Haunted 🔞
34 Capítulo 34 — Don’t make me choose
Notas iniciais
Hey!
Como foram de fim de ano, meus amores?? Espero que todos tenham passado bem, com família e amigos ^^
Só teve 2 comentários no capítulo anterior... gostaria de saber se vocês estão desanimando com a fanfic, se está tomando um rumo diferente do que vocês esperavam... porque eu dou o meu máximo pra montar capítulos que eu acredito estar à altura de meus leitores, uma vez que a primeira temporada dessa história tinha MUITO reconhecimento, e daí quase ninguém dá atenção. Isso desestimula. Então podem falar se estiver chato, sem emoção... não sei. Mas como escritora é importante que eu saiba. Ainda mais que vocês chegaram a me pedir uma terceira temporada, então tudo o que eu escrevo é já planejando um rumo pra que isso venha a acontecer, só que não sei como nem por que isso, uma vez que esta mesma fanfic não está tendo reconhecimento notório pra uma história sucessora :(
Enfim, perdão por qualquer erro de digitação e aproveitem!
Tradução do capítulo: Não me faça escolher
A pergunta de Peggy roda em minha cabeça. Apesar de eu já ter me questionado a mesma coisa inúmeras vezes, nunca me preparei para uma resposta definitiva e sincera, que viesse do fundo da alma.
— Ahn... oi!— Oi, Rebby. – murmuro. — Ér... acho... acho que você conhece Peggy, não?— De vista. – minha amiga responde confusa. — Como vai?— Bem. Obrigada! E você? – Peggy devolve a gentileza.— Bem também. – Rebecca retira suas botas de salto. — Natasha, Fury está lá embaixo esperando por você. – volto à realidade com seu aviso.— Ele não quis subir?— Acho que ia, mas me viu chegar e pediu para te dar o recado. – Rebby torna a pegar o cachecol. — Bom, preciso de um banho. Até mais! – ela se vira para Peggy e acena.— Até! – Peggy responde enquanto Rebby se afasta até o quarto. — Bom, acho que é melhor eu ir.— Espere! – ergo a mão. — Você pode descer depois de mim?— Ahn?— Fury está lá embaixo e não quero que ele te veja e conte a Steve.— Mas ele vai saber de qualquer jeito, Natasha. – Peggy comenta confusa.— Eu sei, mas não quero conversar sobre isso com ele hoje. Estou indo a um jantar com o meu pai e não quero pensar em preocupações.— Oh! Tudo bem. – ela assente. — Vou esperar uns minutinhos e saio depois de você.— Obrigada! – vou até o quarto e troco de bolsa. — Ahn... posso pedir um outro favor a você?— Natasha, depois do que fez por Sharon, você pode pedir quantos outros quiser.— Não conte nada à Blanche. – digo. — Nem a ela, nem a Steve nem a ninguém. Dê razões para que eu possa confiar em você. Por muito tempo eu te odiei achando que você queria afastar Steve de mim, quando na verdade a culpa não foi sua. Quer dizer, não totalmente sua. — Pode deixar. – Peggy assente. — Essa conversa ficará somente entre nós. A não ser que Steve me pergunte alguma coisa. Então eu não irei mentir.— E não precisará. – abro a porta. — Só deixe que eu fale com ele primeiro.— Como quiser. – concorda. — Ah, Natasha!— Sim?— Não respondeu o que eu perguntei. – relembra tensa. — Acha que Steve...— Por que quer tanto que eu responda? – indago nervosa. — Dará prazer a você se eu concordar?— Só não quero que caia do cavalo, Natasha. Você pode não gostar de mim e admito que te dei razões para isso, mas sei como é viver com Steve. Quer dizer, eu sei em parte, afinal já achei estar apaixonada por ele também.