Notas iniciais
É minha segunda fic Loxy, então desculpa aos Loxy shippers se eu fiz algo errado.

Lily

Era só mais uma manhã em Hogwarts. Depois dos meus longos 5 anos aqui, minha animação de levantar para mais um dia “maravilhoso" aqui tinha acabado. O relógio dizia que eu estava realmente muito atrasada, então levantei e vesti meu uniforme. Olhei ao redor, nem Roxy e nem a Cait estavam na cama. Você sabe quem são suas amigas quando as filhas de um trasgo levantam e nem te acordam. Desci as escadas escorregando pelo corrimão, atravessei o quadro da Mulher-Gorda e cheguei praticamente voando no salão comunal. Na mesa da Grifinória estavam meu irmão Alvo, Rose, Fred, Cait, Roxy, Hugo e Lorcan, que não era da Grifinória mas mesmo assim sentava todos os dias com a gente.

- Belas amigas vocês são. — falei sentando entre Hugo e Lorcan
— A bela adormecida finalmente acordou — Hugo disse beijando minha bochecha — bom dia.
— Hugo fofo com a Lily, a ruiva sentando do lado dele… vão assumir o namoro quando? — Roxy riu

Alvo se engasgou com suco de abóbora.

- Assumir o namoro? — Alvo falou quase sem ar
— Ah fala sério Roxy, eu e a Lilu? Nunca.
— É… claro… nunca. — olhei para baixo

Roxy me lançou um olhar de “Ele é um idiota, não liga" e Lorcan chutou a perna de Hugo.

- Eu adoraria ficar e chutar o Hugo também, mas tenho que estudar. — Cait pegou sua mochila — Vem Fred.
— Estudar? Mas ainda nem começou a aula… — Lorcan disse. Eu nunca entendi como ele entrou na Corvinal e eu não
— Lorcan eles vão… — antes que Alvo terminasse, Rose arregalou os olhos
— Alerta de Chang, rápido escondam os garotos
— Muito engraçado Weasley.

Changalinha (vulgo Beatrice Chang) chegou impecável em seu salto 15cm com o cabelo perfeitamente liso, olhos brilhantes e uma confiança que faz qualquer garota querer chorar. Ela me dava nojo.

- Sabe Chang, lugar de galinha é no galinheiro. — Roxy disse. Elas tinham uma pequena rixa desde sempre
— Só vim buscar o meu namorado. — Chang deu ênfase no meu e sentou no colo de Lorcan

Você deve estar perguntando como e quando. Sim, Changalinha namorava meu melhor amigo. É claro que ela só fazia isso porque sabia que Roxy o amava. O pior era que Lorcan nunca se tocou disso.

- Porque a vida é assim Roxannizinha. Eu sempre ganho.

Roxy fez uma coisa que eu nunca pensei que ela fizesse: ela saiu correndo.

- Roxy, espera! — peguei minha mochila e saí correndo atrás dela

Hugo

Dessa vez ela tinha passado dos limites.

Eu sempre ouvi várias coisas sobre Bea Chang. Já ouvi que ela frequentava festas de veteranos desde o 2° ano. Lily sempre dizia que ela era uma vadia, mas eu nunca dei muita atenção porque Lily chama qualquer garota que ela não gosta de vadia. Mas pela primeira vez eu tenho que concordar com ela. Beatrice realmente era uma vadia. Ela não podia ter falado com a Roxy desse jeito. Minha prima sempre demonstrou ser forte, mas quando você vê outra pessoa com a pessoa que você ama, essa força acaba. Eu sabia bem o que era isso.

Roxy correu muito rápido e não tive certeza se Lily chegou a alcançá-la. Eu iria atrás delas, mas deixar Lorcan sozinha com Chang não parecia boa ideia.

- Você não tem direito de falar com ela assim! — Lorcan estava furioso
— Ela é só mais uma traidora de sangue, por que se importa?
— Talvez porque ela seja a garota mais perfeita do mundo, e não mereça que garotas tipo você tratem ela mal.
— Garotas tipo sua namorada.
— Garotas que eram minha namorada. — Lorcan se levantou — Vem Hugo.

E Beatrice Chang ficou lá, parada com cara de taxo na frente da escola toda. Hoje está sendo o dia das coisas impossíveis.

