He Loves Me, He Loves Me Not

4 Capitulo 3º - Sentimentos -


Notas iniciais
Complicada e perfeitinha, vc me apareceu, era tudo que eu queria, minha estrela da sorte! Olá amores, tenha uma boa leitura, até as notas finais!

PDV Suzanna

– Olá! .:Daniel quebrou o silêncio e continuou:. – É... Eu vim no lugar do Anderson, ele teve um problema de ultima hora. .:Terminou me fitando serenamente:.

– Sei, mas qual foi o problema que ele teve? .:Perguntei seriamente:.

– Na verdade eu não sei, mas tem algo haver com a mulher dele! .:Permaneceu sereno, me olhando sem parar:.

– Então quer dizer que ele não vai estar para o jantar? .:Continuei com minhas perguntas, permanecendo firme nas minhas palavras:.

– Eu acho que ele vai estar no jantar sim, ele pediu para eu te buscar, então, ele deve aparecer mais cedo ou mais tarde! .:Terminou de dizer e antes que eu pudesse fazer qualquer outra pergunta ele me interrompeu:. – Podemos ir, ou você não quer?

Hesitei por um momento, não sei se era uma boa ideia ir com ele, seria um pouco desconfortável, pois nem somos amigos e nem temos nenhum papo em comum, então percebi que ele ainda estava esperando minha resposta, então eu disse.

– Vamos! Só vou fazer uma coisinha e já volto. .:Disse me distanciando dele, indo em direção ao quarto da minha mãe:.

PDV Daniel

– Ok! .:Disse em tom baixo, pois ela já tinha ido fazer o que precisava fazer:.

Fala sério, essa garota é sempre assim, mas se é ela que vai fazer o jantar, espero que ela não envenene todos nós, nossa que paranoia a minha, mas pensando bem, até que ela é muito bonita, não entendo porque ela é tão fria, mesmo depois de um ano praticamente que não nos vemos, ela continua estranha.

– Vamos! .:A garota apareceu na minha frente com o olhar assustado, achei até que eu estava com alguma coisa em mim que a assustou:.

– É.. Claro! .:Ela passou por mim e eu fui logo atrás dela:.

Pegamos o elevador, e o silêncio começou a pesar, mas eu não tinha nada a dizer, na verdade não tínhamos nenhum assunto, sempre que o Elidio e eu a víamos com o Anderson, ela nunca conversou diretamente com a gente, parecia um pouco tímida no começo, talvez ela não queira amizade, mas isso é ridículo, não fizemos nada contra ela, não tem porque ela não querer nossa amizade, já que ela é amiga do nosso amigo. A porta do elevador se abriu saímos caminhando em direção à escadaria, até que ela para e cumprimenta o porteiro, então eu parei de andar e fiquei a observando.

– Olá seu Antônio, como o senhor está? .:Ela perguntava com um belo sorriso nos lábios:.

– Olá jovem, estou bem e a senhorita? .:O senhor que aparentava ter mais de cinquenta anos de idade, parecia ser um homem educado e gentil:.

– Estou ótima, tenha uma boa noite! .:Disse Suzanna voltando a andar em direção a saída:.

– Boa noite para o casal! .:Soltou essa última frase com o tom mais alto, parecia que ele queria que eu escutasse e foi isso que ele conseguiu:.

– Boa noite... .:Respondi baixo e confesso que fiquei com vergonha, olhei para Suzanna e ela parecia estar fingindo que não tinha escutado as últimas palavras daquele senhor:.

PDV Suzanna

Que vergonha, que vergonha, que vergonha, o que o Daniel vai pensar de mim? É melhor eu agir como se nada tivesse acontecido. Continuei andando até chegarmos ao lado de fora do condomínio e avistarmos o carro do Anderson que no momento estava com o Daniel. O rapaz apertou o botão do alarme e assim cada um entrou do seu lado do carro.

– Posso te pergunta uma coisa Suzanna? .:Daniel soltou essa pergunta e logo estremeci por dentro, eu não entendia porque ficava tão nervosa na presença dele, mas enfim, jamais demonstraria isso pra ele:.

– Pode... .:Disse sem olhar para ele e com o carro ainda parado, o rapaz ficou em silêncio, e como se fosse pior do que fazer a pergunta o silêncio dele fez com que minhas mãos começassem a suar, então comecei a virar meu rosto lentamente para olha-lo, e nossa, como ele era mais bonito assim de pertinho, esse homem parecendo ser tão decidido sentando no banco do motorista me fitando tão calmo e eu angustiada sem entender porque ele não fazia logo a pergunta:. – Então? .:Quebrei o silêncio ainda o olhando:.

