Notas iniciais
Heeey... Resolvi escrever esta fic ontem de madrugada... E aqui estou eu postando o prólogo... ~pisca~...Acho que não tenho nada de importante para dizer no momento...Nos vemos lá embaixo...Boa leitura...

Alex estava inutilmente tentando fugir da despedida, pois nunca foi fã. Principalmente quando isso envolvia sua família. Para sua mãe parecia que o mundo havia acabado e ruído sob seus pés, para seu pai não era nada além de uma viagem, e para seu irmão, bem, isso significa que o quarto ao lado estava livre.

Depois de lágrimas e abraços, Alex finalmente conseguiu embarcar em paz, o intercambio seria a oportunidade perfeita para focar melhor na escola, já que em casa não tinha sossego. Seus pais brigavam até não poderem mais, e seu irmão fazia o que irmãos mais novos fazem, e quando ela finalmente conseguiu essa oportunidade, tudo em casa se resolveu. Sua teoria é que por onde ela passa, ela causa problemas, e mantendo esse pensamento levemente perturbado, adormeceu.

Algumas horas se passaram, e ela finalmente acordou. Estava de noite e estava sem sono, pois tinha dormido o dia inteiro, sentou-se direito e tentou se lembrar do que sonhara.

Flashback ON:

Alex tinha ido viajar com sua família para Espanha, e seus pais resolveram fazer um tour pela cidade através dos ônibus de turismo de dois andares. Seu irmão mais novo, Jeremy, estava louco para ir para o andar de cima, já Alex queria ficar no andar debaixo onde havia ar condicionado.E então Caroline decidiu que se houvessem assentos vazios no andar superior, eles iriam subir. Mas claro, como sorte não é uma palavra conhecida por Alex haviam três assentos vagos.

–Mãe, pode subir com o Jeremy e com meu pai, eu realmente não me importo de ficar aqui.

– Eu também não me importo- disse Willian- vá filha, eu não quero derreter.

–Mas pai...

–Alex, já chega- disse Caroline- essa é uma viagem única, você deveria estar aproveitando.

–Tudo bem mãe- disse Alex- mas se eu derreter, você vai ter que colocar ar condicionado no meu velório.

–Pare de drama Alex e suba com sua mãe logo.

–Claro, papai- disse ela irônica.

Quando os três subiram, os assentos livres encontravam-se seprados. Havia um mais para o fundo e parcialmente coberto, e haviam dois na frente embaixo do Sol.

–Eu fico lá no fundo, vocês podem ficar aqui na frente.

–Cuidado filha.

–É, cuidado Alex, aquele menino vai te matar com o fone de ouvido.

–Jeremy! Deixe sua irmã em paz e sente-se disse Caroline- cuidado Alex.

–Tá, mãe- disse ela revirando os olhos.

Alex foi até seu assento e sentou-se, e logo em seguida colocou 'Inglês' como língua no audioguia e ficou ouvindo o que a guia dizia a respeito de Madrid. Alguns fatos depois, ela sentiu um leve toque em seu braço, e ela se virou em direção de quem a cutucava, assim se deparando com um garoto com os cabelos bem ruivos e olhos de cor mel, e a pele se encontrava levemente corada.

–Hey.

–Hey cara- ela disse sorrindo.

–Ah ótimo, você fala minha língua.

–Eu falo sim, por quê?

–A última pessoa que sentou aqui era do Japão e estava completamente estérica por causa do clima.

Ambos riram.

–Qual seu nome?

–Alex, e o seu?

–Jake.

–E você é de onde?

–Londres, Inglaterra.

–Ah, jura? Não fazia ideia de onde era.

–Sério?- perguntou ele rindo.

–Idiota.

Ambos riram novamente.

–E você? Pelo visto não é de Londres, já que bem sabia onde fica.

Alex riu.

–Santa Bárbara, Califórnia.

–Cidade legal.

–Já foi?

–Nunca.

Riram.

–Quantos anos você tem?- perguntou Jake.

–12.

–Sério?

–Não, eu tenho 500 anos- disse Alex.

–Oh meu Deus, você conhece Dumbledore?

–Claro, ele é o diretor da minha escola.

–Você estuda em Hogwarts?

–Uhum, você também estuda lá?

–Claro, de onde você acha que eu conheço Dumbledore? – falou revirando os olhos- Eu tenho só 12, você que tem 500.

–Shh... Isso é um segredo, eu aparento ser mais nova como um disfarce.

–Ah, desculpa. Qual sua casa?

–Corvinal.

–Oh yeah, temos uma corvina aqui.

–E também temos um grifinório.

–Como sabe?

–Seu cabelo, deduzi que fosse um Weasley, mas digamos que a sua camiseta ajudou um pouquinho.

–E como você está certa.

–Corvinal, hell yeah.

Riram novamente.

–Com licença querida, Jake, quem é sua amiga?- perguntou uma mulher que deve ter a idade da minha mãe.

–Mãe, ela é a Alex, Alex esses são meus pais- ele disse apontando para um casal que estava no banco atrás de ambos.

–É um prazer conhecer a senhora.

–Então Alex, de onde você é?- perguntou o homem.

–Santa Bárbara.

–Ótima cidade, morei lá antes de voltar para Londres.

–Caraca, que demais.

–Sim e...

–Vamos deixá-los conversando querido.

–Claro claro.

Alex e Jake continuaram conversando por um bom tempo, até que os fones que Alex se encontrava usando acabaram estragando.

–Ah droga, sorte pra quê?

–O que foi?

