Notas iniciais
FELIZ ANO NOVO EEEEEE Primeiro cap de 2016 chegar. Gente, boas festas, que ano de vocês seja repleto de luz, alegria, amor, felicidade e todos os sentimentos bons que tem mundo. Amo vocês, obrigada por me motivarem a escrever essa história que tanto amo. Tenho certeza que nesse capítulo ninguém mais vai querer me matar.

– Emma?! — killian exclamou surpreso ao me ver aqui na porta do quarto que ele está hospedado.

– Posso entrar? — perguntei arriscando ouvir um não de sua boca, mas valia o risco.

Ele hesitou um pouco, mas depois deu um espaço para que eu pudesse entrar. Dei um sorriso torto e entrei sentindo o calor que o aquecedor ligado trazia, o frio que eu peguei no caminho daqui não foi muito bom, as ruas estavam praticamente congeladas por causa da tempestade que teve mais cedo, então tive que vir andando. O casaco vermelho que eu estou usando não ajudou muito, mas com certeza era melhor que nada.

– Se você não se importar eu vou continuar com o casaco — falei me encolhendo um pouco dentro do casaco por causa do frio psicológico que estava sentindo.

Dez minutos de casa até o Grannys foi o suficiente para fazer com que eu me sentisse um boneco de neve ambulante.

– Você veio andando até aqui? Nessa tempestade? — perguntou surpreso.

– Não, agora é moda ter o cabelo cheio de neve — respondi em ironia já estressada com a pergunta. Mas logo em seguida eu me repreendi mentalmente pela minha atitude. Como é que eu faço isso? Como eu consigo estragar tudo em apenas uma frase? — Não... foi mal.. eu.. — comecei a tentar concertar torcendo para ele não querer me mandar embora.

Para meu alívio ele começou a rir e veio até mim.

– Você continua delicada — disse enquanto tirava os flocos de neve que enfeitavam meus cabelos loiros.

Não pude evitar sorrir quando vi seu sorriso.

– E você também — falei colocando toda minha atenção em seus olhos extremamente azuis — da melhor forma é claro — acrescentei, pois enquanto eu era "delicada" no sentido contrário, ele realmente era. Mesmo não tendo mais a obrigação de ser assim comigo.

Ele riu de leve enquanto me olhava fixamente.

– Como sabia que eu estava aqui? — ele perguntou depois de segundos de silêncio.

– Regina.

Ambos respondemos.

– Sabia que ela não ficaria muito tempo calada — confessou com uma risada abafada, mas incomodada — eu não quero ser grosso Emma, mas... o que você ta fazendo aqui? — perguntou o que queria perguntar desde que me viu na porta.

Então me afastei puxanão a carta que estava no bolso de dentro do casaco. Carta que as crianças me deram mais cedo.

– O que isso? — perguntou tirando a carta de minha mão.

– Nosso filhos escreveram de última hora pro papai Noel — respondi.

Então ele começou a ler a carta em voz alta:

Querido papai Noel, somos Leiah e Liam escrevendo de novo. Os gêmeos da rua Red Apple.
Quem está nos ajudando a escrever é o nossos irmão mais velho, Henry. Faz quase duas semanas que nós escrevemos nossas cartinhas com os mesmos pedidos, uma boneca e uma bola, mas pela primeira vez queremos algo diferente, esperamos que dê tempo para o senhor atender nosso pedido, afinal, o natal é amanhã.
Hoje faz quase duas semanas que nossos pais se separaram, Henry disse que o motivo é coisa de adultos, mas que ainda tem chances deles voltarem, basta a mamãe para de ser orgulhosa, então resolvemos pedir para o senhor nos ajudar. Pode trazer algo que tire o orgulho da mamãe, talvez uma varinha mágica ou um feitiço que ajude.
Feliz Natal papai Noel, os leites com biscoitos vão estar em cima da lareira.
Ps: não faça sujeira, a mamãe fica brava.

– Inocência de criança é uma coisa linda não é — falei com um sorriso torto no rosto depois de ouvir o que Henry tinha escrito junto com os irmãos.

– Com certeza — disse ainda olhando para a carta.

Um silêncio constrangedor se instalou no quarto então resolvi ecpulsa-lo começando a falar.

– Killian eu... Eu estava pensando em vir aqui faz tempo, atrás de você — disse com dificuldade em achar palavras que melhor explicassem tudo — Mas eu tenho um defeito enorme, eu sou muito orgulhosa. Sério, você sabe disso melhor do que ninguém. Mas desde que você saiu da minha rotina, do meu lado. Desde que comecei a acordar sem receber seu beijo de bom dia, de chegar em casa e ouvir um " Como foi seu dia" ou um "O que eles fizeram dessa vez", desde que tudo isso aconteceu — respirei fundo procurando o ar que estava dificultando minha respiração e fazendo meu coração acelerar — eu pude perceber que é o pior defeito que eu tenho, e que eu não posso deixa-lo me dominar — me sentei na cama me sentindo meio tonta — a carta que as crianças me deram apenas serviu de impulso para fazer o que eu queria fazer mas sempre deixava para o outro dia.

