He Loves Me, He Loves Me Not
16 Capítulo 15º - Destino? –
Notas iniciais
PDV Daniel
Já era 22h55min, o Lico estava completamente bêbado, eu estava um pouco tonto, mas conseguia andar de boa e o Andy que foi o que bebeu menos estava apenas alegre, pagamos a contar e resolvemos ir embora e como éramos clientes do Chopp Urbano, deixamos o carro do Andy e do Lico no estacionamento e pedimos um táxi, estava complicado de ajudar o Anderson a levar o Elidio pra fora do bar, mas enfim conseguimos no esforço, pois o Lico não parava quieto. O taxi chegou e entramos com um pouco de dificuldade, o Andy e eu decidimos que era melhor levar o Elidio na casa dele primeiro e assim foi, falamos o endereço e o taxista começou a andar com o carro, mas quando depois de tudo que tinha acontecido no dia de hoje, lembrei que eu tinha me esquecido de levar minhas coisas para a casa da minha mãe, mas deixei em off, não queria esquentar a minha cabeça com isso, na verdade naquele momento eu não estava me importando muito com as coisas, só sabia rir da situação que estávamos, nem ligava que amanhã ainda era dia de trabalhar, mas enfim chegamos a casa do Lico e pedimos ao taxista que esperasse a gente voltar para o carro que só íamos deixar o Elidio dentro da casa dele, quando a mãe do Lico viu a situação dele ficou brava na hora, mas ela era gente boa, então não reclamou, saímos da casa deles e voltamos para o táxi e agora íamos para a casa do Andy, até que o próprio toca no assunto Suzanna.
– Sabe o que é mais engraçado nisso tudo? .:Andy dizia rindo enquanto o taxista andava com o carro:.
– O que? .:Eu perguntei rindo também, parecíamos dois idiotas:.
– Se a Suzanna te der um fora e não voltar com o Lico, vocês dois vão ficar chupando o dedo! .:Ele deu uma gargalhada depois dessa, eu porém parei de rir na hora:.
– Ah, cala a boa véi... .:Estávamos chegando na casa do Andy, ele e o Lico moravam perto um do outro:.
– Chegamos! .:O taxista se pronunciou e olhou para nós que estávamos sentados no banco de trás:.
– Tchau Dani, até amanhã! .:Andy disse saindo do carro:.
– Tchau Andy! .:Eu disse e o cara magro fechou a porta do carro, então eu pensei, sobrou pra mim, eu ia ter que pagar o taxista, filhos da mãe:.
– Para onde o senhor vai? .:O taxista perguntou dessa vez sem olhar pra trás:.
Fiquei pensando por um momento, mas já que eu não tinha bom senso naquela hora, e eu não queria voltar para a casa, eu dei o certo endereço do qual me recordava muito bem e assim o taxista foi.
PDV Suzanna
Eu já estava na minha cama, apesar de ter chegado cedo da faculdade, conversei um pouco com a minha mãe, tomei banho, jantei e resolvi ficar deitada olhando para a janela aberta, o vento estava fresco, acho que iria chover. Dei uma olhada no meu celular e não tinha nenhuma mensagem e nenhuma notificação, poxa, será que o Lico ficou com raiva de mim? É que não dava pra ficar com ele sendo que sinto meu coração dividido, eu já estava de camisola rosa e curta, devido o calor de hoje, já estava pronta para dormir, mas eu não tinha sono, então sai do meu quarto e fui para a sacada da sala de estar, sentei numa das cadeiras que havia ali e encostei-me ao guarda corpo, sentia o vento fresco bater nos meus cabelos e fiquei olhando as luzes das casas que tinha do outro lado da rua, me mantive naquele lugar por alguns minutos até sentir uma garoa fina no meu rosto, levantei e fechei a sacada, mas mesmo assim não quis ir para o meu quarto dormir, quando alguns segundos depois o interfone toca, achei estranho, a essa hora, quase meia noite, dei alguns passos sem fazer barulho para não acordar minha mãe e atendi o interfone.
Suzanna: Pronto!
Porteiro: Boa noite, desculpe o incomodo mas a senhorita tem uma visita!
Suzanna: Visita? Quem é?
(Voz de fundo do outro lado do linha) Sou eu Daniel, Daniel, vem aqui me ver...
Porteiro: Senhorita, o nome dele é Daniel, e ele está falando muito alto.
Suzanna: Só um minuto que vou descer ai...
Porteiro: Ok senhorita!
