Notas iniciais
oiii lindos desculpem a demora. Então comecei uma Fic nova, se chama a fuga da herdeira, também é sobre captain Swan, mas se passa na Enchanted Forest, espero que gostem. Então, Boa leitura!

– Essa é sua nova casa! — falei pra Henry que observava a sala de casa com os olhos brilhando.

– Então você mora aqui? Não é muito diferente da casa do Sr. Gold, é enorme!

– realmente! — sorri — Mas a diferença é que a casa do Gold não tem piscina!

– Aqui tem piscina?! — perguntou pulando de alegria.

– Tem, e amanhã você e eu vamos tomar banho e depois tomar um sorvete de tarde — ele sorriu animado — Ta com fome?

– Muita, tem chocolate quente pra tomar?

– Vamos já providenciar mocinho — Peguei sua mão e fomos até a cozinha. Olhava de canto de vez em quando é percebi que Killian sorria com a cena, ele ficou calado o tempo todo enquanto Henry e eu conversávamos sobre assuntos aleatórios, conversávamos como se fosse a última vez que fôssemos nos ver, mas não seria porque agora ele veio morar comigo.

– Tem canela? — Henry perguntou de repente.

– Pra colocar no chocolate? — perguntei sorrindo de canto.

– É!

– Também só tomo chocolate quente com canela! — falei e ele riu.

– Boa noite! — mamãe entrou na cozinha interrompendo a conversa. Eu tinha me esquecido dela, não demonstrei mas eu fiquei paralisada por dentro. Comecei a rezar pra ela não fazer um escândalo dramático, pelo menos não na frente de Henry, não preciso de motivos pra Gold querer torná-lo de mim, será que esse era o motivo dele ter me devolvido Henry? Mais um escândalo envolvendo o nome da minha família. Mais uma chance de ele me infernizar. Henry observava minha mãe chegando cada vez mais próximo de nós, a expressão do menino era de curiosidade, ele deve saber que ela é sua avó.

– Killian leva Henry pro quarto! — pedi e rapidamente ele chamou Henry pra subir, mas antes de deixar a cozinha ele deu um Boa noite pra minha mãe que sorriu com educação dele. Logo Henry e Killian não estavam mais no mesmo cômodo que nós — Obrigada!

– Pelo quê? — ela se sentou na minha frente pegando um biscoito que estava na mesa.

– Por não fazer nenhum escândalo, sinceramente, achei que você fosse fazer um.

– Henry não tem culpa de você não saber pensar! — ela falou e segurei um riso, de novo ela pensa que eu sou um problema. Mas no fundo espero que ela continue assim, pois quando ela diz que Henry não tem culpa de nada é a mais pura verdade. Prefiro que ela continue me ofendendo com palavras, que queira brigar comigo, mas que deixe ele longe de tudo isso.

– A claro eu só faço escolha errada. Não somos muito diferentes mamãe. Seu marido está a 4 quadras daqui em um hotel da nossa amiga de anos, porque não aguenta dividir a mesma cama com mulher que escondeu um segredo por 1 ano. Aliás, quer saber? — me levantei ainda com olho a fixos nela — Pelo menos eu estou tentando consertar as coisas, estou encarando a verdade, estou tendo coragem de lutar contra qualquer julgamento, e você? — ela permaneceu calada e eu continuei — continua se negando a contar toda a verdade pro meu pai e pra mim, se ainda ama seu marido é melhor contar tudo pra ele, não espere que ele descubra tudo em um tribunal.

Me levantei da mesa e sai da cozinha, ela não pronunciou uma palavra, pelo contrário, o silêncio pra ouvir tudo foi tão grande que até me assustou, minha mãe não é de ouvir nada calada, é quando ouve, faz questão de dar uma boa resposta pra mostrar que tem a última palavra. Quando abri a porta do quarto vi Killian e Henry deitados na minha cama conversando, quando me viram nem se importaram, continuaram a conversa que para eles era muito interessante afinal, estavam falando sobre vídeos games, Henry estava bastante envolvido na conversa, falava com tanta animação sobre os jogos que jogou no pequeno tempo que passou na casa do Gold e de como queria jogar outros que os novos colegas de escola falaram pra ele. Não interrompi eles, apenas me sentei na cadeira em frente a penteadeira e comecei a pensar nas coisas que deveria fazer, como: ajeitar um quarto da casa pro Henry; comprar brinquedos e roupas pois quero que ele tenha tudo que ele não teve na época em que passou no orfanato; tenho que apresenta-lo pro avó, sei que papai vai adorar conhecer o neto;

e por fim, tenho que levar ele pra tomar sorvete amanhã, afinal promessa é promessa. Desliguei meus pensamentos na hora em que Killian falou pra Henry que precisava ir embora, o mesmo veio até mim pra se despedir.

