Haunted 🔞

30 Capítulo 3O — Walking before running


Notas iniciais
Primeiramente, mais uma vez peço perdão pela demora! Eu estava à espera do banner, que visivelmente demorou mais de um mês pra ser entregue, mas acabo de recebê-lo e vim correndo postar. Confesso que estou sentindo falta de muitos leitores por aqui, leitores que inclusive me pediram pra não sair do Nyah!, então gostaria que se manifestassem nos capítulos, por favor :( Eu amei escrever esse capítulo. Espero que gostem tanto quanto eu gostei e que eu tenha um bom retorno da parte de vocês, porque isso inspira muito mais a escrever e a ter confiança em nosso próprio trabalho ^^ Tradução do Capítulo: Andar antes de correr

— Por que nunca me contou?

— Mas eu contei...

— Não, Steve, você apenas me jogou algumas partes! – fico de pé. — Eu sempre descubro a verdade pelos outros, nunca por você!

— Eu entendo que esteja confusa. – tampo os ouvidos.

— Não estou confusa, Steve! Estou puta! Será que não vê o que está fazendo conosco? – a dor queima em meu peito. — É isso que me deixa confusa, é isso que me deixa zangada! É isso, Steve, que me faz querer me afastar!

— Não diga isso. – ele se aproxima até conseguir segurar meu rosto. — Eu te amo! Você é tudo que eu...

— Chega! – mexo a cabeça e me solto. — Chega de mentiras, chega de palavras doces. Você sempre faz isso.

— Faço o quê? – Steve respira fundo.

— Isso. Sempre me entope de tudo o que eu quero ouvir, de tudo o que eu preciso ouvir, mas nada disso é verdade. Nada disso vem do seu coração, Steve! – lágrimas escorrem de meus olhos. — São só palavras vazias que você usa apenas para me entupir. Você só me enche de vazio!

— Natasha! Não! – ele bagunça os cabelos. — Eu... eu te amo, porra!

— Não, você não ama! – grito ainda mais alto. — Você só pensa que ama! Eu sou um escape para você, Steve! Algo em que precisa acreditar, mas você não divide nada comigo! Amar alguém é confiar!

— Não se trata de confiança, Natasha!

— Foda-se do que se trata! – puxo os cabelos. — Porra! Será que você não entende?! Você é tudo para mim, Steve, mas eu não sou vírgula alguma para você!

— Como você... como... Jesus...! Você... caralho! – ele exclama visivelmente puto. — Como tem... como tem coragem de dizer isso, Natasha? Puta que pariu, você é o ar que eu respiro!

— Então você tem andado bem poluído. – rebato com os olhos ardendo. — Tem uma grande diferença entre amor e comodidade.

— Natasha, eu sou...

— Você acha que eu tenho como te salvar. – vejo o impacto que minhas palavras causam em Steve. — Mas acontece que, se você não me der os sintomas, eu não terei como arranjar a cura que você tanto quer. – constato. — Você me faz desistir do que eu mais acredito, do que eu mais amo: você.

— Não é isso que eu quero, Natasha.

— Eu não sei o que você quer! – retruco. — E você nunca deixa claro!

— Eu entendo sua frustração, mas é difícil...

— Não, não é difícil! As piores coisas você já me contou, mas as coisas mais simples, como dizer que tem uma irmã, você prefere deixar de lado! Isso dói, sabia? – faço uma pausa e suspiro. — Você não quer me deixar entrar na sua vida.

— Você é a minha vida.

Deixo que Steve se aproxime e segure meu rosto novamente porque, por mais magoada e zangada que eu esteja, ainda preciso dele.

— Eu sei que te magoei e continuo magoando. E só de pensar nisso me faz querer acabar comigo! – ele limpa minhas lágrimas com os polegares.

— Então você tem que me provar isso. – falo cansada. — Eu não aguento mais. Preciso de respostas. Agora, Steve, ou eu vou embora da sua vida. – afirmo. — E dessa vez será para sempre.

— Por favor, por favor... – ele faz uma pausa e une nossas testas. — Eu te amo tanto que meu peito arde, Natasha. Não faz isso comigo.

— Você não me deixou escolha. – acaricio seus pulsos. — Sou eu que te peço por favor, Steve: não faz isso comigo.

