Haunted 🔞

20 Capítulo 2O — It wasn't fair


Notas iniciais
Hey! Desde já, eu agradeço pelos 278 comentários, 132 acompanhamentos, 55 favoritos, 7 recomendações e 15814 visualizações. Peço que não pulem essas notas iniciais, pois quero conversar com vocês sobre a fanfic. Trabalhar com a junção de 50 tons e ROMANOGERS tem sido uma experiência incrível pra mim, mas o tempo está sendo meu pior inimigo. Comecei essa fanfic em 2017 e hoje estou postando o capítulo 20 ainda! O que eu quero dizer com isso? Pois bem, dentro dos próximos meses, eu farei todo o possível pra acelerar a história. Não estou dizendo que darei um salto no tempo e postarei o último capítulo dentro de semanas kakakaka mas darei o meu máximo pra não prolongar muito. Por mais que eu AME trabalhar com "Haunted", também estou com futuros projetos em mente. Projetos estes, inclusive, que não envolverão ROMANOGERS, mas sim personagens originais, ou seja, fanfics com romance, drama e muitas outras coisas que toda história merece kakakaka são ideias minhas e quero muito colocá-las em prática. Anyway, eu já tenho "Haunted" toda trabalhada na minha cabeça, mas preciso da ajuda de vocês numa questão: vocês querem que essa fanfic tenha continuidade em uma terceira temporada? Agora é com vocês, o futuro de "Haunted" está nas mãos dos meus leitores kakakaka querem embarcar numa terceira temporada ou a história se finaliza com essa? O futuro que eu tenho pra essa fanfic já montado precisa de uma terceira e última temporada, mas se vocês não quiserem essa prolongação, eu terei que pensar num modo de encerrar em "Haunted" mesmo. Então, criei uma enquete no twitter e eu PRECISO que vocês VOTEM e NÃO ignorem. Sempre que crio enquetes lá a respeito da fanfic, são pouquíssimos os que votam, gente kakakaka então, encarecidamente, eu peço que votem lá, pois envolve o futuro da fic. Sem mais delongas, aproveitem e perdão por qualquer erro de digitação. Tradução do Capítulo: Não foi justo

Picos de luzes dançantes começam a piscar sob meus olhos. Mesmo com as cobertas grossas e quentes sobre mim, o ar frio de fevereiro toca a pele exposta de minhas pernas.

Devido a isso, faço força e abro os olhos. O que vejo à minha frente é o janelão do quarto de Steve coberto pela cortinas escuras, mas há uma pequena brecha no lado esquerdo pela qual posso ver um pedaço do céu nublado que, no momento, derruba flocos brancos e gelados de neve.

Com um bocejo, viro de costas e me espreguiço. Uma dor se instala nos quadris e belisca minha intimidade. Meus músculos estão tensos e fatigados.

Afasto as cobertas e observo hematomas roxos na parte inferior das pernas e na pele dos quadris. São marcas de chupões e dedos. Steve, seu animal! Little Red!

Ainda tonta pelo sono, forço o corpo a ficar de pé. Ignoro minhas pernas ainda bambas e a umidade roçando a parte interna das coxas. Caminho pelo quarto e entro no closetde Steve. Jesus! É enorme, quase metade do meu apartamento! Faça logo o que precisa e saia daqui, menina.

Rindo para mim mesma, vou até a porta de camisas e pego a primeira que encontro. Não é de botões. É uma verde escuro que, quando visto, cobre até abaixo de minhas nádegas.

Não dou importância ao fato de estar sem calcinha, apenas abaixo e apanho um par de meias que está guardado numa gaveta pequena. Em seguida, saio do closet e começo a caminhar até o banheiro, mas paro quando ouço meu celular vibrar. Corro até o Iphone e vejo que tenho três novas mensagens. A primeira é de Darcy.

Oi! Já estou em casa, mas vi que vc não. Tudo bem? Ligue pra mim qualquer coisa, vou dormir um pouco.

Bjs.

