Notas iniciais
Com o campeonato do clube de basquete se aproximando, Aika muda um pouco a sua rotina para ajudar o irmão nos preparativos. Espero que gostem do capítulo! ~esse capítulo não teve título porque a criatividade não permitiu, desculpe~

O clube de basquete teria um campeonato em breve, então o nii-chan pediu que eu fosse ajudá-los durante os treinos antes do jogo. Ao fim das minhas aulas, troquei meu uniforme comum pelo de educação física e fui até a quadra. Lá tem um vestiário onde podemos nos trocar e guardar relógios e as roupas em armários, mas eu não queria me trocar de roupa sabendo que sou a única garota no meio de um clube inteiro de meninos. Sinceramente, eu não estava com a mínima vontade de ir até lá, apesar de gostar de ajudar as pessoas (principalmente o Kou). Arrastei-me até o ginásio e parei em frente à porta, pensando se deveria ou não entrar, quando a mesma se abriu.

— Ei, que garota fofa! – exclamou um dos dois garotos que abriram a porta.

— Você veio aqui se confessar para alguém, né? – perguntou o outro.

É por isso que eu não queria vir. Tinha certeza de que alguém perguntaria isso.

— Olha, vocês podem me dar licença? – perguntei.

— Heh? Qual é, fala pra gente, quem é o sortudo? – disse um deles se aproximando. A cada passo para frente que ele dava, eu recuava outro. Até que trombei em alguma coisa.

— Olá, Yoshihara. – certo, até que trombei em alguém. – o que vocês dois estão fazendo? – perguntou o Ichinose.

— Queríamos saber para quem essa garota iria se confessar.

— É sério isso? – perguntou o Ichinose pondo as mãos nos meus ombros. – Ela é a irmã mais nova do Kousuke-senpai.

— Heh? Sério? – perguntaram em uníssono.

— É. Ele costuma ser bem calmo, mas não ia gostar de saber que vocês andaram perturbando a irmã dele... Vamos, Yoshihara – Ichinose pegou minha mão e me levou até o ginásio. Certo, desde quando somos assim tão próximos?

Assim que entrei no ginásio, Kou me viu e veio até mim:

— Caramba, Ai, você demorou, estava ficando preocupado.

— Tchau, Yoshihara. – Ichinose me soltou e correu até o vestiário.

~

Minhas tarefas iam desde repor água em algumas garrafas até ser juíza. Quando chegar em casa, pensava enquanto carregava algumas garrafas para o outro lado da quadra, tenho que ligar para a Chiki e perguntar se el...

— AIKA! CUIDADO! – ouvi o nii-chan gritando de algum lugar, enquanto alguém pulava na minha frente. BAM!

No susto, eu tropecei e caí sentada, derrubando as garrafas e fazendo ainda mais barulho. Depois de alguns minutos, eu entendi a situação: Ichinose-kun pulou na minha frente para me proteger de uma bola.

— Ai-chan! Tudo bem? – Kou apareceu instantaneamente do meu lado, me ajudando a ficar de pé.

— Uh... S-sim, tô bem...

— Tem certeza? – ele perguntou de novo. Assenti com a cabeça.

— Ichinose-kun, tudo bem com você?

— Ah, sim, tudo certo. E você? Não se machucou?

O círculo ao nosso redor já havia se dispersado e estávamos eu, Kou e Ichinose-kun quando reparei no sangue escorrendo pelo braço do último.

— Ichinose-kun, seu braço...

— Eh? Yu-kun, você se ralou todo!

— Ah, sem problemas, pelo me...

— Nada disso – retruquei – vou te levar à enfermaria.

Virei-me para a porta e ao primeiro passo senti uma dor aguda no tornozelo.

— Vamos, Ichinose-kun.

Já havíamos percorrido metade do caminho quando o Ichinose-kun disse:

— Yoshihara, você está bem mesmo? Tá andando de um jeito esquisito...

— Ahahaha, — droga, ele percebeu – é impressão sua...

— Certo. Então vamos apostar uma corrida até a enfermaria.

— O quê?

— Já estamos de tênis e tudo, não tem problema, né?

