Hatsukoi
1 Unico
Notas iniciais
Fic não betada, perdoem os erros ok?
Minha beta Suzuki_Hika está com pneumonia no hospital... Melhoras meu anjo
Obrigada super especial a Yori chan que me fez o enorme favor de fazer todos meus trabalhos/tarefas de escola para que eu pudesse ter tempo para escrever essa fic.
Dedicatória super especial a minha koi linda que eu amo de montão Deida-sama.
Hatsukoi
Se me perguntassem como tudo aconteceu, é claro que eu não saberia responder com certeza, mas talvez, apenas talvez eu sempre tenha amado um certo loiro que estava dormindo ao meu lado agora, mesmo que fosse um amor inconsciente.
Quando era criança eu lembro que minha querida irmã havia arranjado um namorado, eu tinha sete anos na época, e não entendi muito bem, só sei que eu tinha raiva daquele homem, pois pensava que ele havia tomado de mim todo o carinho e atenção que antes ela dava a mim.
Quando minha irmã trouxe o namorado para casa, eu simplesmente abri a porta saindo de minha residência, e indo para o parquinho que ficava perto dali, devia ser umas três horas da tarde, mas não me importava, sabia que alguém iria se dar conta do meu sumiço e viria atrás de mim.
Foi exatamente naquele dia que eu o vi pela primeira vez, ele era moreno, tinha os lábios finos, os olhos rasgadinhos em cor chocolate, as bochechas coradinhas, o deixando com uma aparência muito fofa. Mas o que me chamou mais a atenção, era o fato dele estar ali sozinho, com os olhos marejados.
Flash Back
Lá se ia mais um dia, mas aquele dia, era rotulado como especial por todos da minha família, era o dia em que minha irmã mais velha, Yukkie iria trazer seu namorado para conhecermos.
E bom... Eu não o conhecia mais já o odiava.
Assim que Yukkie chegou com o homem eu sai de casa, sabia que no final alguém ia se dar conta do meu sumiço e vir atrás de mim me procurar, e eu sabia onde iriam me procurar, no parquinho próximo de casa, e era por isso que eu estava indo para lá.
Quando cheguei lá, tive uma pequena surpresa, afinal, eu era a única criança daquele bairro, mais ali, havia um garotinho, os cabelos pretos, a franja caída nos olhos, olhos de cor parecida com chocolate. Mas haviam lagrimas escorrendo pelo seu rosto...
Assim que reparei nisso eu corri em sua direção, me jogando no chão, sem me preocupar de a areia iria ralar meus joelhos, e passei a olhá-lo com atenção, procurando um machucado ou algo do tipo.
- Você ta bem? – Perguntei tocando seu rosto de leve, só então pareceu que ele havia notado que eu estava ali, maneou um não com a cabeça, e voltou a baixá-la.
Imediatamente um bico apareceu em meus lábios, naquela época eu era muito birrento, e odiava que não me dessem explicações.
- Onde dói? – Perguntei, e ele colocou uma mão sobre o peito, rapidamente o derrubei para trás, e ele me olhou com certo medo, logo levantei a regata que ele usava olhando o local que ele havia apontado e não vi nada ali.
- O que você ta fazendo? – Ele perguntou um tanto quanto assustado, e eu ignorei, me inclinando um pouco, só para poder dar um beijo no local onde ele havia dito que doía, logo levantando e vendo ele puxar o tecido para baixo.
- Mamãe sempre dá beijo no lugar que tá doendo. – Respondi e ele se sentou rapidamente, seu rosto estava mais vermelho que antes.
- Minha mamãe também sempre faz isso. – Ele disse olhando para baixo, ainda sem jeito, e a meu ver ele estava adorável.
- Olha eles ali! – Olhei para o lado, e vi minha mãe e outra mulher se aproximarem de nós, estavam com sorrisos no rosto, talvez fosse alivio.
- Yuu! – Minha mãe me pegou no colo. – Que bom que te encontrei! – Ela me abraçou com força, quase me sufocando.
- Kou chan, você está bem meu filho? – Ele sorriu para ela, parecia feliz por estar ali. Então eu sorri junto. – Obrigada Shiroyama san por me ajudar a achar ele. Fico feliz que tenha achado o seu Yuu também – A mulher de cabelos castanhos se virou e saiu andando ainda com o garoto em seu colo.
Vi o garoto acenar para mim e então sorri.
- Aquele era o Kouyou. – A voz de minha mãe se fez presente me fazendo olhar para ela. – Ele é nosso novo visinho da frente Yuu. – Ergui uma sobrancelha e ela riu de forma discreta. – Se me der um bom motivo para ter saído assim de casa sem avisar ninguém, amanhã eu deixo você brincar com ele novamente.
- Eu estava com ciúmes mamãe... – Disse fazendo um bico, e ela riu.
- Já conversamos sobre isso não é Yuu? — Ela disse em tom de repreensivo, mas não dei a mínima. – Vamos para casa. – Ela começou a andar para sairmos dali.
No outro dia, depois da escola ela havia me deixado ir na casa de Kouyou como havia dito no dia anterior.