– Se precisar de alguma coisa você me liga — falou ajoelhado ao meu lado.

– Pode deixar, é não se preocupa to bem acompanhada hoje! — falei apontado pra Henry com o olhar. Ele sorriu e chegou mais perto de mim.

– Ta tão bem acompanhada que estou até com ciúmes.

– Não precisar ter ciúmes, agora você vão ter que aceitar que tenho dois homens na minha vida.

– Hum, quer dizer que já sou o homem da sua vida? Gosto de ouvir isso.

– Vai pra casa bobão! — comecei a rir e ele me deu um beijo antes de ir embora.

– Então Henry, feliz de estarmos morando juntos? — perguntei

– Muito! Mãe? Aquela mulher lá embaixo é a sua mãe?

– É sim.

– Porque Killian e eu tivemos que sair da sala?

– Por nada meu amor, coisas de adulto! — respondi a pergunta curiosa dele mudando de assunto — Então, vamos dormir? Ta tarde mocinho.

– Não ta não. Ainda são 22:00!

– O que no seu caso já é tarde.

– Eu não sou mais criança, não preciso dormir cedo. Mês que vem faço 9 esqueceu?

– Ah sim, desculpe menino por dizer que é criança! — ironizei — Mas nós temos que dormir porque amanhã vamos acordar cedinho.

– Ah porquê? Amanhã é domingo! — protestou e depois começou a bocejar.

– primeiro, nós temos que comprar as coisas do seu quarto novo não fique pensando que você vai dormir comigo toda noite — ele começou a rir e se deitou na cama — segundo, o senhor está morrendo de sono, já bocejou e seus olhinhos estão mais do que vermelhos.

– Ta bom, mas ainda vamos tomar sorvete amanhã? — perguntou com os olhos quase fechando do meu lado.

– Vamos, vamos sim!

Peguei o edredom e cobri Henry. Ele dormiu rapidamente e então eu Gui tomar um banho. Coloquei meu pijama vermelho e fiz uma trança em meu cabelo. Antes de dormir peguei meu celular e resolvi mecher nas minhas redes sociais, com toda essa reviravolta que a minha vida deu, faz tempo que não entro nelas. O meu celular vibrou avisando que chegou mensagem, justo quando estava lendo sobre o novo livro que August ia lançar. A mensagem era de Killian.

"Boas notícias, Regina e eu voltamos a se falar"

"Que bom :) Ela te perdoou? "

"Mais ou menos, ela disse que ainda está muito chateada comigo, mas que além de tudo somos irmãos, só temos um ao outro de família, não podemos brigar por uma coisa que já aconteceu. "

"Viu? É um começo, pode me agradecer"

"Olha só, ta se achando só porque conversou com ela. "

"Como eu te falei, sou a salvadora desse grupo"

"Sim sim, cabeça quente, a salvadora. "

"Já falei pra parar de me chamar de cabeça quente! "

"Cabeça quente, kkkk"

" kkkkk"

"Então Swan, como está o pequeno? "

"Está bem, ta dormindo aqui do meu lado"

"Já??? Nossa, achei que ele ia querer conversar com vc a noite toda. "

"Tbm pensei, mas eu mandei ele dormir, vamos acordar cedo amanhã. Vou levar ele pra conhecer meu pai e depois vamos no Centro da cidade comprar coisas pro quarto dele. Quer se juntar a nós Capitão?