Cara, eu não acredito que o Daniel está lá em baixo e há essa hora, então, sem fazer barulho eu corri para o meu quarto, vesti meu robe preto, calcei meus chinelos e sai para a sala, destranquei a porta e a abri lentamente e sem nenhum ruído, fechei-a e corri para o elevador, assim que o elevador se abriu eu entrei e já apertei o botão térreo. Gente o que o Daniel está fazendo aqui? O que ele está pensando?... Alguns andares depois, cheguei ao térreo e fui direto para a portaria, a garoa já tinha engrossado e quando cheguei enfim na recepção do prédio, lá estava ele, Daniel parecia impaciente, e quando ele me viu, venho rápido em minha direção e me abraçou, na hora senti cheiro de cerveja, nossa, ele estava bêbado!
– Ah que bom que você venho! .:Ele disse me abraçando forte:.
– Daniel, o que houve? .:Falei e ele encerrou o abraço:.
– A nossa conversa não terminou, eu preciso conversar com você Suzanna. .:Ele disse me olhando nos olhos, eu fiquei um pouco sem graça com tudo aquilo, percebi que o porteiro nos olhava com cara de assustado:.
– Está tudo bem seu Antônio, pode deixar ele comigo! .:Eu disse e peguei no braço do Daniel e o levei em direção ao elevador:. – Posso saber o que está acontecendo com você? .:Eu disse enquanto entravamos no elevador:.
– Sabe o que está acontecendo, é que eu fiquei louco, estou louco pra te beijar... .:Ele disse e me puxou pela cintura, mas eu não deixei ele me beijar:.
– Não Daniel, presta atenção, você não sabe o que está fazendo. .:Ele me soltou e eu respirei fundo, em seguida apertei o botão do meu andar:.
– Eu sei exatamente o que estou fazendo, Suzanna, eu tenho que dizer tudo o que estou sentindo por você. .:Ele falou pegando umas das minhas mãos:.
– Mas Daniel, e a Karina, como você pode estar fazendo isso com ela? .:Eu disse um pouco irritada por pensar na Karina:.
– Não estamos mais juntos. .:Ele terminou de falar e eu fiquei sem palavras:. – Ela terminou comigo ontem. .:Será que ele estava falando a verdade, ou ele estava dizendo isso porque estava alcoolizado?:.
Chegamos ao meu andar e quando as portas do elevador se abriram e eu saio na frente já dizendo.
– Vou ligar para alguém vir buscar você! .:Quando estava chegando perto da minha porta o Daniel entra na minha frente, pegando nas minhas mãos dizendo:.
– Não, por favor, me deixa ficar aqui com você? .:Isso era loucura, como assim ficar aqui comigo?
– Não Daniel, você precisa ir pra casa! .:Eu disse mas ele continuou a segurar minhas mãos:.
– Não Suzanna, me deixa aqui só esta noite, não seja tão ruim comigo? .:Eu me conheço, eu me sentiria mal se o mandasse embora:.
– Ok então, mas fica quieto porque minha mãe está dormindo. .:Falei e ele soltou as minhas mãos ficando em silêncio:.
Abri a porta do apartamento e entrei e logo o Daniel entrou também, fiz um gesto com minhas mãos significando para ele se manter em silêncio e ele assentiu com a cabeça, fechei e a porta e a tranquei, peguei na mão do Daniel e o introduzi até meu quarto, entramos e ele disse.
– Você deve estar pensando que eu estou bêbado, mas eu não estou, eu sei muito bem o que estou fazendo. .:Ele disse agora mais calmo:.
– Sei que você não está bêbado, você está cheirando cerveja, de longe consigo sentir. .:Fechei a porta do meu quarto e olhei pra ele:. – Acho melhor você ir tomar um banho! .:Disse indo até meu closet achar minha única camiseta masculina que eu ganhei da minha tia quando ela foi assistir um jogo de basquete brasileiro nas olimpíadas de 2012 em Londres, procurei uma toalha também:.
– Obrigado! .:Ele disse pegando a camiseta da seleção brasileira e a toalha:.
– Imagina, é... O banheiro é naquela porta ali no canto. .:Eu disse apontando para o banheiro e ele apenas assentiu com a cabeça e foi direto para o banheiro:.
Sentei na minha cama e logo joguei meu corpo para trás, ficando apenas com minhas pernas para fora da cama. Nossa isso era uma coisa que eu jamais pensaria que fosse acontecer, que loucura, o Daniel está aqui no meu apartamento, no meu quarto, usando meu banheiro, isso era muito improvável, mas era verdade ao mesmo tempo, logo eu escuto trovões, a chuva estava bem forte, levantei e fechei a janela do meu quarto e pensei se minha mãe teria acordado, mas acho que não, ela tem o sono pesado, mas o Daniel parecia tão inofensivo quando ele me abraçou na portaria apesar de que ele tentou me beijar no elevador. OMG, eu coloquei minhas mãos no meu rosto de felicidade e subi na minha cama de novo, era inacreditável, e se o que ele disse fosse verdade, será mesmo que a Karina e ele terminaram?
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