Rapidamente, envio uma resposta para tranquilizá-la e vou para a segunda mensagem. É Rebby.

Safadaaaa! Volto pra casa amanhã. Decidi passar um último final de semana com Sam antes de ele fazer uma pequena viagem. Parece que vai precisar resolver uns negócios chatos na Alemanha. Ele vai na segunda à noite. Então... :/

Bom, a gente se fala melhor depois, Nat. Tenho muuuuuita coisa pra te contar!

Bjs

Digito rapidamente para minha amiga e vou para a terceira e última mensagem. É mamãe.

As coisas estão bem, querida. E adivinhe só: consegui emprego! Yay! É uma firma pequena, mas conhecida. Está feliz com o estágio? Torço muito por vc.

Bjs, eu te amo

Finalmente, termino de ler e responder a todas as mensagens e ponho o celular de volta à cômoda. A seguir, vou ao banheiro me aliviar antes de iniciar a higiene matinal e descer para encontrar Steve.

▪️▪️▪️

Assim que chego à sala, vejo Steve sentado no sofá enquanto assiste televisão. Suas pernas estão no chão, mas suas costas descansam contra o conforto cinza junto das almofadas azuis turquesa que enfeitam o sofá.

Eu me aproximo lentamente, mas Steve me vê assim que eu apareço na divisão entre o corredor e a sala. Olhando de soslaio, vejo que a lareira está acesa, e o calor do fogo nas lenhas chega até mim.

— Bom dia! – Steve abre os braços. — Você está com muita pouca roupa para esse frio todo.

— Hmmmm... – enquanto me aproximo, ergo uma sobrancelha. — E desde quando isso é um problema, Sr. Rogers? – questiono ao parar entre suas pernas.

— Desde nunca! – ele puxa meu corpo para o seu colo. Meus quadris batem contra suas coxas e eu gemo. — Dolorida? – Steve acaricia minhas coxas internas. — Ihhh... – finge uma expressão de surpresa. — Parece que alguém te deu uns chupões aqui, linda.

Ele aperta a pele sensível e roxa. Seus dedos continuam subindo até chegarem à minha barriga. Steve puxa um pouco a bainha da camisa para cima, olhando por baixo.

— Está sem calcinha? – pergunta com um sorriso malicioso.

— É. – repouso o rosto em seu ombro e deixo seus braços em volta de mim. — Você a deixou por aqui ontem. Ah! Peguei suas meias. – ergo as pernas e balanço os pés.

Steve ri e me segura com mais firmeza enquanto cruza as pernas em posição de Buda sob mim.

— O que está assistindo?

— Série policial. – sua mão se enterra por baixo de minha camisa e faz círculos em minha barriga.

— Qual?

— Law and Order SVU. – diz com o olhar atento à televisão.

— Sério? – pulo em seu colo. — Eu amo essa série, Steve!

— Eu também. – ele ri e beija meu rosto.

Pelos próximos quarenta minutos, trocamos poucos beijos e toques enquanto assistimos ao programa. É um episódio que eu só tinha assistido o início, mas não havia chegado até o final.

Noto que ainda é com o ator Christopher Meloni, o qual, na série, faz o papel do detetive Elliot Stabler. Amo os episódios com ele!

A história deste relata o caso de uma criança que foi abusada sexualmente. Os pais descobriram após sofrerem um acidente de carro. Quando a médica examinou a menina, descobriu ferimentos em sua intimidade e entrou em contato com a Unidade de Vítimas Especiais.

Assim que o episódio termina, aparece o anúncio da série House. E, apesar de eu gostar, meu estômago solta um rugido faminto reinando por comida. Steve apenas ri e desliga a televisão, mesmo que sob meus protestos.

— Vamos comer primeiro, mocinha. – Steve se levanta comigo nos braços e nos conduz para a cozinha.

— E o que tem no cardápio, Sr. Rogers? – ele me senta num dos banquinhos que envolvem a bancada marrom.