— É, só que eu não acho, eu estou. – afirmo. — Assim como ele está por mim.— Isso é bom! Mas será que ele te ama o suficiente para compactuar com os teus sonhos? – não consigo decifrar se Peggy está realmente interessada ou se quer apenas apertar minha ferida. — Será que ele te ama o suficiente para ter uma família com você?— Peggy, sinceramente não estamos pensando nisso agora. Em meio de tantos problemas, ser mãe é a última coisa que passa pela minha cabeça no momento.— E isso durará para sempre? Anos se passarão e vocês irão querer construir uma família. Ao menos você irá, não é?— Talvez.— E Steve te dará isso?— Eu não sei. Mas tomar uma decisão assim não depende de amor. – digo. — Não é só porque você ama alguém que deve passar por cima do seu querer.— O amor é ceder, Natasha.— E também é entender. – rebato. — Como disse, eu não sei se quero ser mãe agora. No futuro? Talvez sim, talvez não.— Mas e se for sim?— Se for sim, eu tentarei conversar com Steve a respeito. Se ele continuar irredutível, eu... eu... eu vou... — Não tem como programar isso, não é? – ela solta uma risada triste. — Sei como é. Meu marido quer filhos.— E você?— Não. – responde. — Não nasci para ser mãe, assim como Steve também não nasceu para ser pai.— Não pode afirmar isso. E ninguém nasce para nada. Isso se descobre ao longo da vida. – retruco. — Steve pode se descobrir um grande pai algum dia, assim como você pode se descobrir uma grande mãe. Não tem como saber.— Bom, tudo bem. Já entendi. Mas saiba que você não respondeu exatamente ao que eu perguntei.— Respondi, sim, Peggy. – confirmo com a garganta apertada. — Minha distorção de palavras já te respondeu tudo.▪️▪️▪️— Tem certeza de que está tudo bem, princesa? Papai me pergunta pela milésima vez desde que Fury e eu o apanhamos no hotel. Tínhamos combinado de nos encontrar no apartamento, mas não quis correr o risco de papai subir e se encontrar com Peggy.
Então preferi descer logo e pedir para Fury dirigir até seu hotel.— Sim, pai. – reafirmo cansada. — É só o trabalho. E a fome.— Ah! Eu também. – papai abraça meus ombros. — Como está indo o estágio?— Muito bem! – graças a papai, eu me animo. — Cansativo, mas estou amando o que faço!— Fico feliz, princesa! – papai me aperta. — Falei com a sua mãe ontem.— É? Sobre o quê?— Sobre você estar morando com Steve.— Pai! — Fiz mal?— Não acha que deveria ser eu a pessoa a contar isso a ela? Como mamãe reagiu?— Desculpe, filha. Não imaginei que ela pudesse ficar chateada ou aborrecida.— O que disse a ela? Como surgiu o assunto?— Eu liguei para dizer que passaria uns tempos com você. – começa. — E então falamos sobre você estar namorando.— Mamãe ficou chateada?— Não pareceu. Mas fale com ela depois, princesa. Sabe, poderíamos viajar para lá. Soube que foi em janeiro.— É, fui. Seria bom ir de novo. – sorrio com a lembrança. — Agora tem o trabalho, então preciso organizar bem o tempo.— Minha princesa sempre responsável. – carinhosamente, papai beija a lateral de minha cabeça.Fury estaciona em frente a um restaurante italiano. Eu arregalo os olhos quando minha porta é aberta e um funcionário do estabelecimento me conduz para fora do carro.— Boa noite, signorina! – exclama, sorridente.— Boa noite! – respondo tímida.— Boa noite, signore! – agora, o mesmo rapaz se dirige a papai, que responde do mesmo modo que eu. — Posso estacionar seu carro?— Ahn... na verdade...