Notas iniciais
Oi gente! Desculpem a demora, eu estava esperando passar o simulado pra poder postar o novo capítulo. Mas agora espero que as coisas fiquem bem mais Lights. Enfim, faltam apenas três capítulos pra história acabar. Irei encerra-la no capítulo 30, mas não se preocupem, não irei parar de escrever, como disse em um capítulo, a minha segunda fic sobre CS na floresta encantada já está disponível pra vcs, e logo postarei uma outra tbm sobre CS rsrs, que vai ser narrada pelo Killian. Espero que gostem, Boa leitura!

A alegria de ontem a noite acabou quando minha mãe deu aquela notícia catastrófica para todos que estavam lá. "Gold confessou ter matado Cora" aquela afirmação me tirou os sono, nem com Henry dormindo ao meu lado eu consegui dormir. Então aqui estou eu, na delegacia de Nova York, sim, vim falar com Gold, não é do feitio dele se entregar. Alguma coisa ele estava aprontando. A sala de visitas da delegacia e pequena, apenas 4x4 de largura, as paredes pintadas de Verde escuro deixava a sala meio sombria, pois a luz do Sol que atravessava a pequena janela com grades era mais forte que a lâmpada fracamente branca.

– Senhorita Swan! — Gold disse entrando na sala, ele estava algemado usando um uniforme laranja, e acompanhado de dois policiais. A segurança estava de parabéns, lá em storybrook não precisa de tudo isso, até porque não temos tantos bandidos perigosos, não que seja menos importantes, mas a maioria dos casos que recebemos são de pessoas viciadas em drogas roubando estabelecimentos, e Leroy bêbado. Sério! Perdi as contas de quantas vezes ele passou noites na delegacia pelo mesmo motivo, Álcool — A que devo a honra da visita? — Gold perguntou enquanto se sentava na cadeira a minha frente. Os policiais saíram da sala nós deixando sozinhos, mas ficaram na porta por segurança.

– Vou ser bem direta Gold? Qual é o plano? — perguntei me referindo a minha suspeita de que não acreditava que Gold se entregará pra Polícia sem ter algo em mente.

– Plano? Que plano? — se fez de desentendido.

– Vamos lá Gold, não vai me dizer que se sente arrependido e quer pagar seus erros! — falei impaciente.

– Arrependimento? Nunca foi um tipo de sentimento que gostei de sentir. Então você está certa, eu não me arrependo. Aquela mulher estava me perseguindo, acabar com ela foi muito fácil. E acredite, eu não tenho nenhum arrependimento correndo pelo meu sangue. — Ele disse praticamente cuspindo as últimas palavras. A vontade que eu tive foi de sair dali, por algum motivo eu nunca me senti confortável na presença de Gold, talvez seja porque parte de mim já desconfiava que ele não era uma boa pessoa.

– Então porque ta aqui?

– Porque tive pena da sua mãe! Resolvi deixar todos felizes, deveria me agradecer! — disse em um tom de deboche.

– Todos felizes? — franzi o cenho confusa — E você? Como fica? Não me diga que está curtindo comer arroz com frango no almoço pra depois da hora do descanso ir lavar privadas — ironizei.

– Estou vendo isso como uma experiência!

– Experiência? — eu disse incrédula — só pode ta brincando com a minha cara! — respirei fundo — Como matou Cora?

– Não tive muito trabalho! — ele falou tão friamente que até pude sentir o clima frio se instalar no local — Quando cheguei no apartamento dela a porta estava aberta, sua mãe esqueceu de fecha-lá quando saiu apressada com medo do que tinha acabado de fazer. Quando eu subi a escada, encontrei Cora com dificuldade pra andar, ela estava se esgotando nas paredes, e ela também estava muito próxima as escadas, foi o momento perfeito, apenas a empurrei com minha bengala, eu vi o corpo girar e parar ao alcançar o chão de madeira no final da escadaria. O copo de whisky na mão só fez com que tudo parecesse um acidente. Então chequei se ela estava morta antes de sair, depois mandei sumiram com as gravações em que eu aparecia quando fui visita-lá no hotel, então segui para encontrar Killian, que estava chegando da nossa pequena viagem de negócios. E fim, terminei a história que você estava tão ansiosa pra ouvir.

