Haru Haru
1 Leia uma história para mim?
Notas iniciais
By: AleixiLady
Haru Haru
LawLu

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Existem vários problemas no mundo sem solução... Mas meu maior problema é conquistar seu coração!
Rumo a DressRosa
Todos do SunnyGO estavam eufóricos e ansiosas, pelo simples fato de eles estarem navegando para algumas ilhas turísticas, comerciais, gastronômicas dentre outras para aproveitaram e se divertirem antes do confronto com a purpurina azeda; DonQuixote Donflamingo.
E quem lhe disse sobre a existência dessas ilhas? Ninguém menos que o Shichibukai Trafalgar Law.
Arrependera-se amargamente em falar sobre as tais ilhas a eles, um bando tão... Imprudente quanto o seu capitão.
Demorariam três dias para chegar à primeira ilha, a ilha Mamon¹. Está ilha tem vários tipos de lojas para suprir às ‘riquezas material’ dos viajantes e mais precisamente dos piratas que navegavam destemidamente no mar Novo Mundo.
As ilhas se encontravam em uma rota pouca utilizada pela marinha, ou seja, sem proteção alguma, ajudando muitos piratas a se recompor de batalhas perdidas ou vencidas e seguir em frente em sua jornada. Assim, essas ilhas são propriedade dos piratas que moravam na região e quem ousasse quere-as teriam um banho de sangue escaldante. Até mesmo o tempo ajudava bastante naquelas regiões.
Já estava anoitecendo quando o jantar foi anunciado pelo berrar do cozinheiro. Todos estavam eufóricos por causa das ilhas que Law tinha mencionado a eles, comiam, bebiam, riam sem se importar com nada e ninguém e comentavam o que iriam comprar e como iriam se divertir lá.
Law observava atentamente cada um dos tripulantes do Sunny GO, eram tão diferentes, tão radiantes, tão imprevisíveis que ficava surpreso com a variação de personalidades e como eles se combinam entre si... Tão diferentes, mas ao mesmo tempo tão iguais.
Ficou o maior tempo prestando a atenção no capitão do navio. Por alguma razão desconhecida, algo naquele garoto lhe chamava a atenção... Se duvidar, ficaria por horas olhando para ele para que achasse algumas respostas para suas perguntas mais frequentes.
O que tanto lhe atrai? O que ele tem de diferente dos demais? O que lhe faz ser tão forte?
Essas eram uma de suas perguntas frequentes. Não entendia o porquê de ele ser tão diferente do resto do mundo... Não entendi o porquê te der certa admiração por ele.
Admiração; a palavra que respondia quase todas as outras perguntas antigas. Tinha uma admiração muito grande em relação ao outro capitão, simplesmente pelo fato de ele nunca temer o desconhecido e ter um coração puro para um pirata.
O coração de um pirata é cheio de maldade, ganancia, luxuria, raiva, sadismo, impuro. Mas de Monkey D. Luffy não. Era totalmente o oposto... Totalmente o oposto do dele.
Como pode mugiwara-ya ser um pirata? Não tem lógica, não tem sentindo...
Ele realmente seria o Rei dos Piratas? Em certas ocasiões nunca ninguém o levaria a sério, mas depois de você perceber o quanto ele é forte e destemido, e que às vezes suas palavras tem algum sentindo, sua opinião ridícula muda completamente.
Trafalgar foi o primeiro a terminar a refeição, e permaneceu um pouco em seu lugar observando atentamente cada movimento dado pelos tripulantes do navio, mais precisamente em Luffy. Observará bem, principalmente o jeito que mugiwara-ya sorria para seus companheiros, isso de certo modo o incomodou, pelo simples fato que cada tripulante ele esboçava um sorriso diferente.
Desde que salvará em Marineford a imagem dele totalmente acabado e por um fio de vida não lhe saia de sua cabeça. Não gostou, não gostou nem um pouco dele estar daquele jeito tão deprimente.
Sentiu-se ruim, – destruído–, por dentro ao ver o pequeno daquela maneira.
Não se importava se outras pessoas estivessem no mesmo estado que ele, mas com Luffy foi diferente. Não quer ver o capitão menor, que um dia seria Rei dos Piratas, naquele estado nunca mais.
Há dois anos Law pela primeira vez em anos sentiu-se com medo. Medo de fazer algo errado enquanto operava cuidadosamente mugiwara-ya... Se por acaso ele viesse a falece, o cirurgião da morte nunca iria se perdoar.
–Prometa! –Exigiu.
–Não posso prometer nada! –Esclareceu.
–Prometa que irá salva-lo e protegê-lo em sua jornada! – Exigiu novamente.
–Eu já disse, não posso prometer nada... Não posso prometer algo que eu sei que nunca vou cumprir! – Alerto-o.