Minhas palavras causam efeito. Steve abre os olhos e me encara. Vejo as lágrimas banharem o azul oceânico de suas íris.

— Senta aqui comigo. – Steve nos conduzindo ao sofá. — Não quis esconder nada de você.

— Mas escondeu.

— Não escondi, Nat! – rebate. — É apenas... porra! Foi triste o fim de Andrea.

— Mais ainda para os filhos. – comento.

— Pois é. – Steve solta um riso baixo. — Parece que nós três carregamos uma maravilhosa árvore genealógica.

— Steve. – repreendo.

— O quê? – ele arfa. — Andrea escolheu o caminho mais fácil para si. E deixou os filhos com um ótimo pai! Minha mãe até estava viva, mas na verdade era como se não estivesse, não é?

— De novo com isso, Steve?! – ralho. — Você tem todo o direito do mundo de se sentir revoltado e magoado com Sarah. E de sentir que ela tem uma dívida eterna com você. E na verdade ela tem! Mas viver com esse rancor não fará nada do que aconteceu se apagar.

— E o que eu devo fazer? – ele suspira em derrota. — Abraçá-la, dizer que é a melhor mãe do mundo e fingir que nada aconteceu?

— Não! – nego. — Mas simplesmente não pode culpá-la eternamente. Isso é desumano!

— Desumano foi o que eu passei, Natasha!

— E-eu sei. – assinto após respirar fundo. — Sei que passou por muita coisa, que sofreu muita coisa. E também sei que a sua mãe pode não ter sido a mãe do ano, Steve, e que poderia ter evitado senão tudo, ao menos metade do que te aconteceu. Mas também sei que ela foi a melhor mãe que pôde dada as circunstâncias.

Steve abre a boca para retrucar, mas eu continuo antes que ele consiga.

— E sim. Sim, você está certo. Sei que ela errou, que deveria ter pensado em você, mas ela é apenas humana. Humanos erram.

— Minha mãe ser apenas humana, Natasha, quase custou minha vida! – rebate com lágrimas nos olhos. — Eu não pedi para nascer, porra! Por que ela me teve, então?

— Steve. – começo a chorar. — Sua mãe se arrepende dia após dia. Ela tinha esperanças no amor, ela acreditava na família que havia construído com o seu pai. Isso não justifica, mas... ela foi tão vítima quanto você.

— Natasha...

— Sarah ainda acreditava num final feliz. Ela não se apaixonou pelo monstro que seu pai se tornou, mas sim pelo bom homem que a conquistou. Não pode condená-la para sempre.

— Ainda assim dói. – sussurra ao olhar para as nossas mãos unidas. — E não sei se vai passar algum dia.

— Você precisa se permitir. – aconselho. — Não deixe que isso te consuma, Steve. Sei que seu pai foi uma pessoa horrível, mas a sua mãe acreditava no lado bom dele, assim como eu acreditei no seu.

— O quê?! – Steve arregala os olhos para mim. — Você disse... você disse que eu não me parecia...

— Você não se parece com ele, Steve! – afirmo. — Mas, quando tivemos aquela briga e você me assustou, eu fui embora. E, quando tentou me reconquistar, eu acreditei. Acreditei no seu lado bom, no seu coração, assim como a sua mãe sempre buscou acreditar no do seu pai.

— Então... está dizendo que nós somos... que nós somos iguais? Eu sou...

— Não distorça o que estou dizendo! Não é disso que se trata e você sabe!

— Então do que isso se trata, Natasha?!

— Bom, isso se trata apenas de... de acreditar. – respondo. — Infelizmente, sua mãe acreditou demais e nunca teve o resultado que esperava. Não a odeie para sempre. A vida passa rápido demais. Seu pai pode morrer sem o seu perdão. – Steve olha para mim.

— Não me interessa! Para mim ele já morreu há muito tempo!

— E quanto a sua mãe? – indago. — Acha que ela merece o mesmo?

— Não sei. – Steve segura as lágrimas. — Não sei como me sentir quanto a ela.

— Sei que Sarah te magoou, Steve, mas olhe o caso da mãe de Bucky e Penelope. – comento. — Aparentemente, ela não pensou nos filhos. Abriu mão deles, recorreu ao vício, então a sua...

