Head or heart

15 O que está acontecendo comigo?


Notas iniciais
Oii lindos! Desculpem a demora é que fui pra casa do meu avô e de lá eu não consigo postar a aqui, mas uma boa noticia é que eu escrevi logo dois capitulos pra compesar o atraso. Boa leitura pra vcs.

– Eu não sabia que você estava tão infeliz! — ele continuou e sentou ao meu lado — você me desculpa?

– Mas é claro papai — nesse momento não tive força pra conter as lágrimas — você me desculpa também?

– Claro que sim minha princesa! — ele me abraçou e confesso que uma onda de pensamentos felizes vieram quando ele me chamou de princesa — ambos temos culpa nisso tudo! — continuou

– Talvez! — falei sem larga-lo

– agora conta pra mim — ele me soltou e nós nos ajeitamos no sofá — você vai mesmo atrás dessa criança?

– Vou, e vocês não vão me convencer a fazer o contrário! — falei firme

– Nem lhe convenceria a isso — ele segurou minhas mãos — você pode contar comigo pro que precisar.

– Eu sei pai — soltei um sorriso que logo se desfez — Mas a mamãe...

– Filha esquece a sua mãe — Me interrompeu

– Pai, eu tento... Mas ela é minha mãe, e triste pra mim ver minha mãe chateada comigo, porque eu não consigo não ligar pro que vocês vão pensar?

– Porque você é uma boa filha, é aquele tipo de pessoa que não gosta de ver pessoas que gostam de você desapontadas com você — ele fez uma pausa e eu encostei a minha cabeça em seu ombro e ele colocou o braço por trás de mim e o apoiou em meu ombro — apesar de todas as loucuras somos seus pais, você nos ama assim como te amamos.

– Ah pai, você tá certo. Confesso que amo quando você me ouve e procura me entender, porque ultimamente o senhor não tem feito isso — confessei

– Eu sei, vamos mudar isso tá legal? — ele olhou pra mim esperando uma resposta

– Ta legal — respondi com um sorriso

– Bom, agora vamos a parte de você tentar se entender com a sua mãe.

– humm, isso vai ser bem difícil!

– Sei que quer ir atrás do se filho mas se quer ter sossego pra fazer essa busca é melhor dizer que desistiu.

– Tipo, fingir que desisti de ir atrás dele pra poder ir atrás dele!

– Isso.

– Não acho que seja uma boa ideia! — falei me soltando de seu braço e levantei — acho que a mamãe tem que saber que estou indo atrás mesmo sem a vontade dela, porque não quero que ela pense que ainda pode me controlar. Ela tem que saber que eu tomo minhas próprias decisões, e a minha decisão agora é ir atrás do meu filho.

– Olha só, minha garotinha ta crescendo! — papai falou com um sorriso de orelha a orelha — to orgulhoso de você! Ainda chateado, mas quem não comete erros?

Não tenho palavras pra descrever tudo que eu sentia agora, meu pai estamos nos aproximando de novo, e dessa vez ele está procurando me entender, mesmo estando chateado, mas ele sabe que de certa forma todos temos uma parcela de culpa ( apesar da minha ser a maior). Um barulho fez meu pai e eu desviarmos o olhar pra porta da sala. Minha mãe entrou em casa tirando o casaco preto, e jogou no sofá. Nos encaramos em silêncio e ela começou a se aproximar fazendo que ouvissemos o barulho dos passos que dava com seus saltos pretos.

– Bom — ela fez uma pausa e se sentou na poltrona — Quem quer falar primeiro?

– Falar o quê — falei dando de ombros — Já conversamos tudo que tínhamos que conversar!

– Claro que não! Mais cedo você disse que ia atrás dessa criança, espero que você tenha tirado essa idéia maluca da cabeça!

– Bom mas eu não tirei — falei em um tom mais firmes — Quer mesmo se estressar com isso? — perguntei

– Não, por isso espero que você colabore!

– Colabore com o que? Não tenho mais 7 anos mãe, não sou obrigada a ter que aceitar as coisas que você me mandar fazer!

