Has Light in the Darkness
1 Prólogo
Notas iniciais
Enjoy it!
Não sabia onde estava, era um lugar escuro e mal conseguia enxergar. Ouvi alguns passos se aproximando, apenas um vulto. O barulho do sapato no assoalho de madeira me parecia pertencer a uma bota. O vulto parou a alguns metros na minha frente e disse:
- Que bom que chegou, prefeita. – Ouvi uma voz conhecida. – Temi que não viesse... – Sussurrou em meu ouvido assim que se aproximou.
Pude sentir seu doce perfume e seu hálito de canela, imediatamente senti meus pelos dos braços se eriçarem. Toda vez que ela estava perto era o mesmo sentimento, algo que me corria por dentro e por fora me fazia ficar arrepiada e nervosa.
- O que você quer, Swan? – Perguntei tentando parecer tranquila.
- Tem certeza que você não tem ideia do que quer? – Ela “respondeu”, chegando mais perto que pude sentir sua respiração em meu pescoço.
- Por que me chamou aqui? – Ela apenas deu risada. –Sheriff Swan, você sabe que não gosto de joguinhos!
- Mas que mentira descarada! – Falou Swan rindo. – Você é uma das pessoas que mais gosta de jogar com os outros... Apenas provando do seu próprio veneno.
- Swan, vou repetir a pergunta: o que quer? – Falei firmemente. – Fale logo ou juro que vou embora.
- Não vai conseguir, eu tranquei as portas. – Respondeu rindo em tom de deboche.
- Eu pego as chaves! – Retruquei.
- Você não sabe onde estão as chaves! – Retrucou de volta.
- Então eu vou procurar! – Falei esticando os braços e tentando tatear qualquer coisa.
- Opa! Isso ai não é a chave! – Alertou Swan e eu pude notar um tom de divertimento em sua voz.
Senti meu rosto enrubescer, havia tateado a intimidade de Swan.
- De-desculpe... – Falei colando os braços ao meu corpo.
- Não vai mais procurar a chave? – Indagou.
- Onde ela está? – Perguntei.
- No meu decote. – Respondeu Swan com simplicidade.
- O que? – Perguntei, não podia ter entendido direito.
- Você ouviu muito bem. Está no decote da minha blusa. – Respondeu ela.
Senti-a se aproximando a ponto de conseguir sentir sua respiração bem na minha frente. O seu perfume de jasmim muito mais forte devido sua aproximação. Minha respiração ficou ofegante. Era como se Emma me atiçasse, ela me provocava por sua mera existência, e eu precisava daquela existência.
- E ai, não vai pegar a chave? – Desafiou-me.
- Não me desafie, Swan! – Repreendi. – Você sabe que não deixo de cumpri-los...
- É o que você quer, Regina? – Falou colando seu corpo no meu, sussurrando em meu ouvido. – Pegue a chave, Regina...
-- ** ---
Acordei assustada e suando em minha cama. Não sabia explicar aquele sonho e muito menos o porquê havia sonhado com Emma Swan daquela forma.
Passei a mão sobre a testa para limpar o suor e vi que horas eram em meu relógio, havia acordado mais tarde do que o normal. Coloquei meu robe e desci as escadas com pressa para fazer o café de Henry antes que ele se levantasse.
- Mãe? – Ouvi sua voz assim que tinha terminado de fazer algumas panquecas. – Está de camisola ainda? – Perguntou surpreso.
- Eu... Eu acabei acordando um pouco tarde e vim fazer seu café antes de você se levantar... – Respondi lembrando do motivo de ter acordado tarde.
Não conseguia acreditar no sonho em que tivera. Emma havia aparecido de repente em minha vida e foi assim de repente que consegui invadir meus pensamentos. Como eu odiava Emma Swan!
- Isso... Isso é cheiro de panquecas?! – Perguntou e eu pude ver seus olhos brilhando.