— Porra, Natasha! Sério isso? Andrea era doente! Minha mãe era o quê? Quem me dera então que tivesse aberto mão de mim também! Aliás, quem me dera que os dois tivessem feito isso!

— Steve...

— Não me adiantou nada ter crescido perto dela, Natasha. – Steve se afasta de mim. — O que ela fez por mim? O que ela fez para me proteger? Caralho, qual foi a porra que ela fez de bom na minha vida?!

— Steve...! – balanço a cabeça incrédula. — Nós acabamos de conversar sobre perdão! Sua mãe já se culpa muito por tudo o que aconteceu, você não precisa piorar isso para ela.

— Para ela?! – grita. — Natasha, eu fui torturado desde que me dei por gente e é ela quem deve ser poupada?

— Eu sinto muito. – seguro o choro. — Eu sinto muito que você não pôde ter uma vida feliz e normal como qualquer outra criança. Eu realmente sinto muito. – afirmo com compaixão. — E eu sinto ainda mais por seu pai não ter se importado com você, não ter amado você. Se eu pudesse mudaria todo o seu passado. Você sabe que eu faria. – suspiro para engolir o nó na garganta. — Mas você cresceu. Você cresceu, superou e ganhou uma família que te ama demais! Sua mãe com certeza se arrepende das decisões que tomou, de todas elas, eu sei disso. Eu sei e você também sabe. – eu me aproximo e abraço sua cintura. — Mas não precisa ser desse jeito. Você não precisa agir desse jeito.

— Joseph é o pai que eu sempre quis, Natasha. – Steve relaxa sob meu toque. — O pai que eu poderia ter tido e minha mãe não deixou.

— Não diga isso. – acaricio sua bochecha. — Ela se culpa tanto quanto você a culpa, Steve. Talvez até mais. Eu... eu entendo a sua revolta, mas você não pode passar a vida toda com esse ódio dentro de você. – faço uma pausa e suspiro. — Sei que isso é difícil e que você reluta em querer, mas pense nisso.

— Pensar no quê?

— No perdão, Steve. – esclareço. — Perdoe sua mãe, perdoe a si mesmo e, acima de tudo, perdoe seu pai.

— Natasha... eu não sei se posso.

— Eu sei que pode. – afirmo. — E eu estarei lá com você, meu amor. Eu estarei.

⚫⚫⚫

Ao meu lado, Steve embarca num sono pesado e aparentemente tranquilo. Com os braços cruzados, vou até a sacada do quarto e me debruço no parapeito.

Os carros passeiam pela rua silenciosamente. Somente em Nova York para às quatro da madrugada ainda ter algum movimento. Dentro de uma metáfora, sinto meu coração estar em tão movimento quanto os veículos da avenida.

Tremo só de imaginar a vida que Steve teve. Não deve ter sido fácil. Na verdade eu sei que não foi fácil: seu pai, pessoa a qual Steve deveria idolatrar, fez tudo ao contrário. Fez Steve odiá-lo, repudiá-lo e sentir medo dele. Steve cresceu uma criança revoltada e amargurada. Mas por quê? Por que isso? Por que tanto ódio do próprio filho?

— Não!

Ouço um grito atrás de mim e me viro a tempo de ver Steve se debatendo na cama.

— Steve! – grito enquanto fecho a porta da sacada.

— Não, não, não! Fique longe de mim, fique longe de mim! – ele soca o colchão.

— Steve! – suas mãos lutam contra mim, mas eu me deito em cima dele e o sacudo. — Steve! Acorde! Abra os olhos, Steve!

— Natasha?

— Eu estou aqui. – acaricio seus cabelos úmidos de suor.

— Você... você está... você está aqui. – ele me aperta em seu peito.

— Sim. Sim, eu estou. – beijo o local de seu coração.

— Eu te amo. Eu te amo, eu te amo muito. Amor...casacomigo. – murmura tudo de uma vez só, fazendo com que eu pisque assustada.

— O quê?! – dou um pulo, mas Steve já tornou a fechar os olhos. — Steve? – chamo, mas ele apenas geme. — Steve!

— Shhhhh shhhhh, linda. Dormir. – Steve me puxa novamente para seus braços.

Mas o quê? Ele te pede em casamento e volta a dormir? Essa porra está bêbada?