— O que a senhorita deseja? – Steve ergue uma sobrancelha para mim, fazendo com que eu ria.

— Hmmmmm... acho que ovos e bacon está ótimo! – desço do banquinho e abro a geladeira de Steve. — Mas eu vou ajudar a preparar. – ele me abraça por trás.

— Acabei de me lembrar da primeira vez que fez o café-da-manhã para mim. – comenta em meu ouvido.

— Você gostou? – pego quatro ovos e uma embalagem de bacons e deposito sobre a bancada de mármore.

— Sim! – afirma antes de beijar meu pescoço. — Quer que eu faça waffles para você? – arregalo os olhos e me viro em seus braços. — O que foi?

— Você sabe mesmo cozinhar? – cruzo os braços e Steve ri ao abrir o refrigerador.

— Sim. – ele segura uma caixa congelada de waffles nas mãos.

— Como? – prendo os cabelos em um coque antes de jogar o pó de café na cafeteira.

— Depois que me mudei para Nova York, passava uma boa parte do tempo com Jessie na cozinha. – esclarece enquanto deposita os waffles na forma. — Ela trabalhava para o meu avô.

— Ah, sim. – assinto ao colocar a água para ferver. — Era legal ficar com ela, não?

— Muito!

— Eu imagino. – ligo o forno e ponho uma frigideira sobre a boca acesa enquanto a água começa a esquentar. — Posso fazer uma pergunta? – Steve ri de minha timidez.

— Não precisa mais me pedir isso, Natasha.

— Okay. – murmuro. — Ahn... como... como você enriqueceu tão rápido? – eu me viro rapidamente para ele enquanto boto um pouco de manteiga sobre o fundo quente da panela. — Quer dizer... você só tem vinte e seis anos. – tampo o pote e lavo a faca. — Como construiu um negócio...

— Era do meu avô. Quer dizer, do pai de Joseph. – Steve joga melado sobre os waffles congelados.

Ahn? É assim que ele faz? Menina, ele disse que sabe cozinhar, então apenas assista. Okay. Qualquer coisa, ele que coma essa meleca.

— Vovô deixou boa parte de sua herança para mim. Suas últimas palavras foram Cuide do que é meu e transforme em seu. Ele deixou ações para Joseph também, mas ele não quis se envolver em questões da empresa. Prefere o seu próprio negócio de advocacia.

— Uau! – quebro os dois primeiros ovos contra a manteiga derretida na panela.

— Pois é. – Steve termina de jogar melado sobre os waffles, põe a forma no forno e ajusta a temperatura. — Seu último pedido ficou por muito tempo na minha cabeça. Eu... eu não sinto que mereço todo o crédito que me dão pelo meu trabalho. Meu avô apenas me ensinou como levá-lo adiante, mas foi ele quem construiu tudo. E Joseph que deveria assumir.

— Joseph não quis, Steve. E seu avô confiou em você. – quebro o restante dos ovos. — E há mérito no que você conquistou até aqui, Steve. Há o seu mérito!

— Obrigado, linda.

Ele acende uma boca do fogão e põe outra frigideira sobre o fogo baixo. A seguir joga um pouco de óleo antes de rasgar a embalagem de plástico e colocar os bacons na frigideira.

— Eu... eu pensei muito sobre o que me contou ontem. – mexo os ovos com uma colher de pau.

— E? – Steve indaga sem olhar para mim.

— Acho que Blanche fez alguma diferença. – dou de ombros enquanto jogo um pouco de sal na panela. — Quer dizer, a expressão carnal que você desenvolveu pode ter te aliviado um pouco, não? Não sei, talvez como se fosse sua... sua forma de escapismo? Tipo... uma terapia?

— Terapia? – ele ri e joga a água fervida no saquinho do café. — Sério que disse isso, linda?

— Ah... é. – dou de ombros novamente e volto a mexer os ovos. — Cada um tem sua forma de se expressar e fugir dos problemas do mundo. Há pessoas que preferem leitura, outros escrita, outros bebida e drogas. Você pode ter encontrado seu refúgio no sexo. Por que não?