- Sim, são panquecas! Aqui está! – Falei entregando-lhe um prato com algumas panquecas e uma caneca com chocolate quente.
Desde que Henry descobriu ser adotado e trouxe a mãe biológica para Storybrooke, Henry havia se afastado de mim. Com o passar do tempo ele voltou a se aproximar, mas não chegara a ser como era antes.
- Termine tudo, vou me vestir para te levar a escola. – Falei.
- Não precisa, Emma disse que vai passar aqui para me levar hoje... – Falou Henry. – Pode ser?
- Em... Swan vai passar aqui? – Perguntei, senti minha respiração falhar por alguns instantes. – Sim, pode sim, querido...
Henry me lançou um sorriso, aquele sorriso que ele me lançava sempre.
- Vou me vestir. – Falei subindo as escadas apressadamente.
Fechei a porta do quarto e comecei a procurar alguma roupa para vestir. Não sabia como encarar Emma depois do sonho, embora ela não soubesse o que eu havia sonhado, eu sabia e isso fazia toda a diferença. Foi quando pensei comigo mesma do por que me incomodar tanto com isso, afinal, foi apenas um sonho, e apenas isso.
- Mãe! Emma chegou! Estou indo! – Ouvi Henry gritar do andar de baixo.
- Espere, já vou! – Falei descendo as escadas apressada. Estava subindo e descendo essas escadas apressadamente muitas vezes hoje.
Assim que cheguei ao andar debaixo encontrei Emma com seu desprezível casaco de couro vermelho, uma calça jeans e bota. Henry ao seu lado já estava com a mochila nas costas, pronto para sair.
- Madam Mayor. – Falou a loira cordialmente.
- Sheriff Swan. – Respondi um pouco mais fria do que pretendia. – Henry, tenha uma boa aula. Disse me aproximando de meu filho e depositando um beijo em sua testa.
- Obrigada mãe. Vamos Emma? – Perguntou ele.
- Vamos garoto. – Disse Swan passando a mão sobre os cabelos de Henry.
Com um aceno de cabeça, Emma Swan saiu de minha casa levando meu filho.
-- ** --
POV MARY MARGARET
- Mary Margaret espera, por favor! – Pedia David desesperadamente.
- David, eu te dei todas as chances de fazer isso! Eu não vou mais esperar! – Falei secando minhas lágrimas com a manga do meu casaco.
Sentia um aperto no peito por cada palavra que havia dito, mas elas eram necessárias.
- Mary, por favor. Me de mais uma chance! – Pediu ele segurando meu braço.
Ele estava chorando e isso me fazia me sentir pior ainda, mas ele tinha que entender que eu não aguentava mais aquela situação. Vê-lo daquele jeito me fazia sentir vontade de abraça-lo forte e dizer que sempre estaria com ele, mas ele precisava me dizer o mesmo, e no momento ele não poderia cumprir.
- Eu te dei diversas chances, David! – Falei. – Eu não posso mais aguentar essa situação, não poder assumir que estamos juntos... Isso machuca. Me deixe ir. – Falei soltando meu braço e indo embora em seguida.
Minha cabeça estava cheia. David ainda estava noivo de Kathryn e embora dizia para mim que iria terminar com ela, ele nunca fazia. Isso durou três meses. Eu o amava, e sabia que ele me amava também.
Estava a caminho de casa quando esbarrei em algo, ou melhor, alguém.
- Ruby, desculpe. – Falei.
- Mary... Tudo bo... Você está chorando? – Perguntou.
- Não, é só um cisco... – Falei limpando o rosto.
- Que desculpa mais clichê! – Falou a moça de cabelos cumpridos. – Você não está legal, não é mesmo? Vem, vamos beber! – Disse pegando minha mão e me arrastando pela rua.
- Não, espere! Aonde vamos?
- The Rabbit Hole!
- Ah, Ruby… não sei se vai ser uma boa idei…
- Vamos Mary Margaret, vai ser divertido! – Falou me puxando. – Não aceito não como resposta.
