Heart Attack

2 Apenas mais um


Notas iniciais
Agradeço aos comentários que vocês deixaram no capitulo passado, isso me animou em postar esse já hoje :3 Espero que gostem dele, apenas modifiquei algumas coisas nesse aqui, mas a partir deste capítulo o tempo das postagens vai aumentar, pois serão todos feitos do zero :) Espero que tenham uma boa leitura.

Capitulo 01 – Apenas mais um



POV Bella

Seis meses antes da entrada na SHIELD

Estacionei meu carro na garagem da empresa multinacional SHIELD. Eu não sabia exatamente o que eles faziam ou monitoravam, apenas vim para mostras o básico da nossa nova armadura de titânio para os diretores da empresa.

Minha vida mudou muito desde que terminei o colegial. Ainda tinha contato com minha mãe, meu pai e meu irmão. Sim, tenho um irmão. Ele é fruto do casamento entre meu pai e Sue, mãe de Seth e Leah, amigos de Jacob.

A mudança para a casa da minha mãe foi normal, meu pai já estava com Sue na época então fiquei tranquila em deixa-lo sozinho, mesmo com o aperto em meu peito. Eu havia melhorado a relação entre Charlie e a mim. Estavamos mais próximos, principalmente depois da minha recaída com a partida dos Cullens, mas isso foi passageiro. Percebi que não valia a pena eu ficar remoendo o que aconteceu, eu deveria seguir em frente, trabalhar, ter minha família.

Cursei a Faculdade de Administração e de Engenharia em Harvard, com a ajuda da minha mãe e de Phil, que estava em alta do Beisebol. Fiz dois anos de luta em meio a faculdade e me mudei para Nova York, onde estou morando e fundei minha empresa Multinacional TANTC (Tecnologia em Armas Nucleares e Tecnológicas Cipriano). Foi um avanço em toda a tecnologia em armas e nas guerras contra o Oriente Médio.

Mas, desde quando tive interesse em armas e tecnologia? Bom, sempre tive uma fascinação guardada pelas guerras, as armas que eles usavam e sempre tive o interesse de saber como elas podiam ser montadas, equipadas, criadas. Tanto que acabei fazendo a faculdade da mesma e sendo uma das melhores criadoras de armas nucleares militares de todo o EUA. Tive uma grande ajuda de um dos meus professores da Faculdade e especialista em armas nucleares, Path Cipriano.

Ele era um daqueles homens perfeitos. Olhos azuis, pele clara, cabelo moreno e basicamente musculoso. Já fizeram-nos várias perguntas sobre o nosso relacionamento; se estávamos namorando, se éramos casados ou apenas amigos. Amigos, é claro. Nunca tive algum interesse desse tipo em Path, mesmo tendo todo aquele potencial. Na verdade, desde que sai de Forks nunca me relacionei com ninguém, é melhor. Ninguém ficaria me ligando toda hora em minhas viagens querendo saber como eu estava e com quem estava.

As lutas ajudaram, já que aprendi a me defender e melhorar meu equilíbrio. Não precisava de um guarda costas atrás de mim para me ‘’ajudar’’. Eu sei muito bem me defender e treino todos os dias em meu quarto as lutas que eu aprendi nos dois anos e melhorava um pouco eles.

Desci do carro e peguei minha maleta com meu Notebook e arquivos no banco de trás de travei minha Ferrari. Andei lentamente até o elevador, ouvindo o baque dos meus saltos no chão de concreto e apertei o botão para que o elevador viesse até meu andar. Entrei e rolei os olhos com a música clássica que tocava no elevador.

Apertei o botão da cobertura e esperei pacientemente a chegada ao andar. Quando abriram as portas de metal, dei de cara com um corredor aberto e branco, sem ninguém. Estranhei. Sai do elevador e procurei por alguma secretária ou por alguma coisa que me ajudasse a encontrar a sala de reuniões.

Não havia placas e nem secretárias em nenhuma das portas.

– Droga. – resmunguei.

Parecia que eles haviam se esquecido da reunião marcada para hoje. Olhei no relógio, ainda eram 14h20m, não cheguei tão cedo assim, apenas dez minutos. Andei mais um pouco até a janela que dava para os altos e modernos prédios de Nova York. A vista era bela, principalmente quando o dia está ensolarado como hoje.