— Bom, eu... – ele umedece os lábios com a língua em busca de alguma resposta.

— Steve, não estou dizendo que você encontrou um bom ou mau jeito de entrar em sua bolha, só estou dizendo que talvez você tenha encontrado uma válvula de escape. Você era uma criança. Não tem como saber. E nem precisa ficar pensando sobre isso agora.

— É... – Steve ergue os ombros e mexe nos bacons. — Não penso muito sobre isso. Mas, se tem alguém conseguiu me salvar, esse alguém foi você. – ele me encontra com um sorriso bobo e olhos marejados. — Se você chorar, eu te encho de palmadas. – sua ameaça me faz rir. — E é bom tirar logo os ovos daí.

— Merda! – desligo o fogo e pego um prato de porcelana branca para servir os ovos.

Em seguida, pego a frigideira e me preparo para lavá-la, mas Steve segura meu braço.

— Eu cuido disso depois. – ele beija minha boca. — Arrume o balcão para nós, linda.

Reprimo mais uma risadinha enquanto passo o café pronto para o bule. Steve termina de fritar os bacons e eu lhe entrego um prato.

Abro a geladeira e pego a caixa de leite enquanto Steve põe o conjunto de louça que usaremos sobre a bancada marrom.

Quando está tudo arrumado, sentamos lado a lado e começamos a comer.

— Os waffles levarão mais uns minutinhos. – Steve dá uma mordida no bacon. — Eu botei numa temperatura alta para ser mais rápido.

— Tudo bem. Steve?

— Sim? – ele nota que quero perguntar mais coisas. — O que foi?

— Como Sharon entrou na Torre Stark?

Steve suspira pesadamente ao largar o bacon no prato.

— Ela é conhecida de Pepper e Tony por causa de Peggy. E também foi convidada.

— Mas ela estava lá quando chegamos?

— Parece que ela usou o pretexto de não estar se sentindo muito bem. E assim pôde descansar um pouco nos quartos de cima. – Steve fecha os punhos com raiva. — Deve ter visto quando você ficou sozinha e se aproveitou disso!

— Peggy não tinha te dito que a levaria?

— Não! – ele revira os olhos. — Óbvio que eu não iria lá com você se soubesse que Sharon também estaria presente.

— Hmmm...! – descanso os cotovelos no balcão enquanto mastigo. — Ela sempre foi assim?

— Sharon tem algumas traumas. – Steve dá de ombros e eu percebo sua resistência, portanto não insisto.

— Entendi. Bom, eu... eu também fiquei pensando em mais coisas que me contou ontem.

— Tipo o quê? – ele volta a comer.

— Bucky é filho biológico de Joseph? – atraio sua atenção.

— Sim. Ele é filho de Joseph com sua primeira esposa.

— Oh! – arregalo os olhos surpresa. — Mas ele chama Sarah de...

— Ela é figura materna mais próxima que Bucky já teve.

— Por quê?

— A mãe de Bucky morreu quando ele era pequeno. – revela. — Overdose. E Bucky a encontrou.

— Oh, meu Deus! Como ele se sente sobre isso?

— Crescer sem mãe não é fácil, ainda mais quando você não entende por quê. – Steve responde. — Bucky era pequeno quando a encontrou. Pensou que estivesse dormindo, mas ela nunca acordou.

— E ele estava sozinho com ela?

— Joseph estava no trabalho com o vovô Martin. Só descobriram à noite quando chegaram.

— Jesus! Uma criança ficou o dia todo com a mãe morta do lado sem nem ao menos saber! – exclamo ainda em espanto.

— Nem sei se tem como dizer se foi melhor ou pior do que eu passei. – resmunga e eu deixo de lado o meu sermão.

— Vocês eram... vocês eram apenas crianças! Não mereciam passar por essas tragédias.

— Natasha...

— Por que nunca me contou sobre seu pai adotivo? Por que nunca me disse que Joseph adotou você? – Steve pisca para mim. — Por que nunca me falou nada sobre Bucky?