Acabei aceitando o convite de Ruby, precisava mesmo esquecer os problemas com David. Confirmei com um aceno de cabeça e fomos até o bar. Assim que entramos Ruby pediu duas bebidas e pegamos uma das mesas.
Bebemos até tarde, perdendo o sentido de o que poderíamos ou não falar. Quando já passava das três horas resolvemos voltar pra casa. Ruby me acompanhou até o meu apartamento e eu a convidei parar entrar e beber mais um pouco.
Estávamos rindo de alguma coisa quando Ruby me perguntou:
- Por que estava chorando?
- David Nolan. – Respondi terminando de beber e me servindo em seguida.
- Vocês estavam tendo um tipo de caso, não é mesmo? – Perguntou ela esticando o copo para que eu enchesse o dela também.
- Ele dizia que ia terminar o noivado com Kathryn e assumir nosso namoro, mas isso...
- Não aconteceu. – Falou ela completando.
- Sim, e agora eu decidi terminar com tudo isso.
- Ah.. Mary... Sinto muito. – Disse ela se aproximando.
Devia ser por causa da grande quantidade de álcool que tinha ingerido, mas parecia que Ruby se aproximava cada vez mais, e mais, e mais...
-- ** --
POV EMMA SWAN
Meu turno na delegacia durou até tarde da noite, como estava com fome fui até o Granny’s e pedi um lanche para a viagem.
- Granny, vou querer um hambúrguer pra levar. — Pedi. – Onde está Ruby?
- Pedi para ela levar o dinheiro para Mr. Gold há um bom tempo, mas parece que ela se perdeu no meio do caminho por que não voltou até agora... – Falou Granny, parecia irritada.
Depois que Granny entregou meu lanche, fui para casa. Antes de abrir a porta ouvi alguns gemidos estranhos, saquei a minha arma e entrei.
O barulho da porta sendo aberta não fez com que os gemidos parassem. Entrei e me deparei com certa cena.
Antes de qualquer coisa, entenda: era tarde da noite e já passava das três horas. Você chega a seu apartamento que divide com sua amiga e ouve uns gemidos estranhos. Como é dia de semana e você sabe que sua amiga vai trabalhar de manhã cedo como professora você só pode tirar uma conclusão: assalto.
Pelo jeito eu estava extremamente errada.
- Mary Margaret? – Exclamei surpresa, abaixei a arma.
- Emma? – Perguntou Mary Margaret. Ela estava deitada em sua cama com os lençóis cobrindo seu corpo. Havia o contorno de um corpo por cima de suas pernas.
- Quem está ai com você? – Perguntei arqueando as sobrancelhas. Notei uma mecha de cabelos longos castanhos escuros saindo por debaixo da coberta.
- Quem? – Perguntou em resposta se fazendo de desentendida.
- Vamos, Mary Margaret! Você mente muito mal!
- Não tem ninguém aqui comigo. – Falou. Ouvi uma risada sair por debaixo das cobertas.
- E essa risada e cabelo ali? – Apontei para a mecha. – É de quem? – Mary Margaret corou e eu comecei a dar risada. – É o David?
- Ei! Eu não tenho pinto! – Disse uma voz feminina, que saindo debaixo das cobertas revelou ser a Ruby.
Espere ai! A Ruby?
- Ah... Desculpe Ruby, — Falei sem jeito. – não tinha ideia de que era você... Bom, vou deixar vocês duas se divertirem. – Falei subindo as escadas. – Ah, Ruby! Sua avó estava te procurando. Depois que vocês duas... Que vocês terminarem ligue para ela dizendo que não vai dormir em casa. Boa noite. – Falei rindo, me retirei deixando as duas vermelhas.
Notas finais
Criticas e elogios são super aceitos!
Para quem não gosta de RedSnow, calma que tudo se acerta! HAHAHA
Abraços,
Ingrid e Cheila.
Fale com o autor