Minha vida tinha mudado muito depois da minha transformação drástica de a 'porquinha' como me chamavam antes para a garota que sou hoje. Mas minha vida mudou dentro de casa também, quando uma semana antes do meu aniversário de 15 anos os meus pais sofreram um acidente de carro por causa de um cara que os jogou para fora da pista.

A batida causou uma explosão, e como meus pais não tiveram tempo de sair do carro eles explodiram junto. Um jeito nada bonito de morrer, e nada legal de descrever para os dois filhos que foram deixados para trás.

Depois disso minha tinha Emmalyn se tornou nossa guardiã legal, mas não é como se ela fosse muito presente. Nós continuávamos morando na nossa casa, a tia Emma viaja muito a trabalho, então ela só aparece em casa alguns dias por mês.

Não reclamo da liberdade que eu tenho, claro que seria ótimo ter alguem que cuide de mim, que me proteja de todos os males da vida, mas pra isso eu tenho o cabeçudo do Tyler. Que na verdade deve se meter em mais problema que eu, mas quando se trata de me proteger, não creio que haja pessoa melhor para fazer esse trabalho.

As vezes ele consegue ser bem chato com essa proteção exagerada e ciúme desnecessário, mas eu o entendo, por que assim como eu sou a única pessoa que restou em sua vida, ele é a única na minha.

Tyler na verdade é meu meio irmão, mas como fomos criados juntos desde que eu nasci eu não sinto diferença.

Meu pai, Charles Rust, aos 25 anos engravidou sua namorada, e como não tinham nenhum outro laço além de um filho juntos a vaca deu no pé assim que Tyler nasceu largando meu pai sozinho com uma criança recém nascida.

Graças a Deus meus avós deram apoio ao meu pai e enquanto meu pai terminava os estudos, uma babá tomava conta de Tyler. E quem era essa babá? Anna Patterson, que 4 meses depois se tornou Anna Rust.

Loucura? sim... Eles acabaram se apaixonando e se casaram em 4 meses. Anna trabalhava de babá para pagar a faculdade, mas não precisou mais pagar a faculdade já que teve que parar de estudar por causa da gravidez repentina.

Bom... 9 meses depois eu nasci, enquanto meu pai trabalhava, minha mãe cuidava de nós e da casa, e foi assim a vida inteira.

A história de amor deles foi bem rápida e louca, mas minha mãe sempre me disse que não se arrependia de como as coisas tinham acontecido. Meu pai dizia a mesma coisa.

E mesmo depois de anos o amor era o mesmo, na verdade parecia aumentar a cada dia que passava... Eu me pergunto se algum dia eu vou poder me apaixonar por alguem e viver como eles viveram, assim felizes, como se nada do mundo pudesse estragar aquilo que eles sentiam um pelo outro e por nós.

Não acho que seja normal uma adolescente de 17 anos nunca ter se apaixonado. Claro, eu já namorei, já gostei e me senti atraída por vários garotos, mas nunca senti aquele aperto no coração que todos dizem que é quando se está apaixonado.

Sei que ainda tenho tempo para encontrar o amor da minha vida, mas eu só queria saber como era. Tudo que sei sobre amor é o que minha mãe e Lea me falaram.

Mas não acho muito bom confiar na palavra de Lea em relação a amor, já que ela diz estar apaixonada por alguem todo mês... E todas as vezes ela diz que é diferente, que dessa vez é de verdade.

Lea é uma figura das boas... É minha melhor amiga não sei a quanto tempo, me acompanhou em todas as fases da minha vida e é aquela pessoa que está ali só pra animar meu dia.

Toda vez que ela abre a boca sai alguma besteira, o que rende risadas para o resto da semana, ela pode me meter em enrascadas e situações extremamente embaraçosas, mas eu a amo mesmo assim, ela faz eu me sentir viva.

E nossas férias de verão não podiam ser melhores, os pais dela levaram nós duas com eles para um cruzeiro com eles. Foi uma loucura e nós nos divertimos muito, além de ter dado dor e cabeça para todo mundo que trabalhava no navio.

Já Tyler viajou para a casa de praia de um amigo e voltou para casa 2 dias antes de mim. Nós nunca tínhamos passado tanto tempo longe um do outro, já tinhamos viajado separados mas não por mais que 2 ou 3 semanas.

Então cheguei em casa louca para vê-lo, e saber de tudo o que ele fez nas férias. Uma pena que só iríamos aproveitar pouco já que na semana seguinte já teria aula e eu não estava nenhum pouco animada para voltar para a escola. O lugar onde eu vivo cercado por um bando de pessoas sem noção e superficiais, mas fazer o que? Para eles eu também era isso...

Não estava ansiosa pela volta as aulas e eu nem imaginava o quão diferente seria o meu pensamento se eu soubesse o que estava para acontecer na semana seguinte.

Notas finais
Bom... Essa é a primeira vez que posto algo aqui no Nyah, mas sou uma leitora antiga.Espero que gostem da história de Tessa, me identifico com alguns personagens então coloquei parte de mim dentro de cada um...O primeiro capítulo eu já vou postar, o segundo talvez eu coloque hoje ou semana que vem, vai depender.Um beijo para você que estiver lendo isso!!XxHope