Hate Me
4 Capítulo 4 - Um dia conturbado (parte 1)
Notas iniciais
Certo, chega de explicação, boa leitura!
Sou acordada pelo barulho do despertador, tocando loucamente. O que é estranho, porque eu não possuo um despertador. Abro os olhos, surpresa ao perceber que não estava na minha cama, muito menos no meu quarto.
Além disso, braços rondavam e apertavam minha cintura, junto a uma respiração quente e tranquila em minha nuca.
Devo ter esquecido de como se respira, e a parada do meu coração sendo seguida por batimentos fortes e descontrolados não ajudaram em nada. Primeiro tento sair, sendo apertada com mais força. O alarme para, e ergo a cabeça, apenas para encontrar o rosto de Natsu dormindo.
Oh god, mais um pouco e meu rosto será derretido.
O alarme começa a soar novamente, e o xingo em voz alta. Merda. O rosado se meche, e por instinto aperto os olhos, fingindo estar dormindo. Sinto algo em minha cabeça, e percebo que era sua boca. Ele acabou de beijar minha cabeça? Me encolho, e minha reação é seguida por risos. Dele, claro.
- Queria ver até quando continuaria fingindo. — diz entre risadas. — É assim tão bom dormir comigo? — sussurra em meu ouvido, numa voz rouca e sexy.
Faço o que qualquer outra mulher faria. Dou-lhe uma bela cotovelada na barriga, e o derrubo da cama. Deveria chuta-lo também?
Em vez disso, começo a rir de sua expressão surpresa, e revoltada. Porém sou puxada para o chão, junto a ele, e sou ataca por mãos experientes em fazes cócegas. Somos interrompidos por uma "tosse".
- Deculpe interrompe-los, mas vão se atrasar para a escola. — ergo a cabeça, ainda arfando, e encontro Igneel sorrindo. — Vocês cresceram tanto, e não mudaram nada. Querem que eu prepare o banho dos dois? — pergunta sarcástico, e noto um pingo de malicia.
- Por mim. — responde Natsu, porém com muita malicia. Dou um jeito de não corar, e ignorar seu olhar sobre mim. Qual é, como ele pode perguntar isso com o pai aqui?
- Fica para outra vez. — pisco para Igneel, que apenas ri, indo embora.
- Deve ter alguma roupa sua no armário. — Natsu diz, se levantando. — Pode tomar banho aqui, eu tomo la em baixo.
- A minha casa é ali do lado. — respondo rindo. Eu precisava apenas pular para a outra sacada, não preciso tomar banho aqui. Porém, não digo isso.
- Faça o que quiser. — responde dando de ombros, saindo. Bufo, olhando para a sacada e suspirando. Porque de algum modo sempre faço o que ele quer?
Por incrível que possa ser, seu quarto era organizado. Mas seu segredo de "organização" é descoberto assim que o armário é aberto, e sou quase soterrada. Reviro os olhos, tentando encontrar algo um dia esquecido.
E o que encontro é uma revista nada agradável.
- Não fará falta. — murmuro a jogando no triturador de papéis, ao lado de sua impressora. Faço isso com as três seguintes. Sorte a dele que essas foram as única (encontradas pelo menos), pois estava prestes a sair gritando e o esganando.
Se ele sabia sobre elas, porque falou tão despreocupadamente "olhe no meu armário". Bufo irritada, voltando a minha procura. E encontro uma antiga bola de futebol.
A encaro surpresa. Primeiro, por ter encontrado algo tão sujo no meio de roupas limpas. Pelo menos era o que achava antes de encontrar isso. Depois, percebo que era a bola que Natsu havia usado para destruir meu castelo de areia, assim que nos conhecemos. Também fora o dia de sua mudança.
Lembro que meu pai estava recebendo visitas importantes em casa, então me pediu para ir brincar fora e não atrapalhar. Haviam se passado somente dois meses depois da morte de minha mãe, e nunca havia o visto tão empenhado no trabalho.
Então fui para o parque da frente, e fiquei apenas empilhando areia. Muitos tempo deve ter se passado, porque os grãos haviam formado uma grande montanha desestruturada e torta. Ainda sim, era uma grande montanha.
Até perder metade dela, e jogar a outra metade no meu rosto.
