Hear me Roar.
10 Capítulo 10
X
A cidade passou como um borrão, sem pensar, sem entender, entre duas respirações, ele estava ali: esperando que ela abrisse a porta de seu apartamento no meio da madrugada.Abriu. Olharam-se. Ela quase desmaiou, ele estava ensopado de sangue, fedendo a chorume, com um cara de quem passou pelo inferno e insistiu em sobreviver, para se gabar da experiência. Sua camisa estava rasgada, como se tivesse levado várias facadas. Ela não perguntou nada, sabia só de olhar que não receberia nenhuma resposta dele, não naquele momento. Hermione antes inquieta e arrediça, agora se escondia na cozinha, como se temesse algo, choramingava. Pararam ante ao espelho do banheiro, Camilla trouxe o kit de primeiros socorros, já se preparando para o pior, ajudou-o a retirar a camisa, esperando ver a carne exposta nos cortes. NADA. Nem um único arranhão ou hematoma. Fato que também deixou César bem intrigado, já que ele não parava de se tocar, com os olhos esbugalhados.Milla o deixou no banho quieto, pelo que pareceram horas. César já não raciocinava. Havia algo animal acontecendo com ele. Um festival de odores que antes ele não era capaz de perceber. Mas, entre tantos, um odor o chamava, clamava por ele. Milla. Levantou-se, com seus músculos bem definidos, molhados e todo seu corpo a mostra, irrompeu pela porta, rumo ao quarto dela, de onde vinha aquele odor tão convidativo. Ela exasperou-se ao vê-lo nu a encarando, como um animal que encontra sua presa tão procurada. Antes que ela pudesse compor uma única palavra, ele se aproximou, tomando-a para si com apenas um de seus braços. O contato de sua pele delgada contra os músculos de César, fez com que Milla arfasse. Seguiu-se um beijo molhado avassalador, enquanto, com suas mãos, ele a despia. Ergueu-a, encaixando-a em sua pélvis, com as pernas dobradas em torno de sua cintura. Os dois ansiavam por isso há anos. Pressionou-a contra a parede, ainda suspendendo-a, beijando-a e provocando-a com seu pênis contra a sua pélvis. Milla respondeu, seu corpo era guiado por uma injeção de prazer que há anos evitara, em uníssono, mexiam-se e enrolavam-se, sarrando e roçando suas pélvis. O olhar intenso de César, enquanto puxava os cabelos de sua parceira, e divertia-se com o seu furor, foi suplantado pela surpresa, quando num momento de êxtase e ânsia sexual, Milla encaixou-se e obrigou-o a penetrá-la. Metade de seu pênis havia penetrado, com força e pressão, o que a fez gemer de dor e prazer. Embalados pelo prazer erótico do momento, deitaram-se na cama, onde Camilla encimou-o e, após instantes de acomodação nada sutil, quicou e rebolou entorpecida de prazer. No decorrer da transa, César ficou mais agressivo, num gesto, enforcou Milla e a pôs de quatro totalmente entregue à seu bel-prazer. Segurando-lhe pelos cabelos, César a penetrou impetuosamente, com força e ritmos alucinantes. Os gemidos de Camilla não foram abafados nem mesmo pelos tapas que marcaram as mãos de césar em suas ancas largas. O ápice de sua paixão se aproximava, César a estocava com mais força a cada instante, se deliciando com o tato, o som e a visão a sua frente. A pressão aumentou, Milla deitou-se de bruços, enquanto César, apoiado nos joelhos, estocava-a por trás, enquanto segurava com força seus pulsos, para que suas contorções não os desencaixassem. César estava prestes a terminar, urrava e rosnava como um leão, quando apagou.Acordou, jogado no chão do quarto. As paredes estavam rasgadas, como se um gato muito grande tivesse afiado suas garras por ali. A cama de madeira maciça estava em pedaços, com as mesmas marcas das paredes, que também estavam profundas no chão... e na poça de sangue onde ele estava deitado. Desesperou-se, gritou por ela, uma, duas vezes, quando a viu. Seu ventre aberto. Jazia inerte a encará-lo. Parecia se perguntar: por quê?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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