Hate That I Love You
2 Você me notou?
Notas iniciais
Passaram-se duas semanas desde o inicio das aulas e já começaram as festas de boas vidas aos calouros (essa é a melhor parte do ensino médio), como sou veterana sou chamada para todas as festas e então tinha essa que muito me interessava. Conhecer gente nova e bonita, por que não Bruna? Alias, o Cristian vai. Só me resta superar mais um dia nessa sala com o Logan sentando SEMPRE atrás de mim e sem minha melhor amiga nela. Como todos os dias que se passaram eu continuo ignorando totalmente o Logan, apenas estudo e isso é bom já que pretendo passar em uma boa faculdade. Mas essa festa, ela não posso perder. No intervalo do dia Cris passa na minha sala, arrancando suspiros das vadias (ou as garotas da minha sala, sinta-se a vontade de chamar com preferir ), acho muito engraçado quando todas se arrumam e ele passa por elas em direção a mim, esse é o meu Cris, hahahaha.
—Oi pequena.
Falou me abraçando e me tirando do chão.
—Você nunca cansa de esfregar na cara minha altura né?
Falei fingido que tava brava mas aproveitando aquele abraço.
—Claro que não, nunca vou me cansar de nada que vem na minha pequena.
Tenho certeza que fiquei vermelha, então enterrei meu rosto entre seu pescoço e ombro, logo soltando quando o Logan começa e tossir atrás de mim.
—Ah, você ainda está ai Logan?
Falei sem dar muita importância indo para o lado de Cristian.
—Como todos os dias princesa.
Ele falou dando um daqueles abraços de “macho” em Cris.
—Diga ai meu irmão!
—Fala Logan, vai pra festa hoje a noite?
—Claro que sim, quero ver as colouras cara, só vi as do primeiro ano da manhã, preciso do resto hahahaha.
—Então estamos juntos, por que vamos pelo o mesmos motivo.
Enquanto acontecia essa conversa cheia de testosterona eu tentava ignorar os detalhes.
—Então Bruna, vai pra festa?
Cristian falou.
—Ah? Claro que vou!
—Pela as calouras também Bruna?
Logan continuou com um sorriso na cara.
—Não, pela a bebiba mesmo.
—Ow, já vi que hoje tu dorme na minha casa.
Cris comentou.
—Aceito o convite.
Falei dando uma risadinha. Mesmo que nunca tenha acontecido nada entre nos dois, me sinto melhor quando exagero na bebiba e vou dormir no Cris, sempre tem aquela chance de acontecer algo e eu colocar a culpa na bebida caso tudo der errado.
—Eita, então a noite vai ser quente, hein?
Logan disse fazendo uma cara de malicia enquanto cruzava os braços e se apoiava na minha mesa.
—Para com isso Logan!
Cris falou pra Logan meio bravo.
—Não tá mais aqui quem falou.
—Pois é, para que nunca se sabe se eu não posso arrumar outra casa pra dormir.
Falei esperando alguma reação do Cris.
—Como é Bruna, você tá saindo com alguém?
Será ciumes? Ai Cris, não me der esperanças.
—Não, mas tem os calouros e os veteranos. O cardápio tá variado.
—Só se lembra de me apresentar, tenho que aprovar o namorado da minha irmãzinha
Ai que saco desse assunto de irmãzinha, cara.
—Tá, caí fora que vai tocar.
Falei empurrando ele da sala.
—Ainda falta 10 min, Bruna.
—Tá, fica aí então que vou procurar a Kaya.
Fui saindo e escutei o Cris perguntando ao Logan: O que eu fiz? E o Logan respondeu: Nada cara, relaxe aí.
Realmente Cris, tu nunca faz nada.
A ultima aula acabou e o Logan parou na minha frente antes de sair.
—Quer alguma coisa?
Falei meio seca.
—Olha, não fica puta com o Cristian por sua falta de coragem.
—O que você está falando?
—To falando que toda vez que tu fica bravinha por ele te chamar de irmã ou tá com outra mina você desconta isso nele, ele vai acabar se cansando das suas frescurinhas.
—Saí daqui garoto.
Fui saindo e ele segurou meu braço.
—Me solta!
—Olha, eu sei que tu não gosta de mim e tem essa queda pelo Cris. O Cris é meu melhor amigo e eu sei o quanto ele gosta de tu, então não vou te machucar mas pare de correr e me escuta. Nem se ele não gostasse de tu eu ia te machucar maluca.
—Fala.
Falei um pouco mais calma depois que ele me soltou.
Ele em olhou com aqueles olhos verdes e pude ver o quão bonito ele é.
—O Cris te ver como uma menina, sempre que você faz isso, essa sua birra. Comece a agir como mulher e talvez ele te enxergue.
—Como assim?
—Você é encantadora, Bruna. Você é linda. Mas veste essa carapuça de muleca. Cresça e ele vai te notar.
