Notas iniciais
Oiiiie meus vip's supremos ;D Voltei depois de séculos, mas cá estou eu trazendo um capítulo grandinho e cheios de amores e reviravoltas ;D. O nyah ficou vários dias em manutenção e mesmo assim não tive tempo de terminar o capítulo, mas terminei com muito sofrimento e espero que vocês gostem! Queria agradecer a AngelSan (por favoritar), a Fujoshi Mode On (por comentar), e a Mary_Maira (por comentar), obrigadas minhas divas e lindja!! Enfim, qualquer erro avisem-me. Sem mais delongas... Enjoy!

By: AleixiLady

“Talvez eu não chore, mas dói. Talvez eu não diga, mas sinto. Talvez eu não mostre, mas me importo.”

Palavras de Trafalgar.

Às vezes sinto-me quente quando estou próximo de alguém. Deveria estar cuidando de uma pessoa, mas na verdade o que realmente estou fazendo é fugir e fugir, principalmente da realidade que agora me assusta mais que o passado.

Não deveria estar sentindo esse tipo de coisa, pois na verdade não nasci para sentir nenhum tipo de sentimento... Então porque estou sentindo isso?

Estou começando a me irritar ainda mais por esse calor que cresce a cada instante dentro de mim e principalmente por pensar nessa pessoa.

[...]

Kidd conseguiu com muita persistência fazer Luffy voltar para cama e dormir por pelo menos uma hora, até os raios solares aparecer e espantar a escuridão que parecia querer nunca sair dali, no entanto, para conseguir essa façanha teve que ficar sentando e bastante próximo do menor para fazê-lo dormir, para que ele possa sentir-se seguro e para saber que Kidd não o deixaria.

O escarlate passou a querer afagar os cabelos negros do capitão do bando chapéu de palha, mas se conteve o suficiente para que esquecesse esse “desejo” tão insignificante. Levantou-se sem fazer quaisquer ruídos e se dirigiu para sua mesa, onde havia inúmeros papeis que deveria olhar, mas não estava com nenhum pingo de paciência naquele momento para isso, apenas permaneceu sentando em sua poltrona felpuda e perdido em pensamentos nada amistosos.

Ponderou a ideia que deveria voltar para ilha e deixar o outro capitão lá de novo, mas isso iria fazê-lo desperdiçar uma ótima chance de provar uma teoria, ou melhor, uma profecia que uma vidente havia lhe contado antes de encontrar o menor na ilha Greediness.

Alguns sentimentos de proteção estavam lutando dentro de Eustass para ele manter-se distante de Luffy, já outros lutavam para que aquela profecia se tornasse real o mais rápido possível.

O capitão maior olhou de esguelha para Luffy e sorriu minimamente ao ver tal cena: Luffy estava totalmente enrolado ao seu, sobretudo, e algumas vezes o apertava.

Durante toda a noite Kidd se limitou em dormir mesmo por alguns segundos, sabia que se pregassem os olhos era capaz que seus subordinados entrassem no quarto em passos silenciosos e matasse Luffy rapidamente, porque isso já acontecerá algumas vezes e não queria correr o risco de acontecer novamente... Não com o Luffy.

Soltou um muxoxo entediado, queria logo chegar a seu destino o mais depressa, mas parecia que o tempo não passava e não estava querendo ajudar, principalmente quando o menor falou o nome de uma pessoa entre os suspiros dos sonhos.

–Tsk. Maldito! –Resmungou quase que inelutável.

Era inevitável, Luffy estava sentindo falta dele só não contava que iria acabar falando o nome deste entre os sonhos magoados que tem. O menor já não aguentava mais, decidiu acordar aos poucos, aqueles sonhos estavam perturbados e com um ar de premonição.

Foi abrindo aos poucos os olhos, mesmo sem claridade no ambiente estava pouco difícil de manter os órgãos abertos, se remexeu a fim de se localizar e por fim abriu os olhos. Olhou em volta a procura do maior e o encontrou o fintando intensamente de sua mesa.