— Eu sou o motorista. – Fury intercede. — Irei estacionar em outra vaga. Obrigado! – ele suspira e se dirige a mim. — Srta. Romanoff, Sr. Romanoff, tenham um bom jantar. Eu volto para apanhá-los mais tarde. Com licença.Papai e eu agradecemos enquanto Fury entra no carro e dá a partida.— Vamos, princesa? – papai me estende seu braço enquanto adentramos o luxuoso restaurante.O cheiro de temperos abraça fortemente meu nariz e meu estômago ronca em resposta.Papai escolhe uma mesa na parte de cima do restaurante, perto da sacada que dá vista para o salão principal. Nosso garçom puxa a cadeira para que eu me sente e depois a empurra sutilmente para frente.— Buona sera! Vão querer vedere il menu? – por seu sotaque e a mistura de palavras entre italiano e inglês, suspeito que não seja dos Estados Unidos.— Sim, por favor – papai responde.— Sim, senhor. Algum pedido para bebida?— Quer alguma coisa, princesa?— Um vinho seria ótimo! – papai arregala levemente os olhos. — Ahn... certo. Por favor, iremos querer um Franciacorta.— Sim, senhor. – o garçom assente e se afasta.— Não sabia que entendida de vinhos.— E eu não sabia que você bebia vinho.— Aprendi com... ér... com o tempo. – sorrio nervosa.— Sei.— Uau, pai! – exclamo maravilhada e louca para mudar de assunto. — Mas que lugar lindo!— Sabia que iria gostar! – o sorriso de papai aumenta. — Estava com saudades, princesa!— Também estava, pai. – digo.— A festa de Amy será sábado. – papai relembra não tão sutilmente. — Você irá?— Claro, pai! – já temo outra discussão como a do telefone.— Bom! Ahn... você... já comprou o presente dela?— Ainda não. Sem tempo. – confesso. — Mas sei que fiquei de te ajudar a...— Não se preocupe, princesa. Acabei comprando por Chicago mesmo.— Que legal! E o que é?— Um robe de seda. – papai sorri. — Sei que ela adora rosa e esse robe é macio e da cor que ela gosta.— Que chique, pai! – sorrio por sua empolgação. — Eu ainda não sei o que dar à Amy. Acho que comprarei um perfume.— É um bom presente, princesa.— É... tentarei ir amanhã. Steve pode ir comigo.— Ah. – papai assente tentando se passar por neutro. — Então... você... levará Steve à festa de Amy?Quando me preparo para responder, o garçom volta à nossa mesa com a garrafa de vinho, duas taças e dois cardápios acompanhando.Após sacar a rolha, ele despeje o conteúdo dentro das taças antes de nos entregar os cardápios.— Nossa! Quanta coisa gostosa! – vejo a quantidade de variedades de pratos.— É... fica até difícil escolher um só. – papai brinca e eu rio.— Hmmmm... acho que vou querer um Gnocchi.— Ah, princesa! – papai abaixa o seu cardápio e me encara. — Irei querer o mesmo. Dois pratos de Gnocchi, por favor.— Sim, senhor. – o garçom recolhe os cardápios e se afasta mais uma vez.— Mas e então, princesa? – papai indaga. — Vai levar Steve à festa de Amy?— Ahn... bom... – penso a respeito antes de confirmar. — Sim, pai. Já até o convidei, assim como ele me convidou a uma festa de noivado de seus amigos. – saio em defesa de Steve. — Por quê? Acha que tio Nik e tia Jessica seriam contra?— Não, não acho que seriam contra. – papai nega sutilmente antes de pegar sua taça de vinho. — Mas será uma ocasião em família, não?— Pai, pare de implicar com Steve! – perco a pouca paciência que estava tentando manter. — Será uma festa de dezoito anos. Muitos lá estarão acompanhados. Sim, é uma ocasião em família, mas o que tem eu levar o meu namorado? – numa desesperada tentativa de fazer papai entender que Steve realmente me ama, acabo me precipitando. — Pai, ele me pediu em casamento!Papai se engasga cuspindo vinho por suas roupas e pela mesa ao dar várias tossidas. Envergonhada, eu me debruço e afago seu braço.