"Adoraria, você vai pagar o café da manhã? "

"Olha só o interesse"

"Kkkk não tem como não pensar a comida, não aguento mais ver lasanha. "

"Kkkkk, vai dormir palhaço "

"Não consigo dormir, você está dormindo na mesma cama com outro"

"Haha engradinho"

" kkk Boa noite Swan, me liga se precisar de algo"

"Sim senhor Capitão "

Mandei uma mensagem pro meu pai pra me encontrar no Grannys as 8 da manhã que eu ia levar uma surpresa pra ele, óbvio que a surpresa era Henry mas eu preferi não contar pra ele ter algo pelo que ficar feliz amanhã, bloqueei o visor do meu celular e coloquei embaixo do travesseiro, isso fez com que o quarto ficasse todo escuro. O sono já estava começando a chegar, então apenas me cobri e fechei os olhos.

...

– Bom dia Swan, bom dia Henry! — Killian nos cumprimentou. Ele estava encostado em meu carro que deixei estacionado na frente de casa, Storybrook tem essas vantagens, não há chances de roubo.

– Bom dia Killian, você vai com a gente? — Henry correu animado até o homem de olhos azuis. Fiquei feliz em saber que eles estavam se dando bem, fiquei com muito medo de Henry achar que estou tentando substuir o pai que ele nunca conheceu e que Killian não fosse gostar muito pelo fato de Henry ser filho meu com outro homem.

– Vou sim garoto, vim pra convencer sua mãe a comprar novos jogos de vídeo game.

– Ah, muito bom em saber que os rapazes tem planos juntos, Henry você está permitido pra derrotar ele em todos os jogos! — falei brincando mas com um tom de voz autoritário.

– Pode deixar mãe! — ele sorriu e eu paralisei com o susto e alegria. Henry me chamou de mãe pela primeira vez, sem eu pedir, isso era tudo que eu precisava pra ganhar meu dia. Apenas sorri pra ele é o abracei, entramos no carro e fomos em direção ao Grannys, Killian me falou que Regina estaria lá pra conhecer Henry junto com Robin e claro, tomar o café da manhã junto com a gente.

Assim que chegamos no Grannys pedi pra Killian levar Henry depois de mim, assim que passasse um minuto ele entrava com o garoto, primeiro eu tinha que deixar ele preparado.

– Deixa eu entrar primeiro, espera um minuto e entra com ele — falei e entrei no estabelecimento. Papai estava sentado de costas na primeira mesa perto da porta — Oi pai!

– Oi filhota! — ele se levantou e me deu um abraço — Porque me pediu pra ta aqui tão cedo no domingo?

– Tem problema pra açorda cedo?

– Talvez! — comecei a rir

– É porque eu tenho uma surpresa pro senhor.

– Surpresa?

– É surpresa, agora fecha os olhos! — pedi

– Porque eu te..

– FECHA LOGO — alterei o tom de voz e ele fechou os olhos, comecei a rir, sou mesmo cabeça quente. Killian entrou na hora com Henry, eles se sentaram ao meu lado, pedi pra Henry não falar nada até meu pai abrir os olhos.

– Tudo bem, pode abrir! — ele abriu os olhos — Papai, esse é seu neto, Henry. Henry esse é o seu avô, David.

Papai me olhou confuso querendo entender como ele estava ali e ao mesmo tempo dava pra ver a felicidade que ele sentia conhece-lo. Eles se abraçaram e Henry sentou ao seu lado,

– Como?

– Gold!

– Gold?

– Não vamos falar nisso.

– Tudo bem. Então, vamos pedir.

– Já é! — killian falou

– Já é? Desde quando usa gírias? -perguntei

– Não posso não?

– Não!

– Ta bom — todos rimos

– O que vai querer Henry? — perguntei

– Hambúrguer!

– No café da manhã? Acho que não mocinho.

– aaahh.

– Ah filha só hoje! — meu pai falou e Henry sorriu junto com meu pai que piscou pro menino.

– meu Deus, que avô com coração de manteiga! Só hoje viu — avisei.

