Haunted 🔞
17 Capítulo 17— Could love overcome anything?
Notas iniciais
Olá! O capítulo de hoje é dedicado à Infinity Gamora, pela linda recomendação que enviou à fanfic. Espero que a leitura te agrade tanto quanto a sua recomendação me agradou, bonequinha :3
E, desde já, galerinha, peço perdão por qualquer erro de digitação que possa ser encontrado e desejo que aproveitem. Ah! E leiam as notas finais, por favorzito ^^
Tradução do Capítulo: Pode o amor superar qualquer coisa?

— Posso fazer o que quiser contigo?— Limpe essa cabeça pervertida! – cutuco sua testa, mas acabo rindo. — Estamos em público!— E?— Steve. – repreendo quando uma nova música começa a tocar. É lenta e com uma batida suave. — Quer dançar? – ele pergunta ao perceber que eu movimentei os quadris ao ritmo da canção.— Por favor! – faço beicinho e Steve ri ao pegar meu queixo.— É bom conseguir me acompanhar, Srta. Romanoff. – ele me dá um selinho. — A cada pisada que der em meus pés será um novo tapa nessa bunda gostosa. – arquejo e arregalo os olhos. — E nem adianta fazer essa carinha de assustada e inocente! – Steve ri e aproxima os lábios do meu ouvido. Seu hálito queima a minha pele. — Eu sei que você gosta e quer isso.Quando Steve se afasta e me puxa para a pista de dança, eu ainda estou tremendo e com calor. Seu toque me incendeia da cabeça aos pés.Os casais ao nosso redor sorriem e se movimentam colados uns aos outros. Estou quase conseguindo abaixar a guarda e relaxar nos braços de Steve quando um movimento loiro me chama atenção. Meu corpo todo tenciona de receio e susto.Sharon está nos encarando enquanto Peggy fala alguma coisa com ela e usa uma tesoura para cortar uma fita de presente. Seus olhos castanhos possuem o mesmo brilho de raiva e amargura que sentira quando me alvejou de palavras odiosas e imundas. Seus braços estão cruzados e, apesar do brilho diabólico em suas íris marrons, seu olhar está perdido.É como se ela estivesse olhando através de Steve e de mim. Peggy fala mais alguma coisa, mas Sharon continua a ignorá-la. Noto que sua irmã segue sua linha de visão e percebe que Steve e eu somos o foco.— O que foi? – Steve pergunta.— Sharon. – ele segue o meu olhar. — Ela está... ela está... encarando a gente.Observo quando Steve troca uma mensagem silenciosa com Peggy, que assente e segura o braço de Sharon antes de afastá-la dali. Não sei se isso é algo bom ou ruim, pois Sharon é o tipo de pessoa a qual se precisa manter a atenção. Nunca se sabe qual será seu próximo passo.— Pronto! – Steve se esforça para me tranquilizar ao beijar minha têmpora.— Por que Peggy não a leva embora?— Sharon não fará nada, Natasha. – Steve afirma. — Peggy me garantiu que não tentará mais nada. Ela só está passando por uma fase ruim. Não precisa ter medo.— Eu não tenho medo dela! – olho para Steve. — Bom! – ele sorri. — Eu estou aqui. Okay? Ainda que você não precise, ainda que teime em dizer que é brava, adulta e corajosa, e você é tudo isso, eu sempre estarei aqui. – Steve esfrega o nariz no meu. — Minha linda!Deixo suas palavras doces e gentis acalmarem meus nervos. Meu coração galopa no peito e agora não mais pela apreensão em avistar Sharon, mas sim pelo carinho e segurança que Steve me transmite.If I should staySe eu devesse ficarI would only be in your wayEu só estaria no seu caminhoSo I'll go but I knowEntão eu vou embora, mas eu seiI'll think of youQue pensarei em vocêEvery step of the wayEm cada passo do caminhoAnd I will always love youE eu sempre vou te amarI will always love youEu sempre vou te amarYou, my darling youVocê, meu querido você— Essa música é linda! – comento com os olhos fechados enquanto danço com Steve.— Sim. Muito! – ele beija minha cabeça. — Quero que você saiba, Natasha, que... que essa canção diz muita coisa! Muita coisa que eu... que eu não consigo expressar em palavras.Com a sua fala, torno a erguer o rosto e encarar seus olhos.— Como assim?— Eu sei que ainda não te disse o que você quer ouvir. O que você precisa ouvir. Mas quero que sinta como se... como se essa música falasse por mim. – meus olhos lacrimejam. — Não... – Steve franze o cenho e passa os dedos por minha bochecha. — Não chore. Merda! Não era para você chorar!— Desculpe. – passo as costas da mão direita no nariz. — É que... é importante para mim. Isso que você disse... eu... eu nem sei o que pensar...