–Você está aqui. –Falou se sentando na cama e se espreguiçando lentamente. Sorriu grandioso, mas abaixo de seus olhos havia se formado pequenas olheiras por não ter conseguido dormir o suficiente para seu organismo sentir-se bem. –Pensei que você tivesse ido embora. Fico feliz por não ter ido! –Disse o olhando normalmente e com seu sorriso grandioso nos lábios.

–Eu disse que não sairia, não foi?! –Resmungou áspero pelo garoto ter duvidado de sua palavra, apesar de que, Kidd não era uma pessoa na qual podia se confirmar, tampouco, acreditar que ele realmente vá fazer alguma coisa por alguém, mas, naquela noite foi à prova de que, talvez ele possa se tornar confiável.

A barriga de Mugiwara roncou baixo o suficiente para que o menor se tocasse que precisa de alimento. –Kidd tô com fome! –Disse massageando a barriga em movimentos circulares.

–E daí? O que eu tenho a ver com sua fome?! –Retrucou grosseiramente.

–Ué você é do capitão do navio, deve saber onde fica a comida! –Disse pensativo, com seu intelecto alto (para ele).

–Não deveria estar com fome, você comeu ontem o suficiente para dois dias. Então... –Foi interrompido por Luffy.

–Maaas eu tô com fome... –Se pronunciou de forma bastante manhosa, quando decidia que queria algo ele fazia manha e sempre conseguia as coisas.

Eustass o olhou de forma incrédula, odeia pessoas manhosas e agora estava “hospedando” uma bastante manhosa em seu navio; bem debaixo de seu nariz. Suspirou passando sua mão normal pelos cabelos e fitou o menor com seriedade.

–Está muito cedo, não consegue esperar até todos levantarem? –Indagou com uma voz calma e menos áspera.

Luffy se levantou e se jogou na mesa grande de Kidd e o olhou de forma mais manhosa ainda. –Não, por favor, quero comer.

O escarlate ficou vários segundos examinado aquela face que pedia tão manhosamente, era inevitável, Luffy sempre conseguia as coisas e sempre conquistava qualquer um. Ninguém consegue disser não quando ele pedia daquele jeito.

Suspirou fortemente.

Desviou o olhar daquelas orbes cintilante.

Repousou seu olhar em algo qualquer do cômodo...

Mas, não conseguiu deixar seus olhos em outro lugar a não ser na direção dos olhos negros de mugiwara-ya.

Kidd segurou o braço magro de Luffy e o trouxe mais para perto. –É a última vez que você pede algo nesse navio, entendeu? –Indagou com uma voz autoritária, mas o menor não ligou para tal voz autoritária.

–Kishishi... O.K.O.K –Falou sorrindo largo como se fosse super normal a situação que se encontrava.

Soltou-o segundos depois da sua resposta, caminhou até a saída e fez menção para que o outro capitão o seguisse. O maior estava começando a se arrepender por ter feito tal coisa, mesmo sabendo que iria se arrepender não parou quando deveria e agora estava se culpando. Grande homem.

[...]

No submarino...

–Vai fugir de mim até quando? –Perguntou Penguin cruzando os braços e repousando sua costa na parede.

–Até você parar de me molestar! –Respondeu tentando não encarar o maior, mas estava difícil já que ambos tinham que limpar o quarto de seu capitão para recebê-lo novamente.

–Não estou molestando você, apenas estou fazendo algo que você gosta! –Retrucou. Penguin sabia que conseguia tirar o outro do sério fácil, fácil. Conhecia-o muito bem, eram anos de convivência e aprendeu muito sobre o comportamento pouco explosivo de Shachi.

Porém, ele realmente não queria gostar de seu companheiro, entretanto, algumas circunstâncias fizeram ele se apaixonar pelo ruivo explosivo.

