Heal me

2 Eu fiz de novo.


Notas iniciais
Voltei com mais um capítulo. Ainda estou acertando os dias certos de postar, mas é provável que seja dois dias por semana ♥ Os caps vão ficar maiores sim, apenas esses primeiros ficaram um tanto curtos. Sorry :3 Boa leitura ^^

“Festa no Monkey Bar na sexta. Se prepara cara, vai ferver”.

...

Bom... O fato de eu querer começar a me comporta melhor, não significa necessariamente que eu deva parar de ir a festas. Apenas não vou fazer nenhuma besteira. Eu consigo... Não é?

~ Uma semana depois ~

-- Mais uma segunda feira. – Resmungo quando ouço o alarme do meu celular tocar.

Essa segunda em especial parece ser mais terrível que as outras, faz apenas três dias desde a festa de sexta feira. Eu deveria ter ignorado aquela mensagem do Erik.

Acordei exatamente às 6h30min, como é meu horário todas as manhãs, mas eu nunca cumpria. Levantei e fiz toda minha higiene pessoal e coloco o uniforme do colégio. Quando eu desci meu pai e Thomas estavam se sentando, cheguei no horário certo a mesa. Sentei-me ao lado de minha mãe que nem dirigiu seu olhar para mim. O clima estava tenso.

—- Mãe eu...

—- Ainda não estou falando com você. – Me interrompe sem ao menos olhar para mim, levanta da mesa sem falar com mais ninguém. Ela pega uma maça e se sobe as escadas.

—- Que droga. – Solto um longo suspiro. – Me pergunto até quando ela ficará com raiva de mim. – Falo olhando para meu pai.

—- Comece tentando tirar o cheiro daquela garota que ainda está impregnado no nosso banheiro. – Meu pai fala também se levantando e saindo do local. Ele é um homem na maior parte do tempo calmo, mas podia-se ver que estava com muita raiva e que o sábio a se fazer era não falar mais nada.

—- É Nic, você pisou feio na bola. – Thomas fala me encarando enquanto comia mais um pedaço de sua panqueca.

—- Eu sei, eu sei. – Falo coçando violentamente minha cabeça. – Que droga, eu sou muito burro.

Foi um erro ter ido a aquela festa, mas eu juro que não planejei ficar tão bêbado. Pelo menos não a ponto de trazer uma garota aqui em casa e fazer sexo com ela no quarto dos meus pais, que haviam saído. E como se não bastasse à garota vomitou no banheiro do quarto deles.

—- Ainda estou surpreso com a sua capacidade. Como alguém consegue erra a porta do quarto?

Eu reviro o olho já cansado daquela conversa. -- Eu estava bêbado. Poderia confundir você com a Beyoncé.

—- Vou lembrar de sempre trancar a porta do meu quarto a partir de agora. – Ele fala isso e se levanta rindo.

(...)

Chegando na sala de aula sento no mesmo lugar de sempre depois de cumprimentar Rosé. Não demorou muito até o professor chegasse e já organizasse seu material em cima da mesa.

—- Bom dia turma. Abram o livro na página 14, começaremos a correção dos exercícios deixados na aula passada. – Todos começaram a mexer no material. – Menos você Nicolas Clak. – Ele fala e todos olham para mim.

—- Por quê?

—- A diretora quer falar com você. Está lhe esperando na sala dela. – Foi a ultima coisa que o professor falou antes de voltar seu olhar novamente para o livro.

Engulo seco e me levanto para sair da sala. A diretora Brigitte William é quase uma fascista, que faz qualquer um tremer na base. Respiro fundo em frente à porta dela antes de entrar.

—- Bom dia senhor Clark. – Ela diz sentada de braços cruzados atrás de sua mesa me encarando de cima a baixo como se eu fosse uma ovelha que chegou ao matadouro.

—- O que quer comigo? – Pergunto e ela descruza os braços e se levanta.

—- Você nunca foi um exemplo comportamental em minha escola. Contudo, eu e seus pais chegamos à conclusão que está ultrapassando todos os limites e...

—- Quando foi que meus pais conversaram com você?

—- Não me interrompa. – Ela diz calmamente, mas com um tom de voz um tanto macabro. – Essa escola tem muito renome. Não é qualquer um que consegue estudar aqui. Seus pais e eu chegamos à conclusão que está desperdiçando essa oportunidade e seu potencial.

—-... – Eu permaneci calado, não ousaria falar qualquer coisa.

—- Concordamos em uma medida punitiva e de auto-correção. – Ela fala e eu fico em dúvida. Era para eu ter entendido o que ela falou?

—- Okay. E o que quer dizer com isso? – Eu pergunto e a mais velha aminha frente solta um suspiro.

—- Lhe darei uma atividade extracurricular que ocupará parte do seu tempo livre e o ajudará em longo prazo em diversas coisas, principalmente em criar responsabilidade. – Ela da à volta em sua mesa e senta novamente em sua poltrona.

—- Que... Que atividade?

—- Há uma garota de sua turma que não compareceu a nenhum dia de aula. Ela era da turma do terceiro ano do ano passado, mas reprovou. Ninguém nesta sala a conhece provavelmente.