Ele me estudava calado enquanto eu eu falava. Provavelmente surpreso com tudo que eu estava dizendo.

– Eu me escondi a verdade, eu sempre soube o porque de você querer minhas desculpas. Eu sempre soube que o motivo foi por causa da omissão, e falta de confiança que eu tive em você quanto a viagem, e não pelo fato de eu ter ido atrás de Gold. Eu procurava esconder a sujeira embaixo do tapete pra me enganar e achar que estava tudo limpo, pra não ter que engolir esse bendito orgulho que eu procuro deixar entalado em minha garganta — Dessa vez me levantei sem e fui até ele — Eu me perguntava qual o motivo de eu ter feito tudo isso, e finalmente eu descobri a resposta.

Ele me olhava confuso mas eu sentia que ele queria chegar mais perto e me ter de volta nos seus braços da mesma forma que eu queria, mas também queria ouvir o que eu tinha para falar.

– E qual era? — perguntei chegando mais perto e falando mais baixo.

– Medo — respondi com toda a certeza transbordando dentro de mim.

– Medo? — disse franzindo o cenho.

– Sim. Medo de te perder. Eu estou louca atrás de Gold, sério eu preciso saber a verdade, eu tenho obsessão por resposta Killian — Eu disse de maneira mais desesperada — Mas sabia que você não queria que eu fosse atrás dele, e para evitar dor de cabeça que menti, menti na tentativa de diminuir as catástrofes, com medo de qual seria sua reação, com medo porque eu te amo. Killian me desculpa por favor, eu errei — respondi honestamente arrependida e disposta a mostrar o quanto eu estava errada, me lembrando de quando Killian me ensinou que admitir o erro e tentar de novo é libertador. Ele me disse isso no dia em que nos conhecemos, quando estávamos conversando na praia logo após seguirmos Zelena.

Ele ainda estava calado e me olhando de forma surpresa.

– Olha.. sei que não sou boa em pedir desculpas, mas eu precisava vir, eu precisava..

Não pude falar mais nada pois o som das minhas palavras foi interrompido por causa de seus lábio que colaram nos meus de forma doce e calma. Me permiti relaxar para receber o beijo do qual qual eu tanto senti falta.

– Isso é um "Você está desculpada"? — perguntei me separando dos seus lábios com dificuldade.

– O que você acha? — perguntou sorrindo e em seguida colocando suas mãos em minha cintura.

– Sei lá... pode ser um "cala a boca cabeça quente" — brinquei.

– Pode ser... afinal, é só assim que consigo que você fique calada.

– Senti sua falta — Eu disse olhando em seus olhos brilhando de alegria, sim, eu conseguia enxergar isso.

– Eu também, não teve um dia que eu não tenha pensado em você Swan.

Como era bom ouvir ouvir ele me chamando de Swan de novo.

– Que bom — falei antes de puxa -lo para mais perto — Será que não posso ganhar meu presente de Natal mais cedo? — perguntei no seu ouvido de forma provocante.

– Depende — Ele fingiu estar pensativo — Você foi uma boa menina esse ano?

– Infelizmente não — confessei com a cara mais inocente que eu conseguia fazer — Mas isso impede?

– Posso abrir uma exceção para você — disse e eu o beijei de forma mais urgente.

................

– Não to com fome tia Regina — ouvi Leiah dizer para minha amiga que estava sentada na mesa tentando convencer os pequenos a comer.

– Quem é que está sem fome? — perguntei divertida ao pisar na sala.

– Uau mãe! — Henry exclamou surpreso — Que alegria é essa? E onde dormiu? — perguntou fazendo uma cara maliciosa.

Vou dar uns tapas nesse garoto, será que ele sabe que só tem 14 anos, perto do quinze mas mesmo assim.

– Acordei de bom humor — respondi de maneira indiferente — Não posso? E quanto ao dormir fora de casa, dia tia Regina já fez fofoca ne?

– Fofoqueira é a sua mãe — ela disse estressada.

– A vovó Mary? — Liam perguntou confuso.

– Não ouve sua tia meu filho, come logo — falei pra Liam e em seguida olhei para Regina reprovando a atitude dela.

– Hey — Regina chamou minha atenção se levantando e indo para q sala.

– Comam tudo heim — falei em autoridade e fui até a sala para falar com Regina.

– Vocês se acertaram? — perguntou ansiosa e curiosa.

– Sim — falei mais do que feliz. Parecia até uma adolescente voltando de um encontro secreto com seu paquera na época do Colégio.

– Então. Cadê ele? — perguntou estranhando o fato de eu não ter voltado com ele.

– Vai chegar só a noite, para ceia de Natal — respondi erguendo a sobrancelha igual a Killian — Vocês vão vir não é? — perguntei me referindo a Regina, Robin e Roland.

– Não sei — Regina cruzou os braços e fez uma cara de entediada, mas logo em seguida riu, pois eu fiz uma cara de "Como é que é? " para ela.

– To brincando — disse rindo — Mas e quanto a você é meu irmão, o que vocês estão aprontando heim? — perguntou desconfiada.

– Você verá — falei apertando seu nariz de leve e indo em direção as escadas enquanto cantava uma canção de Natal.