Shachi ainda não sabia se gostava ou odiava o jeito que o maior o tocava, que o olhava, que o beijava, mas tinha tempo a perder, seu capitão havia lhe dado inúmeras tarefas e ficar deixando se levar pelo outro não estava incluído nelas.

Aliás, eles eram homens e isso era o que mais preocupava Shachi, afinal, sempre foi atraído pelo corpo feminino e agora parece que era tudo uma ilusão, estava sendo atraído por um corpo masculino e deveras bonito.

–Vamos lá Shachi, admita que você gosta! –Pronunciou o maior ainda permanecido em seu lugar.

–Penguin se está aqui para me encher as paciência, sugiro que vá embora, não estou para brincadeiras no momento. –Disse enquanto arrumava as prateleiras com inúmeros livros de medicina que Trafalgar coleciona desde pequeno.

–Uma hora ou outra você irá admitir! –Falou saindo do cômodo, deixando o ruivo sozinho com seus pensamentos confusos.

“Será que o capitão já passou por alguma situação como essa?” — Indagou Shachi olhando as prateleiras até encontrar um caderno bastante atraente, decidiu esfolheá-lo assim que terminasse a limpeza, então o deixou em cima da cama oval de Law e voltou ao serviço. -“Claro que não, o capitão é aquele sujeito que não liga para os sentimentos dos outros, mas... Quem sabe?!”.

Não demorou muito para terminar a limpeza e logo pegou o caderno que começou a esfolheá-lo, ficou surpreso com o que tinha escrito em suas folhas; eram anotações do paciente Monkey D. Luffy. Tudo estavam escrito em uma forma bastante detalhada de cada noite, da cirurgia de grande risco e algumas coisas que o menor não entendia.

Terceira noite...

Estou cansado e querendo dormir, mas não posso fazer nem mesmo um pequeno descanso. É perigoso Mugiwara-ya vier dar alguma convulsão enquanto eu estiver fora, ou descansando, até porque seu corpo foi bastante danificado pelas horas de lutas intensas e pelo veneno, que alguma forma seu corpo conseguiu eliminar de seu corpo, mas ainda restavam algumas pequenas doses em suas correntes sanguíneas, porém, nada que fará mal no momento.

É a apenas a terceira noite e desde que entrou em um coma ele tem falado algumas palavras ou até mesmo frases desconexas; eram poucas aquelas que eu conseguia compreender.

Isso me deixa curioso, gostaria de ter algum tipo de habilidade que pudesse entrar na mente de alguma pessoa e ver suas lembranças. Queria ver o que Mugiwara-ya estava vendo.

Ace me disse que quando eram crianças, Luffy tinha bastantes pesadelos e ele e Sabo conseguiam fazê-lo se acalma e até mesmo esquece-las. Pesadelos muita das vezes são lembranças ou traumas que vêm perturbar sua mente.

Nesses requisitos, eu me identifico muito com Mugiwara-ya, porém, ainda hoje tenho pesadelos, e antes não tinha ninguém para me acalmar ou fazer esquece-los –e ainda não tenho- e por isso ele é bastante sortudo.

A ferida no peito dele estava tão profunda que se eu demorasse mais um pouco para opera-lo ele não iria resistir. Mas pergunto-me qual foi a verdadeira razão para me deslocar do arquipélago Sabaody e ir salva-lo em MarineFord?

Não tinha –e ainda não tenho- nenhuma obrigação de salva-lo, porém, se não fizesse isso iria me arrepender.”

–Isso não parece apenas algumas anotações, até parece um diário! –Comentou Sachi esfolheando ainda mais o tal caderninho, porém, ouviu passos apressados vindos à direção do quarto, pego o caderno e escondeu debaixo de seu macacão preto e fingiu que ainda estava arrumando o quarto.

–Shachi?! Ainda não acabou? Mas como você é lento... –Caçoou Penguin adentrando no quarto novamente.

