Notas iniciais
Desculpe a demora pessoal, é que agora com o fim de ano ta ficando mais difícil a escola, aee tem que me empenhar neh :)

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Aoy- No dia da reintegração, depois que todos voltaram ao clã, Hitsukyo-otou-san convocou uma reunião, para quem quisesse falar sobre toda a situação, e como sempre a principio ninguém se propôs a dizer nada, afinal ninguém gostaria de arranjar briga com o conselho ou mesmo Hitsukyo- ele soltou um suspiro cansado- Eis que temos uma surpresa... Sakura decidi-o falar- dei um sorriso de lado, Sakura não me parece do tipo que fica calada, seja para quem for

Kakashi- E qual o problema Aoy, se ela se manifesta nestas ocasiões é por que significa que não tema a ninguém, e isso é bom

Aoy- Sim é bom que ela não tema a ninguém Kakashi, apenas não estava pronto para ouvir o que ouvi.

Flash Black (on)

(Ponto de vista Aoy)

Hitsukyo- Vamos começar sim, quero ir logo ao assunto, sei que foram pegos de surpresa hoje, mas nem mesmo eu tinha certeza se sairia algo da reunião de hoje com a hokague, sei que muitos estavam de acordo mais também que muitos outros não estavam- otou-san falou e todos permaneceram calados, exatamente como o esperado, impressionante, em todos esses anos e ninguém nunca contestam os velhos. Estava observando minhas meninas, Aiko estava serena, mas minha Sakura parecia incomodada- Sakura?- ouvi otou-san a chamando me deixou apreensivo, será que otou-san vi-o o mesmo que eu quando olhei para minha musume? Ela levantou soltando um suspiro, parecia em uma batalha interna

Sakura- Apenas... Apenas gostaria de entender o porquê de estarmos fazendo isso- a olhei confuso, como assim o porquê ?

Hitsukyo- É o nosso dever proteger a Konoha- falou com a habitual calma

Sakura- intendo que é nosso dever, mas durante anos não no importamos com isso, e essa escolha foi deles anos atrás, agora, desculpe a expressão mas, “que eles estão no aperto”, nós que fomos praticamente expulsos da vila vamos simplesmente ajuda-los?- Agora avia entendido, mas ainda assim não acreditava, ela estava dizendo... estava dizendo...

Aoy- Esta dizendo que devíamos ter negado ajuda a Konoha?- não estava acreditando nisso, não poderia ser, minha musume não estava se referindo a isso

Sakura- Não é isso que estou dizendo- ela fez uma pausa respirando fundo — só que muitos aceitaram ajuda-los de muito bom grado como se Konoha nunca tivesse nos traído- podia ver que ela estava ficando irritada — aqueles velhos foram traiçoeiros uma vez, o que os impediria de ser novamente agora!?- ela estava errada, Konoha errou sim uma vez mais Tsunade-sama jamais iria cometer o mesmo erro novamente, não conseguia acreditar no que Sakura falava

Fujii(conselheiro do clã) –Foi uma decisão conjunta assinar aquele tratado- conhecia bem aqueles velhos, eles estavam tentando para-la, jamais aceitaram alguém além deles dando a opinião dentro do clã, mas por outro lado conhecia ainda melhor minha musume, Sakura jamais ficaria calada para os velhos — o tratado foi assinado a muitos anos e não nos rebaixamos a eles- eles lançavam olhares ameaçadores para ela, mas Sakura não se abalava. Kuso! Conheço esse olhar dela, esse velhos vão ter um ataque

Sakura- É claro, o senhor diz do acordo assinado para-nos por para fora da vila, aquele mesmo que restringe nossos poderes e nos exilou do mundo fora do clã- todos a olhavam em choque- Nos trancaram dentro de nosso próprio clã! Essa vila também era nossa, fomos tratados como os monstros que eles acham que somos- esperavam que Sakura falasse algo absurdo na concepção dos velhos mas jamais o que avia acabado de escutar, todos estava como perfeitas estatuas, a olhavam em choque, mas alguns também a olhavam solidários, parece que Sakura não era a única que pensava assim – No final somos apenas isso para eles, monstros que matam outros monstros- ela terminou em um sussurro, a conhecia bem o suficiente para saber que se pudesse estaria espumando de raiva, Sakura geralmente é uma pessoa calma e calada, avia algo que realmente a irritava, algo mais...

Hitsukyo- Você acha isso Sakura? Que somos monstros que matam outros monstros?- otou-san a olhava atentamente, verdes nos verdes, esmeraldas nas esmeraldas

Sakura- Hoje enquanto andávamos pela vila, vi pessoas me olhando com medo, algumas com nojo, mães tirando crianças do caminho enquanto passávamos

Raine- Como se fossemos machuca-los ou ataca-los- falou me cortando, sua voz era um pouco sentida- também notei- se fez silencio

Megume- Eu...eu não notei- Megume falou um tanto perturbada, minha tsuma(esposa) parecia desabaria a qualquer momento, me aproximei passando os braços a sua volta

Yousuke- Mas nós sim, todos nós notamos os olhares direcionados a nós- o silencio se prolongou, todos pareciam finalmente compreender

Hitsukyo- Eu entendo. Não somos monstros, somos guerreiros, ninjas, os melhores no que fazemos, temos o poder que muitos querem e milhares temem. Intendam, muitos não conhecem o clã, principalmente os mais jovens, ter medo é natural, o desconhecido não é seguro, e para todos eles somos isso, desconhecidos. Tudo o que sabem sobre nós são historias cotadas de “Um clã incrível”, as pessoas tendem a temer o desconhecido, a aceitar somente a realidade, porque acham que Omugo foi escondido do resto do mundo? As pessoas não aceitariam o mundo com ele é. E se essas pessoas acham que somos monstros do mundo, vamos provar a eles que estão erados, nós, somos o clã Haruno, seguidores de Aya-sama, somos uma família, e acima de tudo guerreiros do clã, e ninjas da folha, somos heróis de dois mundos- terminou se pondo em pé, Hitsukyo-otou-san deu a reunião por encerrada depois disso

