Haunted 🔞
57 Capítulo 57 — Learning as we are growing
Notas iniciais
Olá!!!!
Primeiramente, JOJO CAMPEÃ DA FAZENDA 2020! Gente!!! Eu fiquei TÃO feliz com essa vitória da Jojo! Eu gritei TANTO quando anunciaram o resultado! Foi MUITO que merecido!!!
Anyway, vamos ao que importa!
Obrigada pelos 490 comentários, 152 acompanhamentos, 73 favoritos, 9 recomendações e 29842 visualizações ^^
Perdão por qualquer erro de digitação e aproveitem :D
Tradução do capítulo: Aprendendo à medida em que crescemos

— Difícil se manifestar quando tudo o que diz é deturpado!— Eu deturpei? – Steve me encara, mas continuo olhando para o terapeuta. — Eu estou louco então ou você realmente não disse para eu parar de te dar presentes?— Sim! – nervosa, decido olhá-lo. — Eu disse! E você respeitou e me entendeu? Não!— Mas não tem o que respeitar nem entender! – Steve explode. — Dar presentes a você é uma forma de demonstrar amor.— Então o casal que não faz troca de presentes não se ama? – jogo de volta.— Porra! Você não sabe...— Ei, ei, ei, ei! – Loki chama nossa atenção ao bater na mesa repentinamente. — Vocês podem discutir, mas sem palavrões.— De dez palavras que ele fala, onze são palavrões! – cruzo os braços.— E de dez palavras que ela fala, onze são baboseira!— Como é? – se minha visão tivesse o poder de laser, Steve já seria um montinho de poeira no canto do sofá em que estamos. — Eu sei discutir, diferente de outras pessoas que só sabem atacar!— Você é...— Steve. – Loki interrompe. — Natasha.— O quê?! – dissemos em conjunto.— Tenham calma. E mantenham a compostura. – aconselha antes de suspirar. — Vamos lá. Com destreza, vocês vão me contar o que aconteceu. Okay?— Okay. – Steve e eu assentimos.— Certo. – Loki nos imita. — Natasha, você primeiro.Flash back onn— Que camisola linda! – Steve me olha de cima a baixo. — Quem foi que te deu?— Hmmm... – brinco com o pedaço de cetim antes de erguer os olhos. — Não sei...— Não sabe? – ele aspira contra meu pescoço. — E o que iremos fazer a respeito, Srta. Romanoff?— Nada! – rindo, eu empurro seu peito. — Acabamos de fazer amor no escritório, no sofá e no chuveiro.— Podemos repetir na cama. – ele sorri maliciosamente, mas fica sério ao me ver negar com a cabeça. — Por quê?— Dolorida. – murmuro.— Ah. – Steve parece envergonhado. — Desculpa. – seus lábios se chocam contra minha bochecha. — Eu tento ser gentil, mas você é uma delícia.— Steve... – tímida, abaixo a cabeça, mas Steve torna a erguê-la segurando meu queixo.— Você é tão apertada...! Sua boceta é...— Ei! – calo sua boca com a mão.— Que foi? – ri antes de beijar meus dedos.— Vamos dormir. Acordamos cedo amanhã.— Espere. – ele pega minhas mãos. — Tenho uma surpresa para você.— Uma surpresa? – Steve me guia até a sala.— Sim.— Tipo o quê?— Você verá. – ele me estende um casaco. — Vista isso.— Por quê? – franzo o cenho ao passar os braços pelas mangas.— Você pergunta demais, mocinha. – ele sorri misteriosamente após apanhar as chaves. — Venha.— Steve, aonde estamos indo? – questiono quando chama o elevador.— Surpresa. – ele suspira antes de retirar uma gravata do bolso da calça de moletom.— Steve! – observo seu sorriso predatório. — O que quer que esteja se passando pela sua cabeça depravada, já te adianto que não vai acontecer. – afirmo. — Quill e Gamora estão lá em cima e eu...— Calma, amor. – Steve passa a gravata por meus olhos. — Você mais do que ninguém deveria saber que apenas eu sempre irei te ver nua.— Mas...— Quietinha. Venha. As portas do elevador reabrem e as mãos de Steve me conduzem para fora.Tropeço algumas vezes e chego a escorregar em algo molhado até Steve suspirar e me levantar nos braços.O cheiro de óleo e gasolina cerca meu nariz, fazendo com que eu franza o rosto.— Estamos na garagem? – pergunto, mas Steve não responde. — Por quê?