Fico encarando-a surpresa, pensando no que diabos havia acontecido. Quando um estranho garoto de cabelo cor de rosa, aparece praticamente chorando e gritando desculpas. Percebo que sua bola também havia sido arruinada, e pensei que o motivo dele chorar era por causa dela.
- Ah, desculpe também. — digo encarando a bola na lama.
- Não! — exclama, me assustando. — A culpa é minha, e somente minha! Pode me bater! Desculpa, desculpa, desculpa! — O que aconteceu, realmente me surpreende até hoje. Porque nada nem ninguém havia conseguido me fazer rir, em quanto ele aparece e não faço outra coisa além de começar a ter um ataque de risos. — Você fica linda quando sorri! — exclama, me deixando corada. — Vou te fazer sorrir sempre! Então vai me desculpar de verdade!
O achei incrivelmente estranho. Chegando do nada, destruindo minha montanha, pedindo desculpas verdadeiras e ainda dizendo que faria uma desconhecida sorrir. E foi o que ele fez, e isso continuou durante todo esse tempo. Sorrio com isso.
No mesmo dia, conheci sua irmã mais velha, Erza. Agora ela está no segundo ano de direito na faculdade, e também não mudou nada. Por sua culpa, fui obrigada a dormir em sua casa. Ela disse que seria legal tem mais uma menina na casa, e Igneel e Natsu concordaram sorrindo.
Natsu reclamou que me conheceu primeiro, então Erza não iria dormir comigo. Os dois começaram uma grande discussão, até Igneel declarar que todos dormíamos juntos. Afastamos as caixas, e colocamos dois colchões no chão. Dormirmos todos abraçados, com Igneel abraçando os três.
Quando Igneel e meu pai se conheceram, foram logo um com a cara do outro. Hoje são parceiros nos negócios, amigos para qualquer hora e principalmente, companheiros para bebidas.
Erza ia todas as tardes na minha casa, e juntas fazíamos um lanche no estilo Inglês. Com direito a bolos variados, principalmente de morango. Como Natsu insistia em reclamar que estava sendo excluído, e sendo deixado de lado, fomos obrigadas a concordar dele se juntar a nós.
Por culpa dele também nunca brincamos de boneca. Eram sempre jogos mistos, como pega-pega e esconde-esconde. Eles me obrigaram a entrar no clube de futebol, e eu obriguei os dois a entrar na escola de balé. Sim, o Natsu fez balé.
Começo a rir, mudando minha busca para algo que provasse isso para o mundo. Porém não encontrei nada. Ele deve ter apagado todas as provas. Suspiro. O que tinha que fazer mesmo?
- Encontrou? — tenho que me conter para não soltar um grito de surpresa. Me viro, encontrando um Natsu de cabelos molhados, e sua camisa grudando no corpo devido a umidade. Me concentro na gravata, que estava com um nó estranho.
- Não. — vou até ele, franzindo a testa ao reparar que a gravata estava bem pior que o imaginado. Desato o nó mal feito, transformando-o num nó perfeito. Natsu solta uma breve risada.
- Não encontrou, ou nem procurou? — mordo o lábio, virando o rosto. Ouço novamente uma risada. — Achei o antigo uniforme da Erza, deve caber em você. — diz me entregando-o. — Vá rápido, estamos atrasados.
Corro para o banheiro, agarrando uma toalha qualquer. Me dispo rapidamente, e quando ligo o chuveiro a água sai verde.
Isso mesmo. A água, saiu verde.
Tento fechar a torneira, porém escorrego no sabonete soltando um grito de dor e surpresa. Escuto risadas histéricas. Faço uma careta, conseguindo finalmente parar a água.
Então quando me olho no espelho, dou um berro. Me enrolo na toalha, e saio dando passos firmes e fortes.
- Natsu! — grito. — Você me pintou de verde?!
- Foi mal, o rosa tinha acabado. — responde arfando, de tantas risadas. — Você fez o cosplay da Fiona mais sexy que já vi. — pisca, voltando a rir.
Notas finais
Eu sei que foi uma merd*, mas eu iria ficar mais de quatro dias sem postar aqui então deu isso D:
Alguém tem ideia de como isso acaba? Tipo uma frase final: E é assim que meu primeiro amor começa, e outro se inicia. < ando lendo muito mangá shoujo.
Beijos
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