Haunted
7 Capítulo 06
Notas iniciais
Tava com bastante coisa pra fazer, sorry
Mas ai está :D
O Fiordês deixou ser tocado sem problema e logo acompanhou a menina, ele parecia ter gostado dela, então foram caminhando um ao lado do outro descendo a parte da montanha que haviam subido até atingir a parte plana onde se encontrava perto, a fazenda de Enár. As árvores dali eram bem juntas, mas como já tinha uma trilha marcada foi fácil para Aneeta e o Equino passarem sem dificuldade.
Não demorou para que chegassem até os cercados que separavam as terras da família do resto do mundo. Mas como Aneeta iria passar com o animal? Para isso teriam de andar até um pouco mais para trás, onde tinha uma porteira. Andaram e chegaram lá. Apesar de terem que andar para os fundos e depois fazer o percurso para voltar tudo de novo, a menina nem se importou, queria entrar logo com o Fiordês que a cada momento ficava mais próximo da garota.
Passaram pelo pequeno portão na cerca e foram andando em direção da casa. Para evitar que o animal se desviasse ou entrasse dentro de casa sujo do jeito que estava, Aneeta jogou uma corda que havia levado no pescoço do bicho, sem apertar, apenas para guiá-lo.
O caminho não era muito pequeno, afinal, como dito, estenderam a fazenda por causa da produção de cevada. Mas Aneeta já passara tanto por aqueles gramados que a distância para ela parecia ter encurtado. Andou até chegar na porta de casa, já estava praticamente a noite, o céu tomou aquele tom bem alaranjado de quando o sol já estava indo embora dando lugar à Lua e às estrelas.
– Paaai!... – A menina o chamou da porta.
– Aneeta! Seu pai está ocupado e vamos...Entre logo, já está escurecendo. Quer ser pega pelos mosquitos? – Disse a mãe que chegou na porta.
– Não, chama ele aqui..!
– O que foi? – Chegou Enár junto à Hilde.
– Então...Posso ficar com ele? – Disse a menina e um tom infantil que fez a própria rir de si mesma, logo puxando o pônei para mostrar aos pais. – Bom, a fazenda é sua, então acho que tenho que te perguntar, não?
– Não acha que está muito grandinha pra pôneis? – Retrucou a mãe.
– Hm...Bom...Eles são ótimos para puxar carga pesada!
– O que? Mas nem pensar! Ele não irá trabalhar, só ser a...minha montaria. – Sorriu tentando convencê-los.
Os pais se entreolharam e Enár voltou-se para a filha.
– Pode ficar com ele, meu amor...Mas terá de cuidar dele! Escovar, aparar a crina, os cascos...E por aí vai! Cuidar tão bem dele quanto de Hottos. – Olhou para o cão antes deitado na varanda que agora olhava para o eqüino de orelhas em pé. – Vamos lá, vamos arrumar um lugar para ele no estábulo!
– Tudo bem!
O pai desceu os 3 degraus que separava o assoalho da casa das gramíneas e foi até o cavalo.
– É...Ele está bem forte! Só precisa de ser cuidado...Falar nisso, já deu um nome pra ele?
– Hm...Houd!
– Houd...? Não acha meio sem graça?
– O cavalo é de quem mesmo? – Disse ela em um tom de brincadeira, não queria que o pai pensasse que ela estava desrespeitando-o.
– Opa...Tudo bem, Houd então!
O pai tomou a corda da mão da garota e seguiu puxando Houd. Logo, Aneeta os seguiu. Foram até um pouco nos fundos, perto dos outros cavalos que tinham na fazenda. Outros 4. Os outros cavalos tinham seu estábulo dividido, mas Houd ficaria em menor, logo ao lado. Não propriamente um estábulo, um pequeno cômodo feito com madeira e feno espalhado pelo chão. Lá também havia alguns instrumentos que Enár usava as vezes para cortar lenha. Não era muito perto da casa nem muito longe. O pai entrou com o eqüino.
– O que acha? – O animal relinchou.
– Parece que ele gostou...-Riu
– Vou deixá-lo aqui a vontade. Só arrumar algumas coisas...
Deram comida e água ao pônei, fecharam a porta do novo estábulo e voltaram pra casa. Mais tarde jantaram e naquela noite Aneeta dormiu bem. No outro dia não acordou muito tarde. Tomou café e logo se arrumou para ir atrás do novo amigo. Chegou lá e abriu a porta do estábulo.
– Bom dia!! Dormiu bem?
Se aproximou do animal rindo que se levantava e caminhava em direção dela.
– Olha quem eu trouxe pra você conhecer melhor!
Apontou para trás das pernas de onde saía o cachorro. Hottos saiu abanando o rabo e quis cheirar as patas de Houd, mas desistiu no meio do caminho quando o animal se movimentou. O cão soltou um latido, com o qual o maior não se intimidou.
– Houd, esse é o Hottos! Hottos, esse é o Houd! – Parou de falar analisando o pônei a sua frente – Sem querer ofender...Você ta meio sujo...Vou te limpar!
Laçou novamente o animal o levando para fora do estábulo. Entrou no outro estábulo maior e pegou algumas coisas para deixá-lo limpo. Se aproximou de Houd e molhou uma escova num balde, começando a escová-lo e ao mesmo tempo a lavar. Hottos não saiu de perto dela.
Algum tempo se passou e Houd estava quase completamente limpo. Aneeta foi interrompida por Hottos, que de uma hora para a outra começou a latir descontroladamente e muito alto.
– Ai, cachorro, cale a boca! – Ela tentou retomar seu trabalho mais o cão não obedeceu. Ela se virou batendo o pé com força no chão. – Hottos!
Assim que ela falou o cão saiu correndo desesperadamente para os fundos da fazenda. A ruiva correu atrás dele também e foi, inesperadamente, seguida de Houd.
– Hottos! Espera! Volta aqui cachorro!
Ela gritava enquanto corria tentando alcançar o cão. Mas não adiantava Hottos continuava a correr a latir forte para o nada. Correu e correu mais até chegar aos limites da fazenda, onde sem parar passou por entre a cerca, pela pequena planície descoberta e logo adentrou a floresta, onde Aneeta não conseguiu vê-lo mais.
– Hottos!!!
A menina não esperou nem mais um segundo. Pulou atrás do cachorro e tentou seguí-lo. Já estava bastante ofegante mas persistiu mesmo assim. Pouco depois de Hottos adentrar a floresta ela também entrou, porém não o via mais. Só podia escutar os latidos dele de longe e mesmo assim eles acabaram rápido.
– Ai minha nossa...
Ela se encontrava quase aos prantos por ter perdido seu amigo e por estar quase perdida ali também. Mas ela ainda poderia achá-loe ainda estava cedo, então continuou seguindo. O barulho das folhas que quebravam em baixo de seus pés aumentava sua tensão. Andou mais um pouco e na parte que estava já começava a ficar um pouco difícil para andar. Corria o olho por todos os galhos com pressa até ouvir um barulho. Seria Hottos? Voltou-se rapidamente para a direção do ruído para checar.
– ..!
Ela não soltou um ruído sequer com o susto que levou. Ao ver o que estava a sua frente. Seu corpo estava arrepiado dos pés a cabeça e um calafrio imenso subira pela sua espinha. Ela ficou intacta por alguns momentos e logo começou a dar passos para trás, tropeçando e chegando a cair.
– Não..!
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