— Nunca foi relevante contar a você. E isso não foi tudo.

— Como assim?

— Tem outras coisas que eu ainda não disse.

— Como o quê?

— Coisas pessoais, Nat, que não envolvem somente a mim. Vou precisar de tempo para contar tudo. É difícil. Nunca contei essas coisas a ninguém.

— E por que não?

— Porque para mim Joseph é o meu pai. Eu não precisava especificar que ele é adotivo. Isso não importa para mim!

— É por isso que a ideia da paternidade te assusta?

— Como assim?

— Você sabe. – rebato calmamente. — A ideia de ser pai apavora você. Acha que pode ser por isso, pela sua infância traumática?

— Não sei, Natasha. Porra! Por que isso agora? Você está grávida?

— Estamos apenas conversando, Steve! Não comece a criar coisas. Somos um casal e casais discutem sobre o futuro. Nosso futuro pode incluir crianças.

— Eu sei, mas já discutimos que é cedo para...

— Eu não estou dizendo que quero ser mãe amanhã, Steve!

— Mas...?

— Um dia, talvez! – dou de ombros quando ele bufa. — É uma experiência única. E você também deveria se sentir assim.

— E o que te faz uma expert nisso, Natasha? Como você sabe sobre como eu me sentiria ao ser pai? Isso é muito mais do que uma palavra de três letras, sabia?

— Eu sei! E eu não sei se você seria um bom pai. Eu não sei nem se eu seria uma boa mãe. Não tem como saber essas coisas, Steve. Por isso é só uma conversa.

— Tá, é só uma conversa, mas por que isso agora? Estamos juntos há apenas dois meses e você já está falando em filhos?

— Não fala assim! – repreendo. — Não tem nada de mais em eu pensar em filhos.

— Okay, mas esse assunto me deixa nervoso.

— Certo! – constato virando de frente. — Você tem medo.

— Medo? É, porra! – Steve eleva o tom de voz enquanto me encara. — Tenho medo de foder com a vida do meu filho! O que foi? Sou um covarde por isso? Então sim, sou, mas não quero carregar a culpa de machucar uma criança inocente! Eu não pedi para nascer, e olha só o que me aconteceu! Para que ter uma criança que só vai amar a você e não a mim?

— Steve! – exclamo surpresa. — Caso tenhamos um filho algum dia, não será uma competição. Ele precisará de nós dois e eu sei que tanto eu quanto você estaremos lá.

— E como tem tanta certeza?

— Porque eu sei que você jamais nos decepcionaria.

— Natasha, chega. Você está falando de alguém que nem existe ainda.

— Eu sei. Desculpa. Só queria saber se você ao menos pensa em ser pai. Não hoje, amanhã ou daqui a meses, mas algum dia. Só isso.

— Não sei. – ele ergue os ombros enquanto toma um gole de café. — Talvez.

— Tem medo por não ter tido uma figura paterna quando precisou?

— Só fui descobrir como era ter um pai aos meus dezesseis anos.

— Sinto muito. – pego a mão de Steve. — Sinto muito por tudo que aconteceu, Steve.

— Eu sei. – ele beija meus dedos. — Eu também sinto muito.

— Obrigada por me contar. – sorrio. — É importante para mim.

— Eu sei. – Steve suspira e me olha. — E acredite, Natasha, nunca contei isso a ninguém, a não ser ao psicólogo. E, mesmo assim, nem foi com todos esses detalhes. E eu não sei por que raios a Sharon falou aquelas coisas para você. Acredito que ela supôs, talvez por me observar demais. – explica, e eu engulo seco. — Mas eu nunca contei nada nem a ela nem à irmã dela. Você acredita em mim?

— Sim. – respondo, sem nem parar para pensar. — Eu acredito.

— Ótimo!

Steve se debruça e me beija. Tudo ao nosso redor some, deixando apenas nós e nosso toque.

