Hawaiian Teen Dream
47 O que tá acontecendo comigo?
— Sabe .. Não existe definição para um amor de pai. Amor é uma coisa tão pequena, perto do que sentimos por aquele serzinho que viu crescer, literalmente, de dentro da barriga da mãe. Quando sabemos da sua existência, é … desesperador na verdade — ri — mas quando você olha para aquela coisinha tão pequena .. — dei uma pusa, e a primeira troca de olhar entre eu e Alícia veio a tona. Eu sorri sozinho — você se torna um super-herói sem saber. Nada de mal pode acontecer com ela, ninguém com más intenções chega perto da sua princesinha. O que sinto por Alícia Ferráz Hernandez? O que sinto pela pequena razão de eu ainda estar respirando? Não tem definição, um nome, ou apenas uma palavra para descrever. Ela é meu TUDO. Só isso.
A conselheira de justiça deu apenas um sorriinho de lado e olhou para o chão, parecia refletir sobre alguma coisa. A “Sra Carter” permanecia séria, e Charice furiosa. Rita entrelaçou meus dedos no dela e apertou, me fazendo sorrir para ela— Sem mais pronunciamento da nossa parte, Sra Streep — disse Alanis— Bom Sr Hernandez, senti total sinceridade em suas palavras. E eu decreto que a guarda de Alícia Ferraz Hernandez permanecerá em poder de Peter Gene Hernandez e Rita Sahatçiu Ora — Eu sorri e chorei ao mesmo tempo. Rita me abraçou, e ainda abraçados disse de frente para ela— Conseguimos! Muito Obrigado pela sua ajuda!— Que isso, Bruno, não foi nada, você merece. Parabéns! — Nos abraçamos novamente, e muito perto um do outro, nos unimos em um beijo rápido, porém cheio de desejo. Nos olhamos confusos, e nos largamos. Alanis me abraçou, desejando parabéns. Estávamos saindo, quando …— BRUNO! — Olhei para trás e vi Charice sozinha. Pedi para Rita e Alanis irem na frente e fui falar com ela— Sim, Charice?— Eeerr .. Eu só queria te parabenizar, pela vitória— Ah, Obrigado — dei as costas— Bruno .. — me virei— Sim Charice — Me desculpa por tudo isso. Eu estou desesperada, ainda não caiu a ficha que Amy não está mais viva— Para mim também não. Eu te desculpo. Mais alguma coisa?— Na verdade sim. Eu queria visitar a bebê sempre que puder, manter contato com ela .. — respirei fundo, não tava acreditando no que ouvia— Olha Charice, depois dessa eu acho que você não merece nem chegar perto de mim .. muito menos da minha filha— Bruno, por favor, eu só quero ver a minha sobrinha sempre que puder, é demais pra você? É tão egoísta assim?— Não é egoísta, apenas traumatizado. Imagina você perder o amor da sua vida, e logo depois receber a notícia que também pode perder sua razão de viver?— Eu sei do que está falando.. Chris e eu sofremos um acidente de carro em Santa Mônica. Apenas eu sobrevivi. E logo depois minha mãe me ligou dizendo que Amy estava prestes a dar a luz, e quando chego em Los Angeles, recebo a notícia que ela não sobreviveu. Eu te entendo, Bruno, mais do que ninguém— Não sabia do Chris. Tudo bem Charice, apareça lá em casa amanhã — peguei papel e caneta que estavam em cima da mesa, e anotei o endereço e dei a ela— Obrigada, muito obrigada — olhou pra mim e me deu um beijo, demorado, no rosto. Me olhou, sorriu e se foi. Olhei para trás, e só vi ela de costas, seus longos cabelos negros, passavam porta a fora. Ela lembrava tanto Amy ..Passei o dedo indicador e anelar no meu rosto, onde ela me deu um beijo, perdido em pensamentos, com aquele sentimento estranho
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