O menor suspirou pesadamente. –Veio aqui só para debochar? Ahh por favor! –Disse pouco irritado.

–Na verdade não, vim aqui disser que falta menos de trinta minutos para chegar à ilha Greediness... –Informou-o com uma voz passiva.

–Hm... O.K. Agora saia você está me atrapalhando! –Alertou com uma voz pouco alterada.

Penguin se aproximou do ruivo em passos cautelosos e sussurrou no ouvido do mesmo palavras de luxúria e saiu, deixando o menor perplexo por tamanha perversidade em um só homem.

–Eu mereço... –Soltou um muxoxo e quando constatou que o outro havia se afastando o suficiente, retirou o caderno debaixo de seu macacão e voltou a esfolheá-lo.

“Décimo dia...

Já perdia a conta de quantas vezes Hancock me perguntou sobre a situação clínica de Mugiwara-ya, estou cansando e verdadeiramente irritado de dizer sempre as mesmas palavras a ela!

A imperatriz pirata realmente se preocupa com o Luffy, porém, essa preocupação chega a ser enjoativa e muito irritante. Não duvido que se Mugiwara-ya precisasse de um coração, ou qualquer outro tipo de órgão substituível e os não, ela seria a primeira a se candidatar.

Acho que é isso o que chamar de “amor”, um verdadeiro amor. São pouco aqueles que têm tal privilégio, e eu sou daquele que não a merece!

Décimo dia, e nada dele dar algum tipo de sinal que irá acordar. Irrita-me. Ir a MarineFord para salva-lo em vão é hiper irritante.”

–Pelo jeito o capitão se preocupou com Luffy... Quem diria, fico feliz por isso. –Comentou olhando em volta pra saber se ninguém estava no quarto, pois se concentrou tanto para ler que se esqueceu do resto. –Só mais uma ou duas... Ou três páginas, aí eu guardo...

“Décimo segundo dia...

Estou irritado comigo, ultimamente venho me pegando acariciando os cabelos negros de Mugiwara-ya.

ODEIO ISSO!!

Porém, penso que deve ser algum tipo de vínculo que um médico tem com seu paciente, entretanto, não a motivos para ter algum tipo de vínculo com ele... Aliás, não posso ter quaisquer tipos de vínculo com ele e com ninguém.

Desejo. Desejo muito que ele acorde e que a primeira pessoa que ele veja seja EU. Quero que ele saiba que fui simplesmente eu o seu salvador. Parece um tanto egoísta, admito, mas quero que ele lembre-se bem de mim quando nos separarmos.

O estado clínico dele ainda não é dos melhores, porém, Mugiwara-ya melhorou um pouco, muito pouco, mas já é um começo, no entanto, ainda não há indícios que ele irá acordar tão cedo.

Continuo cansado como sempre, entretanto, não quero descansar agora. Tenho muitos afazeres que não irão se fazer sem mim.

Só quero que ele acorde, é pedir demais para uma alma tão impura quanto a minha?”

Shachi sentiu que o submarino estava começando a submergir, guardou rápido o caderno onde o encontrou e saiu do quarto indo atrás de seus companheiros.

–Onde estava? Demorou séculos! –Falou um dos tripulantes do Heart Pirata.

O ruivo levou sua mão até atrás da nuca a coçou de forma envergonhada e sorriu torto, não podia simplesmente falar que estava lendo o diário de seu capitão e continha algumas coisas bastante interessantes.

Penguin apenas observava de longe, ele saiba que o outro estava guardando algo, mas também sabia que ele não iria abrir o bico por nada neste mundo. Suspirou em pensar que o outro escondia algo dele.

[...]

–Bem vindo de volta capitão! –Todos os tripulantes falaram juntos, uns estavam quase chorando, afinal, amava seu capitão independentemente de como ele era.

–É bom revê-los... –Sorriu de forma verdadeira. Eles eram sua família, uma família no qual nunca pensou em ter. –Bepo, quero que me mostre para onde foi Mugiwara-ya e Eustass-ya, O.K?