— Você pode acreditar e confiar em mim, linda, é tudo o que importa.

— Eu acredito, Steve. Acredito e confio.

— Obrigado! – suas mãos apertam meu rosto enquanto seus lábios escovam os meus. — Obrigado, minha linda!

▪️▪️▪️

Ao final da tarde, termino de ler os casos que a Sra. Jenksey me passou e guardo os papeis os quais escrevi minhas conclusões. Nem confiro o que opinei sobre os relatos que li, apenas os junto com um clipe e boto dentro do envelope.

— Terminou sua lição de casa? – Steve bate na porta do escritório com os nos dos dedos.

— Sim. – ele para atrás da cadeira grande na qual estou sentada.

— E conseguiu ler tudo? – Steve empurra meus cabelos para o lado.

— Uhum. – fecho os olhos e aproveito a mensagem nos ombros.

— Você está tensa.

— Estou cansada. – gemo com seu toque. — Que horas são?

— Seis. – ele beija minha bochecha. — O que quer fazer?

— Não sei. – abro os olhos e suspiro ao olhar para a janela do escritório. — Acho que não há muitas opções de lazer num domingo cheio de neve.

Steve ri do meu beicinho emburrado e puxa a cadeira para o lado, fazendo com que eu fique de frente para ele.

Em seguida, pega minhas mãos e me puxa para cima.

— Quer jantar? – Steve estica seu rosto e me rouba um selinho.

— Fora? – pergunto, ainda com os lábios encostados nos seus. — Num restaurante?

— Bom, se você quiser, sim.

— Hmmmm... okay! – solto um riso animado. — Vou só tomar um banho rápido e botar uma roupa mais quente.

— Certo. – Steve me olha de cima a baixo antes de esticar as mãos e apertar minhas nádegas. — Enquanto você se apronta, vou avisar a Fury que iremos sair. – seguro seu braço. — O que foi?

— Nada contra Fury, mas... ele vai conosco? – pergunto e sinto remorso em seguida. — Quer dizer, eu gosto do Fury, mas queria passar uma noite só com você.

— Linda, ele vai apenas nos levar e buscar.

— Mas, Steve...

— Natasha, depois do episódio com Sharon, não confio em sairmos sem uma segurança a mais.

— Segurança a mais? – ergo uma sobrancelha, desconfiada. — Como assim?

— Quero dizer que você está segura comigo, mas eu não tenho porte de arma.

— E Fury tem? – ironizo, mas Steve leva a sério.

— Claro que tem!

— E por quê?

— Porque ele trabalhava numa agência de proteção.

— Tipo CIA ou FBI?

— Mais ou menos.

— Explique.

— Bom, Joseph é sócio de uma firma, como você sabe, que surgiu graças ao meu avô, ao pai de Tony e aos pais de Peggy.

— Ahn? – balbucio, ainda confusa. — Como assim?

— O pai de Tony era Howard Stark. – começa, e eu assinto, pois já sabia. — Ele trabalhava no exército e, junto com os pais de Peggy e o pai de Joseph, teve a ideia de formar uma agência.

— E eles simplesmente formaram?

— Levou alguns anos, mas conseguiram. É uma agência de espionagem.

— Como assim?

— Chama-se S.H.I.E.L.D., nunca ouviu falar?

— S.H.I.E.L.D.? – indago. — Acho que vagamente. O que é?

— Superintendência Humana de Intervenção, Espionagem, Logística e Dissuasão. – explica, e eu nem pisco. — Levei anos decorando, acredite. Essa agência é tipo FBI e CIA, só que mais... como posso dizer? Mais... mais moderna. Entende?

— Acho que sim. – mexo os ombros. — Mas por que foi fundada?

— Para segurança. – Steve dá de ombros. — Tony me disse que seu pai explicou tudo no testamento. E antes de morrer passou os bens para ele.

— E você tem relação com essa agência?

— Sim. Foi fundada pelo meu avô também. Por isso entrei para o exército. – revela, mas arregala seus olhos azuis em seguida. — Ér... quer dizer, eu...