- Oi Yuu. – Ele disse de forma tímida. – Mãe me põe no chão. – A senhora Takashima deu risada, mas fez a vontade do filho.
- Crianças podem ir brincar, enquanto isso a Seiko e eu conversamos. – Kouyou não me deixou responder, ele apenas segurou minha mão e saiu correndo pela casa, me levando para o quintal dela, onde havia uma pequena piscina, e vários brinquedos.
- Papai fez pra mim – Ele disse sorrindo, não pude evitar e sorri junto a ele, mas não tão abertamente como ele fazia.
Em meio de muitas brincadeiras eu o vi sentar encolhido e colocar a mão no peito, se encolhendo mais ainda em seguida.
- Kou chan você ta bem? – Me abaixei na frente dele, pensei em chamar sua mãe, mas ele simplesmente segurou meu pulso quando eu ia sair correndo.
- Onegai Yuu... Fica aqui comigo. – Ele pediu de forma chorosa, e eu me sentei ao lado dele, puxando ele para que se deitasse em meu colo, passando a fazer leves carinhos em seus cabelos escuros, mesmo que não soubesse se aquilo iria ajudar ou não.
Aos poucos ele foi parando de chorar, e o aperto de sua mão na regata foi diminuindo, e seus olhos se fechando, talvez ele estivesse cansado e fosse dormir um pouco, sorri com esse pensamento, pelo menos ele não iria sentir mais dor.
- Yuu... – Ele chamou baixinho.
- Oi? – Respondi e vi ele sorrir.
- Promete que vai ficar aqui para sempre? – Eu ri com a pergunta que ele havia feito, afinal eu não poderia ficar ali para sempre teria que voltar pra casa.
- Não dá, eu tenho que voltar para casa, mas se minha mãe deixar eu volto amanhã para brincar com você. – Respondi e senti ele dar uma leve risada.
- Era isso que eu queria saber Yuu... – A voz dele saiu baixa, mas mesmo assim pude escutar, já escurecia, e logo minha mãe viria atrás de mim.
Fiquei por mais um longo tempo apenas acariciando os fios negros dos cabelos e Kouyou enquanto o observava dormir, sua respiração controlada e ritmada, já estava bem escuro, mas não estava preocupado com isso.
- Yuu! – Minha mãe me chamou. – Vamos? – Olhei para trás e logo ela se aproximava juntamente com a senhora Takashima.
- Kou chan ta dormindo. – Eu disse e logo a mulher de cabelos castanhos se aproximou, pegando o filho no colo.
- Gomen né Yuu chan! – Ela disse sem jeito e eu neguei com a cabeça, num sinal que ela não precisava se desculpar por aquilo. – Seiko san, você se importaria de trazer o Yuu chan aqui amanhã? – Ela perguntou. – Kou chan vai fazer cinco anos amanhã. – Vi minha mãe abrir um sorriso.
- Claro que trago o Yuu. Ele já está com oito anos, mas acho que ele e o Kouyou vão se dar muito bem, só espero que ele não te de muito trabalho. – Minha mãe disse eu fechei a cara, fazendo as duas darem risada.
- Não se preocupe Seiko san, vai fazer bem para o meu Kou chan ter alguém para brincar e conversar. – Ela disse sorrindo e minha mãe alargou mais ainda o sorriso.
Como combinado, no outro dia eu estava ali com a minha mãe, segurando um embrulho enorme nas mãos, e um sorriso no rosto tão grande quanto o embrulho no rosto, somente esperando que abrissem a porta, e não foi surpresa ver ele abrindo a porta, com um sorriso tão grande quanto o meu.
- Para você Kou chan. – Eu disse estendendo o embrulho, vi os olhinhos dele brilharem quando viu o embrulho.
- Arigatou Yuu! – Ele disse pegando o embrulho. – Entrem. – Ele deu passagem para entrarmos. – Mamãe está lá na cozinha fazendo bolo de chocolate. – Ele disse se sentando no espaçoso sofá.
- Vou lá dar um oi para ela. – Minha mãe saiu da sala e eu olhei para Kouyou que abria o embrulho com cuidado.
- Senta aqui Yuu. – Ele bateu no lugar ao lado dele e eu corri até lá me sentando ao seu lado, vendo com certa ansiedade ele abrir o embrulho.
- Eu adorei. – Ele disse abraçando com força o cachorro de pelúcia que eu havia escolhido para dar para ele. – Vou chamado de... Yuu se importaria se eu o chamasse de Yuu? – Perguntou e eu ri, era obvio que não me importaria
- Kou chan! – Olhamos para a porta. – Por que não leva o Yuu para brincar com você no seu quarto? Quando o bolo ficar pronto eu chamo vocês. – A mãe dele disse e ele sorriu.
- Tá. – Ele levantou num pulo e me puxou pela mão, igual no outro dia, subindo as escadas com certa pressa. – Yuu aqui é meu quarto. – Ele para ou em frente a uma porta, abrindo com certa urgência a porta e entrando correndo. – Vem... Entra. – Ele disse parado no meio do cômodo, e eu fui até ele.