— Não é para você pensar. – Steve termina de limpar minhas lágrimas e me beija. — É só para você ouvir e sentir. – suas mãos pousam em minha cintura. — Apenas feche os olhos, linda, e se concentre em tudo o que escutar.Bitter sweet memoriesDoces amargas lembrançasThat is all I'm taking with meIsso é tudo que estou levando comigoSo goodbye, please, don't cryEntão adeus, por favor, não choreWe both know I'm not what you, you needNós dois sabemos que eu não sou o que você, você precisaAnd I will always love youE eu sempre vou te amarI will always love you, ohEu sempre vou te amar, ohI hope life treats you kindEu espero que a vida te trate bemAnd I hope you'll haveE eu espero que você tenhaAll you've dreamed ofTudo o que você sonhouAnd I wished you joyE eu te desejo alegriaAnd happinessE felicidadeBut above all this, I wish you loveMas acima de tudo, te desejo amorEm um ato de estranhamento e susto, abro os olhos e encaro Steve. Seu olhar já estava direcionado a mim a todo tempo.— Essa música soa mais como uma... uma despedida. Na verdade... na verdade, a letra dessa música condiz com tudo o que eu senti quando fui embora. – suspiro nervosamente. — Steve... essa música é mais como um adeus!— Sim. – responde e eu arregalo os olhos. — Mas fique calma, linda!— Como quer que eu fique calma? – minha respiração vacila. — Estamos... estamos nos separando de novo?— Não. Não, não, claro que não! Nunca! Jamais! – Steve segura meu rosto. — Natasha, já disse que você é minha. Não iremos ficar um longe do outro de novo. Isso é certo!— Então como você...— Essa música apenas diz tudo o que eu senti quando você me deixou, assim como você acabou de dizer. – ele dá de ombros. — E eu queria que você soubesse.— Mas você já tinha me dito.— Não nas palavras dessa canção. – Steve volta a segurar minha cintura. — Você levou uma parte de mim. Uma parte que quase me fez ficar sem respirar. Doeu muito, Natasha. Caralho, como doeu! – reprimo um riso. — Acha isso engraçado, Srta. Romanoff?Ele me debruça de lado e me empurra para baixo. Minha cabeça pende para trás e eu vejo tudo de cabeça para baixo, inclusive meus amigos e os demais convidados rindo da cena embaraçosa. — Steve!— Peça desculpas por ter rido. – ele se aproveita de meu pescoço exposto para beijá-lo.— Pare com isso! Não tem graça! — Peça! – seus beijos chegam ao meu decote.— Okay, okay! Desculpe! – Steve ri antes de me colocar de pé corretamente. — Não faça isso de novo! – faço beicinho e Steve sorri para mim.— Você fica ainda mais gostosa quando está bravinha. – ele torna a me prender contra seu peito.And I will always love youE eu sempre vou te amarI will always love youEu sempre vou te amarI will always love youEu sempre vou te amarI will always love youEu sempre vou te amarI will always love youEu sempre vou te amarI, I will always love you, youEu, eu sempre vou te amar, vocêDarling, I love youQuerido, eu amo vocêI'll alwaysE sempre ireiI'll alwaysE sempre ireiLove youAmar você— Ahhhh... acabou. – involuntariamente formo um novo beicinho nos lábios.— Você está pedindo para que eu arranque de novo toda a sua roupa e te foda. – Steve beija meu rosto enquanto deixamos a pista de dança.— Pior que não. – rio de seu comentário enquanto me sento num dos banquinhos do bar.— Não? – ele ergue uma sobrancelha ao beijar minha mão.— Não. – balanço as pernas, que estão aclamando por descanso. — Ai... – enrugo o cenho e olho para baixo.— O que foi? – Steve nota o desconforto estampado em meu rosto.— Meus pés estão doendo. – meus calcanhares e minhas solas queimam nos saltos. — Esses sapatos estão me matando!— Pode tirá-los. – eu o encaro com uma sobrancelha levantada.— Não posso ficar descalça aqui!— Claro que pode! – Steve toma um gole da bebida que a bartender lhe serve. — Obrigado!— Steve! – exclamo em advertência.— Tá bom. Já que você quer manter a classe, o que acha de irmos embora? Assim pode descansar seus pés. Eu te faço uma massagem. — Mesmo? – esboço um sorriso doce e mimado.