—Você me notou?
Então ele olhou pro chão meio confuso e foi saindo da sala, parou na porta e disse.
—Claro que não, sempre vou te achar birrenta, princesa.
Como eu odeio esse garoto.
Mas talvez ele esteja certo, preciso ser mais “mulher”.
Então vamos pra casa, hoje a festa promete.
Fui pra casa sozinha mesmo, não procurei o Cris e nem vi a Kaya hoje, passei na sala correndo (como sempre) só a tempo de ouvir meu pai falar: O almoço tá pronto!
Eu e meu pai moramos sozinhos depois que meus pais se separaram, minha mãe casou novamente e preferi não deixar meu pai sozinho, desde então somos só eu e ele.
Cheguei no meu quarto e ia ligar pra Kaya quando vi um camisa vermelha do Cristian na janela dele. O que será que houve?
Então mais uma vez desci e passei correndo pela sala e gritei antes do meu pai perguntar: —Vou no Cris, já volto!
Cheguei na casa dele e apertei a campainha.
—Bom dia Bruna!
Falou a mãe do Cris.
—Bom dia dona Moira, posso subir? Preciso fala com o Cris.
—Claro, você nem precisa pedir anjo.
—Obrigada.
Subi as escadas e fui bater na porta do quarto dele mas estava aberta, ele não estava no quarto e o som do chuveiro surgiu, sentei na cama e esperei ele sair do banho. Então eu vejo uma visão dos céus. Cris saindo do banho apenas com uma toalha branca na cintura e jogando os cabelos para secar.
—Pera, Bruna?
—Opa…
—O que você tá fazendo aqui?
—Hm, você deixou a camisa, na janela. Vermelha, lembra?
—Aah, sim. Eu queria mesmo falar com você.
—Pode falar.
—Tarada, pode parar de olhar como se fosse me comer?
Então ele riu e eu fiquei vermelha.
—Deixe de se achar, tu nem é tão bonito.
—Não?
Então ele foi se aproximando de mim, lentamente e foi deitando por cima de mim e eu caindo na cama dele. Quando ele chegou bem perto do meu rosto quase deitado por cima de mim ele perguntou.
—Não?
E eu tive vontade de beija-lo, era minha chance. Mas ele se levantou e riu. Pegou uma roupa e voltou para o banheiro.
E eu queria pular daquela maldita janela.
—Então, por que não me esperou na escola?
Ele falou saindo do banheiro vestido.
—Esqueci, to entusiasmada com a festa.
—Ah sim, então tá bom.
—Tu vai, né?
—Sim, vou com a Carol. Quer que eu passe na sua casa? Ai vamos todos juntos.
—Carol? A ruiva do segundo ano?
—Essa mesmo, linda né?
Ele falou com um sorriso bobo no rosto. Oh, não. Ele não pode se apaixonar por essa garota, eu nunca teria chances.
—Então, por que queria falar comigo?
—Ah, queria que tu me ajudasse em uma coisa.
—Fala.
Ele me mostrou duas pulseiras e perguntou:
—Qual eu dou pra ela?
—Quem?
—Carol, Bruna me escuta pequena!
—Ta tá tá, a da mão esquerda.
Era linda e delicada, ficaria perfeita e mim.
—Obrigado.
Ele falou e me deu um beijo na bochecha.
—Vou indo.
—Espera, vai com a gente?
—Não, vou com a Kaya.
Forcei um sorriso falso no rosto, eu não ia com a Kaya, mas não ia com certeza com os pombinhos.
Falei me levantando sem dar espaço pra ele falar mais nada e fui pra casa.
Merda, merda e merda.
Liguei pra Kaya.
—Diz piranhaaaa.
—Se fode Kaya!
—Ui, estressadinha.
—Ele vai com a Carol.
—Carol? Quem vai com ela? Não em diga que você viu o Josh me traindo Bruna?!
—Anh? Não, não! O Cris vai com a Carol pra festa hoje a noite.
—Nossa Bruna, a Carol é linda.
—Eu sei.
—Mas você é mais! Olha, usa aquele vestido que tua mãe te deu, com um sapato bafão e faz aquela maquiagem que tu pega o calouro mais lindo de lá.
—Vou tentar, tu vai né?
—Desculpa amiga, vou sair com o Josh.
—Poxa Kaya!
—Amiga, eu sinto que ele vai me pedir em namoro!
—Tinha que ser hoje?
—EU ESPERO QUE SIM, NÉ BRUNA!
—Eita, calma. Estou brincando.
Não vou ser egoísta, 3 anos esperando um pedido de namoro, eu realmente espero que seja hoje.
—Sei.
—Preciso ir, beijo.
Na verdade eu estava considerando em nem ir mais pra festa, mas sabe de uma coisa? Não vou me fazer de vítima, eu vou sim e vou curtir. Que se foda o Cris. Ou que ele foda comigo.
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