–Nada, só o fone que parou de funcionar.

– Aqui- disse ele estendendo um lado do próprio para Alex.

–Ah, obrigada.

E assim passou o tempo. Ambos conversaram e riram bastante, entretanto Jake e sua família iriam descer na próxima parada.

–Daqui a pouco eu vou ter que descer, você poderia levantar rapidinho depois?

–Claro claro.

–Em que hotel você está hospedada querida?

–Sabe aquele... perto da Plaza Mayor?- Alex disse.

–Claro que sei, nós estamos hospedados lá também.

–Nossa que coincidência.

–Incrível.

–Deixe eles conversarem querida.

–Claro, desculpe.

–Imagine- disse Alex.

–Então parece que nós ainda nos veremos.

–Parece que sim.

–Alex, eu tenho que ir, foi um prazer te conhecer- disse ele dando um beijo na bochecha dela.

–O prazer foi todo meu- disse Alex se levantando.

–Ah, pode ficar com o meu fone, não vou precisar dele agora.

–Obrigada. Até mais.

– Tchau querida- disseram ambos em uníssono.

–Tchau Alex.

–Até Jake.

Flashback OFF.

Alex balançou a cabeça. Fazia tanto tempo que aquilo tinha acontecido, pouco mais de cinco anos, e ela mal conseguia lembrar o nome do pobre menino ruivo, que provavelmente também não lembrava o nome da morena dos olhos tempestuosos. Aquela viagem mais tinha parecido um conto de fadas que algo de fato real, mas mesmo tendo uma memória muito boa, algumas partes deste passado tinham sumido de suas lembranças.

Quando finalmente chegou em Londres, as portas abriram e os passageiros desceram. Alex pegou a suas malas e seguiu para o saguão do aeroporto, que por sinal encontrava-se lotado, passou em torno de dez minutos procurando por alguém que estivesse segurando algo relacionado a ela, então finalmente localizou um homem de uns 43 anos com uma placa escrito 'Salvatore' com letras redondas e caprichadas.

–Senhorita Salvatore?

–Sim?

–Charlie Pierce.É um prazer conhecê-la.

–O prazer é todo meu Senhor.

–Por favor,me chame apenas de Charlie, senhor faz com que eu me sinta velho.

Alex riu.

–Então, vamos?- chamou o homem.

–Claro.

Alex o seguiu até o estacionamento e lá eles depositaram sua mala no porta-malas de um carro preto muito bonito. No começo, ela teve uma sensação estranha de estar sentada no banco do lado esquerdo, mas depois de alguns minutos ela se acostumou, então seguiram em silêncio até um bairro afastado da cidade. E lá estava, a mansão Pierce. Alex desceu do carro a tempo de ver um dos empregados tirando sua mala do carro. Talvez para isso ela demoraria um pouco mais de tempo para se acostumar.

–Por aqui querida.

Alex seguiu Charlie até a entrada principal. A porta dava para uma sala de visitas enorme, com lareira e um conjunto de sofás vermelho queimado, um tapete persa branco estava estendido no centro da sala, e no console da lareira haviam vários porta retratos. A parede do fundo era inteira de vidro com enormes cortinas brancas, e havia uma porta centralizada que levava a um enorme fundo e piscina.

Ela foi guiada até o segundo andar pois era onde se encontrava seu novo quarto, a última porta do corredor. O ambiente por dentro era amplo, havia uma cama de casal clara centralizada na parede do fundo do quarto com dois criados mudos nas laterais e um baú de couro na frente, havia também uma penteadeira de madeira clara e várias estantes de livros vazias, e um canto de estudos com escrivaninha e um armário de duas portas. E em uma das paredes haviam duas portas.

A primeira dava para um closet não muito grande, mas revestido por armários e gavetas. E a segunda era a porta de um banheiro que possuía piso de pedra e paredes claras, os móveis e lustres do banheiro era de um tom puxado para o dourado, e em uma das paredes havia um lindo espelho emoldurado de algum metal dourado também.

Alex ouviu uma leve batida na porta de seu quarto e abriu-a. Do lado de fora encontrava-se uma mulher de uns 40 anos, altura média e magra, com cabelos louros ondulados e olhos verdes quase translúcidos.

–Alex? Alex Salvatore?

–Sim, Sra. Pierce?

–Exatamente querida, pedi para servirem um lanche na cozinha para você, deve estar com fome.

– Um pouco- admitiu sorrindo.

–Então, venha comigo- disse ela abrindo um sorriso deslumbrante- e por favor, me chame de Katherine.

Alex e Katherine desceram a escadaria e seguiram para cozinha. Na mesa central haviam vários tipos de salgados e chá, e sentado na mesa encontrava-se um menino de aproximadamente mesma idade, possuía cabelos loiro arruivados e olhos verdes penetrantes, e a pele extremamente clara.

–Ah, olá filho.

–Mãe- quando ele falou, Alex observou que ele tinha um dente lascado, bem na pontinha, quase imperceptível.

–Esta é a Alex, nossa hóspede.

–Oi- disse Alex.

–Quanto tempo ela vai ficar aqui?

–Jake!- disse a mãe ríspida- não seja indelicado!

–Tanto faz- ele disse se levantando e passando pela porta.

–Ignore ele, ele consegue ser extremamente inconveniente.

–Não se preocuope, Sra... Katherine- disse Alex sorrindo- eu não me incomodo com isso, sei lidar com esse tipo de pessoa.

Notas finais
Eaí? Mereço comentários? Espero que sim...Bjks,L.M.B