(Christmas)
The snow's coming down
(Christmas)
I'm watching it fall
(Christmas)
Lots of people around
(Christmas)
Baby please come home

Regina me observava como uma pessoa sã observa uma pessoa maluca.

Subi as escadas e fui direto pro meu quarto. Quando entrei um sorriso maior brotou do meu rosto, nunca mais dormiria naquela cama sozinha de novo.

Peguei meu celular e então liguei para Jefferson. Quase que me esqueço de convidar ele e a filha para virem passar o natal conosco. Henry vai amar a surpresa, com certeza.

– Alô? — Jefferson disse do outro lado da linha.

– Oi Jefferson, sou eu, Emma — me identifiquei, fazia tempo que não nos falávamos.

– Hey Emma, a quanto tempo — disse com a voz mais animada — A que devo a honra dessa ligação surpresa.

– Pois é, na verdade eu queria saber se você é a Grace aceitam nosso convite para passar o natal aqui conosco. A Regina vai vir pra cá, meus pais também, até a Ruby com a avó vem.

– Nossa Emma, me sinto honrado pelo convite, com certeza Grace e eu estaremos aí hoje, mas pelo que eu vi, terei que ficar de olho em um certo rapaz que mora aí — disse em brincadeira.

– Olha Jefferson, meu filho é bom partido, criei ele muito bem — falei com ar superior.

– Eu sei, Grace tem andado bastante animada, ela me contou que Henry vai pra mesma escola que ela estuda.

– Pois é, vou tirar meu filho daquela escola, ele não tava feliz lá.

– Entendo, fiz o mesmo pela Grace.

– ok, essa conversa ta caminhando para um rumo triste.

–concordo.

– vejo vocês a noite então?

– Com certeza.

Desliguei o celular e fui tomar um banho.

............

Já eram sete e meia e daqui a pouco o pessoal chegaria em casa para a ceia e a brincadeira do amigo secreto. Meu vestido vermelho longo com certeza seria aprovado pela minha mãe, que dirá o quanto está surpresa com a minha vestimenta. Olhei para a Aurora arrumando os talheres na mesa e fui até ela.

– Aurora? Porque não foi passar o natal com a sua família esse ano? Acabamos que nem conversamos sobre isso.

– O dinheiro não deu para comprar a passagem, aumentou tudo esse ano — respondeu triste.

– Porque você não me falou? — perguntei indignada — Eu poderia ter arranjado pra você.

– Eu não queria lhe incomoda-lá.

– Mas incomodou, fico triste em saber que não pode passar o natal com sua família. Vamos fazer o seguinte, eu vou te dar três semanas de férias na última semana de dezembro e eu compro sua passagem de ida e volta para o Texas. E quanto ao Natal, você passará com a sua segunda família.

– Não precisa se incomodar Emma, de verdade.

– Você acha que estou brincando quando digo que é da família? Aurora, tire esse avental e hoje você vai participar da ceia conosco.

– Obrigada Emma — disse e em seguida veio até mim para me dar um abraço — Feliz Natal.

– Feliz Natal.

Nesse momento ouvi meus pais chegarem em casa de maneira discreta. Papai sempre bem vestido com seu terno cinza e mamãe com seu vestido dourado.

– Filha, seu vestido ta lindo.

Não disse.

– Obrigada mãe, vocês trouxeram? — perguntei preocupada, eu precisava trazer as crianças para a sala.

– Sim sim — papai respondeu animado.
– Ótimo, coloquem perto da árvore — disse me virando e indo em direção as escadas.

Subi as escadas e corri até o quarto dos meus filhos. Quando entrei me deu um aperto no coração ver a cara tristonha dos dois.

Leiah estava com seu vestidinho vermelho com laços no cabelo, enquanto Liam estava arrumado com sua camisa social azul e o cabelo penteado para o lado. Parecia um Príncipe.

– Papai Noel acabou de passar aqui em casa — falei e pude ver os olhinhos deles se iluminarem — ele estava com pressa pois tinha muitos presentes para entregar, então deixou o presente do lado da árvore.

– Vamos logo mamãe — Leiah se levantou junto com Liam que correram para fora do quarto.

................

– Olha só, é enorme — Liam disse enquanto dava uma volta pela caixa Grande e bem embrulhada.

Todos estavam na sala observando as crianças curiosas com o presente que o "papai Noel" havia deixado.

– O que estão esperando? — Aurora disse animada — Abram.

Não demorou muito para que a grande caixa de papelão fosse descoberta pelo papel de presente que a enfeitava.
Quando Leiah puxou a parte de cima da caixa, Killian saiu de lá de dentro surpreendendo as crianças.

– Feliz Natal! — gritou e logo foi atacado por duas crianças de quase 5 anos por abraços e beijos.

Não consigo descrever qual é a sensação de ter a minha família unida de novo e reunida para uma festa natalina. Só posso dizer que não tem nenhum sentimento ruim no meio, é mesmo um feliz Natal.

Notas finais
Quem está feliz com o final desse Cap? É não precisam se preocupar, a história ainda está longe de acabar. Bjs meus lindos. FELIZ ANO NOVO