Haunted House

5 Epílogo — A Thousand Years


Notas iniciais
Oi gente, como vocês estão? Espero que bem. Então, como eu prometi, aqui está o epílogo da fic. Quero agradecer a todo mundo que acompanhou esta short, que comentou e blá blá blá, muito obrigada mesmo!
Ah sim, para este capítulo, sugiro que escutem A Thousand Years, da Christina Perri - um clássico que eu uso para a maioria dos meus capítulos de Running Away e que sempre me dá muitos Faberry feelings KKK
Espero que gostem!

Depois daquela noite, Quinn e Rachel se ignoraram pelo resto do semestre. Quando Rachel levava slushies, geralmente era de Santana ou do novo namorado de Quinn, o quarterback Finn Hudson. A garota não se importava. Encarar os olhos profundos de Quinn Fabray mais perto que uma distância de três metros era perigoso.

Às vezes, Rachel sentia o gosto dos lábios de Quinn nos seus e ficava por horas recordando a forma como as duas se encaixavam perfeitamente. Quando via Quinn e Finn nos corredores sendo tratados como realeza, Rachel desviava o olhar. De vez em quando, podia sentir os olhos de Quinn a seguindo — em outras vezes, era apenas Finn a perseguindo para acompanhar os ensaios do Glee.

No começo do primeiro ano, Rachel decidiu mudar. Ela esqueceria Quinn e focaria em outras coisas. Finn, por exemplo. Com o professor de Espanhol, Mr. Schuester, tomando conta do Glee, eles finalmente pareciam ter um futuro para entrar nas Seletivas. O professor conseguira Finn para entrar no grupo — o garoto tocava bateria e até cantava bem — e ele virou a obsessão de Rachel.

Não passou muito tempo e Quinn também entrou para o New Directions. Todo mundo suspeitava que ela, Santana e Brittany haviam entrado para espioná-los — e até certo ponto isso era verdade —, mas Rachel sabia que ela estava sendo uma ameaça ao namoro-fachada de Quinn. Então, a garota entrara para vigiar Rachel. Finn passava tempo demais com ela; o garoto podia ser um idiota, mas ele a fazia sentir-se menos solitária, e isso era bom. Não da maneira que Quinn havia a feito sentir, mas...

Ela sempre balançava a cabeça quando esse pensamento vinha à sua cabeça. Quinn se esquecera daquela noite, estava namorando Finn e incrivelmente grávida. Rachel também deveria parar de tentar reviver a única noite em que não se sentira sozinha nos últimos quatorze anos. Não adiantaria, pois nunca voltaria no tempo para revivê-la uma última vez.

De alguma maneira, o Glee Club as aproximou. Rachel se sentia na responsabilidade de cuidar de Quinn, mesmo tendo roubar seu namorado. Afinal, ela precisaria de amigos quando tudo mais que tinha fosse embora. Rachel se lembrava de não querer tornar amiga de Quinn por ser muito doloroso, mas jamais imaginaria que ela ficaria grávida e que seus pais doentiamente católicos a expulsariam de casa.

Dois anos se passaram daquela forma. O ódio que as duas compartilhavam às vezes se transformava em amizade, que voltava a ser ódio na semana seguinte. Finn escolhera Rachel, e, com medo de ficar sozinha para sempre, ela aceitara aquele amor destrutivo e egoísta que os dois dividiam. Ela sabia no que estava se metendo, no quão ruim seu relacionamento com era, mas ninguém a amaria como ele. A não ser...

Em dezembro de 2011, o desejo de Rachel finalmente se tornou realidade. Ela e Quinn eram quase amigas — admitida pela própria garota que jogava slushies na sua cara e esquecera que elas tinham se beijado quase três anos antes. Tal percepção vinda de Quinn deixou Rachel mais animada do que sua primeira vez com Finn.

Três meses mais tarde, Quinn admitiu que estava apaixonada por Rachel. Não literalmente, mas por que, então, ela perguntaria se Rachel havia cantando uma canção de amor para Finn, e apenas Finn? Ou por que estaria tão incomodada com a ideia maluca de Finn querer casar com Rachel? Alguma coisa estava acontecendo ali, contudo, antes que Rachel pudesse procurar por Quinn em seu casamento com Finn, ela sofrera um acidente de carro e ficara paraplégica.