— É péssimo fazer surpresa para você! – ri. — Curiosa!— Mas...— Chegamos. – ele me põe no chão e pousa as mãos nos meus ombros. — Pronta?— Não consegue sentir minha empolgação? – devolvo, irônica, e Steve me dá um forte tapa na bunda. — Ai! Bruto!— Ainda não viu nada, amor. – murmura antes de beijar meu rosto. — Conte até três comigo.— Steve... – inicio um sermão, mas me rendo ao perceber sua animação. — Okay. Um...— ...dois...— ...três.Assim que abro os olhos, a primeira coisa que avisto é um novo Audi prata me saudando. Não é preciso ser um gênio para saber do que se trata, afinal Steve e eu já passamos por aqui antes.— Oh! – pisco, e Steve me abraça por trás. — Uau!— E então?— Isso é um carro.— Você não deixa passar nada, Srta. Romanoff. – ele pousa o queixo em meu ombro. — Gostou?— Eu...— Esse é um Audi R8 Spyder. – explica orgulhosamente. — O mesmo modelo que eu tenho. Sei que o seu antigo era de outra cor. Se não gostou podemos trocar...— Não! – descanso as mãos nos braços que circulam minha barriga. — É lindo!— Gostou mesmo?— Sim. – forço um sorriso quando Steve beija minha bochecha. — É meu?— Que pergunta é essa? – Steve fica na minha frente. — De quem mais seria?— Ahn... seu? – arrisco, vendo seu sorriso passar de contente para confuso. — Afinal foi você quem comprou.— É seu, Natasha. – repete, agora com mais firmeza. — Um presente. E me satisfaz muito em te dar.— Sério? – ergo uma sobrancelha. — Como que me dar um carro te satisfaz?— Gosto de mimar você. – murmura. — Steve...— Sharon destruiu o antigo. — E? Eu fiquei sem até hoje.— Eu sei. Por isso mesmo resolvi te dar. E, a propósito, Fury vendeu seu fusca.— Vendeu?— Sim. Depositei o valor na sua conta.— Quê? Espera. Mas como assim?— O que foi?— Ele já não tinha vendido o fusca? Inclusive você disse que me mandaria um cheque.— É... eu sei. – Steve suspira, tenso. — Inclusive, preciso confessar algo.— O quê? – pergunto, incerta.— Eu menti.— Mentiu?— É. Fury não tinha vendido o fusca naquela época.— É, percebi. E por que disse que ele vendeu? — Os pneus estavam carecas e eu não queria que você devolvesse o Sedan. – explica.— Então...— Então eu menti para que você pudesse continuar com o carro que eu te dei.— Steve! – soco seu ombro.— Ai! – ele resmunga ao acariciar o local da pancada. — Foi por uma boa causa, linda.— Boa causa?! – elevo o tom de voz. — Não tinha o direito de me manipular...— Não manipulei você! Nem contei isso para brigar comigo. – ele se justifica, com a voz mansa.— Então por que contou?— Porque Fury finalmente conseguiu fazer a venda e eu quis te entregar o dinheiro. A propósito, um bom dinheiro!— Como assim? Quanto ele conseguiu com a venda?— Vinte e oito mil dólares.— O quê?! – minha voz ecoa pela garagem. — Como assim? Ele conseguiu isso tudo naquela lata velha?— É um carro clássico, Natasha.— E cheio de problemas...— Acha mesmo que Fury vendeu do jeito que estava?— Ele consertou antes? – Steve assente. — E o prejuízo recompensou a venda?— Claro! – afirma, orgulhoso. — E o dinheiro é todo seu.— Meu Deus! – exclamo.— Está vinte e oito mil dólares mais rica, Srta. Romanoff.