– Ah, deixa pra lá! .:Terminou de falar, parando de me olhar, e simplesmente ligou o carro e começamos a sair daquele local. Mas como assim, deixa pra lá? Eu com certeza não iria conseguir dormir sem saber o que ele ia me perguntar:.

– Pode perguntar, por acaso ficou com medo? .:Só disse isso pra ver se ele perguntava logo o que queria, mas ele sorriu e ficou sorrindo olhando pro transito, nem se quer me respondeu:. – Bom, o seu silêncio só demonstra que você tem medo do que vou responder se você fizer a pergunta que estava para fazer! .:Me enrolei um pouco nas palavras, mas disse agora sem medo e minhas mãos pararam de suar:.

– Porque você me trata assim? .:Ele fez a bendita pergunta continuando a olhar a rua e eu não soube o que responder, mas eu precisava responder se não quem ficaria como medrosa era eu:.

– Bom assim, assim como? Quer dizer, eu trato você normal, eu trato assim as pessoas que eu não tenho muita amizade! .:Respondi já querendo saber o que ele iria dizer sobre isso:.

– Então a gente poderia começar do zero e tentar ser amigos, porque confesso que me incomoda um pouco essa sua indiferença comigo! .:Ele continuava sem olhar para mim e sim para o caminho que estávamos indo, mas suas palavras eram calmas e firmes ao mesmo tempo, eu senti um pouco de alegria eu confesso, quis até sorrir pra ele, até porque pareceu fofo o que ele disse, mas me contive e apenas disse:.

– Seria bom, podemos tentar sim... .:Falei e me senti uma pateta, mas o sorriso dele continuou e que belo sorriso:.

– Ta, ok, mas vamos começar sem tanta formalidade! .:Ele disse estacionando o carro, já tínhamos chegado, nossa como o tempo passa rápido quando estamos com alguém que gostamos, não que eu goste dele, mas foi legal conversar:.

PDV Daniel

Saímos do carro e fomos em direção ao portão da casa do Andy, e a moça já não parecia estar tão tensa como estava quando apareci no apartamento dela, parecia estar mais tranquila, isso era bom, acho que vamos nos dar bem, ela parece ser legal.

– Lico? .:Perguntei em voz alta depois de abrir a porta da sala e logo ele apareceu com um copo de leite nas mãos:.

– Nossa, eu estou morrendo de fome! .:Ele parecia não estar nem ai com a presença da mulher que iria fazer o jantar de hoje, até que ele se aproximou demais:. – Oi amiga do Anderson, quanto tempo que não nos vemos hein! .:Ele se aproximou e deu-lhe um beijo no rosto, ela ficou imóvel, mas vi um leve sorriso de canto da parte dela:.

– Oi Elidio, como vai? .:Ela perguntou um pouco tímida, pelo menos era isso que aparentava, porém Elidio nunca teve muita vergonha na cara, pegou-a pela a mão e a introduziu até a cozinha:.

– Eu estou bem, mas posso ficar ótimo, então eu vou te ajudar a fazer o jantar! .:Ele ia dizendo a levando e eu só escutando, esse cara é muito esperto mesmo, só porque ela é gata que ele vai ajuda-la, resolvi ir atrás deles:.

– Ok, vamos começar então! .:Suzanna dizia agora sorrindo de verdade e ela ficava melhor assim, Lico por sua vez fingia ajudar ela, ele preferia olhar ela fazer tudo e eu nem me meto porque não sei nada de culinária, então resolvi sair dali e ir para a sala.

Joguei-me no sofá e peguei meu celular do bolço, lembrei que tinha algumas mensagens não lidas ainda, e quando vi a maioria era da Karina, minha namorada, mas acho que ela achava que éramos casados, talvez estávamos quase nisso.

15h17min — Karina: – Dani, que horas vc vai voltar pra casa?

15h31min — Karina: – Me avisa quando vc estiver voltando!

16h05min – Karina: – Está tdo bem?

16h47min – Karina: – Me responde assim que vc ver essas mensagens, por favor! Beijos

17h35min – Karina: – Daniel???

18h15min – Eu: – Oi Karina, estou bem, vou voltar tarde, não se preocupa, bjs!

Assim que respondi as mensagens da Karina, meu celular apitou e mais uma mensagem havia acabado de chegar pra mim, pensei que fosse dela, mas me enganei...

18h16min – Andy: – Cara, a Suzi já está ai? Se estiver diz pra ela que ñ vou voltar hoje, pq a Claudia tropeçou aqui na casa da mãe dela e torceu o tornozelo, estou aqui no hospital esperando o médico liberar ela e provavelmente ela vai estar com o pé enfaixado, ou seja, vamos ficar aqui na minha sogra essa noite! Vlw, abraço!

Notas finais
Uuhh, o que será que a Suzanna vai falar? Comentem por favor, beijinhos :)