Ergo a cabeça e encaro seu rosto, que continua com os olhos fechados. Não, ele não me pediria em casamento e voltaria a dormir, ainda mais depois de tudo o que tem acontecido conosco. Eu devo ter entendido mal. Mas bem, bem, bem mal, Natasha!

▪️▪️▪️

Pela manhã, acordo numa cama vazia e com os cobertores embolados.

Estimo que ainda seja cedo, pois o céu ainda está um pouco escuro e meu celular não despertou.

— Steve? – chamo, mas ganho silêncio. — Steve?

Procuro por Steve no andar inferior antes de subir. Logo que chego ao corredor, vejo que a porta do quarto de treinamento está encostada, assim como estava naquela noite.

Aliás, até mesmo o seu Quarto da Tortura me faz sentir tensão no estômago, pois ainda não fomos lá desde que voltamos.

A lembrança daquela noite me faz tremer à medida que me aproximo e empurro a porta de sua academia improvisada. Minha chegada é denunciada pelo chão que estala sob meus pés, assim como também aconteceu naquela madrugada.

— Bom dia, linda! – Steve solta um ferro no chão.

— Bom dia! – admiro seu corpo nu e suado da cintura para cima.

— Ainda está cedo para você estar de pé. – ele me rouba um rápido beijo.

— Enquanto a você? – rebato ao ver Steve se afastar até a esteira.

— Não estava conseguindo dormir por mais tempo.

— Hmmm! – eu me aproximo com os braços cruzados. — Bom, isso é consequência de acordar no meio da madrugada! Acabou perdendo o sono, não é?

— Da madrugada? Eu?

— É! Não se lembra de ter acordado no meio da noite? Estava tendo um pesadelo.

— Sempre tenho pesadelos, mas... essa noite...? – Steve coça a cabeça confuso.

— Sim! Não se lembra do que era nem de termos conversado?

— Nós? Conversado? Não, delícia. Tem certeza? – ele vira o rosto para mim com a testa franzida quando eu assinto. — Caralho, não sabia que eu era sonâmbulo!

— Steve! – repreendo nervosa. — Não se lembra do que me disse de madrugada?! – ele nega com a cabeça. — Feito! Então a sonâmbula sou eu! – aumento o tom de voz e me preparo para sair.

— Ei, pera aí! – Steve corre até mim e me vira. — Por que está brava? Eu falei merda?

— Sei lá! Eu também não me lembro! – dou de ombros e me solto. — E estou pouco me fodendo para quem é sonâmbulo aqui, se quer saber! Deve ter sido eu mesma quem teve um pesadelo!

— Natasha, para de fazer beicinho. – Steve ri. — Eu... eu não me lembro de nada de diferente. – faz uma pausa antes de dar de ombros. — Nada de mais aconteceu. Quer dizer eu apenas tive um pesadelo, você me acordou e eu te pedi em casamento. – revela. — Só isso. Não é? Deixei escapar mais alguma...

— Seu babaca! – dou um soco nele. Um soco bem pesado por sinal, pois seu ombro fica vermelho após meu ataque.

— Puta que pariu, Natasha! – Steve acaricia o local da pancada. — Porra! Quase senti pena de Sharon e Blanche agora devido aos tapas que você deu na cara delas. Caralho! – ele faz mais uma careta. — Você tem uma mãozinha pesada!

— Você mereceu! – ponho as mãos na cintura. — Não pode brincar comigo assim! – empurro seu peito.

— Ah, não? – Steve me faz cócegas. — Não posso brincar com você assim, Srta. Romanoff?

— Não... – solto risadas involuntárias enquanto tento afastá-lo. — Para!

— Então como? – ele me põe sentada num instrumento de ginástica. — Então como é que eu posso brincar com você? – Steve aperta minha bunda. — Assim? – agora morde meu pescoço. — É assim que eu posso brincar?

— Não, para! – finalmente consigo desviar de seus ataques. — É sério. – olho seu rosto. — Você... você me pediu em casamento?

— Sim, Srta. Romanoff. – Steve sorri docemente para mim enquanto abraça minha cintura.

— Mas por quê? – minha testa se enruga.

— Porque... bom, o fato de que eu te amo é o principal. – inicia. — Mas também tem o fato de que eu não consigo viver sem você, o fato de que te quero lado a lado comigo enquanto eu respirar e... ahn... tem mais coisa? – Steve leva uma mão à boca e bate o dedo contra os lábios. — Também você ser deliciosa, ser a mulher da minha vida...