A culpa e a percepção de que não amara Finn — e que só queria se aproximar dele para ficar perto de Quinn — a consumiam. Ela não estava gostando de como o final do seu ano letivo ia. Finn era um idiota, mudava sua profissão toda semana, enquanto Quinn entrara em Yale e tinha um futuro brilhante pela frente. Ela precisava terminar com Finn e assumir que estava apaixonada por Quinn. Mas como?

A resposta veio na última semana de aula.


Rachel havia terminado com Finn três dias antes da formatura deles. Disse que não podia mais ficar com ele, que o garoto estava apenas a atrasando e que a Broadway era seu verdadeiro amor. Não mencionara Quinn, é claro — achava que o garoto teria um ataque do coração se dissesse que estava apaixonada por sua ex-namorada.

Finn ficou revoltado, como era de se esperar, mas no fim acabou aceitando. Ele não passara na faculdade que queria em New York, então seria menos embaraçoso para Rachel. Afinal, trombar com Finn ou viver com ele na cidade de seus sonhos não era lá algo que desejava muito. Kurt não passara na NYADA, o que significava que seria apenas Rachel em New York.

Com Quinn a menos de 200 milhas de distância, em Yale.

Isso era o que mais animava Rachel. Era o último dia de aula, e estava pronta para revelar seu amor na frente de todo o Glee cantando, obviamente, um clássico da cantora Christina Perri, A Thousand Years. A banda já sabia, assim como Santana e Brittany — que incrivelmente iriam também para New York e tentar a sorte grande.

Rachel pensou na noite em que as quatro tiveram na casa mal-assombrada de Lima e deu um sorriso enquanto retocava a maquiagem no banheiro feminino. Era tudo o que ela desejara para aquelas garotas: um futuro, uma chance, uma oportunidade após tantos altos e baixos no Ensino Médio.

— Ei, Rachel. — A voz suave e nasalada de Quinn fez-se ouvir no mesmo instante em que seu reflexo surgiu atrás de Rachel. A garota se virou para ela e sorriu. — Achei que encontraria você aqui.

— Aqui parece ser o nosso lugar — murmurou Rachel, consciente da proximidade entre ela e Quinn.

— Lamento pelo término do namoro — Quinn disse, tirando uma mecha do cabelo de Rachel de sua testa.

Ela perdeu o fôlego. Embora tivesse momentos assim com Quinn quase diariamente, ainda era muito estranho sentir-se tão conectada a ela após tanto tempo. Quinn a tratava tão gentilmente — lembrando-a da Quinn que tivera o prazer de conhecer por algumas boas horas na mansão mal-assombrada — que sua cabeça doía só de pensar no que aquilo poderia significar. Sabia que Quinn estava apaixonada por ela, e que o amor era recíproco, mas parecia real demais — mais real do que qualquer toque de intimidade que tivera com Finn em quase um ano de namoro.

— Olha só — Quinn disse animada, se afastando de Rachel e tirando um envelope de sua bolsa no ombro. Rachel franziu a testa e o abriu: ele continha um bilhete grosso de trem. — Uma passagem de New York para New Haven. Eu comprei uma para mim também. São válidas por até seis meses.

Quinn sorriu; seus olhos cintilavam. Rachel observou os bilhetes e sentiu os olhos encherem de lágrimas. Sem poder se conter, indagou:

— Você se lembra, não é? — Quinn saberia ao que ela estava se referindo.

Quinn não teve sequer a decência de menear a cabeça direito. Os cabelos loiros balançaram levemente. Os olhos amendoados, uma fonte perigosa de amor e ternura durante o primeiro ano, também estavam marejados.

— E-eu... — Quinn balbuciou, agarrando de repente a cintura de Rachel e a puxando para um abraço apertado, afagando seus cabelos morenos e preenchendo seu ombro de beijinhos. A pele de Rachel estava em chamas. — Sinto muito por ter maltratado você daquela forma nos últimos anos. Acho... Creio que eu não estava pronta para...

Ela soltou um guincho de frustração e afundou o rosto da curva do pescoço de Rachel. A garota não se importou com o péssimo discurso de Quinn, pois as duas resolveriam tudo o que precisaria ser resolvido naquela tarde durante o Glee.

— Só... — Rachel sussurrou ao finalmente se desgrudar de Quinn. — Só vá ao ensaio do Glee hoje.

