, você esta namorando? Quem diria.
_ Ue, você preferiu minha irmã a mim, tive que procurar uma doida que quisesse. — ele ri junto comigo. — E brincadeira, me apaixonei pela amiga da minha irmã. Falando nisso, ela esta com saudades.
_ Que bom para ela. Fico feliz por você. E ela não fica com ciúmes de você não, heim rock star?
_ Não, ela esta sempre com a gente. Nem da para sofrer muito.
Ele me dá aquele sorriso de covinhas tão lindo dele, agora ele estava deixando a barba crescer um pouco. Estava deixando ele com cara de homem, não de garoto. Numa outra vida talvez a gente pudesse ter dado certo.
Ficamos conversando ate meu voo ser chamado, me despeço dele e vou para o avião. O voo foi rápido, 2 horas, e eu já estava no clima instável que tanto tinha ouvido falar, no momento fazia frio. Ainda bem que tinha decidido pela calca jeans. Pego o taxi e entrego o papel com o endereço que Henrique tinha me dado, suspiro de nervosismo. Era um momento que eu vinha esperando por mais de dois anos. Eu não poderia começar minha jornada, antes de fazer algo. O taxi para em frente a uma casa branca num bairro tradicional de Curitiba. Desço do taxi e vou andando com passos decididos ate a porta, aperto a campanhia e espero.
Uma garotinha com cerca de cinco anos atende a porta, ela era a cara da Hermione no primeiro filme do Harry Potter. Ela seria muito fofa se não estivesse me olhando e me encarando.
Me ajoelho para ficar perto na altura dela.
_ Ei, tudo bem? — pergunto tentando ser simpática, e então a garota me grita:
_ TIIIIIIIIIIIIIIIIIIA!
_ Julia, o que esta ac...
Ah, aquela voz. Ela ainda tem aquele poder sobre mim. Vou subindo meu olhar devagar pelos pés descalços, as pernas descobertas, a blusa vermelha folgada dos Lakers por cima de um short jeans, a gargantilha de ouro (o pingente agora estava acompanhado da nossa aliança), e então os mesmos olhos castanhos claros encobertos pelos óculos de grau, o cabelo estava preso em um coque no alto da cabeça.
Aline... Ela era a mesma, só que diferente. Minha pequena tinha crescido nesses dois anos, suas curvas tinhas se desenvolvido mais, ela estava com mais jeito de mulher.
Ela estava sexy do jeitinho que me lembrava, principalmente com aquele look largado.
Ficamos olhando uma para a outra, ela parecia em choque, como se não acreditasse que eu estava ali.
Abro os braços, em um convite silencioso, e ela vem me abraçar. Lembranças que vivem me rondando, inundam meus pensamentos. O cheiro dela, o calor dos braços dela. Sinto uma sensação de conforto e de estar completa novamente.
_ O que você faz aqui? — ela pergunta quando a gente se separa.
Olho no fundo dos seus olhos, como eu estava com saudades. Antes de responder, abro aquele sorriso que só aparece quando estou com ela.
_ Eu estou atrasada por dois anos, mas vim atrás da minha despedida.

Notas finais
O para sempre sempre acaba... Nós vemos mais tarde. Beijão