- Seu quarto é espaçoso. – Comentei e ele riu, sentando se em sua cama, só então eu havia reparado que ele ainda abraçava o cachorro de pelúcia que dei a ele.
- Não fica ai parado me olhando com essa cara. – Ele estava com um bico nos labios. – Senta aqui. – Bateu a mão na cama, ao seu lado, e eu fui me sentar ali.
-Então Kou chan, como se sente fazendo cinco anos? – Perguntei, já que não sabia o que falar, normalmente eu sempre sabia, mas com ele era diferente, algo me travava.
- Hm.. – Ele fez um bico e colocou o dedo indicador sobre o lábio. – Acho que normal. – Ele disse abrindo um enorme sorriso, e eu não sabia o porque, mas aquele sorriso me fazia querer sorrir junto.
- Er... Kou chan, você sabe me dizer por que sente aquelas dores? – A pergunta saiu quase que inconscientemente de meus lábios, e ele olhou para baixo negando com a cabeça, eu me senti mal por deixá-lo assim.
- Não sei Yuu. – A voz dele saiu baixa e triste, e eu quis me bater por ter feito isso. – Eu simplesmente sinto, e dói muito. – Num movimento involuntário, minha mão havia ido em seus cabelos acariciando as mechas negras
- Não fica assim Kou chan. – Ele me fitou com os olhinhos brilhando por causa das lagrimas que ameaçavam sair, e aquilo me doeu muito, mesmo que não entendesse o porque, era uma dor insuportável.
- Yuu... Eu... Não sei, quando você não tá aqui dói mais, mas não é como sempre, é como se fosse um aperto. – Ele corou ao dizer aquelas palavras, e eu dei meu melhor sorriso para ele. – Fica aqui comigo... Para sempre? Não quero mais sentir dor. – Os olhinhos já marejavam novamente.
- Eu sempre vou estar perto de você Kou chan, mesmo que não me veja todo dia, mas sempre vou estar pensando em você. Eu prometo – Ele sorriu, se jogando em cima de mim, me derrubando na cama.
Olhei para ele sem saber direito o que estava acontecendo, mas antes que eu perguntasse algo, senti seus lábios sobre os meus, em um contato rápido, pois logo ele havia se afastado, e estava corado.
- Minha irmã faz isso com o namorado dela, e quando eu pergunto o porque ela responde que é porque gosta dele. – Ele se justificou e eu sorri.
- Meninos! O bolo está pronto. – Ouvimos a senhora Takashima gritar, e ele se levantou num pulo, saindo correndo pela porta, me deixando ali, confuso, e com um sorriso idiota nos lábios.
E foi desse jeito que o dia se passou, comemos bolo, depois fomos para o quintal brincar, naquele dia Kouyou não sentiu dor, mais vi um brilho triste em seus olhos quando minha mãe me chamou para ir embora, pois já tínhamos incomodado de mais a senhora Takashima.
Minha mãe já estava dentro da casa só me esperando, e ele olhou para os lados se certificando de algo, logo ele colou seus lábios nos meus, e automaticamente fechei os olhos, abraçando sua cintura, e senti os braços em meu pescoço. Quando nos separamos ele sorriu, e eu sorria cúmplice, aquele era o nosso segredo.
Despedi dele com uma tchau, e logo e eu minha mãe já entravamos em casa, e a única coisa que rodou minha cabeça pelo resto da noite, foi a sensação daquele contato. E por algum motivo que eu desconheço ainda, eu queria mais daquilo.
Flash Back Off
- Ainda acordado Yuu? – Ele abriu um pouco os olhos. – Dorme. – Simplesmente me abraçou me puxando em sua direção.
- Eu estava lembrando da nossa historia Kou chan. – Ele me apertou mais em seus braços. – E constatei que eu sempre te amei, desde a primeira vez que nos vimos, e confesso que, se eu pudesse voltar no tempo, só mudaria uma coisa, quem iria iniciar o primeiro beijo seria eu. – Ele riu de leve.
- Bobo. Isso não tem importância agora, o que importa é que eu tenho o moreno mais importante da minha vida em meus braços, e desde que eu te beijei, nunca mais senti dor. – Abracei a ele também. – Te amo Yuu. – Ele beijou meu pescoço.
- Eu também te amo Kou. – Respondi, me ajeitando melhor ali, para enfim poder descansar, e eu sabia que ali era o lugar ideal para eu fazer aquilo, pois ali era o meu lugar, ao lado dele.
*~ Fim ~*
Notas finais
Espero que tenha gostado... Sei que você merece algo bem melhor que isso, e muito mais que isso, mas isso é só uma parte bem pequena de todo amor que sinto por você.
Obrigada por sempre me aturar, obrigada por me fazer alguém importante para você, sabe que você é muito importante para mim, eu realmente te amo <3 Ah sim, obrigada por se preocupar comigo, realmente me sinto mal por isso...
Te amo muitão viu? Jamais se esqueça disso.
Notas pra todo mundo XD
Realmente não sei o que falar para vocês...
Ah sim, obrigada por lerem isso =D
Suzuki_Hika Vê se fica boa logo meu anjo.
Ah, mande um review sim? Elas me deixam felizes /fikdik
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