- O que foi isso, cara? — falei quando estávamos no corredor
— Eu já estava cansado dela. Ela só queria saber de me beijar e me exibir para as amigas dela. Mas o que eu não entendi quando ela disse que ela sempre vencia, e por que a Roxy ficou tão triste.
— Vamos ver. O primeiro beijo dos dois foram juntos, são melhores amigos desde sempre, isso te lembra algo?
— Você e a Lily.
— Isso é outra história, tudo bem? — falei corando — Você gosta da Roxy e ela gosta de você, por que é tão difícil entender?
— Eu e a Roxy? Nunca.
— É o que eu digo quando me perguntam sobre a Lily… quer parar com isso?
— Você está se contradizendo meu caro cenoura.
— O assunto agora é você e a Roxy.
— Olha eu até gostaria de conversar mais, mas tenho aula de feitiços em 3 minutos.
— Não vai fugir tão fácil.
— Fui — Lorcan falou tirando seu skate da mochila adaptada para caber aquele trambolho trouxa e saiu

Não vi Roxy e Lily pelo resto da manhã.

Lily

Roxy se trancou no quarto e não quis assistir aula. Eu já tinha perdido 30 minutos de aula, então não adiantava mais.

Lorcan e Roxy são dois cabeças-duras. Ambos se amam, mas não admitem. Eu prometi que nunca mais ia interferir no amor depois do que aconteceu com o Al e a Nay (eu até entraria em detalhes, mas isso é outra história).

Corri até o jardim, Hugo estava sentado debaixo de uma árvore junto com o time de quadribol. Basicamente, meninos babacas que se acham o máximo.

- Hugo, eu preciso falar com você.
— Pode falar, Lilindinha.
— Você sabe que eu odeio quando você me chama assim — revirei os olhos- Eu preciso,falar… — olhei para os garotos — a sós.

Foi o suficiente para rirem e zoarem meu primo. Pareciam completos babuínos bobocas balbuciando em bando.

- Anda logo — puxei a orelha de Hugo e o arrastei até um lugar vazio
— Ai Lilian! O que você quer?
— Você precisa me ajudar a unir o Lorcan e a Roxy.

Hugo deu um sorriso maluco. O mesmo sorriso que eu via quando ele aprontava alguma coisa na Toca quando éramos pequenos.

- Mas é claro. O que essa linda mente ruiva planeja?
— Não dá pra falar aqui — olhei em volta — Me encontra no salão comunal a meia noite. Todos vão estar dormindo, vamos poder conversar em paz.
— Isso me parece um encontro.
— Só nos seus sonhos. — larguei o Hugo — Meia noite. Não se atrase.
— Estarei lá, Lilindinha.
— Não me chame assim! — falei, indo embora

Pela primeira vez, meu plano ia dar certo.

Hugo

Eram quase meia noite e meia e ela não tinha chegado. Lily sempre se atrasa. Quando estava quase desistindo de esperar, a vi escorregando pelo corrimão da escada.

- Atrasada.
— Uma rainha nunca está atrasada — a ruiva falou, sentando ao meu lado — todo mundo é que esta adiantado.
— Você é louca — ri — Pra que esse papel?
— É um papel enfeitiçado. — Lily pegou uma pena e escreveu — dá uma olhada.

No papel estava escrito “Roxy, me encontre no jardim amanhã depois do jantar. -L"

- Tem um problema. A Roxy vai reconhecer sua letra.
— É por isso que o papel é enfeitiçado. — Lily tirou sua varinha da bota e tocou duas vezes o papel — se prestasse atenção na aula pra variar saberia.
— Pra que aula se eu tenho você? Agora me explica o que você quer que eu faça com o Lorcan.
— Leve-o ao jardim, invente o que quiser, só garanta que ele esteja lá… — Lily bocejou
— Acho que já passou da hora de criança ir pra cama.
— Ok Hugo pode ir.
— Engraçadinha.
— Agora é sério, eu tenho que ir. Você vem?
— Pra onde?
— Pro quarto.
— Você quer que eu vá para o seu quarto?
— O que? Claro que não sua anta.
— Pare de esconder sua paixão por mim.
— Não viaja, Hugo — Lily subiu as escadas rindo

Se você cresceu com a Lily, ficaria surpreso no que ela tinha se tornado. Isso não é ruim, claro. Lily era tímida, não falava com quase ninguém, tentava ser invisível. As vezes eu sinto falta da Lily, mas eu sabia que um dia isso iria acontecer porque Lily é especial. Não há nenhuma pessoa que eu conheça que não sorri quando ela chega. Esse é o efeito que a Lily passa. Sem falar no seu cheiro de morango, seus olhos incrivelmente brilhantes… eu tenho que parar de fazer isso.

As vezes eu fazia isso. Começava a falar dela sem parar. Levantei do sofá e vi uma coisa dando reflexo em meus olhos. Era o colar de amizade da Lily. Eu tinha um, só que usava como chaveiro. Eu pensei em ir até o dormitório dela, mas, confie em um ruivo que sabe das coisas: nunca, jamais em hipótese alguma tente entrar no dormitório feminino se você não for uma menina. Isso é um conselho bem útil, vai por mim.