— Respire. Respire, pai. – tento não pensar nos vários pares de olhos que nos encaram. — Pai, por favor.— Je-Jesus! – papai ofega antes de se recuperar e beber mais vinho. — Natasha! Deus! Como me fala uma coisa dessas agora?!— Desculpa, pai! – exclamo. — Não sei mais o que fazer para que entenda que Steve gosta de mim de verdade.— Eu entendo isso, princesa. – de repente, papai parece arrependido. — Sei que ele gosta de você. Nunca duvidei disso.— Mas não é o que parece. – rebato. — Sempre que toca em seu nome fala como se ele fosse um bandido da pior espécie! Você nem o conhece, pai! Nem se dá a chance de conhecer!— Acho que faz parte de todo papel de pai, princesa. – papai resmunga.— Mas não é justo! – bato pé embaixo da mesa. — Ele é importante para mim. Sou feliz com ele, pai. E muito!— Mesmo sendo perseguida por uma louca?— Isso é diferente. – balanço a cabeça em descrença. — Steve não tem culpa de uma ex-namorada dele não aceitar o término. Poderia ser comigo, com você ou com qualquer outra pessoa.— Mas isso não te faz repensar?— Sobre o quê?— Não sei... sobre... ér... repensar se é realmente o que você quer.— Quer que eu termine com Steve por causa de uma ex, pai?— Eu só quero o melhor para você, princesa. – papai enfatiza. — Ele me contou que essa mulher tentou te machucar. E destruiu o seu carro. Carro, inclusive, que foi presente de Steve, não?— O que quer dizer com isso? – meu corpo todo tenciona.— Um carro é um presente, Natasha? – papai me olha seriamente. — Perdão se sou muito antiquado, mas o que aconteceu com as flores e os bombons?— Seja direto, pai.— Não me faça ser.— Oh, meu Deus! – bufo e reviro os olhos. — Acha que estou com Steve pelo dinheiro?— Sabe que eu jamais pensaria algo assim de você, princesa!— Então não me venha com indiretas! – rebato. — Isso machuca. Principalmente vindo de você.— Okay. Perdão.— E o assunto aqui é outro.— É. – papai confirma antes de suspirar. — A sua segurança.— Pai...— Poderia ter se machucado, Natasha.— Sim, eu sei que eu poderia. Mas eu estou bem. Não me aconteceu nada.— Por sorte, Natasha! – papai eleva o tom de voz. — E se tivesse acontecido? E se você não estivesse aqui na minha frente assim como está hoje?— Pai, a vida é um jogo. Não tem como sabermos quando será a próxima partida.— Não me venha com análises metafóricas, Natasha! – papai ergue a mão antes de bufar. — Estou falando sério!— Eu também! – exclamo. — Eu... ele... argh! Não era para Steve ter te contado nada!— Claro que era! Sou seu pai, tenho direito de saber se alguém tenta atacar minha filha!— Okay, mas não precisa de tudo isso! E nem culpar Steve.— Não estou o culpando.— Claro que está, pai! Acabou de me perguntar se o que aconteceu não me faz repensar sobre estar com ele. Pois eu vou te dizer. – faço uma pausa e tomo fôlego. — Não, não faz. Eu o amo mais do que tudo! Nosso relacionamento não é um mar de rosas. A real é que já passamos por muitas coisas, coisas que nem você nem ninguém precisam saber, apenas nós. E estamos juntos. Ele é gentil, amoroso e protetor. Ele me ama, pai. Steve já sofreu muito na vida. Não me faça escolher, pai. Você não sabe nada sobre ele!