–Então apenas prometa que irá salva-lo... E talvez mais futuramente irá protegê-lo!
–Tsk... – Não tinha outra opção, teria que prometer. Suspirou fortemente antes de prosseguir. –Prometo... Prometo a você que irei salva-lo e TALVEZ futuramente irei protege-lo... –Complementou- Ace!
–Cuide bem do meu irmãozinho, Law! –Desapareceu.
Talvez mais tarde, Trafalgar fosse se arrepender em prometer tal coisa à alma penada de Ace enquanto estava operando Luffy. Entretanto, nunca, nunca iria contá-lo sobre essa promessa ao capitão menor...
Vendo que sua observação chegou ao fim deste dia, levantou-se e se dirigiu a biblioteca silenciosamente, sem que ninguém percebesse, ou pensou que ninguém iria perceber.
A pessoa que viu ele se retirar foi atrás dele após algum tempo. Law se encontrava lendo um livro complexo atentamente até ouvir uma voz passiva e gentil e ao mesmo tempo misteriosa.
–Gosta de observar as pessoas cuidadosamente? –Indaga passando e olhando as prateleiras de livros. A procura de um.
Os olhos acinzentados do Shichibukai desviaram-se do livro e repousou na pessoa com uma expressão surpresa e indiferente ao mesmo tempo.
–Talvez... –Respondeu com um tom de voz agudo e baixo-... Robin, certo?
A arqueólogo do bando sorriu minimamente e assentiu levemente com a cabeça, mas não o encarou, continuou a procura de seu livro.
–Por que gosta tanto de observar as pessoas? –Indagou novamente.
–Gosto de observar as pessoas pelo simples fato de eu conseguir captar a essência delas, assim como elas são realmente! –Respondeu causalmente voltando à atenção ao seu livro.
–Captar a essência... Gosta de captar a essência de nosso capitão, então? –Perguntou em desdém.
O cirurgião da morte arregalou os olhos em ouvir tais palavras. Era uma pergunta qualquer, simples e compreensível, não deveria se importar, mas porque diabos se importou então?
Voltou rapidamente a ter sua expressão indiferente e misteriosa, não iria transparecer sua surpresa a ela. Não assim tão facilmente — Mugiwara-ya é diferente, imprevisível, então captar a essência dele é mais difícil do que dos outros. –Era uma pergunta retórica, mas se sentiu obrigado a responder em legitima defesa. – Requer mais tempo! – Completou.
Mas você não está sendo culpado de nada Trafalgar, está?
–Entendo... –Comentou num suspiro. Conseguiu encontrar o livro que estava procurando, sentou-se no outro sofá à frente de Law e abriu o livro e começou a ler o primeiro capítulo.
O Shichibukai desviou novamente seu olhar do livro e passou a fitar a morena sentada confortavelmente a sua frente, e isso não passou despercebido pela morena. Ele queria fazer zilhões de perguntas a ela, mas não sabia como começa-las.
–Já que você não vai me deixar ler, por causa do seu olhar pesado sobre mim. Gostaria de lhe fazer algumas perguntas... Posso? –Perguntou a mulher fechando o livro cuidadosamente.
–O que gostaria de saber? –Questionou.
–Só vou fazer uma pergunta, seja sincero... -Pausa dramática. — A essência de Luffy o agrada? – Indagou com um leve sorriso nos lábios.
Heim?
Trafalgar ficou encarando as orbes brilhantes da morena até conseguiu raciocinar e compreender a pergunta feita. Mas que diabos de pergunta é essa?
Demorou. Demorou muito pra Law achar uma resposta digna a Robin.
–De certo modo, ‘gosto’. — Começa a responder, mas acaba se atropelando nas palavras e em consequência faz falar algo diferente do que havia ponderado- Ele é um ser imprevisível, como já dissera, e isso não se vê todos os dias. Então de certo modo aprecio a essência dele... –Pausa – É raro o tipo de essência que ele tem... Por isso gosto bastante dela! –Completa finalizando a resposta que saiu sem pensar.
–Certo! –O sorriso mínimo de Robin se tornou mais grandioso. Levantou-se lentamente, pensativa. Ela estava certa, estava certa de sua hipótese por isso sorriu mais esboçado, deixou o livro que pegara na mesinha que separa os dois sofás-camas da biblioteca. – Isso é tudo o que eu precisava ouvir, boa noite Trafalgar! –Caminhou rumo à saída e nem mesmo esperando o retorno do ‘boa noite’ se retirou, deixando o maior confuso com o que dissera.
“Que diabos era intenção dela? E por que me perguntou isso?” –Novas perguntas vieram em sua mente, certamente hoje ele não iria dormir. Mas logo seus pensamentos foram desvinculados quando o capitão do navio entrou na biblioteca berrando seu nome.