Ainda meio abatida, ela concordou. Rachel deu-lhe um beijo na bochecha e deixou o banheiro, acenando a Quinn antes de sair.


A reunião do Glee foi mais chorosa que as dos últimos dois anos. Rachel jamais havia liberado tantas lágrimas na vida. Os formandos tinham cantado You Get What You Give para os juniores e os garotos do primeiro ano, desejando a eles um feliz ano que vem na McKinley. Ela tivera problemas em evitar Finn e passara parte da apresentação grudada em Santana e Brittany, ocasionalmente encostando-se a Quinn.

— Eu não acredito que estou dizendo isso — Mr. Schuester dizia enquanto limpava as lágrimas e colocava o violão do lado após cantar Forever Young —, mas acho que...

— Não! — exclamou Rachel pulando da cadeira em que sentava. Kurt, ao seu lado, revirou os olhos. — Mr. Schue, se me permite, tenho uma última canção.

O professor soltou uma risada, lacrimejante; era quase como se esperasse uma interrupção de Rachel Berry. Ele acenou, pedindo a garota se aproximasse. Rachel aprumou a saia que vestia e postou-se à frente de Brad e seu amado piano.

Finn a encarava ansioso, esperando que ela cantasse uma canção sobre estar arrependida e querer reatar o namoro. Só na sua cabeça, ela pensou. Santana e Brittany a olhavam orgulhosas. Como já tivera uma conversa séria com elas sobre os sentimentos de Quinn, tinha certeza de que as duas aprovariam o que estava prestes a acontecer.

Então, Rachel fixou os olhos em Quinn e todos os seus melhores amigos sumiram da sala do coral. Restavam só ela, Quinn e Brad — ou, como Santana gostava de chamá-lo, Assessório. Rachel não precisou de muita inspiração para começar a cantar.


Heart beats fast

Colors and promises

How to be brave

How can I love when I'm afraid to fall?

But watching you stand alone

All of my doubt suddenly goes away somehow

One step closer


Rachel não chegara nem ao segundo verso e os olhos de Quinn já estavam arregalados em sua direção, a cor verde acentuada por causa das lágrimas. Sorriu envergonhada. Rachel suspirou em meio ao refrão, por que Quinn Fabray era espetacularmente linda, e — ela esperava — em algum tempo seria finalmente sua após três anos.


I have died everyday waiting for you

Darling don't be afraid I have loved you

For a thousand years

I'll love you for a thousand more


Começou a suspeitar que sua canção estivesse causando o efeito desejado quando percebeu Finn levantar-se para tentar interrompê-la, sendo impedido por Sam e Puck, que o colocaram sentado novamente. Rachel não se importou, dando de ombros. Quinn era a única coisa em seu campo de visão.


Time stands still

Beauty in all she is

I will be brave

I will not let anything take away

What's standing in front of me?

Every breath

Every hour has come to this


— One step closer... — ela cantou, se aproximando um pequeno passo do lugar onde Quinn sentava. A garota estava sem ar, corando furiosamente. Rachel queria se aproximar mais, fazer Quinn dela, beijá-la mais uma vez, como havia feito naquela noite a tanto tempo antes.


I have died everyday waiting for you

Darling don't be afraid I have loved you

For a thousand years

I'll love you for a thousand more


Aquele era o momento delas, ninguém mais atrapalharia. Quinn iria para Yale; ela iria para New York. Elas estavam mais próximas que nunca. Rachel não se arrependia dos últimos anos de brigas. Ela agora teria Quinn somente para si.


And all along I believed I would find you

Time has brought your heart to me

I have loved you for a thousand years

I love you for a thousand more


Quando terminou a música, ela por fim tirou os olhos de Quinn e observou o Glee. Finn não estava mais lá, nem Puck ou Sam. Santana e Brittany se beijavam, mas pararam logo para parabenizá-la pela escolha. Kurt e Tina choravam sem constrangimento e eram consolados por seus respectivos namorados. Os outros batiam palmas entusiasmados.

Quinn... ela não hesitou e avançou os passos que a separavam da garota e a puxou para um abraço. Ela ainda se surpreendia pelo modo de seus corpos ainda se encaixarem perfeitamente. Abraçar Quinn era uma das melhores coisas do mundo, a exceção de uma: beijar Quinn.