– Então vai ser uma menina rebelde?

– Não sou uma menina rebelde, sou uma mulher adulta que toma suas próprias decisões!

– David! — minha mãe olhou pro meu pai que eu estava com um sorriso no rosto que logo se desfez, pois ele tentou mostrar seriedade — Não vai falar nada?

– O que você quer que eu fale? — ele perguntou tentando não rir — Ela não vai mudar de ideia!

– Então é complô! — minha mãe falou entendendo a situação — Quer saber aposto que isso é fase, fica a vontade, faz o que você quiser, mas eu não vou cobrir suas burradas! — comecei a rir por dentro. Fase, que fase?

– Não estou lhe pedindo isso! — eu disse e ela levantou irritada indo em direção às escadas — será que eu ela sabe que está me fazendo um favor me deixando em paz? — falei rindo e meu pai riu junto comigo.

– Vai descansar filha o dia foi cheio!

– E amanhã será mais cheio ainda! — dei um abraço em meu pai e ele beijou minha cabeça.

Fui para o meu quarto e tomei um banho, troquei de roupa e peguei o lençol do Henry que estava jogado em cima da cama, abracei como se meu filho estivesse ao meu lado e cai no sono rapidamente. Agradeci a Deus por estar tão cansada e pegar no sono tão rapidamente pra não ter tempo de pensar sobre como o dia foi estressante, e começou terrivelmente mal, nem pensar tanto sobre meu filho pois a cada minuto que eu pensava em Henry a pergunta sobre "onde ele estava" apertava o meu coração. Acordei horas depois com alguém me chamando, quando abri meus olhos vi Regina e Killian sentados na minha frente, não acredito que eles estavam me olhando dormir.

– Olha quem acordou! — killian disse e eu me sentei na cama e percebi que já estava escuro lá fora, acho que dormi por um bom tempo de novo.

– Que horas são? Quanto tempo eu dormi? E... como vocês estraram aqui? — perguntei em sequência

– São 21:00, você dormiu por mais de 5 horas, e entramos pela porta! — Regina respondeu minhas perguntas em ordem

– Se vocês tivessem entrado pela janela seria bem estranho — brinquei — mas o que eu queria perguntar é quem deixou vocês entrarem, porque minha mãe com certeza não iria deixar vocês subirem.

– É por isso que eu sempre gostei mais do tio David, ele que deixou a gente entrar. sua mãe fez uma cara feia — ela fez uma careta ao dizer a última frase

– Tio David? Sério Regina? — Regina apenas deu de ombros e Killian continuou — Como você tá cabeça quente? — perguntou eu não pude deixar de sorrir, já me acostumei com ele me chamando de cabeça quente.

– Estou melhor, estava tão cansada que nem deu tempo de pensar nos problemas.

– Bom — Regina passou pro outro lado da cama sentou ao meu lado enquanto Killian se colocou um pouco pra mais perto de mim — Viemos ficar com você, a gente chamou a Ruby mas infelizmente ela não pode vir pois está cheia de trabalhos da faculdade, sabe como é! É August mandou uma mensagem e dizendo que está revoltado pois você não atende o celular, é que amanhã ele chega em Storybrook pra te dar um oi.

– Ainda nem liguei meu celular — falei enquanto colocava as mãos na cabeça — mas deixa ele lá, é melhor eu ficar um pouquinho desconectada. Bom, to vendo que hoje eu vou ter companhia pra dormir.

– Com certeza, mas antes a gente trouxe uma boa notícia pra você! — killian disse eu abri um sorriso por ter uma notícia boa naquele dia.

– Mas também tem uma má notícia! — Regina disse eu desfiz o sorriso.

– Quero primeiro a boa notícia!

– Ok — Regina respirou fundo antes de continuar — Achei seu filho!

Não escondi a cara de espanto e o sorisso que veio em seguida, meu filho, meu pequeno Henry.

– Fala! Fala por favor, onde ele tá! — a felicidade em minha voz era notável.