— Natasha...— Ele era pobre, pai. Passava fome e apanhava do próprio pai, que tinha uma súbita raiva dele a troco de nada. – papai fica calado. — Não tem ideia das atrocidades que a vida o fez passar. Pare de vê-lo como um inimigo, porque Steve nunca foi nem nunca será. — Princesa...— São poucas as pessoas que passam pelo que ele passou e conseguem dar a volta por cima. Steve cresceu em corpo e alma. Não o subestime, pai. — Eu não... não era... não foi minha intenção.— Não é para dizer que eu contei isso a você. – peço. — Steve é orgulhoso demais e vai ficar chateado comigo. E com razão. Eu também não gostaria se fosse comigo e ele contasse a alguém. – digo. — Então que fique entre nós. Não conte nem a mamãe.— Não irei. – papai garante. — Natasha, desculpa. Não quis magoar você, princesa. É que... ele me parece um cara mandão.— É o jeito dele. – sorrio para afastar as lágrimas. — Mas você não o conhece, pai. Quem tem que aprová-lo sou eu. E eu já aprovei. Ele está no meu coração.— Okay. – papai parece entender. — Só peço que, se houver algum problema com essa moça que tentou machucar você, por favor, Natasha, fale comigo.— Okay. – concordo também entendendo a sua preocupação. — Pode deixar, pai. Mas não precisa ficar assim. Ela vai ter acompanhamento médico. Vai ficar tudo bem.— Bom! – papai exclama visivelmente satisfeito, mas ainda não totalmente seguro. — Espero que ganhe toda a ajuda que precisa.— Ela irá. – confirmo. — Sei que irá. E que tudo ficará bem.— Deus te ouça, princesa! – papai suspira e pega na minha mão. — Eu te amo, Natasha. Só me preocupo com você.— Eu sei, pai. – aperto sua mão na minha. — Mas saiba que Steve também me ama. E que também se preocupa comigo.— Certo. – papai assente. — Prometo que conversarei com ele, filha. Darei uma chance de conhecer melhor. Sem implicar. — Obrigada!▪️▪️▪️Após nos entupirmos de vinho, saborear os pratos de Gnocchi e devorarmos nossas sobremesas, uma Torta Caprese para mim e um Tiramisù para papai, nós nos acomodamos no banco do carro enquanto Fury dirige a caminho do hotel de papai.— Princesa? – papai puxa uma mecha de meu cabelo.— Sim?— Quando decidiu cortar? Eu até me esqueci de perguntar antes.— Não faz muito tempo. – murmuro sonolenta.É incrível como a quantidade de uma boa comida pode te fazer contar carneirinhos logo, logo! Adicionada ao vinho, né, menina?— Ficou bonito!— Obrigada, pai. – com um bocejo, descanso a cabeça contra o ombro de papai. — O que fará amanhã?— Não sei. É sexta-feira, mas eu queria poder descansar um pouco da viagem.— Faça isso, pai. – incentivo. — Chegou hoje e nós já saímos. – cansada, fecho os olhos. — Podemos sair à noite, se quiser, mas descanse durante o dia.— Pode ficar em casa também, princesa. Sei que trabalha o dia todo.— Resolvemos isso amanhã. Escuto a leve risada de papai soar aos meus ouvidos, mas estou sonolenta demais até mesmo para acompanhá-lo. Permaneço de olhos fechados durante todo o restante da viagem.Sinto um beijo em minha cabeça e ouço papai falar alguma coisa. Acho que instrui Fury a me levar com segurança para casa, mas não tenho certeza. A próxima coisa que percebo é que estou sendo erguida por um par de braços. No começo fico tensa achando que é Fury, mas logo sinto o perfume caloroso e másculo de sempre.— Oi, linda! – Steve sussurra contra os meus cabelos. — Vejo que o jantar foi bom!— Muito! – respondo com o rosto repousado contra seu peito. Abro vagamente os olhos e vejo que estamos na portaria do prédio. — Estou muito gorda?— Nah... – Steve me empurra levemente para cima, mas minha barriga cheia e pesada protesta.