He Is My Pet Demon
1 Capítulo 01
Notas iniciais
Espero que gostem!
Sangue misturado com chuva caia melancolicamente do céu noturno. Ainda faltava muito para amanhecer, mas ele já estava acordado. Seus longos cabelos negros,da mesma cor que as estranhas orelhas felinas que tinha, estavam jogados por cima do lado direito de seu rosto, deixando à mostra o olho esquerdo, de um estranho verde. Na falta de seu nome real, eu o chamava Phanton. Combinava com ele. Ele era como um fantasma. Silencioso, veloz...
-Onde ele está!? – um homem gritou.
E invisível.
-Impossível! Nos não vimos ele passar...- um outro exclamou, antes de ter a pescoço cortado.
Enquanto ele queria, pelo menos.
-Peguem ele, peguem...!– o homem se interrompeu, olhando para o próprio pulso, se perguntando onde estava sua mão. Ele franziu a testa, ao mesmo tempo em que tinha a cabeça cortada ao meio.
A propósito, ele é meu gatinho de estimação.
-Demônio! Morra! – um homenzinho atarracado apontou uma arma para o estranho que havia assassinado vários de seus companheiros. Para seu desespero, ele sorriu.
-Eu bem gostaria de morrer... Entretanto... – numa fração de segundo ele perfurou o peito do homem, que estremeceu – isso não vai acontecer agora.
Ele não é adorável com esse sorriso assassino, coberto de sangue? Assisti calmamente enquanto ele acabava com o resto daquela gente. Meu demônio.
-Porque está sorrindo? – ele tinha os olhos fixos em mim. – Angelina?
-Só gosto de assistir você. Ah...! – um braço me agarrou, e senti uma arma na minha cabeça.
Phanton rosnou, e eu consegui ver o ódio nos olhos dele.
-Agora, vamos resolver isso. – uma voz grossa falou, pero da minha cabeça. – A menos que queira que a garotinha aqui morra.
Droga. Eu não tinha prestado atenção, e agora eu era uma refém, hum. Que chatice.
-Phanton... – sussurrei.
-Calada! – o homem gritou e vi a expressão do meu gatinho endurecer.
-Mate-o, Phanton... É uma ordem. – ele desapareceu.
A pressão em meu pescoço sumiu, e subitamente me vi suspensa nos braços dele. Aos seus pés, vi uma arma ainda nas mãos de seu dono, este todo retalhado.
-Eu ouço e obedeço, mestra.
-Você sujou minha roupa. – eu suspirei, observando a mancha de sangue que se formava enquanto ele me segurava.
-Sinto muito. – ele abriu uma das mãos, a palma voltada para cima, e exibiu as longas garras cobertas de sangue.
Senti um arrepio correr por minhas costas.
-Tudo bem. Vamos para casa por hoje. – sorri. – Continuamos amanhã.
-Segure-se em mim, sim? – abracei o pescoço dele enquanto ele apoiava uma mão no meu ombro.
Ele tomou impulso, e pulou no telhado de uma casa próxima, me levando para casa. Eu não podia ver, mas sabia que ele sorria, pensando no sangue dos oponentes vencidos que decoravam agora sua roupa negra de couro. Corri meus dedos pelo pescoço dele, sentindo a coleira que eu havia lhe dado. A chuva ainda caia, e eu sabia que ela apagaria qualquer rastro de sangue que ele pudesse deixar. Eu estava cansada, mas ainda não ia dormir. Não enquanto não chegasse em casa. Quando se tem um demônio-gato de estimação, todo cuidado é pouco.
Meu gatinho.
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