— Se ganhei tudo isso, não precisava me dar um carro novo. Eu poderia comprar com o lucro da venda do fusca.— Dificilmente você conseguiria um Audi por esse preço. — Obviamente eu compraria um carro dentro do meu orçamento.— Não, Natasha! Eu quis dar a você. Guarde esse dinheiro.— E o que eu vou fazer com vinte e oito mil dólares parados na conta?— Tenho umas ideias para não ficarem parados. – responde, risonho.— Steve... – grunho.— Olha, o carro é um presente e pronto.— Mas por quê?— Precisa de um motivo?— Sim. – cruzo os braços, confiante. — E um muito bom por sinal.— Ahn... porra! Tá... – Steve coça a testa. — Foi um presente por... por... — ...por...? Está ficando sem tempo, Rogers.— Espera! Porra! Foi por ter... ér... porra! Conseguido o emprego! – ele bate palmas, aliviado. — Você mereceu. Parabéns!— Um mês depois você me parabeniza?— Eu ainda não tinha o carro na época, linda. – Steve faz beicinho.— Poderia me dar um buquê de flores, não precisava de um carro de... ahn... não sei quantos... — Custou...— Não! Melhor nem saber o valor.— Linda, o carro já é seu. Está até no seu nome.— Tá! – concordo, brava. — Mas não faça mais isso.— Nat...— Podemos subir agora? – eu me faço de manhosa ao descansar o rosto em seu peito. — Estou com sono. E acordamos cedo amanhã.— Você acorda cedo. – Steve resmunga ao caminharmos de volta ao elevador.— Eu pego às oito no trabalho, ué! – rebato.— E tem um carro para chegar até lá. – Steve parece pensativo ao apertar o botão de seu andar. — Ou será que precisa de outro transporte?— Outro? – cruzo os braços. — Como assim?— Um mais rápido. – ele sorri, mas eu fico tensa. — Que tal um Capitão América?— Steve! – eu o interrompo, irritada. — Chega... chega de presentes.— Ahn? – ele franze a testa. — Como assim?— Isso mesmo. – brinco com os bolsos do casaco. — Você me dá coisas muito exorbitantes. — Exorbitantes? Que palavra bonitinha! – ele aperta minha bochecha.— É sério! – afasto sua mão com um tapinha. — Já me deu dois carros, essa camisola, um celular... até para a minha prima chegou a dar uma câmera caríssima!— Mas eu posso, Natasha. – Steve solta uma risada confusa. — Realmente, amor, dinheiro não é...— Não se trata disso. – digo. — Eu sei que para você não faz diferença gastar dois dólares ou dois milhões. Mas para mim faz. Ainda mais se o dinheiro não é meu e gastam comigo.— Natasha...— Eu não gosto de me sentir assim.— Assim? – repete. — Assim como?— Comprada. – admito junto de um suspiro quando o elevador chega ao nosso andar.— Comprada? – Steve ruge atrás de mim. — Mas de que porra você está falando?— É assim que me sinto! – arranco as chaves de sua mão.— Pois não deveria. – rebate após fechar a porta com o pé. — Você está comigo pelo dinheiro?— Sabe que não! – afirmo, chocada, ao me virar no corredor. — Como pode me perguntar isso? Sabe que eu jamais...— Então não tem por que se sentir comprada.— Steve, não é isso... – bufo. — As pessoas comentam.— Comentam o quê? – pergunta. — Quem comenta?— Todos! – exclamo. — Darcy e Rebby sabem que você me deu um Sedan. E agora saberão também que ganhei um Audi. E por aí afora.