–Claro capitão, é pra já! –Disse saindo do convés e indo em direção à cabine de comando preparar a trajetória, assim todos foram dispersando dentre o navio, mas apenas Shachi e Penguin ficaram junto com Law.

–Aconteceu algo quando estive fora? –Indagou o Shichibukai caminhando rumo ao seu quarto, sendo seguido pelos dois companheiros.

–Não. Não houve nada de muito interesse... –Respondeu Penguin de forma normal.

–Capitão, o que aconteceu com você e o Luffy? –Perguntou Shachi tentando esconder sua imensa curiosidade.

Law suspirou levemente e balançou a cabeça levemente. –Também quero saber!

Caminharam em silêncio até o quarto do capitão, os três tinham várias perguntas, porém, as maiorias eram sem resposta, no entanto, os três sabia que tinham que recuperar Luffy das mãos de Kidd.

Ahh mais que preocupação. Você está realmente preocupado com ele assim como estava quando esperou ele acordar em Amazon Lily? Quem diria; você se preocupando... Mas lamento lhe informar, ele não te quer ver tão cedo!

Law entrou no quarto e se jogou na cama olhando diretamente para o teto, queria poder rever logo seu Mugiwara-ya... Estava sentindo saudades daquela pessoa tão extrovertida, que o fazia esquecer-se do mundo imperfeito que habitava.

Hunf. Você é tão patético que chega a ser irritante. Acho que você deveria fazer quando revê-lo é dar-lhe um beijo bem intenso para que ele possa acreditar que não o traiu... Não é uma má ideia é?

–Penguin e Shachi, tenho um pedido a fazer... Posso contar com vocês? –Indagou Trafalgar ainda olhando para o teto.

–Claro capitão, pode contar conosco! –Ambos falaram confiantes, iria fazer tudo o que eu capitão ordenasse, mas dessa fez será um pedido, um pedido que ele nunca pensou que iria fazer na vida.

–Ótimo, quero que façam o seguinte... –Se sentou na cama e fez menção com a mão para se aproximarem para nenhum outro ouvir.

[...]

Navio do Kidd...

Luffy quase devorou todos os pães que estava na sacola e só não devorou tudo porque Kidd pegou a sacola antes de terminasse, estava com tamanha fome que parecia que não comia há dias.

–Está satisfeito? –Indagou irônico colocando a sacola de pães de volta no armário.

–Mais ou menos, ainda estou com fome, mas acho que aguento! –Disse risonho, mas parecia que em seu sorriso faltava algo, no qual isso não passou despercebido pelo escarlate.

–O que foi? Os pães não estava como queria? –Perguntou aproximando-se do menor novamente, parando pouco milímetro do mesmo. O maior encarava o outro seriamente, queria perguntar o que tanto lhe incomoda, mas não tinha coragem suficiente simplesmente porque era orgulhoso demais para se importar com algo ou alguém.

–Torao me traiu... –Disse por fim algo que estava lhe tirando a paz. –Ele me traiu e nem mesmo admitiu...

“Torao? Seria Trafalgar?... Provavelmente...” — Pensou Kidd levando sua mão de musculo, osso, cartilagem e vasos sanguíneos até algumas mechas negras que cobria parcialmente a face tristonha de Luffy, e as jogou para trás das orelhas com certa leveza no toque.

–É triste sabia, ele diz que não sabe de nada, mas eu vi. Vi ele beijar uma garota... –Contava com seus olhinhos cheios d’aguas. –Eu me irrito só de pensar naquela cena, não quero que Torao beije uma garota, nem ninguém...

Essa história estava irritando Kidd de um jeito estranho, seu corpo estava fervendo a cada palavra dita por Luffy... Estava se mordendo e se remoendo por dentro.

–Por que se importa tanto com ele? –Indagou hostil, mas ainda colocando as mechas negras de seus cabelos atrás das orelhas.