— Steve! – pressiono a mão em meu ventre. — Não faça isso ou eu vou vomitar em cima de você.— Foi mal. – ele ri antes de entrarmos no elevador. — Como foi o jantar?— Bem. — Hmmmm! E o quão bêbada você está?— O suficiente.— Para quê?— Ou para apagar, ou para fazermos amor feito loucos.— Voto na segunda opção. – Steve beija minha cabeça. — Mas me conte como foi. Vocês se entenderam?— Sim. Conversamos sobre muita coisa, inclusive sobre você. – beijo seu peito por cima da camisa e sinto seus músculos tensos.— Sobre mim?— Uhum.— E por quê?— Papai está com ciúme. – rio sonolenta. — Acha que está perdendo sua garotinha.— Eu jamais faria isso. – Steve endurece por baixo de meu rosto. — Não vou roubar a relação de pai e filha que vocês têm só porque eu não tive uma.— Steve.De repente, meu sono foi embora e eu estou acordada demais. Cruzo os braços nos ombros de Steve e encaro seus olhos.— Não foi o que eu quis dizer. Era brincadeira.— Mas pode ser o que seu pai esteja sentindo e pensando.— Não. Não, não é isso. Ele só está com ciúme normal de pai.— E como sabe?— Porque eu sei! – afirmo ao chegarmos ao seu andar. — Não fique pensando nisso. Não procure chifre em cabeça de piolho.— Ele não gosta de mim, linda. – murmura enquanto abre a porta e adentramos o apartamento.— Ele não te conhece. – acaricio os cabelos de sua nuca. — Dê uma chance a papai, assim como ele dará a você. Eu amo os dois. Por favor!— Jamais pediria a você que escolhesse um de nós, Natasha.Steve me põe sentada no balcão da cozinha. Minhas pernas abraçam sua cintura e ainda assim eu continuo mais baixa do que ele, mesmo que por poucos centímetros.— Eu sei. Nem ele me faria algo do tipo também. – subo as mãos e seguro o rosto de Steve. — O que eu tenho que fazer para convencer a vocês dois de que eu não sou um prêmio disputado?— Ah, mas você é, linda! – Steve aperta minha cintura. — Tirei a sorte grande com você! — E eu com você. – sorrio. — Sabe, eu disse a papai que você me pediu em casamento.— O quê?! – ele arregala os olhos incrédulo. — Natasha! Porra! Por que você fez isso?— Ué! Fiz mal?— Claro, porra!— E por quê?— Você me disse para não falar nada de casamento e aí você vai lá e fala? Porra! Estou tentando fazer as coisas certas com o seu pai e você estraga tudo? – furioso, Steve me solta e se afasta de mim.Equilibro as mãos na bancada e pego impulso para descer. Minha barriga pesa com a queda e minhas botas estalam no chão assim que fico de pé. — Ei! – paro na frente de Steve. — Não precisa ficar bravo comigo. O assunto simplesmente surgiu.— E como surgiu? Não é o tipo da coisa que se fala do nada, como “Ei, pai, adivinhe só: Steve me pediu em casamento!”— Para a sua informação, sim, é. – digo apenas para contrariá-lo.— Não, não é.— É!— Não é!— É, caramba!— Natasha! – Steve eleva o tom de voz. — Só... porra... só conta por que esse assunto surgiu.— Bom... na verdade, não foi um assunto.— Natasha...— Papai... ér... eu... eu precisava convencê-lo, Steve, de... de que...— Diga de uma vez. – exige.— De que é sério o que temos.— E ele acha que não é? – ele me encara perplexo.— Eu te disse: é ciúme. Não foi por mal, Steve.— O que seu pai disse quando você contou do pedido?— Ficou nervoso, mas no bom sentido. – solto uma risadinha e vejo a expressão de Steve amolecer. — Está tudo bem. Papai me prometeu que vai passar algum tempo com você, sabe, para poderem se conhecer melhor.— Estou ansioso! – Steve ironiza cruzando os braços.— Ei! Não seja turrão!— Ah, eu?!