Hatríne, uma terra encantada.

2 Capítulo 2-Perdida em Hatríne.


–Narração – Katherine.

Acordei no meio de uma floresta e percebi que a única coisa diferente das árvores altas de folhas verde escuro e madeira escura, rios cristalinos, grama verde quase fluorescente e os cogumelos vermelhinhos e fofinhos era o portal atrás de mim.Abri a mochila para verificar se estava tudo ali. Por sorte não fui roubada por algum gnomo de jardim( se é que em Hatríne eles existem.).

Peguei o cantil e a garrafa que pus na mochila e corri até o rio para enchê-los.A água era limpa e gelada.Tomei um gole, comi um dos sanduíches de frango que fiz em casa e comecei a andar.De repente, senti como se estivesse sendo seguida.Um vulto passou correndo á minha frente , logo depois vários vultos enormes e fedorentos me cercaram. Só pude ver como eram na luz.Monstros. Mais precisamente, ogros.Como sei?Pele verde ou marrom, cheiro ruim, enormes,narizes grandes, poucos fios de cabelo na cabeça(se é que era cabelo), bocas grandes com dentes pontiagudos, todos pareciam caninos e línguas grandes e afiadas.

Corri até a mochila e peguei o spray de pimenta. Mas se não aparecesse ajuda seria devorada ou sei lá o que, afinal, o spray estava no fim.Resultado:Fiquei apavorada, é lógico, e tinha menos spray do que eu esperava.Mas, graças aos deuses, logo quando iria ser morta, um garoto apareceu.Se é que era um garoto.Cabelos escuros, olhos castanhos, blusa marrom e calça verde escuro, pele clara, arco e flecha, e uma tatuagem estranha ,bem parecida com sua arma.O estranho:asas. Sim,devia ser uma fada.Ou um fado?Ou será fada macho?Não sei. O fado chegou voando e com seu arco e flecha matou os ogros.

–-Oi. Eu sou o Alex, uma fada.

–-Oi. Eu sou a Katherine, uma humana.

–-Serio?Nossa, que legal.Nunca tinha visto um humano de perto. Só os estudei.Mas devo lhe avisar: Se não se disfarçar logo vai ser morta.

–-Morta? Por quem? Você?—Disse me afastando.

–-Não .Eu gosto de humanos.Morta pelos ogros, magos, fadas, elfos, ninfas, sereias...

–-Ok , já entendi. Mas como vou me disfarçar?

–-Assim.

Alex tirou de sua mochila( que por acaso era muito grande) um par de asas.

–-Como vou usar isso?

Alex pegou as asas e as desdobrou com cuidado. Colocou-as perto das costas de Katherine e elas imediatamente, como se tivessem criado vida, deixara de ser negra, ficaram transparentes cheias de desenhos lindos e se fixaram nas costas de Katherine.

–-Nossa. Que legal!

–-Então, já que está disfarçada, quer ir para o meu vilarejo?

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.