— Sharon destruiu o seu carro, Nat.— E você me deu outro!— Não podia te deixar sem!— Mas eu não ficaria sem! – grito. — Daria um jeito de comprar, ainda mais com o dinheiro da venda do fusca!— Você não conseguiria um tão bom pelo preço do fusca.— Mas eu daria um jeito!— Por que dar um jeito quando você tem a mim?— É exatamente disso que se trata, Steve!— Essa discussão é desnecessária. Não tem nada de mais em eu ter te dado esse carro. – admite, num tom de voz baixo. — Eu gosto de te dar as coisas.— Mas eu não gosto de receber! – resmungo.— E o que você pretende? – indaga. — Quando nos casarmos, tudo o que é meu será seu.— Steve, por favor.— Você está sendo irredutível. – sopra. — Não tem nada de errado em um homem querer mimar a mulher que ama.— Tem quando a mulher não quer ser mimada!— Natasha, você está sendo radical demais.— E você está sendo turrão! — Quer saber? Foda-se! – ele se estressa. — Você está mais preocupada com que as pessoas pensam. Inclusive, se quer sentir vergonha de algo, sinta por isso, e não por receber presentes de quem é louco por você.— Eu não...— Não tem que acordar cedo? – Steve me corta ao ir para o quarto. — Pois então durma!Eu fico um bom tempo encarando o escuro do corredor antes de seguir seus passos.Flash back off— E foi isso que aconteceu. – Steve finaliza a história após eu ter relatado algumas partes. — Uma tremenda besteira, não? – ele se dirige a Loki.— Steve! – repreendo.— Eu a pedi em casamento. E tudo o que é meu será dela. E o que ela vai fazer? Repudiar a casa inteira?— Eu não repudio nada! – nego antes de Loki se manifestar. — Só fico sem jeito de receber presentes tão caros. Presentes que eu... que eu... que eu dificilmente poderei retribuir.— Mas não se trata disso, Natasha. – Steve franze a testa. — Eu não te dou as coisas esperando receber em troca. Basta ter você. Isso já é o maior, melhor e mais caro presente do mundo para mim.— E eu sinto o mesmo em relação a você!— Não! – Steve nega. — Você não está brava comigo pelo preço dos presentes, você está brava pelo que as pessoas comentam a respeito.— Steve...— Foda-se o que os outros comentam! A vida é nossa e ninguém tem nada a ver com isso. Por que não manda essas pessoas para a puta que...— Steve. – Loki interrompe. — Mas ela...— Não é assim que se resolve as coisas. – murmura ao me olhar. — Natasha, isso é verdade?— O quê?— Está preocupada com que pensam?— Não... – nego, mas reconsidero. — Quer dizer, sim, mas não totalmente.— Respondeu muito bem! – Steve provoca.— Steve, por favor. – Loki suspira. — Como assim, Natasha?— Realmente me incomoda o que os outros pensam a respeito, mas... eu... eu também nunca me senti totalmente à vontade com os presentes que Steve me dá.— E chegou a dizer isso a ele?— Sim! – exclamo. — Mas ele nunca levou a sério.— Sinceramente eu não vejo problema nisso. – Steve opina. — O dinheiro é meu e eu gasto como quiser. E gosto de gastar com você. Eu te amo!— Eu também te amo, Steve, mas...— Mas nada! – exclama. — Isso é besteira!— Calma lá, pessoal! – Loki junta as mãos. — Será que os dois podem reconhecer que essa discussão toda é besteira? Nem Natasha, nem Steve, mas a discussão em si.— Eu sei que me preocupar com pensamento dos outros é babaquice. – eu me rendo. — Não quis te deixar triste. – agora, eu me dirijo a Steve. — Eu te amo e nunca quis te magoar.— Steve? – Loki chama, mas Steve continua emburrado sem me olhar. Sua atitude me desespera ao mesmo tempo me que me enfurece. — Não responderá nada?