He was not the romantic type
7 Tempestade de prazer
Notas iniciais
Contemplaram o cair da chuva silenciosamente, inebriando-se com os corpos colados, ele usava apenas a calça de um pijama, o peito musculoso exalava masculinidade, ela suspirou com uma intimidade sensual.
O relâmpago iluminou o quarto, mostrando seus corpos unidos já embriagados pela excitação, ele afagou seus cabelos, sentindo o delicioso aroma. Ela fechou os olhos, sentindo o hálito quente beijando seu pescoço, arqueou o corpo e sentiu a dura masculinidade dele roçando suas nádegas. Virou-se lentamente capturando a boca dele com a sua, entreabrindo os lábios com a língua quente, beijando a umidade doce de sua boca.
Suspirando de prazer.
O beijo tornou-se profundo, urgente, marcando a fogo uma chama de excitação. Ele gemeu baixinho quando ela mordiscou seu lábio inferior e logo em seguida depositou pequenos beijos, contornando a boca, o lóbulo da orelha, o pescoço. Provocando, instigando, estimulando. Ele soltou um rosnado erótico no mesmo momento em que um relâmpago riscou o céu, a pegou no colo e levou até a cama, colocou ela sobre o lençol ainda amassado e com algumas pétalas de rosas exalando seu perfume, juntando o seu corpo ao seu, afundando o colchão, beijando com sofreguidão sua boca, as mãos caminhando sobre seu corpo, provocando prazer, torturando sua líbido.
Sim, ele era real. Pensava Felicity extasiada.
A camisa que Felicity usava foi tirada as pressas, agora ele dedicava toda sua atenção ao mamilos eretos, lambendo-os seguidamente, provando-os. Ela gemia seu nome em uma explosão de prazer, umedecendo os lábios ressequidos. Oliver continuava torturando-a com desejo e luxúria, seu próprio controle no limite, as mãos de Felicity arranhavam suas costas, marcando sua pele.
Dor e prazer. Tão juntos. Tão intensos.
Selvagens.
— Felicity. Oliver sussurou docemente!
Oliver apertou os lábios entre os dentes, impedindo um grito de sair, estava enlouquecendo entre as curvas suaves dela. Foi deixando um rastro de beijos e lambidas em todo seu corpo, trilhando um caminho lento com a língua, beijou os seios, a barriga e chegou mordiscando as coxas, Felicity o olhou entre chocada e excitada quando a língua de Ollie a beijou intimamente em seu centro úmido, provocando sensações mistas de prazer e timidez. Quando a língua quente dele tocou seu clitóris, ela se perdeu, suas mãos estavam nos cabelos dele, despenteando-os com loucura e êxtase. Ele estava desesperadamente ousado. E ela gostava disso, das sensações, da língua molhada provando-a de um um modo íntimo e perturbador.
Provar o gosto de Felicity era tão bom, que Oliver temeu chegar ao clímax antes mesmo de estar dentro dela. Lentamente ele despiu da única barreira que o impedia de se unir a ela, a calça do pijama foi jogada ao longe pelo quarto, libertando sua ereção latejante, quando Oliver ergueu a cabeça e a viu em completo estado de abandono sexual, com os cabelos espalhados no travesseiro, os olhos fechados, ele suspirou de excitação.
Beijando-lhe a boca com deliberada ousadia, lambendo e sugando os lábios dela, provando sua língua macia, Oliver a penetrou lentamente, fizeram amor docemente ouvindo o cair da chuva, os movimentos suaves, as estocadas gentis, queriam prolongar o momento, gravar na memória os gemidos roucos, as palavras desconexas, os gritos selvagens do orgasmo. Queria gravar na pele, o cheiro de ambos. O gosto, o gozo.
O prazer dos sentidos.
Era uma dança íntima, coreografada por dois amantes apaixonados. Pele com pele. Sexo com Sexo. Coração com coração. Eram dois, mas naquele momento formaram-se apenas um. Uma só alma. Um só amor.
Ele não era o tipo romântico.
Mas o modo dele fazer amor provava o contrário.
Os movimentos foram ficando intensos, os corpos suados queriam liberação total, os murmúrios de prazer tornaram-se essenciais. Uma última investida, e os dois chegaram ao paraíso no mesmo instante em que os raios rasgavam a escuridão do céu. Beijando-se freneticamente, exaustos.
Felicity aninhou-se no peito de Oliver ouvindo as batidas aceleradas do seu coração.
As palavras não foram necessárias, seus corpos já tinham traduzido os sentimentos, exalavam cumplicidade e amor.
Emoção.
" E nossos olhos transmitiam coisas indizíveis e infinitas, que nossas bocas não podiam falar.”
— Machado de Assis.
Amor. Saboreou a palavra. Amor.
Adormeceram.
Apaixonados.
A paixão rabiscava suas peles, eles tornaram-se poetas de seus corpos e escritores de suas almas. Tornaram-se versos de amor nos braços um do outro.
Lá fora a chuva ainda caía, agora fracamente, a tempestade tinha se apaziguado.
Lá dentro, a torrencial de emoções preenchia o quarto, os corações, as almas.
Uma verdadeira tempestade de prazer.
Uma perfeita noite romântica.
Fim de noite...
Ele não era o tipo romântico.
Mas adormeceu com um sorriso estampado no rosto.
Plenamente feliz.
Apaixonado. Por ela. Sua Felicity. Sua garota. Seu coração. Seu amor.
Sua vida!
" O plano deles era bem simples. Queriam ficar juntos até o fim da vida”
— P.S. Eu te amo.
*Fim
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