Ela sabia que não deveria beijar Quinn na sala do Glee, que todos provavelmente surtariam, então Rachel prometeu a si que esperaria. Ela poderia se contentar em abraçar Quinn por ora.

— Eu te amo — Rachel sussurrou no ouvido de Quinn.

— Também te amo — Quinn respondeu, afundando o rosto mais nos cabelos de Rachel.

O último dia de aula dela na McKinley terminou muito melhor do que começara.


— Mais uma vez, o que estamos fazendo aqui depois de tanto tempo?

— Não seria justo com ela. Foi onde tudo começou, afinal.

Quinn e Rachel se entreolharam, as mãos dadas. Santana estava certa. Voltar à casa mal-assombrada onde elas tinham passado a noite, três anos e meio antes, era uma boa forma de dizer adeus à Lima e seus anos no Ensino Médio.

Era o fim do verão, Quinn e Rachel haviam aproveitado sozinhas, às vezes com Brittany e Santana, o que restava de seus últimos dias no Centro-Oeste do país antes de irem para New York — ou New Haven, no caso de Quinn. No dia seguinte, Quinn pegaria um trem para Yale junto de Rachel, apenas para poder segui-la uma semana depois em NYADA. Daqui a três semanas, as duas estariam oficialmente em uma faculdade, longe de Lima e de todo o sofrimento que aquela pequena cidade havia causado.

Santana e Brittany, que se formara com louvor graças a ajuda de Sue Sylvester e Mr. Schue, tinham decidido em esperar até que Rachel estivesse pronta para ir a New York. Elas dividiriam um pequeno apart na parte baixa do Brooklyn, algo que não agradou Rachel muito — e se ela as pegasse fazendo sexo no sofá ao chegar em casa depois de um dia cansativo na universidade? —, mas Quinn a convenceu que era o certo. Afinal, as duas estavam lá pela bolsa de estudos que Brittany ganhara em Julliard por causa de sua dança e a maldita cara de pau de Santana. Precisariam de ajuda.

A ideia de irem à mansão mal-assombrada havia sido, obviamente, de Santana. Ninguém sabia onde a garota estava levando elas — Rachel agarrara ao braço de Quinn ao perceber que estavam saindo da cidade, com medo de uma última armação da garota —, mas ao perceber onde estava, ela deu um suspiro aliviado.

Voltar ali trazia muitas recordações. Do susto que Quinn lhe dera no corredor do segundo andar; de procurar Santana e Brittany quando as duas davam uns amassos em um lugar que Rachel jamais chegou a descobrir qual era; do primeiro beijo que dera na vida com Quinn... Era um grande balde de emoções. Rachel só redescobriria a sensação de ter amigos novamente quase seis meses depois, já no Glee Club. Aquele foi o primeiro lugar onde se sentiu realmente especial.

— Alguém quer entrar? — perguntou Santana, embora já abrisse o portão enferrujado. Rachel e Quinn não tiveram outra escolha senão segui-la.

O dia estava terminando; os raios de sol passavam pelas madeiras atracadas nas janelas, criando uma luminosidade muito fraca. Os grãos de poeira flutuavam calmamente pela sala de estar. As coisas pareciam estar no mesmo lugar que antes. Rachel observou o cômodo ainda presa à Quinn, entrelaçando suas mãos e fazendo carinho na palma dela.

— Vocês vieram aqui depois? — ela indagou.

— Uma ou duas vezes, quem sabe — Brittany respondeu. — Logo, Quinn ficou grávida e passamos a sermos apenas nós duas. — Ela deu um suspiro ao olhar uma concentrada Santana subindo a escadaria. — Não tinha mais tanta graça assim.

Quinn olhou para a amiga agradecidamente.

— Ei, Berry, olha só! — Santana exclamou lá de cima, agachada ao chão, procurando por algo. Ela levantou-se num salto e mostrou algo em sua mão esquerda. Parecia um videogame portátil. — Eu me lembro de zoar você por causa disso! Não acredito que esqueceu aqui.

Os olhos de Rachel arregalaram. Ela tinha um Game Boy durante a época que fora na mansão pela primeira vez, mas os acontecimentos daquela noite apagaram tudo que sua mente e mudaram sua forma de ver a vida. Rachel não se lembrava de ter esquecido seu videogame ali até aquele momento.