— Não sei o quê. – rebate. — Tudo o que eu digo é contestado.— Steve...— Os dois erram. – Loki me interrompe, atraindo nossa atenção. — E ainda errarão muito mais. Mas sabem de uma coisa? – ele sorri rapidamente. — Não são os únicos. E dificilmente serão os últimos. – afirma. — Steve, você tem progredido bastante. E progrediu ainda mais após conhecer Natasha.— Ela me faz bem. – Steve dá de ombros.— Sim, faz. – Loki assente. — Como você também faz a ela, eu suponho.— Claro que faz! – confirmo. — Steve me amadureceu bastante. Não gosto de brigar com ele.— Não é o que parece. – contesta.— Não foi minha intenção te deixar chateado. — Tudo por uma coisa tão boba. – ele desabafa. — É o que se ganha por querer ver a pessoa que você ama feliz.— Mas eu sou feliz, Steve! – viro o corpo para ele. — Você me faz feliz desde a hora em que eu acordo até a hora em que vou dormir.— Não parece. – rebate, mexendo nos sapatos.— Como pode dizer isso? – indago, com a voz chorosa. — Steve? Steve, por favor, olhe para mim.Muito relutantemente, ele atende ao meu pedido.— Desculpe se eu magoei seus sentimentos.— Se? – ele sorri ironicamente. — Okay. – suspiro. — Desculpe por magoar seus sentimentos. – faço uma pausa para pegar fôlego. — Sei que me dá presentes nas melhores das intenções. Eu não deveria ter reagido como reagi. E você está certo. Eu não devo me deixar levar pelo que as pessoas pensam. — Muito bem, Natasha! – Loki me incentiva. — Soube reconhecer seu erro. E admitiu com responsabilidade e amor ao seu parceiro. — Obrigada. – agradeço, mas continuo olhando para Steve. — E então? Você me perdoa?— É claro que perdoo. – Steve sorri e beija minha mão.— E você, Steve? – Loki comenta. — Eu? – ele pisca e o encara. — Não tem nada a dizer à Natasha?— Ahn... tenho?— Steve. – Loki repreende sutilmente. — Reveja seu interior e achará a resposta.— Tudo bem. – Steve suspira e pega minha outra mão. — Nat, eu também reconheço que errei. Nunca quis te ofender nem te fazer se sentir comprada. Eu amo você. E te presentear é uma forma de eu expressar esse amor. E eu... eu... não conheço... nunca fiz coisas assim. – ele para e arrisca um olhar a Loki, que o incentiva a continuar. — Quer dizer, você é a primeira em muitos aspectos, Nat. Então me desculpe se eu erro e ainda errar outras vezes. Sei que fui insensível e imaturo. Eu poderia ser mais compreensível. – reconhece. — Você me perdoa?— Não sei... – franzo o nariz, e Loki pigarreia após rir.— Natasha.— Okay! – ergo os ombros. — Eu perdoo você.— Beijo. – Steve franze os lábios, e eu rio antes de lhe dar um selinho. — Só?— Steve! – censuro com o rosto em chamas.— Okay. Calma, Steve. – Loki ri novamente, chamando nossa atenção. — Vocês estão me vendo há um mês. Foram raras as vezes em que trouxeram problemas mais complexos. – elogia antes de suspirar. — Os dois chegaram aqui muito inseguros e tensos. E estão progredindo! Estão aprendendo um com o outro a cada dia que passa. E isso é muito bom! Estou orgulhoso de acompanhar o crescimento de ambos. Estão aprendendo a amadurecer e entendendo que são independentes. – garante, e Steve e eu sorrimos um para o outro. — Ambos já passaram por muita coisa. – afirma. — Steve, sabemos o peso da sua bagagem. E também sabemos que conseguiu dar a volta por cima. Você fez isso. Nem eu, nem Natasha. Certo?— Certo. – Steve concorda com a voz trêmula. Eu me aproximo e descanso a cabeça em seu ombro.— Natasha pode ter sido a sua gotinha final de motivação, mas você chegou muito longe antes dela. – confirma. — Você é forte, Steve! Você.