— Mesmo! – Steve me imita. — Já está tarde também. Vamos?— Bom...Minha espinha gelar quando noto que Sharon ainda nos encara no mesmo lugar e do mesmo jeito de antes. A única diferença de agora é que seus olhos castanhos ganharam um novo e permanente foco: Steve e eu. Seu olhar não se encontra mais perdido como antes. E isso acelera meus batimentos cardíacos em pura adrenalina e apreensão.— Nat? – Steve aperta minha mão. — Você está bem?— Ela continua nos olhando, Steve. – relato. — Acho que estarmos tão perto assim do outro não é bom de acontecer na frente dela.— Okay. – ele se volta para mim depois de encarar Sharon rapidamente. — Tá bom. Vamos embora. Vou falar com Fury. Está com muita dor nos pés? Consegue andar?— Sim. Sim, claro! – balanço a cabeça e pisco. — Vamos! Enlaço o braço no de Steve enquanto ele me ajuda a descer do banco. Meus olhos voam para o local o qual vi Sharon nos observando duas vezes, mas ela não está mais lá. Um suor frio me queima em forma de pressentimento. É como se o gelo em meu coração estivesse me preparando para algo de ruim. Respire, Natasha. Respire.Steve nos conduz até o restante dos convidados para nos despedirmos. Recebo beijos, toques e abraços de Sarah, Joseph, Sam, Rebby, Darcy, que me disse que iria para casa com Bucky e voltaria na manhã de domingo, Bucky, que me fez um joinha e sorriu quando disse que minha prima era uma princesa, e, por fim, Pepper e Tony, que foram gentis e carinhosos ao agradecerem minha presença na festa.Os cumprimentos de todos são educados, calorosos e amigáveis, mas não vejo logo a hora de estar no carro com Steve a caminho de casa. Seja a minha ou a dele, não me importa, só quero sair logo daqui!Quando Steve põe o casaco em mim comenta que eu estou trêmula e gelada. Ele também nota que mordo o lábio e pergunta se é o frio enquanto esfrega meus braços. Eu me aproveito de sua dúvida e digo que sim, pois não quero que se preocupe por me ver preocupada. Dou graças aos céus quando Steve acredita e nos conduz ao elevador enquanto manda uma mensagem para Fury.Quando pisamos no chão da garagem manchado de neve e óleo, somos surpreendidos pela mesma figura que estava me atormentando lá em cima. Eu sabia!Sharon aperta o casaco de pele marrom contra o corpo. A região abaixo de seus olhos está manchada de maquiagem e lágrimas que escorrem por suas bochechas e chegam ao final do queixo.Noto que comprime os lábios quando vê Steve abraçado a mim. E, ao passarmos por ela, levo um susto quando a vejo rir e se colocar em nossa frente.— Sharon. – Steve adverte sem me soltar.— Capitão Rogers.Ela responde com a voz trêmula e receosa, como se estivesse se preparando para uma punição. O fato de ela chamá-lo de "Capitão Rogers" me faz tremer de tensão.— Quanto tempo! — É, Sharon. Como vai?— Eu... ér... – ela parece não saber como se comportar na presença de Steve.— Peggy não conversou com você? – ele indaga após suspirar, pois deve estar tão confuso quanto ela.— Sim. – Sharon admite mexendo nos cabelos. — Ela me disse para me comportar, mas... m-mas eu precisava falar com o Senhor.— E o que você quer falar, Sharon? – Steve empurra meu corpo para trás do seu.— Ér... eu... eu...A loira perturbada ergue os braços e mexe em seus cabelos loiros opacos novamente. Mais lágrimas manchadas de maquiagem escorrem de seus olhos enquanto ela se atropela nas próprias palavras.— ...eu... eu precisava ver o Senhor.— Eu sei. – Steve ergue a mão para que Fury fique parado ao lado do carro. — Posso conversar com você. Mas precisa ser uma outra hora. Tudo bem? Nós precisamos ir agora. Volte para Peggy. Ela deve estar preocupada com você.— Ela está com o marido, Capitão Rogers. – Sharon solta um riso junto às lágrimas antes de olhar para mim. — Estão todos acompanhados hoje. Até o Senhor está com ela. – seu dedo estica na mão e aponta para mim.