— Eu já sabia que você tinha se alistado no exército, Steve.

— Como... como assim?

— Caso não se lembre, você deixou escapar ontem. – ergo a mão quando noto que ele está prestes a falar. — E Peggy também me contou. – revelo. — Por quê? Não era para eu saber?

— Ah, Nat, para com isso. Eu acabei de te falar...

— Falou por engano, assim como ontem e nem notou.

— Não, não foi por engano. Só me dei conta de que não tinha te falado antes. E pensei que ficaria confusa.

— Ah, é o que eu mais fico quando se trata de você. – dou a volta na mesa central de seu escritório.

— Nat...

— Pode continuar contando. – sento numa das cadeiras.

— Certo! – ele se senta ao meu lado. — Continuando, eu não entrei para o exército por causa da S.H.I.E.L.D. — Steve faz uma pausa e pondera. — Quer dizer, não totalmente por causa dela. Eu queria me encaixar num lugar. Eu já sabia bater, mas tinha que aprimorar minha força. E fazer parte da S.H.I.E.L.D. me pareceu a coisa certa a fazer na época.

— Então você entrou para ter onde extravasar sua raiva?

— Parece que Peggy te falou muita coisa. – comenta com certo cuidado no tom.

— Hmmm... nada que tenha me feito ficar menos confusa sobre você. – dou de ombros. — Mas legal você ter ido para o exército! É bom saber que tenho um adversário potente. Pena que não à altura.

— O quê? – Steve parece confuso.

— Não se preocupe, amor. Só luto com quem sabe se defender.

— Natasha...? – Steve ri ainda surpreso. — Está me dizendo...

— Sei socar e acertar um alvo, Rogers. – dou de ombros, vendo que Steve arregala os olhos.

— Sabe?

— Sim! – abro um sorriso convencido. — O que foi? Chocado demais por eu ser uma mulher que sabe atirar e lutar?

— Não... – responde, com suas pupilas dilatadas. — Acho que estou excitado, na verdade.

— Sossega! – cruzo os braços e rio.

— Como aprendeu a fazer essas coisas? – pergunta visivelmente interessado.

— Quando papai era advogado em Moscou, tinha um amigo policial que me ensinou. Quando viemos para os Estados Unidos, mantive as aulas de defesa, mas quis fazer artes marciais.

— Vo-você? – Steve me encara, surpreso. — Mas eu nunca te vi dar um peteleco sequer em alguém, Natasha.

— Bom, eu não preciso socar as pessoas por qualquer situação. – murmuro em minha defesa. — Num assalto, eu irei, por exemplo.

— E quando aquele cara tentou agarrar você na rua?

— Que cara?

— Aquele idiota bêbado! – ainda não me lembro. — Aquele que estava com as mãos em você quando eu fui te buscar no bar, Natasha! No dia em que você me ligou...

— Ahhhhh, sim! Bom, eu estava bêbada! – rebato. — Minha cabeça estava girando muito. E eu tinha certeza de que conseguiria me livrar dele assim que vomitasse em suas roupas caras. – gargalho e Steve me acompanha. — Mas você chegou e resolveu o problema.

— É, eu resolvi. – concorda. — Bom, voltando a falar sobre a S.H.I.E.L.D., a agência cresceu e Peggy trabalha lá hoje.

— Pensei que ela trabalhasse para você.

— Ela trabalha, mas não só para mim. Peggy é advogada da empresa de meu avô, que também foi fundada por seus pais, mas não assinou nenhum termo de exclusividade. – Steve zomba, fazendo com que eu revire os olhos.

— Entendo. – digo ao assentir. Em seguida, começo a rir, e Steve fica curioso.

— O que foi?

— Nada.

— Ahhh! Conta. – insiste. — Por favor.

— Tá! – exclamo. — Ér... é bobagem, mas... ér... eu estava só imaginando se... – faço uma pausa e rio de novo. — ...se essa S.H.I.E.L.D. desse umas... umas porradas nessa tal de Blanche. – Steve ri também.