É.Forte!— E muito! – reforço, e Steve me encara. — Não teria me apaixonado por você se não soubesse o quão forte e corajoso é. — Você também, Natasha. – Loki chama minha atenção. — Você cresceu muito! Já me disse uma vez que sempre se sentiu numa bolha. Bom, essa bolha estourou. E agora você é uma mulher livre. – garante. — Por isso, mais uma vez, eu digo: parabéns aos dois! Vocês são um casal. Juntos trilharão batalhas. E estão mais do que prontos para isso.▪️▪️▪️Após um longo dia, que começou numa briga com Steve em plena terapia de casal, agora eu me encontro com os pés ardendo dentro dos sapatos e minha barriga rugindo por comida.Rebby já nos fez rodar o shopping inteiro atrás de compras que, segundo ela, são para sua viagem à Europa.— O que acha de pararmos um pouquinho agora? – peço, cercada de sacolas. — Estou morrendo de fome! – levo as mãos à barriga.— Ai, eu também! – Rebby me imita. — Mas eu preciso fazer xixi primeiro.— Okay. Vai lá. – sorrio. — Vamos comer naquele restaurante? – aponto para praça de alimentação.— Sim, aquele está ótimo! – Rebby concorda ao me entregar suas sacolas. — Precisa de ajuda para chegar até lá? – brinca.— Não, pode ir. – respondo ao andar na direção do restaurante.Não sei se é pela época do ano, mas o shopping está cheio. Muitas roupas novas e floridas enfeitam as vitrines das lojas. E o ambiente também parece estar cercado de turistas. Chego ao restaurante e estudo o local. Não está tão cheio, se comparado aos outros. E minha barriga está rugindo de fome. Em meio a sacolas e esbarrões, eu me encaminho para a fila e espero minha vez.— Natasha?A voz atrás de mim me faz virar a tempo de avistar uma Sarah toda sorridente.— Oi! — Oi, querida! – ela me abraça e desce os olhos para as sacolas. — Nossa! Quanta coisa! Comprou tudo isso?— Ah, não. – rio de sua expressão chocada. — Vim com Rebecca.— Ah, sim. E como você está?— Eu?— É. – assente. — Tudo bem. – afago seu ombro. — E você? Está sozinha?— Ah! Em outros tempos eu teria a companhia de Blanche, mas ela está cuidando da viagem. – comenta, e eu mordo a língua.— Viagem?— Sim! Voltará para Paris.— Ah. – assinto. — E irá de vez?— Não. Irá apenas resolver uns assuntos particulares.— Entendo.— Enfim, fiquei de encontrar com Penelope quando saísse do hospital.— Voltei! – Rebby surge toda esbaforida.— Oi, querida! – Sarah a cumprimenta. — Sarah! Como vai?— Bem, meu amor! – Sarah a cumprimenta com dois beijinhos no rosto. — Bom, vou me encontrar com Penelope. Ela já deve ter chegado. — Não quer esperar por ela conosco? – passo algumas sacolas de volta à Rebby. — Vamos comer aqui. Está convidada.— Oh! Obrigada, meu amor, mas estou com pressa. Fica para uma outra hora.— Tudo bem.— Nós nos vemos no casamento de Pepper e Tony.— Okay. – eu a abraço rapidamente antes de Rebby fazer o mesmo. — Até, Sarah!▪️▪️▪️Com as nossas barrigas cheias, Rebby e eu saímos do elevador e caminhamos pela garagem do shopping.— Coloco tudo no seu porta-malas?— Sim. – Rebby responde. — Cadê o Quill e a Gamora? Não vão te dar carona hoje?— Estão me esperando na esquina.— Hmmm... e você vai carregar essas sacolas todas até lá?— Ahn... não... eu...— Entra aí. Eu te dou carona.— Não precisa. Eu... eu... estou... de carro.— Quê? – Rebby ergue a cabeça de seu porta-malas. — Está de carro?— É.— Mas disse que... ér... — É novo. Aperto as chaves e o Audi apita atrás de mim, fazendo com que Rebby siga o barulho do som— Puta merda, Natasha! – Rebecca fecha seu porta-malas e se aproxima boquiaberta. — Aquele é o seu carro?