— É! É o dever do homem conquistar o pai da moça! – toco seus bíceps flexionados. — A mim você já conquistou, mas precisa da aprovação completa.— Hmmmm... – Steve descruza os braços para que possa me segurar junto ao peito. — E eu conquistei essa moça como? Rápido demais?— Muito rápido! – paro de sorrir. — Bastou ela não ter apertado o botão do elevador e ter se encontrado com o cara que apertou.— É? – Steve acaricia minha testa. — E, quanto a esse cara, bastou essa moça cair em cima dele.— Eu te amo! – exclamo ao rir.— E eu te amo, linda! – repete. — E então? Estávamos falando de... bem... o quão bêbada você está mesmo?— Não estávamos falando disso! – gargalho e espalmo seu peito. — Deixa de ser pervertido! Quer abusar de uma mulher indefesa, Sr. Rogers?!— Muito! – os olhos de Steve brilham. — Sabe, acho que essa seria uma perfeita oportunidade para brincarmos de luta.— De luta? – não consigo segurar a risada. — A única luta que teremos será eu vomitando em você. Só com isso já será uma vitória sem esforço.— Quê?— Minha barriga está muito cheia. – descanso a testa em Steve. — Acredite: comida italiana não é brincadeira!— Foram comer num restaurante italiano? – ele pergunta risonho.— Sim! Comemos Gnocchi, Steve! E depois, não satisfeitos, pedimos sobremesas estupendas! Eu estou estourando aqui! – cruzo as mãos na nuca de Steve. — Não me admira você me achar gorda.— Caralho, Natasha! – ele franze a testa e bate na minha bunda.— Ai!— Eu não disse que você é gorda! Eu só disse que você engordou, que na verdade recuperou o que tinha perdido. Porra! Para de distorcer...— Não importa! – minha barriga pesa ainda mais. — Não se diz para uma mulher que ela engordou... – vejo que Steve vai me interromper, portanto cubro sua boca e aumento o tom de voz. — ...em hipótese al-gu-ma! Entendeu?— Sim, senhora. – murmura por trás de minha mão. — Bom! – descubro sua boca e bocejo. — Vamos para o quarto? Preciso de ajuda para tomar banho.— Hoje não vai ter, né? – pergunta fazendo beicinho.— Não garanto que vou conseguir me exercitar sem colocar para fora o que comi. – meu rosto cora com a imagem. — Foi mal. É nojento, eu sei, e eu estou arruinando o clima.— É, está. – Steve me pega no colo e caminha até seu quarto. — Mas podemos recompensar isso amanhã quando você acordar com uma ressaca dos deuses!— Mal posso esperar. Sabe, Rebby diz que sexo matinal é bom para curar ressacas. – revelo sonolenta ao rir.— Então vamos colocar esse dado empírico em prática!Steve ri também, mas a névoa negra já me cercou e eu caio num sono pesado sem nem ao menos perceber que já tomei banho.
Notas finais
Aos que ainda estão comigo, obrigada pelos 366 comentários, 143 acompanhamentos, 69 favoritos, 9 recomendações e 23681 visualizações.
Eu espero de coração que vocês voltem a comentar. Não peço que escrevam cartas, apenas uma sucinta opinião do capítulo, da fanfic, ou seja, da escrita em si. Uma palavra basta. Levando em consideração também que eu continuei aqui no Nyah! porque vocês me pediram, então pensem com carinho. É muito desestimulante escrever pra ter retorno apenas de dois, no máximo cinco comentários por capítulo. Não que esses poucos que comentam não sejam importantes, mas o que dói é saber que eu não tenho só isso de leitor. E é aí que me chateia, porque sinto minha fanfic ignorada. E antes não era assim :/
Bom... é isso.
Até!
PS: Fui informada que essa fanfic e IPASOY foram plagiadas por um usuário no Wattpad. Se puderem denunciar as histórias e a conta, eu ficaria muito grata --> https://www.wattpad.com/user/stephany_lourenco
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