Head or heart
1 cacos de vidro
Notas iniciais
Olhei para os cacos de vidro espalhados pelo chão, não acredito que me descontrolei, mas não tinha como manter a calma, meus pais passaram dos limite, deixei eles me controlarem que nem uma marionete por 26 anos, mas escolher com quem eu iria me casar foi a gota d'água. Era pra ser apenas mais um jantar chato em que eu tenho que me comportar como ma perfeita dama enquanto meus pais falam sobre negócios da empresa e as viagens luxuosas que fazemos juntos.
- Emma! Minha mãe chamou minha atenção, desviei meu olhas dos cacos de vidro para minha mãe, ela não esperava que eu fosse jogar a taça de vinho na parede – Que atitude é essa minha filha? — ela perguntou em um tom de repreensão e eu finalmente respondi:
- A atitude que eu devia ter tomado faz tempo! Chega!
- Emma..-Neal me olhava assustado com certeza não esperava essa reação minha , eu sempre concordava com o meus pais diziam e faziam, mas desta vez não.
-sabe eu esperava mais de você Neal! — eu disse o interrompendo – Nunca imaginei que você fosse se rebaixar desse jeito. E você pai – me virei em sua direção – Concordou com isso?
- Emma, se acalme por favor? — Meu pai pediu tentando deixar o ambiente estável de novo, mas isso era uma missão impossivel
- Calma? — gritei – Como você pede pra eu ter calma? Você acabou de arranjar um casamento pra sua filha.
- Emma..
Não deixei meu pai continuar, sai daquela sala o mais rápido possível, peguei as chaves só meu carro e deixei a mansão o mais depressa possível. Dirigi em meio as ruas desertas da pequena cidade de Storybrook, quando percebi, já estava afastada o suficiente pra ninguém me achar, meus pais devem estar me procurando feito loucos agora.
Esqueci de me apresentar, meu nome é Emma Swan tenho 26 anos, sou investigadora policial de Storybrook, o que eu considero um milagre porque minha mãe quase teve um ataque cardíaco quando disse que seria investigadora policial e não advogada, ela acha que é uma profissão nada elegante pra uma “princesa” como ela costuma me chamar, digamos que ser da alta sociedade não é muito vantajoso. Meus pais são donos de uma rede de joelheiras espalhadas pelo mundo, a Encantados Joias. Colares, anéis, pulseiras, e outras peças de joias enfeitadas com os mais lindos diamantes vistos já vistos. Meus pais comandavam a empresa junto com seus sete sócios, somos quase como uma família, mas a verdade é que não somos, eu cresci infeliz, rodeada de empregados, sem muita privacidade, sem falar nas obrigações, aula de balé, piano, cursos de língua estrangeira, aprender sobre os negócios da família, também tinha as etiquetas, nada de falar de boca cheia, postura reta,e assim vai. Amigos? Tenho poucos, mas vale o que já tenho, por causa desse maldito dinheiro, encontrei poucos amigos verdadeiros , que gostassem de mim de verdade, Regina que fez faculdade de direito comigo, August que conheci quando cheguei em storybrook, um excelente escritor, e Ruby a garçonete do Grannys e futura empresaria. Mas eu acho que a pior parte de tudo foi a obrigação de ser a filha perfeita, de certa forma isso acabou comigo, acabei confundido respeito com temor, eu sempre concordei com meus pais em tudo achando que isso era ser obediente, me tornei uma mulher medrosa, sem opinião e controlada, um fantoche de peças teatrais em que te passam um texto segue a risca cada palavra que está escrita nele. A menina que eu era, cheias de sonhos e vontades, não teria orgulho da mulher que me tornei hoje.
Eu estava encostada em uma arvore na parte mais alta da cidade, observava as luzes da cidade, o silencio era ensurdecedor pra mim, eu ouvia meus pensamentos gritando em minha mente, nessa horas é que sinto falta de NovaYork, apesar das ruas movimentadas , a cidade barulhenta não fazia tanto barulho quanto meus pensamentos. Aquele jantar não saía da minha mente, queria poder esquecê-lo.
#flashBack on
me olhei no espelho e vi se estava tudo ok, aparentemente sim, vestido impecável, maquiagem leve, cabelos bem arrumados, é, estava bom pra um jantar de negócios, mas o problema não era roupa ou o jantar , era quem vinha pra cá, o Sr. Gold, dono de varias casas de leiloes, um homem extremamente poderoso e influenciável, o cara é bilionário, fazer negócios com ele seria ótimo para meu pai, mas o problema era que Neal com certeza viria junto, e eu teria que aguentar suas ironias a noite toda, chegamos a namorar por uns 3 meses, quando eu conheci ele era um rapaz legal, não era um mala que é hoje, desde que ele começou a trabalhar com os negócios o pai ele se tronou um homem possessivo e ambicioso, e nunca gostou muito do fato de eu ter dado um fora nele, é ainda dizem que somos namorados pelo fato de estarmos sempre juntos nas festas da empresa, mas mal sabem que eu que estou sendo obrigada, meus pais não acham com uma dama da alta sociedade chegar sozinhas em eventos.
Desci as escadas e fui em direção a sala de jantar, quando entrei vi Neal a mesa sentado a esquerda, meu pai na ponta e minha mãe a direita, todos estavam alegres e animados, mas única coisa que veio em minha mente foi “onde esta o Sr. Gold ?” ignorei minha pergunta e sentei a mesa ao lado de minha mãe.
- Emma, você esta linda! — Neal disse olhando pra mim
- Obrigada Neal, bom te ver! — Disse educadamente e com um pouco d ironia no tom de voz
- É bom ver minha noiva animada!
- Como? — perguntei espantada
- Filha Neal veio nos pedir sua mão em casamento, já estava na hora desse namoro acabar e vocês se casarem! — meu pai disse animado.
- Pai o fato de andarmos juntos nas festas da empresa não significa que estamos namorando!
- Ora Emma, não seja tola, es...
- Chega!- aumentei meu tom de voz levantando da mesa – Eu não vou me casar!- gritei e joguei a taça cheia de vinho que estava na minha frente contra a parede.
#flashback off
Entrei no carro e dirigi até a casa da Regina, precisava falar com alguém, e não tem ninguém melhor que minha melhor amiga pra ouvir meus problemas.
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