He Doesn't Exist ...
1 Prólogo
Notas iniciais
Bom espero que gostem na mesma ^^ Obrigada por lerem :D
-Califórnia, 1846-
A chuva caia sem intenção de parar. O pavimento ficava cada vez mais molhado e escorregadio. Nele, um rapaz alto, de cabelos castanhos escuros e olhos verdes, corria sem intenção de parar ou afrouxar. Do seu ombro esquerdo, sangue escorria manchando o casaco branco do rapaz, num vermelho vivo e sombrio.
A cada passo pareceia mais doloroso de correr, sentia as pernas pesadas e a cabeça zonza, dando vontade de cair no chão de joelhos e assim permanecer até algo acontecer.
Os olhos verdes do rapaz pestanejavam com dificuldade, devido à àgua que lhe entrava nos olhos. Viu-se perdido num beco sem saída. A sua respiração era acelarada e descontrolada. Levou a mão direita ao ombro esquerdo que estava ferido. Sentia a dor a espalhar-se pelo corpo.
-Não vou conseguir...não é?
As palavras saiam como num sussurro doloroso e dificil de se perceber. Encostou as costas à grande parede e deixou-se cair até ficar sentado de frente para a saída.
Os clarões dos relâmpagos viam-se ao longe, dando inicios de uma enorme tempestade. Na chuva forte e pesada, o vulto de um homem com uma enorme gabardine, aparecera. Nas mãos transportava uma pequena arma de fogo, pronta a fazer outra vitima.
O suspeito entrou no beco, dando de caras com o rapaz que respirava descompassado. Um sorriso sádico formou-se nos lábios do rapaz. A sua face transmitia despreocupação.
-Encontraste-me afinal. — O moreno riu-se baixinho, tossindo de seguida, contorcendo-se com dores.
O Homem da gabardine aproximou-se do rapaz e agachou-se, encostando a boca da pistola à testa do rapaz.
O moreno de olhos verdes fitou nos olhos o homem da gabardine, sorrindo de seguida.
-Nunca pensei que morresse tão novo.- As lágrimas formaram-se nos olhos verdes do rapaz e escorregam pelo rosto pacifico dele. Tinha os lábios levemente a tremer e pedia por tudo para que aquilo não passasse de um pesadelo.
O som ensurcedor dos disparos fez-se ecoar pelo beco e pelas proximidades. O corpo do rapaz encontrava-se sem vida agora, estendido no beco encharcado no seu próprio sangue.
O Homem da gabardine, levantou-se e sacudiu a arma, prendendo-a na parte de trás das calças. Afastou-se com um sorriso sem jeito no rosto e balbocinou:
-Não te preocupes, não vais morrer assim tão cedo.
Notas finais
Beijinhos e obrigada por lerem
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