— Steve, é sério! – apesar da seriedade em meu tom, eu acabo sorrindo. — Por que quer se casar comigo? Não acha que estamos indo muito rápido?

— Não me importo com o tempo. – ele dá de ombros. — É irrelevante me casar com você agora ou daqui a... sei lá... cinco anos, apenas para termos tempo. O tanto que eu te amo agora será o tanto que eu te amarei amanhã, depois de amanhã e para sempre. – Steve me leva às lágrimas. — E então? O que me diz, Srta. Romanoff? – seus dedos acariciam. — Quer ser chamada de Sra. Rogers?

— Steve... – sorrio bobamente e balanço a cabeça. — Eu te amo tanto! – seguro os dois lados de seu pescoço.

— Então...?

— Ainda não. – ele franze o cenho. — Não pense besteira. Você é a minha vida. – afirmo sem fôlego.

— Mas...?

— É cedo. – rebato com as mãos em seus ombros. — Nós estamos nos conhecendo e casamento é muito mais do que um pedaço de papel.

— Natasha...

— Eu sei que te pedi mais, mas esse ainda não é o mais que eu quero.

— Então o que você quer? – pergunta. — Eu não sei mais quantos outros mais preciso te dar.

— Não é isso, Steve. – digo. — Eu reconheço que está se esforçando. E que já me deu muitos mais do que eu jamais sonhei em ganhar!

— Então...?

— É necessário andar antes de correr. – revelo. — Eu... eu quero isso. E espero que você entenda e respeite os meus motivos.

— Eu faço! – Steve rouba um selinho de mim. — Casar com você é para ser algo mágico, não um castigo.

— Steve, jamais seria um castigo! E eu não disse que não. – ele me encara de olhos arregalados. — Eu só disse que ainda não. – explico sorrindo. — Mas, se você ainda quiser me pedir de novo daqui a algum tempo, a resposta pode ser diferente.

— Irei te pedir em casamento todos os dias da minha vida, Srta. Romanoff. – suas mãos apertam minhas coxas. — Só pelo olhar você saberá que estarei perguntando. E, só pelo seu olhar, eu saberei o que estará respondendo.

— Ficou chateado? – pergunto após beijar sua boca.

— Não. Eu entendi que é necessário andar antes de correr. – murmura. — Na verdade, só de estar ao seu lado já me faz sentir casado com você.

— Quem é você e o que fez com o meu Steve? – brinco, mas Steve fica sério e segura minhas mãos.

— Eu sou Steve Rogers e não fiz nada. Quer dizer, alguém fez. – franzo a testa. — Sabe, uma ruiva baixinha caiu em cima dele e virou o seu mundo de cabeça para baixo daquele dia em diante. – lágrimas escapam de meus olhos.

— Tudo o que eu fiz foi sair do elevador e cair em cima de um engomadinho metido. – rio quando Steve aperta minha barriga. — Eu te amo! – beijando seus lábios mais uma vez.

— Eu te amo!

Steve retribui ardentemente ao meu beijo. Continuamos numa batalha de línguas e dentes até Steve se empurrar para trás e me encarar carrancudo.

— O que foi?

— Então quer dizer que você me acha um engomadinho metido? – ele mexe as sobrancelhas maliciosamente.

— Bom... – dou de ombros e sorrio. — Dependendo da resposta, o que fará a respeito, Sr. Rogers? – prendo sua cintura com as pernas.

— Terei que te dar uma lição, Srta. Romanoff.

Ele puxa meu corpo para cima e me põe sobre seu ombro. Dou um grito com a ação abrupta e mais um grito quando Steve estala a mão contra minha bunda.

— Quieta! – ordena ao sair de sua academia improvisada.

Assim que cruzamos o corredor e Steve se vira para as escadas, eu toco suas costas e peço:

— Aqui em cima! Por favor, eu quero ir para Quarto das Brincadeiras!

— Natasha... tem certeza?

— Agora! – Steve bate em minha bunda mais uma vez.

— Então você quer brincar...

Assim que nos vira, eu me deparo com Jessie nos encarando. Ela esconde um sorriso tímido enquanto fecha a porta do apartamento.