– Ainda ta no orfanato que você o entregou, ele teve muita dificuldade em achar um novo lar! — meu coração apertou, Henry ainda estava naquele orfanato desde que o deixei, oito anos sem alguém pra chamar de mãe ou pai, eu não sabia se ficava feliz ou triste, pois havia chances de eu pegar meu filho de volta, mas antes que eu pudesse pensar na pequena viagem de última hora que eu iria fazer pra buscá-lo, Regina continuou — A má notícia e que ele já foi adotado!

– Mas você não disse que ele estava no orfanato? — perguntei confusa

– Ele ainda está lá Emma — killian respondeu — Vai embora pro seu novo lar amanhã! Se é que posso chamar de lar!

– Como assim? Vocês sabem quem o adotou?

– Gold, ele que adotou Henry! — killian terminou a frase e estava ligando tudo agora, a encomenda era Henry, ele ia usar meu filho pra me ter nas mãos, não entendo o porque de tudo isso, Gold é mil vezes mais rico que meus pais, porque queria tanto mecher com a minha família, ou comigo, pensar nisso tudo me fez chorar mais ainda.

– Emma não chora amiga, não to aguentando te ver assim! — Regina pediu mas eu não conseguia mais, parece que esse domingo foi o domingo mais Difícil da minha vida. Killian me abraçou e continuei chorando.

– Não da Regina, eu só queria um dia de paz, será que é pedir demais? — eu soluçava em meio ao choro.

– Eu vou buscar um copo de água com açúcar pra você! — Regina se levantou e em seguida saiu rapidamente do meu quarto. Killian continuava me abraçando como se isso fosse me proteger de tudo que eu estava passando, mas eu estava gostando daquilo, gostava quando ele me tocava, gostava do seu cheiro, gostava da forma que ele se preocupava comigo mesmo eu sendo uma cabeça quente. Ok, o que está acontecendo comigo?

– Hey Emma, vai ficar tudo bem! — killian disse enquanto passava a mão em meus cabelos loiros e eu já estava conseguindo controlar o choro.

– Eu espero, amanhã vou seguir Zelena, e vou ver meu filho! — falei determinada — Não vou me abalar por causa disso!

– Você não está pensando em pega-lo né?

– Não — me soltei do abraço — Só quero ver ele, nem que seja de longe!

– Tudo bem, então eu vou com você!

– killian, Não precisa ir comigo por obrigação.

– Você não está me obrigando a nada — ele começou a secar meu rosto de leve com seus dedos — E além do mais, a comida que você paga depois que a gente termina de exercer seus planos malucos é muito boa — brincou e eu comecei a rir, como ele fazia isso!

– Como você é interesseiro Capitão! — brinquei com um tom de voz digamos... sensual.

– Sabe — ele se aproximou — há muitas coisas que me interessam!

– Aqui está sua água Em.. — Regina paralisou — perdi alguma coisa? — perguntou se deitando ao meu lado, enquanto Killian se afastava de mim.

– Não nada, já estou bem melhor! — falei pegando a água que ela segurava — Porque demorou?

–É que me escondi pra sua mãe não me ver, não estava afim de discutir!

– Bom vamos ver um filme? — perguntei com uma falsa animação.

– Partiu — killian e Regina falaram em uníssono.m enquanto nos ajeitamos na cama. Me repreendi por estar chateada por Killian ter ficado do lado de Regina e não do meu, o que estava acontecendo comigo? Porque estou me importando com isso? Esqueci isso é me concentrei no filme, depois da metade do segundo filme não me lembro de mais nada, eu dormi mais uma vez e acordei apenas de manhã, Killian e Regina foram pra casa e eu fui pro trabalho começar a investigar o novo caso que eu tinha. Antes de Killian ir embora ele me deu um beijo na bochecha, então eu apenas conclui que Regina está a certa, tem muita coisa acontecendo na minha vida, e Killian era uma delas, não sei o que estava acontecendo comigo.

Notas finais
Quem está amando essa aproximação entre killian e Emma? Regina sempre chegando em hora errada não é?