— É... eu estou com Natasha.— Natasha. – Sharon repete atônita. — Ela é boa? É boa em obedecer?— Sharon...— Será que ela sabe como se comportar direitinho?— Sharon. Cuidado...— Não! – exclama com voz baixa. — Ela... ela merece ser punida!— Punida? Por quê? – Steve tampa todo o meu corpo com o seu.— Ela me bateu, Capitão! – Sharon ergue os cabelos loiros e expõe a lateral esquerda de seu rosto.A marca vermelha, agora levemente rosada de meus dedos, está desenhada em seu rosto. Meu coração se aperta em arrependimento e vergonha mais uma vez. Eu fui muito estúpida!— Você fez isso? – Steve se vira para mim e pega meu braço.— Desculpe. Sei que foi errado. Eu fiquei nervosa com as coisas que ela me disse. – olho para Sharon. — Sinto muito. Não devia ter batido em você.— Ela merece o cinto de castidade. – Sharon aperta ainda mais o casaco contra o corpo. — E ficar na jaula. E ficar de joelhos no milho durante dias!Seus desejos me assustam cada vez mais. Será que Steve fez tudo isso com ela? Será que fez tudo isso com as outras?— Eu prometo que Natasha receberá sua devida punição. – a voz de Steve me acorda de meu transe. — Mas nós precisamos ir agora, Sharon. Seja uma boa menina.— Mas, Capitão... – Sharon saltita ao nosso alcance parando novamente em nossa frente. — O que foi?Steve me empurra para o lado esquerdo do carro, onde Fury aguarda perto da porta do motorista. Ele tenta se aproximar, mas Steve o para somente com o olhar.— Quero entender. – a loira doente comprime os lábios. — O que eu fiz de errado? O que ela tem que eu não tenho?— Sharon, você não...— Por que ela? Por que a escolheu, por ela ser diferente?— Sharon...— Eu não entendo! – ela vira o rosto para mim fazendo seus cabelos loiros balançaram sobre os ombros. — Ela é... ela é tudo o que o Senhor odeia! – afirma com ódio tanto na fala quanto nos olhos. — Mas não precisa ter medo. Não deixarei que te machuque. Não deixarei que ninguém te machuque.— Está tudo bem comigo, Sharon.— Eu posso resolver isso.Sua mão sai de dentro do casaco para revelar um tesourão de ponta bem afiada. A luz branca da garagem brilha contra a prata fria da arma branca que Sharon segura. Steve observa todos os seus movimentos de maneira atenta e calculista.— Eu posso acabar com a dor de meu Capitão. Agora mesmo. É só me deixar salvá-lo. – ela aponta a tesoura para mim.— Sharon! – Steve tenta chamar sua atenção, mas desiste ao notar que ela não está mais aqui presente de mente. — Fury, tire Natasha daqui!— Não...— Agora!— Sim, Sr. Rogers!Fury me puxa pelo braço antes de me colocar à força dentro do carro. Eu chuto e resmungo, mas ele me pede desculpas pelo olhar enquanto me empurra e tranca a porta.Do lado de fora, não consigo ouvir o que é dito, então abaixo um pouco a janela no momento em que Steve está falando com Fury.— Avise a ela!— Sim, Sr. Rogers. – Fury saca o celular e digita algo.A alguns passos de nós, Steve ainda confronta Sharon. Ele caminha lentamente até ela e ergue as mãos, mas Sharon continua sem olhar de volta para ele.Toda a sua atenção está dirigida somente a mim, mas isso não me acalma. Steve é forte, mas Sharon é instável e isso para mim não é uma justificativa que não a torne louca.Steve pode ser ágil, mas é ela quem está armada. Com uma tesoura, mas ainda assim pode causar um dano terrível a Steve. Ela pode machucá-lo e isso faz meu peito arder em agonia.— Steve, não... – coloco o rosto para fora da janela, mas Steve ergue a mão e me silencia sem nem ao menos olhar para mim.— Sharon. – chama Steve cautelosamente. — Ei. – tenta desviar sua atenção de mim para ele. — Você não quer fazer isso. Você não quer me deixar bravo. – Sharon o encara. — Ou quer?