— Jessie! – exclamo com o rosto ardendo. — Oh, meu Deus! Oi...!

— Bom dia, Srta. Natasha! – cumprimenta ao ir para cozinha. — Bom dia, Sr. Rogers!

— Bom dia, Jessie! – Steve devolve sem parar de andar.

O chão de madeira corrida clara é substituído por carpete vermelho. Steve anda rapidamente e eu grito quando me joga na cama.

Suas mãos puxam meus joelhos e escancaram minhas pernas.

I've playing with my demons

Eu tenho brincado com meus demônios

Making troubles for yourself

Fazendo problemas para si mesmo

And these days are far from over

E esses dias estão longe de acabar

You know I can't help myself

Você sabe que eu não posso me ajudar

I love coming for you, baby

Eu adoro vir para você, querida

And it's killing me inside

E isso está me matando por dentro

I've been dying for you, baby

Eu estive morrendo por você, querida

Almost every single night

Quase todas as noites

— Por que quis vir aqui, Srta. Romanoff? – Steve corre as mãos pela parte interna de minhas coxas.

— Porque eu quero brincar.

O sangue pulsa em minhas veias. A excitação escorre por minha calcinha e meu peito sobe e desce de maneira completamente desregular.

— Brincar, é? – Steve ergue as sobrancelhas e cutuca minha intimidade com o dedão. — Ainda está menstruada?

— Acabou ontem.

— Ótimo!

Quando penso que me levará à loucura apenas com as mãos, Steve se afasta e anda até o armário do quarto. Observo quando puxa as pontas de um objeto e estica. Nas mesmas estão penduradas algemas, que Steve circula em meus tornozelos antes de puxar novamente e abrir minhas pernas com força.

— Oh!

— Shhhh! – ele bate em minha bunda.

Suas mãos sobem por meu corpo acariciando e apalpando. Bruscamente, Steve rasga a camisa que visto, que por sinal é sua, fazendo os botões prateados voarem por todos os lados.

— Bem melhor... – ele espalma meus seios.

— Steve... – jogo a cabeça para trás e me entrego ao seu toque firme e prazeroso.

— Minha... – Steve sobe beijos por minhas pernas, barriga e seios até chegar ao pescoço e dar um chupão.

Forget the words I'm saying

Esqueça as palavras que eu estou dizendo

I know that I've been cruel

Eu sei que eu fui cruel

I pray for peace

Eu oro por paz

Tell me why don't you

Diga-me por que você não

Enquanto beija meu pescoço, Steve desce a mão direita e a enfia por dentro da calcinha. Seus dedos experientes remexem meu clitóris escorregadio.

— Oh... Steve...! – aperto seus cabelos loiros. Sua boca quente e molhada desce para meus seios. — Ah...!

— De quem é isso? – ele belisca minha entrada.

— Seu...! – sorrio de olhos fechados. — Só seu.

— Bom... – Steve beija minha barriga e rasga minha calcinha apenas com dois bruscos puxões.

Suas mãos seguram minha bunda e debruçam meu corpo para cima, expondo minha intimidade. Steve se inclina e dá uma única lambida desde minha entrada até o clitóris, inalando antes de se afastar e me fitar sob seus cílios.

— Diga de novo, Srta. Romanoff! – ele solta uma lufada de ar quente no local onde mais preciso ser tocada. — De quem é?

— Sua... – sussurro louca de prazer. — Eu sou apenas sua.

Steve sorri maliciosamente antes de chocar os lábios contra a minha umidade.

— Oh!

Oh, I pray

Oh, eu oro

I know that I've been cruel

Eu sei que eu tenho sido cruel

Oh, I pray

Oh, eu oro

I know that what I do

Eu sei que o que eu faço

I've been losing my religion

Eu tenho perdido minha religião

Making trouble for myself

Criando problemas para mim

And these nights are getting longer

E estas noites estão ficando mais longas

You know I just need your help

Você sabe que eu só preciso de sua ajuda

I keep running for you, baby

Eu continuo correndo por você, baby

And it's eating me alive

E isso está me comendo vivo

I'll be dying for you, baby

Eu vou estar morrendo por você, baby

'Till you'll bring me back to life

Até que você me traga de volta à vida

Sua língua faz maravilhas. Eu ergo os braços e finco as unhas contra o colchão, sentindo Steve passear com as mãos contra a parte inferior de minha coluna, descendo para as bandas da bunda e apalpando.

