Notas iniciais
Bem, este é o lado da organização dos magos sombrios da história. Em parte fiz menção a um poema: Loveless, originário da série Final Fantasy 7

Lá estava ele, como sempre, sentado no trono de pedra desse maldito castelo, mais parece uma masmorra com veios de sangue descendo do teto. Sete tronos de pedra constituíam aquele salão, todos os tonos fazem parte das pilastras que sustentam o teto. Nossa organização é composta por sete magos, Auron, o número um de nossa organização, ele tem um incrível poder de manipular a mente das pessoas, acho que é por isso que nos mantém aqui, dera nossas pobres almas se fosse somente isso, ele é um assassino gracioso, matou muitas pessoas sim, mas não sem recitar “Loveless”. Acho que ele é um tanto quanto doentio quanto a isso.

Quando a guerra das criaturas ocasiona o fim do mundo
A Deusa descende dos céus
Asas de luz e escuridão propagam-se
Ela nos conduz à felicidade, sua dádiva eterna.

– Loveless, ato I. Porque sempre recita esses poemas, Auron, você tem algum problema na cabeça?

– Escolha melhor suas palavras para falar comigo, você é jovem eu lhe perdoou, mas, lembre-se de quem salvou sua vida – eu odiava quando ele dizia isso, eu entendo ele me criou mas não creio que seja o melhor pai, se é que assim posso dizer, do mundo.

– Que seja Auron, que seja. Você convocou uma nova reunião por conta do que Vincent fez, não é.

Nossa organização é constituída por loucos, de certa forma. Vicent é o número três da organização, ele não pensa muito antes de agir, mas é extremamente perigoso por ter um temperamento agressivo. Kyle é o número dois, um verdadeiro intelectual em batalhas e também o mais velho da ordem, creio que tenha uns cem anos. Elliot, número quatro, o maníaco da organização, ele quase nunca fala em troca disso mata sem pensar duas vezes e tira do sangue de seus oponentes sua força. Ashley, número cinco, uma linda mulher, seduz suas vitimas até que estejam em distâncias curtas e as beija, ele fez um feitiço na própria língua para que esta fosse venenosa. Tom, número seis, apenas um mercenário, faz tudo o os outros mandam. E eu sou o número sete, um mago criado pelo acaso.

– Benjamin, entenda, não é a vontade da deusa. Necessitamos daquele livro, só ele nos levará a dádiva eterna. Esse mundo nos odeia, somos aberrações para eles, eu vejo elfos, imortais sem aproveitar o presente que a deusa lhes entregaram, não fazem nada, ficam quietos admirando as estrelas.

– Dizem que são sábios.

– Não, sabedoria não é tudo. O poder contido naquele livro pode destruí-los para sempre e então nossa raça estará salva de contradições, nossa felicidade foi negada por eles.

Então Auron recitou o ultimo ato de Loveless:

Meu amigo, o destino é cruel
Não há sonhos, honra não resta
A flecha abandonou o arco da Deusa
Minha alma, corrompida pela vingança
Suportou a tortura para encontrar o fim da jornada
Na minha própria salvação
E seu eterno torpor
A lenda falará
De sacrifícios no fim do mundo
O vento navega sobre a superfície da água
Sossegado, mas seguramente.

Ainda que o amanhã esteja escasso de promessas
Nada evitará meu retorno
Para tornar-se o orvalho que saceia a terra
Para salvar as areias, os mares e os céus
Eu te ofereço este silente sacrifício.

Notas finais
Obs: silente é sinônimo à calado.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.