Haunted
6 Capítulo 05
Notas iniciais
Tive uma crise de descriatividade esses dias, tava sinistro xD
Mas enfim, tá aqui bunitim e correto u_u
Antes de fazer dei umas pesquisadas e talz sobre os assuntos e aí está o capítulo 05 o
Não demorou para que o carro dos pais de ambas chegassem, quando passaram pela porta principal do colégio já puderam vê-los. As amigas se despediram e cada uma foi para sua casa.
Os dias foram se passando. Na verdade, não foram só dias. Dias, semanas, meses e até anos. Aneeta passou direto em todos os anos e chegou ao terceiro com louvor. Não que durante todo esse tempo ela não tenha visto mais nada ou sentido algo estranho...Sim, ela via vultos como aqueles e tinha a sensação de ser seguida ou observada mas tentou ignorar. Tentou e, felizmente, conseguiu. Ela não poderia viver e seguir bem na escola constantemente com medo de olhar para os lados. Então, acabou superando e não dando mais tanta importância para tais fatos. Claro que, uma vez ou outra, quando se sentia mais aflita, não deixava de descarregar o peso das emoções nos desenhos, seus principais refúgios e confidentes naqueles momentos.
--x--
Como dito, Aneeta havia crescido, os anos se passaram para ela e para todos. Agora ela se encontra com 19 anos, quase concluindo o ensino médio, como costumamos chamar. A menina não era mais da sala de Amora, mas continuava na mesma escola, então, constantemente topava com a amiga no corredor e da mesma forma, manteve àquela amizade que tinham. Na verdade, não tinha mudado muita coisa...Mesma casa, mesma escola, mesmo turno. As poucas diferenças apareceram em casa, como o apresso que começou a tomar por jardinagem.
Outra pequena mudança, mas que era relevante foi a economia da família. Enár não investia mais apenas em produtos para a região, passou a investir também na produção de cevada e dar um enfoque maior para esta. Consequentemente, o investimento fez com que o fazendeiro aumentasse suas terras, assim Aneeta pôde explorar uma nova área onde seria mais seguro para ela, pois estaria ainda nas terras de seu pai.
--x--
Era domingo de manhã quando a menina acordou. Ainda estava bem cedo e fazia frio, um pouco mais que o normal – no pé das montanhas sempre fazia frio, até na costa oeste, onde ficavam os famosos fiordes da Noruega. Bom...Ela não morava tão perto dos que são muitos visitados, mas sua cidade não ficava muito longe de Bergen. Enfim, a garota se levantou e colou roupas para caminhar, pegou uma mochila e colocou algumas coisas, desceu até a cozinha e preparou alguns lanches. Sairia por volta das 7 horas da manhã, então deixou um bilhete para a mãe:
“ Não se preocupe, ninguém me seqüestrou. Fui caminhar, volto ao entardecer.
Aneeta.
Ps .: Sim, eu levei um casaco. “
A ruiva saiu de casa com tudo pronto, estava decidida a explorar aquelas terras. Não fazia algo assim há muito tempo, tinha saudades...Com a nova aspiração por jardinagem veio também um amor maior pelas matas e florestas que circundavam aquele lugar onde morava e subiam montes e montanhas acima.
Elas pôs-se a andar, então. Seguiu para trás da casa, para os fundos. Passou por algumas instalações da fazenda até chegar a um cercado, onde pulou e continuou seu caminho. Na verdade, a garota não tinha muita noção de onde iria, mas havia dado uma olhada na internet antes e visto alguns lugares por aquela região que poderia visitar por ali, como por exemplo uma grande queda d’água que havia ali. A dificuldade seria alcançá-la, já que teria que subir um bocadinho.
Andou por alguns minutos, talvez mais de uma hora e meia. Ela não sabia bem, não chegara a pegar no relógio para olhar as horas. Agora ela andava dentre a floresta, com árvores altas que quase tapavam o céu com suas copas. Felizmente, já havia uma trilha ali, então ela só precisava seguir, se havia um ponto atrativo por ali, provavelmente aquela trilha daria nele.
--x--
Como esperado, mais para frente encontrou uma placa que dizia “Queda da Glória”. Bem, parecia estar indo pelo caminho certo. Passou pela placa já enferrujada e continuou a seguir. Andou mais alguns minutos e de onde estava já conseguia ouvir o barulho da força da água batendo na pedra. Sem parar de caminhar, logo chegou.
- Uau..!