– Senhorita Swan. – disse alguém atrás de mim, me assustando. Me virei e vi um homem alto, meio barbado e sério dentro de um pelo paletó. – Desculpe-me. – murmurou. – Os diretores já estão a sua espera.

–

– Sua primeira vez na SHIELD? – perguntou Brian, o homem que havia me assustado agora pouco.

– Sim, nunca havia falado nessa empresa e até estranhei um pouco não ter informação nenhuma sobre ela em meus arquivos e nos arquivos de Path. – disse a ele enquanto entravamos na sala de reuniões, que ainda se encontrava vazia.

Me virei a ele para perguntar, mas ele foi mais rápido.

– Eles já estão vindo, você ainda tem tempo de arrumar seu equipamento se quiser. – disse esticando o braço em direção

– Obrigada. – murmurei.

Sentei na ponta de uma das cadeiras na mesa redonda e abri meu Notebook, indo direto ao arquivo da apresentação da armadura e conectei os cabos na TV de plasma atrás de mim. Me lembrei de tudo o que teria que falar e suspirei.

Eu já havia feito isso várias vezes, mas nunca em uma empresa desconhecida. Estou acostumada a sempre pesquisar sobre as empresas antes de ir até elas. Me deixa um pouco mais preparada, sem chances de erros de diretores e princípios. Vir as escuras me deixa ainda mais nervosa.

Ouvi a fechadura da porta sendo girada e já me levantei, arrumando a minha saia escura e minha blusa.

– Boa tarde Senhorita Swan. – me cumprimentou um homem baixo que havia acabado de entrar na sala. – Meu nome é Nick Fury, sou o diretor da SHIELD. – disse sorrindo e apertando a minha mão.

– Prazer, Sr. Fury. – cumprimentei, sorrindo também.

– Sem tanta formalidade, pode me chamar de Nick que eu te chamo de Isabella. – ele disse sorrindo ainda mais.

– Prefiro ainda mais Bella.

– Tudo bem, vamos começar? – disse enquanto mais homens entravam na sala.



– A armadura é baseada na recente tecnologia Transistores. A sua principal arma é o Raio Repulsor, expelido pela palma das mãos. – gesticulei para imagem que aparecia na tela da TV. – Ele também se baseia em Chips e Nanotecnologia, existem várias versões da mesma, nem todas estão no mercado, mas elas são feitas para diferentes tipos de situações. Espionagem, – mudei para a outra imagem da armadura – marinha e até mesmo para uma situação espacial. – tomei um gole da água que trouxeram para mim a alguns minutos. – mas além de tudo isso, há outras várias armas encontradas na armadura. Além dos jatos propulsores, também saem disparos de um canhão de plasma integrado. Esses canhões permitem virtuosos ataques contra os inimigos que ousam interferir no caminho. – eu disse rapidamente enquanto passava pelas várias imagens que mostrava tudo o que eu estava falando na armadura. – Nas pernas e mãos da armadura encontra-se jatos propulsores, que permite que a armadura voe rapidamente em qualquer superfície terrestre. – pausei. – Também a o reator particular, que é a energia que da “vida” a armadura, responsável pela alimentação da energia das armas e jatos propulsores. O reator é ARC, que fica no peito da armadura durando todo o tempo. – gesticulei novamente para a tela. – No capacete, uma série de informações são colocadas a disposição, sendo projetadas diretamente no visor. Esses dados dão dicas de distancia do inimigo e outros elementos, como velocidade do voo, altura e vários outros dados de suma importância para o desempenho. As armaduras são sob medida, por isso precisamos ter uma base das medidas de quem irá usar para poder começar a fazer as armaduras. – eu disse gesticulando a cabeça, como se tivesse terminado e desliguei a apresentação enquanto eles aplaudiam.

– Muito obrigada Bella. – disse Nick se levantando e vindo até mim. – Foi uma bela apresentação. – disse apertando minhas mãos. – Vamos entrar em contato com você com as informações de quantas armaduras iremos comprar. – disse em levando até a porta, que já estava com todas as minhas coisas colocadas ao lado. – Você irá receber uma pasta em sua casa em breve com todas as informações. – disse sorrindo e me levando até o elevador.