Guardei o colar da Lily no bolso e subi pro meu dormitório. Meus colegas de quarto estavam dormindo, então fui pra cama fazendo o mínimo de barulho possível. Quando fechei os olhos, o sorriso de Lily veio em minha mente. Eu estava apaixonado por ela, e isso era um problema.

Lily

Olhei pela janela e o sol ainda não tinha nem nascido. Eu devia amar muito a Roxy e o Lorcan pra acordar a essa hora. Peguei a carta do plano e coloquei na mochila da Roxy.
Coloquei meu uniforme, com um pressentimento que tinha esquecido alguma coisa. Passei a mão pelo meu pescoço e meu colar tinha sumido. Meu. Colar.

Comecei a revirar o quarto, não me importava mais se Roxy e Cait acordassem. Eu nunca tirava aquele colar, perdê-lo era inaceitável.

No meu quarto não estava, Roxy estava quase acordando então peguei minha mochila e saí.

Procurei meu colar por todos os cantos do colégio e nada. Eu tinha perdido. Eu queria chorar, mas antes de tudo tinha que terminar meu plano. Depois eu poderia chorar o quanto eu quisesse. Entrei no salão comunal, todos já estavam lá.

- Onde você tava… Lily que cara é essa? — Roxy perguntou
— Eu perdi.
— Perdeu o que?
— Meu colar Roxy — Eu estava quase chorando — o colar da amizade.
— Seria esse aqui? — Hugo tirou meu colar do bolso — você esqueceu ontem a noite.
— Meu colar! — falei abraçando Hugo — Eu te amo, eu te amo, eu te amo Hugo.
— Eu também te amo, Lils.

Olhei para meus primos, que se esforçavam pra não rir.

- Só uma coisa que eu ainda não entendi — Rose engoliu o riso — o que vocês estavam fazendo ontem a noite?
— Nós estávamos… estudando. — Tentei mentir

Todos arregalaram os olhos. Alvo cuspiu seu suco de abóbora.

- Vocês estavam o quê? — Alvo quase gritou
— Não é nada do que vocês estão pensando, seus pervertidos. A Lily só estava me ajudando com DCAT.

Alvo tentara parecer assustador, mas na verdade parecia que tinha comido o pudim surpresa da tia Hermione.

- Eu confio no Hugo, porque ele é burro em DCAT. — Lorcan falou e todos concordaram
— Valeu pelo apoio — Hugo tentou parecer ofendido
— Lily eu acho que eu esqueci minha pena no dormitório — Roxy piscou — vem comigo?
— Claro… — levantei e a segui — o que foi?
— Colocaram isso na minha mochila — Roxy me entregou o bilhete — eu tenho um admirador.
— E quem você acha que é?
— Bom ele assinou como -L… Leo Jordan.
— O quê?
— Pode ser, ele sempre teve uma queda por mim… pode ser né?
— Claro, por que não.


Hugo

- Lorcan, a Roxy está te chamando lá no jardim.
— O que ela quer?
— Não sei, mas é melhor ir rápido.

Lorcan se levantou e foi em direção ao jardim. Peguei a capa da invisibilidade, que eu peguei emprestado do Alvo sem pedir, vesti e o segui.

Roxy estava sentada na beira da fonte, pude ver a bota da Lily de fora do arbusto.

- Hey — falei sussurrando
— shhh — Lily me puxou
— Roxy? — Lorcan falou
— Lorcan? O que você tá fazendo aqui?
— Hugo disse que você estava me chamando.
— Não eu estava esperando o garoto do bilhe… eles armaram pra gente não foi?
— Foi.

Eu achei que tudo ia dar errado, mas Lorcan apenas sentou do lado de Roxy. Eles ficaram assim por uns minutos, até que Roxy resolveu puxar assunto.

- Então… como vai o seu namoro com a Chang?
— Eu terminei com ela ontem de manhã.
— Mas por que?
— Porque ninguém trata você daquela maneira. Eu percebi que a garota que eu amo sempre esteve na minha frente e eu não enxergava.
— Você deveria dizer a ela.
— Eu amo você.

Roxy não disse nada, só se inclinou e o beijou. Olhei para a Lily e ela me deu um sorriso e sussurrou “conseguimos".

Naquele dia eu vi a coisa mais impossível acontecer: um plano da Lily finalmente dar certo.

Notas finais
Eu devo desculpas por ter sumido, tempo e criatividade estão em falta hoje em dia. Espero que tenham gostado.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!