— Não... – ela balança a cabeça violentamente. — Não, não! Não quero irritar o meu Capitão! Eu só quero... só quero protegê-lo da dor. É só isso. Eu juro!— Eu sei. Eu sei disso. E eu quero a sua ajuda. Sou grato por isso. Tudo bem? Mas não assim. Não desse jeito, okay?— Então como? O que quer que eu faça?— Tenha calma. Só precisa confiar em mim, certo?— Steve, tenha...— Natasha!Ele grita e eu pulo no banco. Seus olhos ora me encaram, ora encaram Sharon. — Fury, tire o carro daqui.— Sim, Sr. Rogers. – Fury abre a porta pronto para dirigir, mas eu tomo a frente e pego a chave.— Não!— Natasha... – Steve tenta me persuadir, mas eu sou firme.— Não vou sair daqui! Não vou te deixar!— Viu? Ela não compreende. – Sharon balança a tesoura na mão. — Mas eu posso dar um jeito nisso.— Sim, Sharon. – Steve suspira antes de voltar a me olhar. — Eu sei. Sei que quer ajudar. Só espere um pouco, okay?— Sim, Capitão. – ela murmura com um sorriso perverso. — Steve, o que você...— Quieta! – ele grunhe para mim. — Ao menos uma vez na vida, para evitar acidentes, você poderia me obedecer! – seus olhos faíscam para mim. — Eu... – inicio, mas não sei o que dizer. Preciso obedecê-lo. Mas por quê?— Ela jamais compreenderá o Senhor. – Sharon murmura. — É apenas um atraso em sua vida. Não percebe? Ela jamais se encaixará, jamais entenderá. – suas palavras não deveriam ter tanto impacto em mim do jeito que têm, mas não consigo evitar de me sentir alvejada de tristeza. — Ela é inútil! Já eu sou útil, Capitão! Deixe-me resolver isso de uma vez. – Sharon avança, mas Steve pega seu pulso gentilmente soltando seus dedos trêmulos e firmes do tronco do tesourão. — Eu sei que quer me ajudar. Você sempre foi prestativa! É a minha garota favorita!Mesmo que tudo seja uma encenação para acalmá-la, as palavras doces e gentis que Steve direciona a ela não deixam de cavar um buraco em meu peito. — Você é uma boa menina, Sharon! Uma ótima menina! E não quer me deixar bravo. Vamos. Dê para mim.Quando tem o tesourão em mãos, Steve estica o braço para trás e Fury o pega. Diferente do que eu pensava, Steve permanece na frente de Sharon mesmo sem outra ameaça física à vista.— Pronto! Shhhhh! Vamos subir? Eu te levo lá em cima. Vamos? — Não... – Sharon pisca e olha para as mãos vazias. — Onde está... onde está minha tesoura? – ela grita e me encara dentro do carro. — Você! – Sharon tenta me alcançar, mas Steve a segura pela cintura antes que chegue até a porta.— Fique com Natasha, Fury! – ordena quando eu pulo para trás longe do ataque de Sharon.— Você! – Sharon me queima com os olhos. — Você a roubou de mim! Você o roubou de mim! – ela aponta para Steve, que ainda a segura. — Você o roubou de todas nós! Merece arder no fogo do inferno, sua maldita! Eu te odeio! Você é a perdição da vida dele, vai acabar o matando!Suas palavras são duras, raivosas e me fazem gelar de medo. As lágrimas saem em abundância de meus olhos. Nunca vi tanto ódio em uma pessoa como vejo nela. É certo que está doente e precisando de ajuda, mas seus gritos e atitudes são o seu subconsciente pondo para fora tudo que a sufoca. Então, há certa verdade em toda a sua fúria. Basta saber o quê: se eu realmente roubei Steve de alguém ou se eu realmente sou um fardo em sua vida.— Sharon.Steve segura seu rosto. Na mesma hora, Sharon para de gritar e de se debater para focar toda sua concentração apenas em Steve.— Sim, Capitão?— Venha aqui. – Steve olha para Fury, que hesita antes de permanecer ao meu lado. — Ei. Junto. – Steve a puxa e Sharon assente antes de se colocar de joelhos à sua frente.— Perdão, Capitão Rogers. – ela funga e fecha os olhos fazendo com que mais lágrimas escorram. — Perdão. Eu só quero protegê-lo do mal. Eu sei o que o magoa.