Ela era do terceiro ano? Mesma sala do Erik, se eu não tivesse reprovado no primeiro ano teríamos estudado juntos.

—- Ela reprovou e tá matando aula? Ela é uma delinquente ou o que? -- Falo dando uma risadinha no final da frase.

—- Não fale como se seu histórico escolar fosse grande coisa. -- Ela diz curta e grossa e ao ver minha expressão acaba soltando uma risada, ela se diverte com a desgraça alheia, incrível. -- E não, a garota é inteligente, muito na verdade. O que aconteceu é pessoal dela e não tenho permissão para lhe contar.

—- Certo… E o que exatamente isso tem haver com minha situação?-- Eu pergunto direto.

—- Até que ela decida vir ao colégio, você será responsável de ir todos os dias a casa dela deixar o material do dia e listas de exercícios. Orientar e ajuda-la a compreender o assunto que perdeu.

—- O que?!

—- Antes que abra a boca para reclamar, quero lembrar que você não cumpriu nenhuma hora de atividades complementares do Ensino Médio, que são requisitos básicos para ser forma nesse colégio. Essa é sua última chance. Se não fizer... Reprova. – Ela fala a última palavra com um sorriso, sabendo que eu não poderia recusar.

(...)

—- Como puderam concordar com isso? – Pergunto falando com meu pai pelo celular na saída do colégio.

—- Você tem que me agradecer por sua mãe não ter lhe castrado ou algo parecido. É serio... Vi ela lendo umas revistas de armas domingo de manhã.

—- Eita... – Coloco minha mão na testa. -- Aishi, não tenho escolha né?

—- Nenhuma.

Depois de alguns segundos em silêncio eu simplesmente me despeço desligando o telefone. Pego o endereço no meu bolso e vou para o ponto de ônibus. A casa dessa garota é longe para caramba do colégio. Dá para ver que é de família importante apenas pelo bairro que mora, o que não é surpresa, o que não falta nessa escola é gente rica. Os meros mortais tem que fazer prova para entrar.

Pego o ônibus e depois de vários minutos eu chego aonde tinha que descer. Ao chegar em frente a um portão gigante de grade preta eu fico boquiaberto checando novamente se o endereço estava correto. Sabia que ela não seria alguém pobre, mas não esperava me deparar com uma mansão. Eu moro em um bom bairro e tenho boa condição financeira, mas nada que se compare a isso.

Me identifiquei com o segurança que logo me deixou entrar. Andei o quintal de pedra da frente, passando por um chafariz, subi as escadas da frente e bati na porta. Não demorou para alguém abrir.

— Boa tarde senhor Clark. A senhorita Frazier está na sala de estar. – Fala um homem idoso com uniforme de mordomo.

— Certo. – Assim que eu entro sinto um frio avassalador.

— Perdoe as condições climáticas. Precisa sempre estar muito frio aqui. – Ele diz fechando a porta.

—-Ahm... Tudo bem então.

Fiquei curioso, mas decidi não me meter muito, só queria acabar logo com isso. Ele me guiou pelo caminho e apontou para o fim do corredor, onde havia uma porta já aberta. Segui pelo caminho indicado e cheguei até a sala.

—- Estou entrando. – Falo batendo na porta.

Assim que eu me preparei para entrar e inspirei o ar daquele cômodo. Uma fragrância doce de framboesa e baunilha chegou ao meu olfato, era suave, mas podia sentir com clareza, fechei os olhos para inspirar mais uma vez. Fiquei uns segundos distraídos pelo cheiro agradável daquele perfume até perceber que a dona dele estava me encarando. Eu poderia fazer uma lista das coisas que me deixaram chocado naquele instante.

Vamos começar pelo fato de uma suposta garota sentada na poltrona em direção a porta olhava fixamente para mim. Usava nada mais que um fino vestido branco mesmo dentro dessa sala que está um gelo.

— Ahm... Oi? – Eu falo para ter certeza que era uma garota mesmo e não uma estatua de porcelana ou algo do tipo. Dava até calafrios olhar nos olhos dela que nem pareciam de verdade. Sua pele é tão branca que eu me pergunto se já viu o sol alguma vez.

Ela praticamente não se mexia com exceção dos seus orbes castanhos que foram de cima a baixo me fitando. Seu cabelo era castanho e estavam presos num coque perfeito e sua franja parecia milimetricamente penteada na sua testa. Seus lábios quase brancos se entreabriram lentamente.

—- Sou Ségolène Frazier. – Sua fala era diferente, algum tipo de sotaque acompanhando de um tom fraco e suave. – Nicolas Clark imagino... – Ela enfim diz quando eu não falo nada, colocando uma de suas mãos finas e delicadas na xícara de chá a sua frente, tomando um pequeno gole sem deixar de me encarar.

Quem... Qual... Eu deveria falar alguma coisa agora não deveria?

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Características de Ségolène. Não achei ninguém com a descrição que eu criei então fiz assim.

Notas finais
E então? Espero que tenham gostado ^^ Merece algum review? hahaha Pare quem ficar em duvida quanto a pronuncia do nome dela. Se pronuncia Ce - Go - Lé - Ne, e faz um biquinho fofo de francês na hora de falar :3 haha