–Torao! – Falou com um sorriso largo se aproximando do cirurgião – Procurei você no navio inteiro, mas já deviria saber que você estaria aqui! KISHISHISHISHI...
Law não o encarou, apenas deixou um sorriso peculiar formar em seus lábios, por um motivo desconhecido — Me desculpe, deveria ter lhe avisado! – Esclareceu.
–Náh isso não importa kishishi... –Sentou-se abruptamente ao lado do Shichibukai e curvou-se para frente para ler o titulo do livro, mas desistiu de tentar decifrar o nome – É bom? –Indagou o menor se encostando-se no braço de Law para poder ler algumas linhas do livro.
–Sim, ele é bem rico em conteúdo! – Respondeu incomodado com a proximidade repentina de Luffy nele. Absolutamente, não gostou de tal proximidade.
Por quê? Está fugindo?
–Hm... –Grunhiu entediado.
Luffy gostaria de passar muito mais tempo com Law do que com seus companheiros, queria conversar e saber mais sobre o mesmo, todavia, não tinha a menor ideia de como se aproximar dele.
Ele estava tão perto, mas também estava tão longe.
–Heim Torao... –Começa (tenta) um dialogo- Você poderia ler uma história pra mim? –Indagou sorridente.
Trafalgar arregalou os olhos e passou a fitar o capitão menor, isso que ele pedira não era real, era? Por que logo ele? Por que ele não pede tal coisa para Robin, que tem uma voz mais suave e gostosa de ouvir?
–P-por que eu? – Foi à única coisa que conseguiu pronunciar, e ainda por cima foi sem pensar.
–AHHH, porque quero que você leia uma história pra mim! –Respondeu ainda com o seu sorriso estampado nos lábios. – E sua voz é bonita de se ouvir! –Completou.
Levou certo tempo até o cirurgião da morte entender as palavras ditas pelo capítulo menor –A-ah, posso sim! – Acabou por aceitando.
–OBAAAA! – Gritou e sorriu mais largamente.
–Que tipo de histórias você gosta? –Perguntou fechando o seu livro e dando sua devida atenção para mugiwara-ya.
–Hmmmm... –Pensa- Gosto que tenha lutas, batalhas...
Trafalgar olha para alguns títulos de livros que estavam nas estantes e acaba se deparando com o livro que a morena havia deixado em cima da mesinha, o nome era o Preço do Alvorecer, esticou seu braço, e o pegou.
–AH ESSE É LEGAL! –Exclamou alvoroçado – Robin leu o primeiro capítulo para mim. KISHISHI.
O shichibukai olhou para a face cintilante de mugiwara-ya e se alegrou profundamente por ter visto o seu sorriso bobo e alegre, em um rosto alvo e ao mesmo tempo surrado.
Um sorriso verdadeiro.
–Então vamos continuar. Lembra-se de como é o primeiro capítulo? — Perguntou abrindo o livro.
–Não... – Inflou as bochechinhas.
Sorriu de canto – Então vamos recomeçar... – Parou na página do primeiro capítulo.
Luffy se ajeitou mais confortavelmente ‘em Law’, já que este mantinha o livro perto de sua barriga. Ajeitou-se de um modo que ele ficasse mais próximo ainda o maior, repousando sua cabeça no ombro alheio.
E novamente o capitão maior não gostou nada da aproximação, mas iria permitir nesta ocasião.
[...]
Não chegaram nem no capítulo quarto e Luffy já tinha adormecido. O cirurgião da morte continuo a leitura, já que conseguia se manter acordado por períodos longos mesmo estando com sono. Não é atoa que embaixo de seus olhos havia olheiras profundas.
O capitão menor murmurou algumas palavras desconectas ajeitando-se mais confortavelmente em Law, ainda dormindo em sono profundo.
O shichibukai suspirou forte e passou a fitar o rosto sereno do menor, ele apresentava ter uma expressão de alegria e sem preocupações.
Como gostaria de ter tal expressão. Provavelmente seu coração nunca iria ter calma.
–Ace... –Murmurou Luffy ainda dormindo.
Trafalgar sentiu um aperto no coração ao ouvir o nome do falecido irmão do capitão menor, sair por entre os lábios deste. Incomodar-se-á? Por quê?
Inveja por ele ter dito o nome dele e não o seu?
Bobagem. Nunca sentiria inveja, então, por que está com um aperto no coração?
SONO!
Sono; resposta para seu mal estar. Fechou o livro e o deixou em um canto do sofá e se acomodou melhor no mesmo, e sua mão involuntariamente repousou na cabeça do menor, entrelaçando seus dedos nos fios finos do cabelo negro de Luffy. Adormecerá.
Aliança pirata, destino... O que vocês estão tramando?
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