– Agradeceria se fosse o mais rápido possível, estamos tecnicamente com a agenda lotada e a industria em todo o vapor. – disse rindo. – Mas, agradeceria se eu pudesse ir agora, tenho uma representação de uma de nossas armas criações, então...

– Tudo bem, já acabamos por hoje mesmo. – disse sorrindo.

Andei mais um pouco em direção ao elevador, entrando nele e me virei em direção a Nick.

– Muito obrigada pela atenção, Nick.

Ele sorriu e as portas se fecharam. Suspirei. Não foi nada mal para o que eu pensava, ainda bem que eu ainda não tenho mais nenhuma reunião, apenas a representação e a festa beneficente de um dos hospitais da cidade, que nos convidaram.

Andei em direção ao meu carro e joguei a maleta no banco do passageiro, já dando a partida no carro e saindo as pressas do prédio.

–

– Senhorita Swan, é um prazer conhece-la. – disse o general das Forças Armadas.

– O prazer é meu, General. – eu falei sorrindo.

– Me acompanhe. – disse vindo ao meu lado, gesticulando para que eu seguisse seus soldados.

Fomos até um dos carros blindados do exército e passamos por todas as paisagens no deserto, chegando na base em meio as montanhas, ao qual nem mesmo eu poderia achar.

Entramos em uma das cavernas e vi todo o pessoal trabalhando em armas, roupas, camuflagem. Íamos andando e fui olhando tudo o que eles faziam. Paramos em frente a uma porta inteiramente de ferro, aberta logo após o general apresentar suas digitais e falar a senha, dando de cara com todo o meu experimento.

– Bom, esse experimento que eu vou apresentar a vocês se chama Mallen (n/a: sim, eu sei, na história do Homem de Ferro o Mallen é feita para ser injetada nos terroristas, mas aqui, eu vou fazer uma junção entre Mallen e Extremis, dando um upgrade nele.), a composição dele é totalmente secreta, já que a composição dele garante super força, fator de cura bem avançado, sendo quase indestrutível, velocidade e projetar fogos e raios sem qualquer arma. – todos os soldados e tenentes arregalaram os olhos. – Mas, com a junção de Extremis, outra composição secreta, da a oportunidade de mexer com qualquer tecnologia, da mais simples até a mais sofisticada.

– Mas essa injeção tem algum efeito colateral? – perguntou um dos soldados.

– Além das que eu falei, não. Apenas em alguns casos em que o corpo não aceita as mudanças em seu corpo, no máximo ele fica paralisado por algum tempo, não muito comprido. – suspirei.

– E se essa arma cair nas mãos dos terroristas? – perguntou o tenente.

– Colocamos chips localizadores na composição dele e podemos, se soubermos a localização, desativar todo o componente dele.

– Como isso acontece? – perguntou novamente o tenente, curioso.

– Quando acionamos o dispositivo para a remoção da composição, esses chips começaram a se juntar, formando uma bola, mas imperceptível aos olhos humanos, se explodindo e acabando com tudo.

–

Depois de terminarmos a reunião, fomos até um dos caminhões blindados, com vários soldados as minhas costas. Entrei e fomos conversando pelo caminho.

Havia um soldado que tinha acabado de se ingressar no pelotão, e estava animado com a minha presença, e havia pedido para tirar uma foto comigo. Durante o caminho fomos conversando sobre coisas normais, coisas fora daquele cenário de guerra e deserto.

Um pouco depois de ligarmos o rádio e colocarmos em uma estação de rock, sentimos o chão debaixo do carro tremer um pouco, e logo depois o carro a nossa frente voou em uma enorme explosão.

Pararam o carro e vários tiros foram disparados no lado direito do carro, contrário ao meu. O motorista e o soldado que estava na minha frente sairam e logo foram baleados, e estavam ao chão. Então ouvi um barulho ensurdecedor, e segundos depois senti o carro em que estava indo para cima e virando em uma barulhenta explosão.

Notas finais
Não deixem de comentar e favoritar, isso me anima muito :) Até a próxima, Angel.