— Sim. – respondo, incerta.— Não me disse que tinha comprado um Audi, porra! – Rebby assobia. — Quando foi que fez isso?— Ah. Eu... eu não comprei. – brinco com as chaves, nervosa.— Não? – ela indaga, confusa. — Seu pai te deu de presente?— Não... – suspiro e resolvo confessar. — Foi um presente, mas... foi do Steve.— Ah. – Rebecca abre e fecha a boca algumas vezes antes de cruzar os braços. — Legal!— É. – assinto, atenta à sua reação. — Foi um presente pelo... por... pelo... ér... por eu ter conseguido o estágio. Digo, o emprego. – conserto, tensa.— Estava com esse Audi todo esse...— Não, não. Ele me deu recentemente.— Ah. Entendi. – Rebby assente ao comprimir os lábios. — É lindo!— Okay. – bufo. — Pode ser direta. — Direta? – ela me encara. — Como assim?— Diga de uma vez.— Mas dizer o quê? – Rebby solta uma risada ansiosa. — Steve comprou sem me dizer. – justifico em minha defesa. — E pôs em meu nome.— Tá... — Eu não estava sabendo de nada!— E você está me dizendo isso por quê...?— Ah... eu... – fico olhando entre o Audi e Rebby. — ...você... não acha... exagerado?
— Como assim?— Não acha extravagante?— Extravagante?— É.— Você acha? – ela me devolve.— Como assim?— Poxa! – Rebby solta mais uma risada. — O presente é seu, Nat! É você quem deve ou não gostar.— Mas o que você achou?— O que eu achei? – Rebby pressiona a mão no peito. — Por que minha opinião importa?— Porque eu preciso dela, Rebby. – confesso. — Você me acha interesseira, sabe, por aceitar?— Interesseira? – ela arregala os olhos. — Ficou louca? Eu sei que você jamais se relacionaria com alguém pelo bolso!— Mas...— O presente pode ser um pouco... ahn... extravagante, como disse. – minha amiga faz uma pausa e suspira. — Mas...?— Ah! Sei lá, Nat! Acho que sou antiquada.— Como assim?— Não sei... – Rebby morde o lábio. — Talvez eu ainda seja presa à época das flores e dos chocolates.— E...?— E nada. – ela dá de ombros. — Steve te deu um carro. E?— Rebby...— A sua opinião é a única que importa, Natasha. Não a do Steve e muito menos a minha, apenas a sua.— Mas eu não sei o que achar.— Incomoda ganhar um presente assim?— Sinceramente, já me incomodou antes, mas... não sei. – ergo os ombros. — Então você está de bem com isso? – ela aponta para o Audi, sem julgamento em seus olhos, apenas curiosidade.— Acho que sim. – suspiro. — Steve gosta de me dar as coisas. Gosta de me mimar. Fico um pouco sem jeito, mas eu realmente o amo com ou sem presente. Se ele fosse um mendigo, eu ainda o amaria pelo que ele é. Simples assim.— Okay. Simples assim. – Rebby sorri. — Nunca duvidei de seus sentimentos. Nem dos dele por você.— Eu sei. – sorrio. — E então? Vamos? – ela muda de assunto, animada.— Vamos! – afirmo. — Ei. — O quê?— Obrigada.
Notas finais
O que acharam da introdução do Loki? E essa DR do casal bem no início do capítulo? Kakaka amo!
Bem... já quero lhes desejar um Feliz Natal e um próspero Feliz Ano Novo! Sei que 2020 foi um ano caótico, parado e MUITO sofrido! Perdemos amigos, parentes, conhecidos... foi um ano carregado de muita dor e desespero, mas tenho fé que 2021 nos trará muita benção, vitórias e luz! Vamos confiar que essa vacina chegará logo até nós com 100% de eficácia! Esse vírus irá embora e essa pandemia acabará! Voltaremos logo, logo aos abraços e à alegria!
Até ano que vem, meus amores! E se cuidem e cuidem de quem vocês amam :3
Beijocas!
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