O resto do dia seguiu assim, cheio de risadas e bom humor. Depois do café da manhã no Grannys onde Henry comeu dois hambúrgueres e um milk shake, sim, isso mesmo. Bem que falam que quando a pessoa se torna avô ou avó o coração fica como manteiga derretida. Queria que tivesse funcionado com a minha mãe, ela parece mais amarga do que nunca. Enfim, continuando, depois do Grannys fomos no Centro da cidade onde Henry fez a festa, escolheu vários brinquedos, seu preferido não foi exatamente um brinquedo, mas sim uma máquina de escrever antiga, ele me disse que gosta de histórias e que queria começar a criar também, ele quer ser um escritor. 8 anos e já sabe o que quer fazer da vida, que orgulho. A carro estava cheio de sacolas de compras, por sorte Killian Tonho ido embora no meio do passeio, não porque queria ir mas porque teria que ir pra minha casa receber o montadores que iriam montar os novos móveis do quarto de Henry, quando se tem um nome influente você consegue essas coisas rapidinho. Estávamos tomando sorvete as 17:00 da tarde na sorveteria da Ingrid, uma amiga da minha mãe, quando Killian mandou mensagem avisando que tudo estava pronto.

– Henry, temos que ir, tenho uma surpresa pra você.

– Esse dia ta maravilhoso. Hambúrguer no café, sorvete, brinquedos.

– aproveita porque amanhã o café vai ser salada de frutas. Vamos os dois.

Fomos pra casa e eu vendei os olhos do menino pra que ele não visse onde estava.

Estávamos no corredor indo em direção ao quarto do Henry.

– Onde estamos? — ele perguntou ainda com os olhos vendados

– É surpresa — respondi

– A gente já chegou?

– Não!

– E agora?

– Não!

– E agora?

– Ainda não burrinho do Shrek! — comecei a rir com a falta de paciência dele — ok, chegamos, pode tirar!

– É uma porta! — falou quando tirou a venda e viu a porta branca na sua frente.

– abre! — mandei

– Não acredito — ele disse surpreso — É o meu quarto? — perguntou animado

– É sim! Vai lá pode brincar!

– DEMAIS! — Henry gritou, correu em direção a cama e começou a pular nela.

– Posso dizer que o Henry teve um dia e tanto! — meu pai disse me abraçando por trás — Ele não deve ter se divertido assim faz um bom tempo.

– Talvez nem tivesse se divertido!

– Filha, todo mundo tem dias bons, apesar das condições — ele me largou do abraço e foi brincar com Henry na cama.

– Vê se não vai quebrar a cama! — brinquei. Dessa vez foi Killian que veio falar comigo.

– Então Swan, foi um dia e tanto heim?

– Foi, foi sim — sorri — Espero que não reclame da falta de atenção que teve!

– Não, não vou reclamar, valeu pela felicidade do Henry!

– Valeu mesmo, fico feliz em saber que vocês estão se dando bem.

– Henry é incrível, ele é do jeitinho que eu sempre imaginei meu filho.

– Tem o sonho de ser pai?

– Tenho — ele ficou mais sério — eu não te contei antes mas — ele fez uma pausa, parecia que ia chorar mas com certeza engoliu a vontade que teve — Milah estava grávida quando morreu!

– sinto muito — Foi tudo que consegui falar depois de segundos de silêncio. Então o abracei, não pra na esperança da dor dele ir embora, mas na esperança de que ameniza-se a dor que ele sentia e que pudesse entender que passou.

– GUERRA DE TRAVESSEIROS — Henry e David gritaram vindo em nossa direção e começaram a nós bater com os travesseiros grandes e macios do quarto do menino.

– Ei, Ei.... paroooouuuu! — todo mundo ficou quieto, com certeza ficaram com medo — eu to desarmada, quero um travesseiro — todos sorriram aliviados e jogaram travesseiros pra mim e pra Killian e então a guerra começou. Estava tudo maravilhoso até que minha mãe chegou no local, então todos nós paramos e a encaramos.

– Posso falar com a Emma e o David? — ela perguntou e eu olhei pro meu pai que confirmou com a cabeça.

– Tudo bem, Henry fique com o Killian!

Nós três descemos pra sala e para poder começarmos a conversar. Sentei na poltrona e meu pai no sofá. Minha mãe continuou de pé encostada perto da lareira enquanto girava o anel em seu dedo.

– Então — meu pai iniciou e então ela finalmente falou.

– Eu matei Cora!

Notas finais
Quem está de queixo caído agora??