— Eu sei, eu sei. Está tudo bem agora. Eu estou aqui. – Steve acaricia os cabelos de Sharon e, antes que possa dizer algo a mais, as portas do elevador se abrem e Peggy corre até nós.— Sharon! – ela se abaixa até a irmã. — O que houve? – Peggy a puxa para ficar de pé, mas Sharon se recusa a desobedecer a Steve.— Ei. – ele obtém sua atenção. — Pode levantar agora. E fique com sua irmã. – Sharon assente. — E a escute e a obedeça em tudo.— Chega, Steve! – Peggy o corta com a respiração ofegante. — Mas o que houve?! – Peggy bufa e olha para mi ainda dentro do carro. — Nós descemos para ir embora e encontramos Sharon aqui. Ela tinha um tesourão e tentou atacar Natasha.— Oh... – Peggy arregala os olhos e abraça sua irmã. — Onde está?— Peguei das mãos dela e entreguei a Fury. Mas esqueça! Não irei devolver. – Steve rebate. — E não se preocupe. Ninguém aqui machucou Sharon. Pode checar nas câmeras.— Tudo bem. – Peggy responde contrariada. — Não precisamos criar mais escândalos. – ela suspira e olha para mim. — Sinto muito, Natasha.Eu não digo nem faço nada. Não consigo. Estou congelada.— Vamos subir para chamar meu marido e ir embora. – Peggy esfrega os braços da irmã. — Venha, Sharon. Vai ficar tudo bem. Vamos cuidar de você.Sharon permanece de cabeça abaixada enquanto caminha com a irmã até o elevador. Não ouso encontrar o olhar de nenhuma das duas novamente. E sinto que só volto a respirar quando as portas do elevador fecham e nos deixam a sós na garagem.A cena de Sharon segurando o tesourão e tentando vir até mim ainda é viva em minha mente. Sinto lágrimas queimarem meus olhos e rosto sempre que recordo a recente experiência assustadora que acabei de vivenciar. Steve suspira e se junta a mim no carro. Ele me observa atentamente enquanto retira a chave de minha mão e entrega para Fury. Steve nota que não reagi e segura meus ombros.— Nat? – ele me balança. — Natasha, responda. Diga alguma coisa. Qualquer coisa!— Casa. – respondo com a boca e garganta seca. — Quero ir para casa.Steve permanece em silêncio por um tempo, mas quando vê que eu também, apenas suspira e autoriza Fury a seguir com o carro para fora da garagem.— Está tudo bem agora. Está tudo bem. Vamos para casa. – ele me puxa para seu peito e beija minha cabeça. — Já passou! Já passou!Steve afivela meu cinto de segurança antes de me abraçar com mais força. Tento absorver seu calor e sua proteção, mas meu corpo está rígido e gelado.O que acabara de acontecer foi forte e impactante. Deus...! Quantas mais submissas de Steve eu terei de enfrentar? E se alguma delas realmente chegar a me machucar? Eu mereço isso? Eu aguento passar por isso? Será que o amor que sinto por Steve consegue superar toda essa dor e angústia que estou sentindo agora? E o mais importante: será que o suposto amor que ele diz sentir por mim pode me dar forças para seguir em frente, custe o que custar, até mesmo a minha vida?
Notas finais
Obrigada pelos 243 comentários, 129 acompanhamentos, 54 favoritos, 7 recomendações e 13731 visualizações ^^
Eu lhes desejo um excelente Natal e um próspero Ano Novo, piquituchos! E que 2019 chegue com muita luz, paz, prosperidade, amor, saúde, objetivos alcançados, foco, MARVEL, romanogers, After Movie... aaaaaa *u*
É isso! Até ano que vem, galerinha, se Deus quiser o/
Ps: abri uma enquete no twitter e preciso que vocês votem lá a respeito do par romântico de Clint pra essa fanfic --> https://twitter.com/Bbevblr/status/1075459863847858176
E, por favor, deem um presentinho de Natal pra essa autora aqui e comentem o que acharam do capítulo :D
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