— Tá – disse levantando os braços – você tá certo, eu acho que machuquei o tornozelo.

— Sabia. Vem cá, eu te carrego até a enfermaria – disse ele se aproximando.

— Não. Olha, sou eu quem está te acompanhando, lembra? E, além do mais, já andei até aqui, posso continuar.

Continuamos andando mais um pouco até que um passo em falso turvou minha visão e me fez cambalear para o lado.

— Yoshihara, eu vou te carregar até a enfermaria antes que você caia. – insistiu o Ichinose-kun segurando meu braço e me ajudando a recuperar o equilíbrio.

— N-não precisa, — respondi, me soltando – eu já disse que posso andar.

— Meu Deus, como você é teimosa.

No fim, eu me apoiei nele até chegarmos à enfermaria.

~

No dia do jogo, a Shizuko não quis ir comigo, alegando que seria um crime acordar às oito e meia da manhã de um sábado para ver meninos suados correndo atrás de uma bola. Então, enquanto o nii-chan saia de casa, eu lhe disse que iria lá pelas sete e meia para pegar um bom lugar.

Como saí de casa um pouco antes das sete, cheguei na escola um pouco antes das oito e o ginásio ainda estava vazio, então eu pude sentar bem perto da quadra. Ainda faltava tempo para o início do jogo, então fui dar um oi para os meninos.

— Bem, boa sorte, de qualquer forma. Espero que vençam.

Sentei-me na arquibancada quando faltavam dez minutos para o jogo. No começo, eu fiquei um pouco confusa, mas depois de algum tempo eu já era capaz de acompanhar bem o jogo e calcular a pontuação das cestas. No fim, nosso time acabou ganhando com alguma vantagem e os meninos decidiram sair à noite para comemorar. No fim, o Kou acabou me convencendo a ir com eles.

~

— Wah, Aika-chan, você tá linda...

— Ah, obrigada... – respondi, meio sem graça.

— Ei, — ele continuou – você não quer sentar comigo?

— Na verdade, eu...

— Na verdade, ela prefere ficar com o irmão amado. – interferiu meu confiável irmão mais velho.

— Qual é, Kousuke...

— Sem essa.

A falta do “senpai” indicou que esse garoto também estava no terceiro ano. Eles ainda conversavam quando me afastei deles. Caminhei até a mesa do time e parei ao lado do Ichinose.

— Oi, meninos.

— Oi, Aika-chan – responderam em uníssono.

— Olá, Yoshihara. – disse o Ichinose.

Todos já haviam voltado a rir e conversar quando me virei para o Yusuke:

— Por que só você me chama pelo sobrenome?

— Bem, seria estranho se eu começasse a te chamar pelo primeiro nome do nada. Além disso, eu não sei qual é o seu primeiro nome.

— Hah?

— Você nunca disse, lembra?

Hum... É verdade.

— Então, prazer, sou Yoshihara Aika. – disse estendendo minha mão para que ele a apertasse.

— O prazer é todo meu. – disse ele pegando minha mão e beijando-a.

Senti meu rosto ficando quente imediatamente. Tá, talvez eu seja um pouco exagerada, mas... Certo, será possível que esse tipo de proximidade seja normal entre os jovens de hoje em dia? Deve ser isso.

~

Já passava das onze quando decidiram sair do boliche e ir ao karaokê. No dia seguinte a Chiki iria em casa de manhã, então resolvi ir para casa e dormir.

— Tudo bem, vamos embora.

— Mas nii-chan, você quer ir ao karaokê, certo? Vou embora sozinha, são poucas estações de distância.

— Não, é perigoso você ir sozinha.

— Eh, Kousuke-senpai, eu vou embora agora, posso levar a Yoshihara.

— Não, sua casa fica do outro lado, não precisa.

— Tudo bem, eu posso levá-la, sem problemas.

— Tem certeza? – perguntei – posso continuar aqui...

— Vamos. – respondeu o Ichinose me puxando.

Notas finais
Esse capítulo não tem nenhuma palavra para o glossário, mas se você não conhecer alguma, deixe nos comentários que eu respondo, ok? Espero que tenham gostado do capítulo! Obrigada por acompanhar