Hater

2 Capítulo II - O que você planta, colhe


Notas iniciais
Hi, atualizando fora de data só para descontrair.
Estou me atrasando demais para atualizar minhas coisas, g-zuis e-e
Ando mais inspirada para one-shots :c


Há dez anos atrás...

A maioria das outras crianças haviam ido embora quando Gray finalmente saiu de lá, com um saco de gelo em suas bochechas, seu rosto ainda estava muito inchado.

- Hey, me desculpe... — eu lhe pedi, um pouco acanhada.

- Fiquei sabendo que isso tudo foi armação sua. Sua maldita, aquilo foi um acidente. E você pôs minha vida em risco aqui. Eu também devolverei na mesma moeda.


[...]


# Lucy Heartfillia POV ON #


Aquilo não havia sido nada legal.

Tudo bem, eu só queria brincar, afinal, ele havia chutado meus bloquinhos. Mas eu não sabia que ele era alérgico e que isso tudo poderia acontecer. Então acho que não sou totalmente culpada.

O pior de tudo é ele me ameaçando. E eu não vou mentir, eu me estremeci muito com aquelas palavras. Não sei do que ele pode ser capaz, principalmente após eu ter colocado sua vida em risco.

Agora havia apenas mais sete crianças na creche, que assim como eu, estavam esperando seus pais chegarem. Elas foram apresentadas a mim como Erza — a ruiva assustadora -, Gray — bem, esse vocês já conhecem -, Juvia — uma azulada que vive deprimida -, Lyon — um prateado, suposto primo de Gray -, Ultear — irmã de Gray -, meu irmão mais velho, Laxus e eu, claro.

Não demorou muito para que minha babá, Cana, viesse me buscar e ao meu irmão. Ela era linda, tem cabelos ondulados de tom cacheados e olhos roxeados penetrantes, porém vivia bêbada quando meus pais não estavam à vista. Eu ainda acho que com aquela aparência, deveria estar fazendo outra coisa além de ser babá.

Assim que a vi, acenei de longe sorridente, e voltei para dentro para chamar Laxus e pegar minha mochilinha da Barbie. Provavelmente, Laxus estava na sala de Tevê, porque era o lugar onde estava também os videogames.

Planejei no caminho de até lá, dar um susto nele. Ele vai estar tão concentrado em seus jogos, que com meu susto, fará com que o coração dele saia pela boca. Não que eu queira que isso aconteça literalmente, mas a cena seria bem engraçada.

Fui abrindo a porta vermelha — o lugar era bem colorido, mesmo -, que estava entreaberta, lentamente e com todo o mínimo cuidado do mundo para que nenhum som atrapalhe meus planos.

Eu estava prestes a pular adentrando na sala gritando, quando um balde de repente cai em cima de minha casa, e ele estava cheio de um certo líquido que demorei para reconhecer.

Aparentava ser incolor, mas se olhasse um pouco mais atentamente para o líquido em minha blusa, ele parecia ter um tom meio amarelado. O que diabos era aquilo que havia caído em mim?

Cheiro, o cheiro era horrível. Parecia até que havia sido retirado de um vaso sanitário do banheiro masculino.

Ops.

Aquilo realmente era algo que havia sido retirado de um vaso sanitário de um banheiro masculino.

Comecei a me desesperar, e se não fosse pelo Gray que esteja logo no meio do corredor, observando a cena, eu já havia tirado toda a roupa ali mesmo e me jogado para debaixo do primeiro que aparecer, um chuveiro, uma torneira, uma mangueira, tanto faz! Cara, que nojo que estou de mim.

No fim, acabei que dando um susto em Laxus mesmo, mas não sei exatamente se aquela expressão era de susto ou preocupação, desespero.

- Lucy, o que foi? Que grito foi esse? — ele perguntou vindo em minha direção.

- Não se aproxime, Laxus-Nii-San! Estou toda molhada de xixi! Toda molhada de xixi! repeti, dando pulos desesperados e falando cada mais alto. Ele tentou disfarçar a cara de nojo, e foi atrás de alguma ajuda.

Assim que ele sumiu de visão, Gray, que estava surpreso, adentrou o lugar, mudando sua expressão para mais séria.

- Por que você sempre atrapalha meus planos? — ele disse calmamente, mas fora o suficiente para me assustar e me fazer arrepiar toda.

- O quê? — foi o que eu disse, aquilo havia me pego de surpresa.