— Ela ficaria louca! Quer dizer, isso ela já é. – brinca, mas eu paro de rir e levo a sério.

— Se isso a qualifica como louca, você também não seria um? – quando Steve franze o cenho, eu volto atrás. Puta merda! — Ér... desculpa! Desculpa, Steve, eu não... eu não quis...

— Tudo bem. – ele assente mesmo que contrariado. — Pode perguntar.

— Você gostava de causar dor nas mulheres. Isso também te dava prazer, mesmo que em sua cabeça você estivesse causando dor à Blanche, por ela ser a mulher que... que... ér... que te ocasionou certas coisas, entende?

— Sim, eu já pensei sobre isso. – murmura. — Mas eu sempre me controlei. Se minhas submissas me dissessem a palavra-chave, eu parava na hora. Nunca tirei... nunca tirei sangue de alguém. Eu te disse que não sou sádico.

— Sangue? – esqueço tudo que Steve me disse depois e me foco nessa palavra. — Blanche tirou mesmo sangue de você?

— Sim. – responde sem olhar para mim. — Ela me amarrava de barriga para baixo e arranhava minhas costas. Ela gostava de me marcar, fosse com arranhões ou chicotadas.

— Mas as marcas que você tem nas costas não podem ser de unhas e chicotes. – murmuro, sem entender. — Elas são grossas para isso. São de quê?

— Faca. – sua voz vacila, fazendo com que um nó se aperte em minha garganta. — Ela tinha uma navalha que carregava no sutiã.

— Deus!

Pulo da cadeira e me jogo no colo de Steve. Ele me abraça de prontidão, enterrando o rosto em meus cabelos e aspirando meu aroma.

— Eu sinto muito. – meus olhos ardem com as lágrimas. — Eu sinto muito, meu amor.

— Eu sei. – ele beija meu pescoco. — Mas esqueça isso agora. – Steve tranca o maxilar quando vê meus olhos vermelhos e marejados. — Ahhhh, Natasha! Não gosto de te ver chorar. Isso acaba comigo.

— Desculpe. – passo as costas da mão no nariz. — É que eu te imagino sofrendo e isso também acaba comigo.

— Então chega desse assunto. – Steve se inclina e me beija. — Vamos dar um tempo nessa história sobre meu passado, tudo bem?

Minhas pernas circulam seus quadris enquanto eu apoio os braços sobre seus ombros fortes e largos.

Steve espalma uma mão no meio de minhas costas enquanto segura minha nádega direita com a outra.

— Sabe aquele banho que você disse que iria tomar e que seria rápido? – suas sobrancelhas se mexem e eu assinto. — Vou fazer parte dele. E sinto dizer que não será tão rápido assim. – avisa, e eu solto uma risadinha. — Isso! Quero te ouvir rir. É o som mais gostoso que tem.

— Eu te amo. – beijo seus lábios e o seguro com mais força contra mim.

— Eu também te amo.

Notas finais
SE VOCÊ PULOU, ENTÃO VOLTE E LEIA AS NOTAS INICIAIS. É MUITO IMPORTANTE! Links que não abriram no capítulo: Enorme --> http://50shadesgirlportland.com/wp-content/uploads/2017/02/download-93.png Closet --> https://resources.stuff.co.nz/content/dam/images/1/h/9/u/3/w/image.related.StuffLandscapeSixteenByNine.1420x800.1h9rt0.png/1487282494004.jpg O que acharam da introdução da S.H.I.E.L.D.? E da história de Bucky? Vocês estão achando muita coisa pra digerir de uma vez só? Porque, se essa fic tiver continuação, eu já aviso a vocês que está em mente vir à tona MUITOS outros segredos. Tá dando pra administrar as bombas ou tá ficando muita coisa? Votem na enquete, pois esta ficará disponível a votos até domingo, então corram pra votar: https://twitter.com/Bbevblr/status/1101533038536732673 Até a próxima!