–Porque ele é meu companheiro! –Respondeu sem pensar duas vezes, fazendo o escarlate cerras os punhos fortemente. –Ele sempre será meu companheiro!

–Eu não sou? –Perguntou novamente, estava começando a ser egoísta.

–O quê? Claro que é... Só... –Não conseguiu concluir a frase, algo lhe impedia.

–Só que eu não sou tão importante quanto ele, não né?! –Estava mostrando uma face bastante conhecida por Killer... Sua verdadeira face.

–Não é isso... É que... Só... –Não estava conseguindo achar alguma resposta que Kidd irá querer ouvir.

–Não precisa se explicar Luffy, já sei a resposta! –Disse cravando seus dedos na face do menor, fazendo-o se assustar pelo ato repentino e fixar seu olhar nos olhos nublados do escarlate. –Mas ouça... –Aproximou seus lábios no ouvido do capitão menor. –Sou e sempre serei melhor que ele!

Tais atos fizeram o corpo de Luffy estremecer por completo, e deixou-o mais confuso do que já estava, afinal, nunca viu Kidd agir dessa forma tão imprudente e perigosa, aliás, nem ele mesmo sabia que tinha essas cartas na manga.

–Eh... Eh?! –Apenas múrmuros eram pronunciado naquele momento, e por Mugiwara, aliás. Ainda estava extremamente próximo, deixando tudo ainda mais tentador, principalmente para Eustass que estava lutando interiormente para entender o que estava acontecendo com seu corpo e mente.

Porém, antes do capitão maior fizesse qualquer movimento sem ponderar, ambos ouviram alguém gritar “terra a vista”, no qual era o subordinado de Kidd que estava no ninho do corvo.

O capitão maior afastou-se de Luffy vagarosamente, enquanto tentava decifrar a face confusa do menor. Sorriu de canto, pois aquela expressão era o que mais queria no momento. Descravou seus dedos na face do outro e colocou em seu queixo, aproximou-se novamente, no entanto, logo se afastou.

Antes de sair soltou um muxoxo ilegível para alguém que não esteja tão próximo dele, e apenas Mugiwara ouviu tais palavras; arregalou os olhos em surpresa a pergunta feita e entreabriu os lábios mimosamente.

Kidd viu novamente a nova expressão no rosto de Luffy e sorriu largo. Saiu do cômodo indo para o convés para ver se era a tal ilha que estava procurando há algumas semanas.

[...]

Todos já estavam acordados no navio dos piratas de Kidd, e já estavam no convés do mesmo. Estavam cada vez mais se aproximando da ilha, no qual o capitão sabia que era aquela que a maldita vidente havia falando.

–Finalmente te achei... –Murmurou o de cabelo escarlate enquanto abria um sorriso psicótico nos lábios.

Luffy ainda não estava se reunido com o resto da tripulação, provavelmente ainda estava em choque pela pergunta feita pelo maior.

Ao se aproximar da praia da ilha, Kidd viu um navio grande e com um emblema bem conhecido por todo o mundo, abriu seus olhos mais do que o normal e perguntou-se que diabos eles estavam fazendo aqui, ainda mais essa ilha onde ninguém se atrevia a colocar os pés.

–Mas que diabos, como eles sabiam dessa maldita ilha? –Indagou ríspido, tinha feito um plano para está ilha, mas se mais pessoas estiverem nela o plano vai por água a baixo. –Teremos que mata-los...

Notas finais
E ai gostaram? Mereço comentários? Recomendações? Favoritos? (*¬*) Meus leitores desapareceram... Cadê vocês? ;--; Bom, espero profundamente que vocês tenham gostado, até porque foi um capítulo bem gostoso de se fazer, principalmente a parte do Penguin e Shachi, aliás, só eu que pensei que eles poderiam virar um casal? Sei lá, me apeguei a eles ;D uehuehue Até o próximo capítulos meus e minhas divas!!!