Ao ouvir Gold contar a história pra mim, eu fiquei com os olhos arregalados com tanta frieza, ele não esboçou nenhum sentimento no decorrer da confissão. Me contava tudo como se fosse uma história de um dia comum de trabalho, é se tratando do poder que Gold tinha, me perguntei se isso não era uma coiaa comum que ele fazia. Que eu saiba ele não é o tipo de homem que deixa alguém se meter em seu caminho, na verdade ele eliminava pessoas do seu caminho.

– Agora você vai pagar por tudo que você fez Gold! — falei friamente

– Já lhe disse Emma, eu tenho boas pessoas trabalhando comigo!

– Só um milagre pra te tirar daqui Gold, eu tenho provas da bendita clínica que você mantinha na ilegalidade junto com Zelena, aliás ela também está presa.

– Homens como eu não costumam ficar presos por muito tempo, ainda mais com advogados que posso pagar!

– Muito convencido, sua situação ta muito feia Gold! Não tem como você sair daqui. Ou melhor, tem sim, você pode sair daqui pra ir pra penitenciária, porque isso — gesticulei as mãos para cima, indicando que eu falava do lugar em que estávamos — isso não é pra sempre.

– Nada é pra sempre queridinha! Nem mesmo a terra em que vivemos durará pra sempre.

– Mas o foco dessa conversa não é a terra!

– Senhorita Swan, essa conversa não tem fundamento, volte pra casa, espere o tribunal, ou até antes!

– O tempo de visita acabou! — o policial disse entrando na sala.

– Ora, vejo que tenho que voltar pra minha cela. Tenha um bom dia senhorita Swan! Até qualquer dia.

– Vai pro inferno!

– Já estou nele! — foi u última coisa que ele disse antes de sair da sala acompanhado de policiais.

..........

– O que ele disse? — killian perguntou pra mim assim que eu saí da delegacia.

– ele me contou como matou sua mãe! É tudo verdade.

Ele me olhou surpreso, realmente não acreditava que Gold tinha feito isso, comecei a contar pra ele tudo que Gold me contou sobre o assassinato de Cora. Seus olhos azuis ficavam cada vez mais arregalados, não demorou muito pra que ele derramasse a primeira lágrima e em seguida às outras, por mais que ele tentasse segurar, não conseguiu.

– ta tudo bem! — tentei acalma-lo enquanto o abraçava. Ele parecia um criança perdida, perdido em seus pensamentos, a mãe era seu porto seguro.

......

Já era 23:00 da noite quando chegamos em Storybrook. Ia dormir na casa de Killian hoje então nem passei em casa, Henry estava com meus pais, não que eu confiasse muito na minha mãe, mas meu pai estava lá então tava tudo ótimo. Peguei apenas uma bolsa pequena com o necessário e deixei as malas no carro. Entramos em casa na esperança de conversar com Regina um pouco, mas ela já estava dormindo, com a gravidez ela tem dormido mais cedo esses dias.

– Que dia horrível! — comentei entrando no quarto de Killian e indo deitar na cama dele.

– Nem me fale! — killian disse tirando sua camisa e seguindo para o banheiro.

Peguei meu celular e coloquei uma música pra tocar, eu estava com estresse acumulado, a música sempre foi a melhor maneira pra me relaxar.

– Red dress da Lucy Hale? — killian perguntou saindo do banheiro.

– Sim, gosto das músicas dela! — respondi me ajeitando na cama, ele se deitou ao meu lado, ficando de frente pra mim e me encarando com seus olhos azuis.

– O que foi? — perguntei sem graça depois de ele me encarar por tanto tempo.

– Essa música me lembra você na praia!

– Porque?

– Por causa do vestido vermelho que você usava, posso dizer que naquele dia eu estava meio que nervoso, você não me suportava.

– Hey, você também não!

– Quem começava a se estressar? — ele perguntou fazendo uma cara de que era mais do que óbvio.

– Você me chamava de cabeça quente!

– Mas como disse, uma cabeça quente bem interessante!

Nesse momento a música mudou pra My everything da Ariana Grande. Me juntei pra mais perto dele que me abraçou enquanto eu escorava minha cabeça em seu peito. Estava tão cansada que a única coisa que lembro foi dele cantando o final do refrão da música pra mim.
Cause you are my everything
..........

