Notas iniciais
"Me de o nome, eu lhe darei o sangue" - Ataïr Ibn-La'Ahad

Era uma festa muito bonita, e a única coisa mais bonita que ela era Gabrielle Monsign, ela estava dançando de forma exuberante aquela noite, e eu estava sentado numa mesa de madeira cheia d comida por perto junto do Glorfindel e de seus irmãos idiotas, Donny, Froid, Sett e Ozzy. Era estranho como criaturas de um metro e vinte comiam tanto, não gostava nem de pensar onde tudo aquilo ia parar.

– Por que não fala logo com ela a invés de seca-la como uma ameixa? — disse Glorfindel perto da minha orelha — se você não for vai perder a chance por que eu estou indo até lá, e ai o que me diz?

– Boa sorte.

E lá se foi o pequeno gnomo de encontro a Gabrielle, não que eu estivesse dizendo que ele não tivesse nenhuma chance com ele mas, quando se pos ao lado dela, a desigualdade de tamanho era grande, eu o ouvi quando ela para dançar, ele deu um leve sorriso e disse " Hm, minhas desculpas pequeno gnomo mas eu não posso dançar com você, acho que seu amigo ficaria chateado". Naquele momento ela voltou seus lindos olhos castanhos claros até o encontro dos meus, seus lindos cabelos castanhos escuros esvoaçavam ao vento, ela saiu em direção a mesa em que estava sentada com outras jovens e se sentou, olhou novamente para mim e tornou o rosto para as amigas.

– E ai o que ela disse? — perguntei satiramente para o coitado do Glorfindel.

– O que mais? Tomei um pé na bunda cara. Ela me disse que gostaria de falar com você.

– Eu ouvi, e acho que é isso que vou fazer.

Levantei-me. Tentei tomar um pouco de coragem e fui de encontro a mesa em que ela estava, eu estava meio mal vestido em comparação a ela, mas com roupa eu pouco me importava. Lá estava eu sem conseguir falar junto a mesa, apenas admirando sua beleza.

– Poderia começar com oi. — disse ela voltando-se para mim.

– Ah, e, claro, boa noite senhorita. Se importa de me conceder uma dança? — estendi a mão para ela e ela segurou, meu coração palpitava naquele instante.

Dançamos muito tempo juntos, e conversando durante a dança ela me disse que era feitiçeira e que morava longe dali, perto das terras selvagens, na parte leste de Eledir para ser mais exato. Era mais meia noite quando a festa estava acabando, ele me disse que teria de ir embora ou seus pais ficariam preocupados. Na despedida ela me deu um beijo na bochecha que logo em seguida ficou corada.

– Nos veremos novamente, eu sei disso, meu pai tem uma loja de ferragens em Eledir, e quase sempre eu estou por lá, então não é um adeus. — disse ela em seu tom suave de voz.

– Até mais então.

Fui de encontro ao meu senhor Meriadoc e fomos juntos para casa, foi uma das melhores noites da minha vida.