Heal My Scars
1 Prólogo
Notas iniciais
P.O.V's Geral
— Até que enfim essa maldita criança dormiu. Você comprou tudo que pedi? — A mulher de vestes escuras e saltos estava muito estressada.
— Aqui está, chefinha! — Seu comparsa ergueu duas sacolas.
Ali dentro tinha tudo que um bebê precisava. O que era essencial.
Haviam acabado de cometer um crime. Sequestraram um bebê.
— Não me chame de chefinha, seu idiota! — Puxou as sacolas com brusquidão.
Estavam num apartamento alugado, tomaram todo o cuidado durante a fuga. Nada de rastros, o sequestro foi executado com perfeição.
— Vou logo avisando que não sou babá. Já fiz a minha parte. — Avisou o homem.
— Sei disso, não deve ser tão difícil assim cuidar de um bebê. Aqui está o seu dinheiro, você e o seu irmão mandaram bem no serviço. — A mulher estava de óculos escuros, um lenço preto cobria os cabelos.
Pagou o comparsa. Eram cúmplices. Tinham um passado intenso.
— Papai gosta de umas verdinhas. — O bolo de notas de 50 estava preso por um elástico.
— Entregue para o seu irmão. — A bela mulher lhe deu mais um bolo de dinheiro.
— Quando precisar, estaremos às suas ordens, patroa! — O moreno usando sobretudo sorriu perverso.
— É bom mesmo. Agora vaza daqui, e seja discreto. Dê a grana e o recado para o seu irmão! — O acompanhou até a porta.
Foram os 3 mil mais bem pagos.
Trancou a porta se sentindo triunfante, planejara aquilo fazia semanas.
Tudo por vingança.
E claro, não perderia a chance de lucrar em cima.
Olhou para a criança sobre a cama, a pequena bebê dormia serena.
— Seus pais devem estar loucos. — Sorriu imaginando a cena.
Tinha sido tão fácil roubar a bebê.
Tirou os óculos e o lenço de seda, as madeixas louras caíram pelos ombros.
Os olhos azuis cintilavam. Transmitiam um brilho sombrio.
— Agora será tão fácil se passar por sua mãe. Somos até parecidas agora, neném! — Se abaixou para ver os traços delicados da criança. — Acontece que eu não tenho como dar de mamar. — Segurou a risada.
Jurei a mim mesma que me vingaria de todos vocês.
— Culpe o seu pai e a vadia da sua mãe por isso... — Tirou o celular do bolso.
Um pré-pago sem chances de ser rastreado, o aparelho era descartável.
Bateu uma foto da pequena.
Sabia o número que precisava de cor.
Rapidamente digitou uma mensagem com a foto anexada.
"Estou com sua filha. A criança está em perfeita condições como pode ver. É um anjinho lindo. Nada de contatar a polícia. Logo mais estarei entrando em contato."
Mensagem enviada para Freddie Benson.
Sorriu orgulhosa, mais tarde entraria em contato para acertar o preço do resgate.
— Que lindinha. Já tenho um valor para você. E se eles não conseguirem pagar, não serei eu a sair perdendo. Te jogar no lixo seria um grande desperdício, vou te vender e problema resolvido. — Tinha um plano B.
Arrumou o bebê-conforto ao lado da cama. Mandou comprar roupinhas, fraldas, produtos higiênicos para bebês e mantimentos.
Não sabia quanto tempo levaria a negociação.
Só precisava de uma babá temporária, ela tinha coisas importantes a fazer e não iria torrar a paciência limpando bunda e ouvindo choros de um bebê que nem era seu.
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