A semana passou voando, o julgamento da morte de Neal foi encerrado, o marido de Tamara é mesmo o culpado, mas Zelena também não escapou, levou uns anos de prisão por ser cúmplice, é ainda teria que aguardar o julgamento sobre a clínica ilegal com Gold que seria amanhã. hoje é aniversário do Henry e ele não faz ideia de que vai ter uma festa. Estávamos jogando bola no campo de futebol que tem na praça, e eu, é claro, estava perdendo feio. Killian estava sentado no banco da praça nos observando... e rindo da minha cara por não saber jogar bola.

– Sua mãe não joga nada Henry! — ele comentou fazendo Henry rir também.

– olha só queridos! Eu sou uma dama! — falei com o tom mais superior que consegui usar.

– Mãe é feio tentar arrumar desculpas por causa do seu fracasso!

– Mas não é desculpa! — falei com uma falsa indignação — Eu sói muito delicada!

– Mas a senhora não foi delicada com os meus ouvidos ontem! — meu pequeno disse com um sorriso travesso.

– Não mandei você jogar bola na sala de casa, levei uma bronca da minha mãe por causa das taças que você quebrou!

– Tal mãe, tal filho! — killian se meteu ma conversa.

– Você quer apanhar também? — brinquei

– De você? Adoraria! — sorriu malicioso pra mim.

– Henry vamos continuar a jogar! — falei pro meu filho que correu rapidamente para o gol. Olhe pra Killian reprovando a atitude mas não pude deixar de dar um sorrisinho travesso.

– Palhaço! — falei antes de virar e ir até Henry.

– Ta gata com esse vestido sujo de areia!

Continuei a jogar bola com Henry até anoitecer. Eram 19:00 da noite quando Killian chamou pela gente!

– Sua mãe disse que você tá com o Cartão dela, e ela ta precisando de volta!

– Ai meu Deus! VAMOS Henry!

....... ............ ........ ........ ...

– SURPRESA!! — todos gritaram assim que nos três entramos em casa. Em seguida começaram a cantar parabéns, Henry estava muito feliz, o guiei até a mesa do parabéns onde ele soprou as velinhas que estavam em cima do bolo de chocolate. Tudo saiu como planejei, a cada decorada com balões azuis e vermelhos, o quintal de casa cheio de brinquedos infláveis, a piscina limpa, sem falar na tortas e doces que estavam em cima da mesa. Henry e as outras crianças se divertiram bastante, brincaram em todos os brinquedos, dançaram as músicas que estavam tocando, se divertiram com os palhaços. Já eu fiquei me divertindo com os meus pais e alguns amigos meus.

– Mãe mãe, obrigada, to amanso a festa! — Henry disse pra mim animado.
– Vai se divertir garoto! É seu dia!

– Vamos tomar banho de piscina por favor!

–Agora Henry, não to com vontade! — falei meio sem jeito de dizer não pra ele.

– Sabia que você ia dizer não, então combinei o plano B! — ele disse sorrindo.

– Plano B? — o olhei confusa.

– Eu sou o plano B! — killian disse me pegando no colo, sério? Isso não vai parar de se repetir. Ele pulou e eu apenas senti a água gelada da piscina começar a me fazer tremer de frio. Logo é seguida Henry pulou na piscina e subiu em minhas costas.

– Você anda um meninozinho muito travesso ultimamente! — falei pra Henry — Feliz aniversário!

– Te amo mãe! — ele disse se agarrando ainda mais em mim.

– também te amo!

......

– Emma! — killian gritou pra mim, eu estava escovando os dentes no banheiro — seu celular! — ele disse entrando — É Graham, acho que é importante!

– obrigada! — peguei o celular — Graham?

– Oi Emma! — cumprimentou do outro lado da linha — Tneho uma péssima notícia! Ta sentada?

– O que aconteceu? — perguntei preocupada

– Gold! Fugiu! — disse sendo bem curto e direto.

– Fugiu? como assim?

– Também estamos tentando entender Emma, haviam câmeras na cela, não sei como ele conseguiu fazer um túnel pra fugir. Estamos atrás dele. Qualquer nova informação eu te aviso!

– Tu-tudo bem! Obrigada Graham — desliguei o telefone aflita, Gold fugiu, agora era um criminoso procurado, finalmente entendi a nossa conversa.
Me lembrei da frase que me deixou confusa, mas agora tem muito sentido.
"Homens como eu não ficam na cadeia por muito tempo"