- Eu até ia, de certa forma, ajudar seu irmão! Mas não, você tinha que aparecer mesmo? Bem aqui, nesse lugar e hora? — ele cerrou os punhos irritados.

- Eu não sei do que está falando, não seja maluco. — me defendi.

Ele colocou a mão sob o rosto, como se eu estivesse dito obviamente idiota. — Seu irmão, não ameaçou hoje Lyon no intervalo? Então é óbvio que Lyon não aceitaria isso, e viria até aqui para tirar essa história a limpo. Então fiz esta pegadinha, em recompensa do que ele me faz passar como primo dele. — ele disse lentamente, e assim pude entender mais claramente. Embora ele tenha falado lentamente, de sarcasmo.

- Te faz passar... como primo dele?

- Não é da sua conta. Também sou alérgico a falar com gente idiota como você.

- Arrogante.

- Você quem começou querendo sabotar minha comida. Sabe, esse não era o troco que eu gostaria de dar, mas só de ver essa sua situação de agora que me sinto satisfeito.

Cruzei os braços e senti uma irritação invadir meu corpo, me fazendo me revoltar. — Eu também devolvo na mesma moeda quando fazem algo comigo, sabia? Não fico parada assistindo os outros me zuarem. E aquilo foi... um acidente. Apenas estava brava por você ter chutado meus bloquinhos, e quis me vingar. Eu não sabia que você era alérgico, pare de me culpar!

- Acidente foi o meu caso, você teve intenção e eu não! Eu estava distraído! — ele começa a se irritar.

- Meninos, chega de briga. Lucy sua babá está esperando, e você Gray, sua irmã mais velha Ur já chegou para te buscar. — a monitora e professora Mirajane chega, nos interrompendo.

Laxus estava acompanhado da monitora albina, e carregava nossas mochilas em seu braço esquerdo. Eu fui em direção até ele, emburrada e batendo meu ombro no de Gray.

Eu dei uma última olhada por cima de meu ombro para o Fullbuster, e nossos olhares se encontraram, e até parecia que estavam saindo faíscas de nossos olhos.

É, e ali começa uma inimizade. Que ótima receita para começar sua primeira semana em uma creche.

Pude ver que a isolada Juvia também me olhava soltando faísca, eu mal entendia o porquê.

Cana me recebeu de braços abertos, mas os fechou quando viu meu estado. Deu um sorriso desconfortável, pedindo por desculpas e eu aceitei assentindo com a cabeça.

- E então Cana-Chan, como foi seu dia sem minha presença naquela mansão? — perguntei, me esnobando como se soubesse que a resposta era do tipo "chato, preferia passar com você".

Ela deu uma risadinha percebendo minhas intenções e colocou a mão debaixo do queixo e começou a pensar em uma resposta. — Tá, você venceu. É realmente chato sem você lá, Sting e Rogue são muito quietos. Você pode ser bagunceira e inquieta, mas traz animação para aquele lugar. — preferi levar como um elogio.

Cana fora contratada para cuidar e educar nós quatro até os oito anos, depois disso iríamos ser mandados para uma creche para ter-mos aulas educativas, antes de entrarmos em um colégio.

Laxus está nessa rotina à um ano, e ele sempre reclama de sentir falta de passar as tardes com a babá. E agora, eu também estou indo à creche. É super divertido lá, mas eu prefiro mil vezes a minha babá!

Agora sua única companhia naquela mansão é meus irmãos caçulas, Sting e Rogue, que são gêmeos e tem cinco anos. Depois de nos levar de volta para casa, ela nos dá janta e depois vai embora.

Eu fico pensando do que ela fará da vida após Rogue e Sting completarem oito anos e foram para a creche também. Cana ficará meio que inútil e será mandada embora. Mas ainda tenho esperança que terei mais alguma irmã ou irmão, que fará ela permanecer mais tempo aqui conosco.

Quando voltamos, ela colocou os gêmeos para dormirem, deixou Laxus jogando videogame e brincou de casinha comigo. Ela era tão dócil conosco, não me imagino sem ela, de verdade. Ela era o pai e a mãe que não tivemos, por serem tão ausentes e ocupados.

Ela nos deu a janta, e nos colocou na cama para dormirmos. E depois de rolar muito pela cama, adormeci profundamente e dificilmente alguma coisa me faria acordar naquela momento.

Notas finais
Estou morrendo de fofura pro Laxus dessa fic *-*
Então, é isso... até a próxima c: o/