Santana desceu a escadaria e jogou o Game Boy para Rachel, que teve de soltar-se de Quinn para poder agarrá-lo no ar. Observou-o por inteiro. Ele parecia estar no mesmo estado, apenas a pilha precisava ser trocada. Ela levantou os olhos para Quinn, um sorriso enorme em seu rosto.

— Tome. — Ela ofereceu, empurrando o videogame para as mãos de Quinn. A garota o pegou, enrugando a testa. — Da nossa primeira noite juntas. E então, você vai ter alguma coisa em seu dormitório para se lembrar de mim.

— Eu já tenho um pôster de Funny Girl, outro de West Side Story e mais o DVD de Grease. — Quinn contou nos dedos, fingindo seriedade. — Você ainda quer me dar mais?

— Se fosse por mim, ficaria o ano todo com você como lembrete — Rachel sussurrou, deixando que as mãos de Quinn, ainda segurando o Game Boy, se enroscassem em sua cintura.

O beijo que elas compartilharam foi calmo. Rachel ainda sentia um formigamento por todo o corpo quando encostava em Quinn, como se fosse a primeira vez que se tocavam. Era o que mais gostava na relação das duas. Com Finn, tudo parecia na maioria das vezes forçado e enjoativo; Quinn fazia valer os dois anos de idas e voltas com o garoto em um único beijo.

— Gente! — Santana exclamou irritada. — Sem beijos, por favor. Vamos embora.

Rachel reparou que a boca dela estava lambuzada com o batom de Brittany, mas decidiu não comentar. Em New York, existiriam várias coisas que teria que deixar passar. Poderia esse ser o começo de uma boa relação.

— O que a gente disse naquela manhã ainda vale? — perguntou Brittany enquanto Santana fechava a porta da casa, talvez, agora, para sempre.

Rachel olhou para Quinn, sinceramente curiosa.

— Eu acho que não. — Quinn deu de ombros, caminhando entre Santana e Rachel. O capim pinicava suas pernas descobertas. O jardim parecia o mesmo de três anos antes; não crescera nem diminuíra. — O que tínhamos medo de acontecer naquela época já aconteceu. Não temo mais nada agora. Só... — ela olhou para Rachel de relance — ficar longe de Rachel por muito tempo.

Em resposta, Rachel deu um beijo na bochecha de Quinn. Estava emocionada pela frase da garota. A relação delas crescera de pouquinho em pouquinho durante o verão, mas Rachel estava pronta para passar o primeiro fim de semana de folga da NYADA em New Haven com Quinn.

— Se liga, a gente ainda tem aqueles bilhetes que você me deu — Rachel disse, cutucando a barriga de Quinn. Brittany sorriu para elas, mas Santana não parecia muito feliz.

— Você gastou $400 para obrigar a Rachel te ver em Yale? — ela indagou, bufando. Santana fechou a porta do carro com um estrondo, para provar sua raiva. — As melhores amigas aqui não valem nada para você, não?

Quinn revirou os olhos, sorrindo no banco de trás, sabendo que a garota poderia vê-la pelo retrovisor. Ao lado de Santana, Brittany fazia uma careta de reprovação. Rachel observava tudo em silêncio, admirada com o número de brigas idiotas que podem existir entre as duas.

— Vai me dar uma surra a la Lima Heights? — Quinn provocou, dando risadas.

Santana não respondeu, mas bufou, irritada. Ligou o carro e deu partida. Rachel se despediu da mansão com um aceno. Quinn, ao lado dela, deu-lhe uma piscadela e a abraçou de lado. Ela deixou que a cabeça caísse no ombro da garota e suspirou, ouvindo as brigas entre Quinn e Santana recomeçarem.

Mais quatro anos daquilo. Quatro anos com Quinn e suas amigas em New York. Sofrendo, se divertindo, fazendo viagens cansativas para New Haven. Aquilo era muito mais do que ela imaginara quando entrara naquela casa “mal-assombrada”.


Notas finais
Então, o que acharam? BTW, para mim, a Brittany se formou junto com a Santana e as duas vão infernizar a vida da Rachel em NY. Bem, este epílogo foi meio como eu queria que Glee terminasse - sonho nada, né... - e agradeço que a fic me deu a oportunidade de escrever isso.
Bem, acho que por aqui é só. Espero que deixem seus reviews e que tenham curtido. Vejo vocês em Running Away, beijos e até lá :)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!