Hate The Way I Love You
4 4 - O Que diabos aconteceu?
Eram quase meio dia quando acordei. Minha cabeça estava doendo e aparentemente tinha dormido mal. Olhei para os lados procurando alguém mas todos já tinham descido. Peguei minha mochila, achei a escova de dente e fui me higienizar no banheiro. Ao entrar, me veio a lembrança da madrugada. Marcus vomitou no banheiro, será que alguém tinha percebido? Dei de ombros e cuspi o creme dental.
Quando desci, vi a carinha de todos na piscina tomando um belo banho de sol. Me aproximei, ainda de pijama.– Bom dia, pessoal – eu disse entre um bocejo.– Bom dia, Sam – Nicolas respondeu. — Dormiu bem?– Ah, sim – cocei a cabeça, mentindo. — Mas minha cabeça parece que vai explodir.– A minha também está assim, — ele diz. — Ei, vai ter uma festa da faculdade do Marcus hoje e festas universitárias são demais. A gente deveria ir – ele disse, olhando para todos.– Seria muito bom, pelo menos eu poderia rebolar – Lucas faz um bico.– Vocês não cansam? — eu disse sorrindo.– Não, sempre queremos mais – Iza aparece do chuveiro, toda molhada. — Estava fazendo xixi – e da uma risada.– Bom, eu vou colocar o meu biquini – eu disse.– E passar um protetor, sua cara está muito vermelha de ontem.– Isso é uma ótima ideia.Então, quando passei pela cozinha, avistei Marcus vindo na minha direção. Ele parecia bem, mas os olhos indicavam que ele estava cansado.– Bom dia, Marcus – eu disse, dando um sorriso gentil. Bom, depois de ontem, acabei sentindo uma certa proximidade entre nós dois.– Bom dia. — Foi só o que ele disse.– Você está, hã, melhor?– Por que eu não estaria? — Sua voz tinha recuperado aquele tom ácido de arrogância. Enquanto pegava alguma coisa na geladeira, ele não olhava para mim.– Não sei, você… — e ele simplesmente fechou a porta da geladeira e foi subindo as escadas, me dando as costas – ei! — O que? Aquele filho da mãe era louco ou o que? Ele ia mesmo me ignorar? — Marcus! — E eu subi atrás dele.Ele não parou nem por um segundo e então, entrou no seu quarto, trancando a porta. Bufei de ódio. Babaca! Me virei e entrei no quarto para pegar as minhas coisas, ainda espumado de raiva. O que eu tinha feito? Ele era um mal educado e sem noção! Tirei minha roupa e coloquei meu biquíni. Olhei o pós sol que Marcus tinha me emprestado e passei pelo meu corpo. Bom, então eu teria que devolver para ele, e isso me daria uma boa oportunidade para socá-lo.Fui em direção ao seu quarto, batendo o pé. Bati em sua porta e nada. Bati de novo e dessa vez ele a abriu, o rosto pálido.– Olha, só vim devolver a droga do seu pós sol – eu disse, enfiando o spray em seu peito para que ele pegasse. — Eu não sei qual é a droga do seu problema. Se está com medo, eu não contei para ninguém!– Você está gritando comigo na minha própria casa? — Ele levantou uma sobrancelha.– Cínico! Eu nem sei porque eu te ajudei. Nossa, eu deveria ter te deixado lá, deitado no seu próprio vômito!– Fala baixo – ele rangeu os dentes. — Não quero que ninguém saiba!– Ah, você não quer que ninguém saiba? E se eu for lá em baixo e gritar pra todo mundo que você se vomitou inteiro? Han? — e então me virei, ameaçando fazer o que eu realmente disse, mas ele me segurou e me prendeu na parede. Sua respiração estava forte e a minha também.– Cala. A. Droga. Da. Sua. Boca.– Ah, então agora é para eu calar a boca. Por que você age dessa forma?Eu só tentei ser legal!– Eu disse pra você calar a boca!– Então vem calar – e sustentei seu olhar. — Vai fazer o que? Me prender no seu quarto? Vai dar um sho… — e então, ele me beijou. SÉRIO. ELE ME BEIJOU. Não vou ficar de nhenhenhe e dizer que não gostei, porque meu deus, era óbvio que eu sentia atração por ele (quem não sentiria, aliás), mas o empurrei porque eu deveria me fazer de difícil. — Marcus!– Me desculpa, era a única maneira que eu encontrei de você ficar quieta sem que eu tivesse que te desmaiar.Fechei a cara.– E não faça essa cara – ele disse. — Me faz ter vontade de…– De o que?E ele me beijou de novo. Dessa vez eu retribui. Mesmo que na ponta do pé, fiz o maior esforço para conseguir beijá-lo direito – meu deus, ele era alto. — Mas por um momento esqueci de tudo. Coloquei minha mão em seu peito nu e fui descendo pelo seu abdômen. Marcus segurou meus cabelos de forma sutil, mas indicando que ele queria mais. Nossas línguas dançavam em perfeita sincronia e a cada segundo ali, meu corpo ficava quente. Quando ele colocou suas mãos em minha cintura e puxou mais para si, eu me toquei de que estávamos no corredor, qualquer um poderia nos ver.– Marcus…– É…E então ficamos em silêncio. MEU DEUS, O QUE TINHA ACONTECIDO ALI.– Era isso o que você queria? — Ele perguntou.– O que?– Era óbvio que você queria que eu te beijasse.– Você só pode estar maluco – realmente, não tinha me passado na cabeça que algum dia isso fosse acontecer. — Só queria que você fosse mais educado. Quer dizer, você me tratou como um nada e ontem foi tão diferente.
– Ontem eu estava bêbado – ele pontuou.Suspirei.– Você parecia legal, ontem.– Milagres – e então ele se distanciou de mim, mas senti seus olhos percorrerem meu corpo. — Agora, vou para o quarto – e dito isso, fechou a porta, me deixando ali, sem saber o que fazer.
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