Haunting

7 Parte VII


Notas iniciais
Laura e Lania chegam na cidadezinha aonde sua mãe, Lavínia, morava, mas, na rodoviária, Laura é acertada por um sorvete de um garoto. Ela apenas fixa o olhar nele...

O garotinho se aproximou do outro, ainda chateado, enquanto que o outro ficava rindo, sarcasticamente. \"HAHAHAHAHAHA... perdeu o sorveeete! Perdeu o sorveeeete!\"

\"Ora! Cale a boca!!\"

\"hahHAHAHAHAHAHA\"

Ambos continuaram a prosseguir, mas, do nada, o garotinho que havia perdido o sorvete foi empurrado com toda força para cima do outro, o sorvete do outro borrou as roupas e os corpos de ambos.

\"Olha! Olha o que você fez!!?!?! Se queria tanto o sorvete, pedia, viu!?\"

\"Do que tá falando!?!? Alguém me empurrou!\"

\"Mentiroso!\"

Ambos ficaram se atracando, mas sendo afastados pelos pais, que haviam chegado naquele instante.

Laura ficou observando os dois brigando daquela forma, mas logo foi puxada por sua mãe para o banheiro. Lania nem percebera o que havia acontecido com os dois garotos, mas sorriu ao ver sua filha com um sorrisinho no rosto.

Lania: \"Feliz?\" Sorriu novamente ao vê-la concordar. \"Então, vamos no banheiro, trocar logo esta roupinha, ok?\" Sorriu para a filha.

Após trocar de roupa e terem comido alguma coisa, Laura e Lania caminham pelas ruas da cidadezinha. Apesar de todo o tempo que se passou, Lania percebeu que nada mudou, desde que ela partiu de casa. Laura olhava para tudo com um olhar curioso.

Laura achava bonita a cidade. Tantas árvores e tantas casas bonitas, estava adorando. Ela não sabia explicar bem o por quê, mas se sentia mais a vontade ali, do que no pequeno apartamento aonde vivia. Corria e saltitava, bem animada. Puxava a mãe, com toda aquela euforia e Lania sorria com isso, apesar de cansada, pois estava carregando a maior mochila e já tinham feito uma meia hora de caminhada. Laura então avistou uma pequena pracinha e olhou para a mãe com um olhar meio pidão.

Laura: \"M-mamãe... e-eu posso...?\"

Lania suspirou, mas exibiu um sorriso, acariciou a cabeça da filha. \"Pode, vai... Pode brincar, mas só um pouquinho, ok?\"

Laura: \"Tá!\" e saiu correndo, quase que imediatamente, brincando e vendo todo o local. As pessoas no local olhavam a pequena garota, brincando e animada, estranhavam. Sendo uma cidade pequena, era natural que eles estranhassem aquelas duas desconhecidas, mas continuavam com o seu dia a dia.

Lania exibia um sorriso meio cansado, mas não tirava os olhos da Laura. Laura permaneceu brincando por mais um tempo, mas olhou a mãe e fez uma expressão de preocupação, se aproximando.

Laura: \"Uh... mamãe?!\"

Lania, ainda com uma expressão cansada, olhou para a filha. \"Hmm!?... O que... o que foi, filha?\"

Laura: \"V-você tá bem?\"

Lania: \"Uhum! Só um pouco cansada, mas estou bem sim, tá?\" Ainda acariciando a cabeça dela.

Laura: \"... Senta ali, mamãe... Descansa um pouco...\"

Lania: \".. Ok, vou descansar um pouco... mas pode cont...\"

Laura: \"Não... vou ficar do seu lado.\"

Lania sorriu e, sendo acompanhada pela filha, logo estavam as duas sentadas. Laura ficava brincando com as pernas, balançando-as para frente e para trás.

Laura: \"Mamãe...\"

Lania: \"Hmm... o que foi, fofa?\"

Laura: \"Você cresceu aqui? Teve muitos amigos!?\"

Lania sorriu, olhando a filha. \"haha, sim sim... eu cresci aqui e, bem, eu tinha um grupinho de amigas sim, na época.\"

Laura: \"...\"

Lania: \"Por que pergunta, meu amor?\"

Laura: \"... elas eram legais?\"

Lania: \"aww... eram...\"

Laura: \"Por que eu não conheço a vovó, mamãe?\"

Lania suspirou. Sempre esperou que a filha fosse perguntar isso, algum dia, estava até se preparando para tal ocasião, mas mesmo assim, foi meio pega de surpresa. \"Ahh, filhinha... é uma... loonga história...\"

Laura: \"... mas pode contar?\"

Lania: \"... Hoje não... mas o principal é que, eu e minha mãe... tivemos uma discussão e, acabamos ficando afastadas. Mas...\" olhando que a expressão da filha ficava meio fixa em algum ponto, feito que estivesse distraída. \"... faz tempo...\" Começando a se lembrar, naquele determinado momento em que discutiram e ela partiu de casa.

Laura: \"... ela brigou com você, porque você gostava do papai, né?\" Ainda com aquele olhar perdido.

Lania olhou meio surpresa para a filha, ia perguntar como ela sabia daquilo, mas apenas suspirou e acabou se rendendo. \"... Sim, foi por isso mesmo...\"

Laura: \"E ela ainda está zangada com você, não, mamãe?\"

Lania: \"Está tão... aparente assim?... Sim, está...\"

Laura: \"...\" Ainda perdida em pensamentos.

Lania: \"... Filha?\"

Laura olhou-a, sua expressão estava diferente, parecia até que ela estava mais adulta, assustando um pouco sua mãe. \"Mãe... pode deixar, eu lhe protejo... sempre.\" E não falou mais nada, por algum tempo, nem sua mãe quis mencionar mais nada, havia ficado meio assustada com aquela expressão dela. Após uns vinte minutos, Laura parecia novamente normal e já queria partir. Lania, já mais descansada, segurou a mão de sua filha e partiram, continuando no caminho para a casa da sua mãe.

Notas finais
Eu adoro a Laura... apesar de todos os problemas que ela passa, junto de sua mãe, ela parece mudar totalmente a sua forma de agir e pensar, para sempre proteger sua mãe, a pessoa que ela, simplesmente, mais ama no mundo.

E considero a Lania uma heroína, passando por tantos problemas e ainda exibe um sorriso e carinho pela filha.