Estava cansado e preocupado, nunca avia visto Sakura assim, nunca nem avia passado pela minha cabeça esse seu sentimento em relação a isso. Chamei as meninas para irmos para casa. Assim que chegamos Sakura foi escada a cima, mas a chamei antes que chegasse ao topo

Aoy- Sakura! Será que podemos conversar musume?- perguntei um tanto receoso, não sabia se queria escutar o que estava a seguir, ela suspirou e desceu as escadas. Sentamos na sala, e Megume iniciou a conversa

Megume- Querida, você tem que saber que pode nos falar sobre tudo- disse calmamente- Não tínhamos noção desse seu pensamento- Megume falava sentida, vi Sakura lhe olhar culpada, minha vontade foi de pegar minha pequena cereja e coloca no colo, mas sabia que deveria falar tudo, se fraquejasse agora jamais saberia o que eu queria saber

Sakura- Isso não é nada okasan- disse baixinho, estava tomando coragem pra finalmente dizer o que eu queria, fechei os olhos e abri, determinado a fazer o que tinha que fazer, não importa se quero ouvir ou não

Aoy- Desde quando musume? Desde quando você se sente assim?- não falei mais alto que um sussurro, ela parecia debater com sigo mesma, depois de segundos respondeu

Sakura- Foi na primeira vez que usei Tazikuna, a segunda forma- ela fez uma pausa, soltando um suspiro- quando me vi ali, daquela forma- ela fechou os olhos, parecia se lembrar de algo- Grandes assas negras, a pele branca, translucida... e os olhos...- Sakura ficava realmente deslumbrante na segunda forma, algo que eu nunca avia visto, ela deu um meio sorriso- os olhos de um predador...- podia ver o esforço que ela fazia para não chorar, Sakura sempre foi muito forte, raramente mostrava fraqueza diante de alguém- Era encantador, tão... Deslumbrante aquele ser ali, tão... Tão maravilhosamente perfeito, e... Tão absurdamente monstruoso, era exatamente isso, encantador e monstruoso- a muito tempo não via minha musume tão... Frágil... Na verdade não me lembro de se alguma vez a vi assim

Aiko- Por que não disse nada- Aiko disse apenas num sussurro

Sakura-E pra que? Pra vocês ficarem assim como estão exatamente agora? Não, não era isso que eu queria. Quando me vi ali daquele jeito- ela soltou uma risada nervosa- Ali eu intendi. Lembrei de uma vez em que perguntei a ojiisan o porquê de os portões de Omugo ter de ser sempre fechado, e ojiisan respondeu “Para os monstros não atravessarem para o outro lado minha hana”- lembranças invadiram minha mente

Megume-Sakura... – Megume deixava suas lagrimas caírem

akura- Você se lembra otou-san? Lembra de quando eu lhe perguntava sobre os portões do clã estarem sempre fechados, o que o senhor me respondia?- é claro que eu me lembrava, mas neste momento preferi que não

Aoy/Sakura- “Para nada atravessar para o outro lado musume”- falamos os dois ao mesmo tempo, falava tudo olhando para o chão, não tinha coragem suficiente para olhar nos olhos da minha pequena e ver o que avia neles

Sakura- kizuras eram nossos inimigos, eles eram monstros que matávamos, mas e nós o que éramos? Na época pensei isso, se para eles, os habitantes de Konoha éramos isso o mesmo que kizuras são para nós, monstros trancados...

Megume- Por Aya-sama Sakura! Não fale isso musume- Megume falava a abraçando, eu queria fazer o mesmo mas não conseguia me mexer, não consegui falar, apenas isso se repetia em minha cabeça, “monstros trancados...”, “monstros trancados...”, “monstros trancados...”

Sakura- Tudo bem okasan- falou se separando dela

Finalmente consegui falar algo

Aoy- Musume?- a chamei ainda olhando para baixo, senti ela se abaixando entre minhas pernas me fazendo olha-la- você se sente assim? Um monstro?- lhe pergunte, ela parou e pensou um momento

Sakura-Não. Otou-san, eu entendi o que somos a algum tempo já, costumava nos comparar com kizuras, monstros sem alma ou coração, sei que não somos isso, aquilo é somente escuridão, nós somos a luz, temos humanidade dentro de nós e um coração batendo- ela falou pondo uma pequena e delicada mão em meu peito, no lugar onde fica meu coração, sorri olhando para minha pequena e a puxei para meu colo onde queria que ela ficasse desde o inicio, ela me abraçou apertado

Aoy- Nós do clã que temos esse grande poder somos sim diferentes musume, mas não monstros. Os escolhidos como Hitsukyo-otou-san gosta de dizer, somos especiais, e nós vamos mostrar pra quem acha o contrario que estão errados- ela afirmou, a abracei ainda mais apertado se possível

Aoy- Aishiteru, minha pequena

Sakura- Aishiterumo, otou-san- (também te amo papai) respondeu me dando um beijo, ela se levantou e foi em direção a Megume a abraçando, e depois Aiko, ela se despediu e foi em direção as escadas. Aiko também nos deu boa noite e subi-o. Suspirei olhando para minha mulher, que me olhava exatamente com a mesma expressão que a minha, medo.

Flash Black (off)

Notas finais
JA NE