Foi só o que pôde dizer enquanto contemplava a beleza do local. Não er apenas uma queda, haviam outras, porém menores que desembocavam em pequenos lagos, uma cascata abastecendo a lago de baixo até chegarem na tal queda d’água. Mais para baixo havia um lago maior e pedras mais planas, dando se jeito para não escorregar a garota foi descendo entre elas até chegar no plano. Se sentou à beira daquele lago que se abastecia constantemente e pôs-se a admirar a outra margem. Aproveitou que estava parada e tirou algo para comer da mochila. Depois de beber água, deu a primeira mordida na maçã.
Era impossível não parar para aproveitar tudo aquilo. Até comia mais devagar. O silêncio de outras pessoas, por estar só ela ali, quebrado apenas pelo barulho da água e da floresta lhe dava um sensação incrível.
Porém, sua reflexão fora interrompida por um barulho vindo de trás dela. A princípio ignorou, mas o barulho continuou. Logo, ela conseguiu ouvir algo mais de mato se mexendo, ouviu passos, mas não de pessoas, passos de animal e um bufar. Continuou ignorando, mas não pôde mais quando viu que a criatura se aproximava dela, o animal já abaixava o pescoço bem ao lado dela para beber água, a visão fez Aneeta se assustar e se afastar. Mas quando se afastou viu que na verdade não se tratava de nada mais que um cavalo das montanhas. Na verdade, um pônei. Um Fiordês, uma raça de cavalo pequena, de no máximo 1,40m, musculosa, de pelo claro e a crina crespa.
Mesmo sendo um bicho aparentemente inofensivo, a garota se conteve, porém não adiantou. O animal andou contra ela, parecia querer comida.
- Você quer..? – Olhou para a maçã mordida na mão. O cavalo veio se aproximando e cheirou sua mão, mesmo que Aneeta tentasse se afastar. – É...Pelo jeito sim, não? – Ela soltou e o animal comeu – Você deve estar com fome...- Olhou aquele que a encarava – Vou pega ruma coisa pra você!
Foi até a mochila encostada em uma pedra, revirou suas coisas e tirou de lá mais duas maçãs.
- Aqui...São as últimas, mas fique pra você – Sorriu indo em direção do cavalo que agora já não a assustava mais. – Pode comer, estão tão boas quanto aquelas! – Riu por estar falando daquela forma com o bicho.
O de pelo claro comeu, a menina lhe deu as costas e voltou a se sentar onde estava, dessa vez com um sanduíche. Para sua surpresa o Fiordês veio junto. Parando ao seu lado e logo se abaixando. Se virou para ela quase abocanhando seu lanche.
- Aaah, nem vem! Esse aqui é o meu, já dei maçãs para você!
Ele voltou os olhos para a água e encarava a outra orla e a água corrente assim como ela fazia antes. Parecia que aquele lugar não encantava apenas humanos.
A garota sentia um vontade grande de tocar o animal ao seu lado, como aquela sensação que quase todo mundo tem de sentir o pelo nas mãos. Pensou se seria uma boa idéia mas achou melhor prevenir, não o tocou. Ela não sabia como ele reagiria já que se conheciam a tão pouco tempo e mesmo ele demonstrando que ela não o assustava...Preferiu não arriscar.
O tempo foi se passando, ela havia lanchado e então lhe veio a idéia. Vasculhou novamente a mochila e achou seu caderno e lápis, se afastou um pouco do cavalo e começou a fazer uns rabiscos.
- Fique quieto aí...Você será meu modelo. – Riu.
Apesar de mal cuidado, por estar solto ao meio selvagem – mal cuidado no sentido de banho e essas coisas de animais de estimação, a verdade é que ele estava em perfeita saúde – o desenho da garota saia admirável, evoluindo de meros riscos para uma forma real e detalhada. Quando acabou não resistiu, se aproximou do outro para mostrá-lo – como se ele fosse realmente entender.
- Olha...É você! – O animal relinchou brevemente o que a fez sorrir.
Parou por uns instantes comparando, quando se deu conta viu que já estava tarde, ao menos, tarde para chegar em casa na hora combinada.
- É moço...Preciso ir! Gostei de você...!
Guardou as coisas e se reabasteceu de água, se levantou e foi em direção à trilha que seguia antes, indo de volta para casa. Deu alguns passos e notou novamente que havia alguém atrás de si, olhou e viu o pequeno Fiordês .
- Ora...Irá me acompanhar? Bem...Acho que não queria mesmo ir andando sozinha! – caminhou até o animal e finalmente o tocou, porém, nem se lembrava mais da vontade ou do receio, o tocou para que ele fosse andando ao lado dela.
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