A ponta de sua língua circula meu clitóris avidamente, levando-me ao delírio. Forço os olhos a ficarem abertos, mas o prazer é tanto que não consigo encarar por muito tempo.

O nó em meu ventre aperta a cada investida e beijo que Steve impulsiona. Seus dedos entram em mim e fazem movimentos sincrônicos.

Em poucos segundos, começo a tremer e gozo em sua boca. Sua língua captura tudo antes de Steve subir beijos por minha virilha e coxas.

— Que café da manhã maravilhoso! – seus dedos puxam os bicos de meus seios.

— Steve... – luto para encontrar palavras.

— Você é uma delícia. – Steve volta a provocar o pote de nervos no meio das pernas. — E eu quero te ouvir gritar.

Forget the words I'm saying

Esqueça as palavras que eu estou dizendo

I know that I've been cruel

Eu sei que eu tenho sido cruel

I pray for peace

Eu oro por paz

Tell me why don't you

Diga-me por que você não

— E então, Srta. Romanoff? – ele inclina o corpo e pega um mamilo meu com a boca. — Vai gritar para mim?

— Você sempre me faz gritar. – meu seio desaparece dentro de sua boca.

— Ótima resposta! – exclama. — Pronta? – Steve puxa meus tornozelos ainda mais abertos devido ao objeto erótico que pôs em mim.

— Sim. – confirmo.

— Boa garota! – sorri antes de me virar de quatro. Ele me dá um tapa na bunda.

SLAP

— Ah!

— Minha! – Steve segura meus cabelos curtos enquanto investe com força para dentro de mim.

[Rooty]

[Rooty]

Oh, I pray

Oh, eu oro

I know that I've been cruel

Eu sei que eu tenho sido cruel

Oh, I pray

Oh, eu oro

I know that what I do

Eu sei que o que eu faço

I, wanna throw it all away

Eu, quero jogar tudo fora

For tonight, and the day another day

Por hoje a noite, e o dia outro dia

It's just you and me

É só você e eu

And I'm on my knees

E eu estou de joelhos

Would you pray for me?

Você poderia orar por mim?

Would you pray pray pray pray?

Você poderia orar, orar, orar?

Steve me penetra chocando nossos quadris e criando ecos no quarto. Ouço o barulho de nosso amor selvagem a cada investida e isso só aumenta o meu prazer.

Com a mão livre, Steve mexe em meu clitóris exigindo que eu atinja meu ápice.

— Goze! Goze para mim, Natasha! – seu fogo me leva à borda. — Agora!

— Ah! – jogo a cabeça para trás e sinto meu ventre convulsionar de prazer. — Oh, meu Deus! Oh, oh!

— Porra!

​Steve rosna contra meu ouvido, beijando meu ombro enquanto explode dentro de mim. Eu o acompanho, lânguida, mas não paro de empurrar de volta.

Oh, I pray

Oh, eu oro

I know that I've been cruel

Eu sei que eu tenho sido cruel

Oh, I pray

Oh, eu oro

I know that what I do

Eu sei que o que eu faço

— Meu amor... – Steve sai de dentro de mim e eu sinto algo escorrer de minha intimidade. — Você fez uma bagunça.

Ele indica com a cabeça para baixo. Eu sigo o seu olhar e sinto o rosto queimar ao ver a cama suja com a prova de nosso prazer.

— Oh... – a cena me dá ainda mais tesão. — Fizemos um trabalho imundo!

— Muito porco. – Steve volta a mexer em meu clitóris. — O que acha de deixarmos ainda mais podre? – sorrio descaradamente.

— Eu digo que teremos muito a limpar depois. – mordo o lábio antes de Steve me virar novamente.

Notas finais
Ficaram em dúvida sobre a história da Penelope? Hmmmm... então releiam o capítulo 20 u.u Obrigada pelos 350 comentários, 142 acompanhamentos, 68 favoritos, 8 recomendações e 22207 visualizações :3 Quero saber a opinião de vocês quanto à história de Steve. Lá vai: Vocês acham que há algo a perdoar em relação às atitudes da Sarah? Se sim, chegariam a perdoar? Até a próxima! Beijocas!