Haru Haru
12 Interversão imperial.
Notas iniciais
By: AleixiLady

“Olho para o nada, tentando te esquecer, e quando me dou conta, esqueço que só posso pensar em você.”
Palavras de Kidd.
Admito que, pela primeira vez não sei o que estou fazendo. Pode não acreditar, mas tudo o que eu faço é devidamente ponderado, no entanto, parece que aquele bastardo do Luffy faz com que as pessoas simplesmente esqueçam-se de sua prioridade e de toda sua atenção a ele.
É frustrante, tudo o que estou planejando em fazer está saindo do controle, e sem contar que, até eu estou fora do controle. Não posso ficar perto dele por muito tempo, meu corpo começa a se movimentar por conta própria e meu pré-consciente se desliga, embora ainda consiga ver tudo e compreender o que está acontecendo ao meu redor, simplesmente não consigo ter posse do meu corpo.
Afinal, que tipo de bruxaria, magia ou qualquer algo do gênero Monkey D. Luffy jogou para mim?
[...]
–Que diabos você está fazendo num lugar como este? –Esbravejou Kidd raivoso, não esperava ver essa pessoa num lugar como este... Um lugar tão deserto.
–Olha como fala comigo homem, e, aliás, não te deve nenhuma satisfação. –Respondeu o ser trincando o maxilar em irá.
O de cabelo escarlate mordeu o canto da boca para não profanar algo desnecessário ou que possa causar alguma rivalidade ainda maior, estava sem tempo, gostaria de matar aquela pessoa, no entanto, o tempo não ajudara muito naquele momento.
Enquanto isso, Luffy havia acabado de descer do navio e indo até o capitão maior, estava acompanhando com alguns subordinados de Kidd, onde o mesmo deu uma ordem severa para não encostar nenhum dedo no menor e se acaso viesse ocorrer isso, a punição seria uma morte dolorosa e lenta.
Mugiwara-ya havia encontrado mais pães no armário da cozinha, e como estava tentando absorver as informações obtidas naquela conversa com o ruivo, Luffy viu-se que a única chance de esquecer-se daquilo era comer, embora as lembranças logo voltassem para sua mente.
Alguns cochichos e múrmuros eram ouvidos pelo capitão menor, porém, nada que fizesse sentindo a ele. Tudo estava correndo tão rapidamente que não percebeu que estava sem sua tripulação, estava abandonado e sem refúgio.
Solidão.
Talvez seja essa a palavra correta para explicar os sentimentos de Luffy, estava se sentindo solitário sentia que algo nele havia mudado, mas o quê?
Sua mentalidade era fraca demais para pensar em algo tão complexo, era lamentável não conseguir as respostas das perguntas tão importantes que conseguiu absorver.
Suspirou enquanto caminhava sem rumo, ânimo é o que ele não tinha no momento e em seu rosto apareceu uma feição tristonha e confusa, afinal, que diabos estava acontecendo contigo? Não sabia responder, aliás, a única pessoa que poderia responder as suas perguntas era somente ela...
Nico Robin.
Sua fiel companheira e arqueóloga, uma amiga que podia contar e desabafar quaisquer assuntos ponderados por ele, e ela iria responder e tirar suas dúvidas claramente, todavia, a morena não se encontrava naquele lugar e estava quilômetros de distância dele, mas Luffy não tinha percebido essa distância ainda.
Mais um suspiro fraco de desanimo.
Ainda era muito cedo, o sol se escondia diante aos rochedos da ilha desconhecida, Luffy olhava para aqueles rochedos e suspirava. Estava sentindo uma falta avassaladora do cirurgião da morte.
Por que sentia tanta falta de Trafalgar Law?
E...
Por que estava difícil se distanciar do Eustass Kidd?
Sentia que seus neurônios, claro, se soubesse o que era, poderia entrar em colapso. Eram tantas coisas para raciocinar e digerir em tão pouco tempo, que estava começando a ficar extremamente cansado psicologicamente, principalmente o fato do que o escarlate lhe propôs na cozinha de seu navio.
Sim. Deveria se divertir ao máximo para não ficar pensando alheiras e bobagens, pensamentos tão inapropriados e fúteis.
Eles estavam chegando perto de onde Kidd se encontrava, só faltava virar a esquina de um rochedo macabra. Parecia que as pedras de lá foram esculpidos em formato de estátuas que simbolizava a morte e algumas atrocidades, o menor olhou para uma em específico, uma que lhe chamou a atenção e fez com que seu olhar permanecesse apenas naquela estátua.
Aproximou vagarosamente das pedras, e por curiosidade, o tocou e se arrependeu logo em seguida. Sentiu seu corpo tremer e tudo as seu redor paralisar, olhou em volta e viu que os subordinados do escarlate param no tempo, apenas ele se movia e com certa dificuldade.
Voltou seu olhar para aquela estátua macabra, e arregalou os olhos, a estátua estava com seus orbes rubis negros cravados em seus rosto, tentando de alguma forma, enxergar sua alma.
–Humano... Amando... Amado... –Ouvia uma voz entrecortada, sussurrada e com um ar de amaldiçoada.
Engoliu seco. Aquela voz, aquela que aparecia em seus pesadelos toda a noite... Aquela que era a única voz que fazia seu corpo sentir medo e tremer.
Aquela voz que tanto odiava...
–APAREÇA MALDITA! –Esbravejou em fúria, sentiu seu sangue ferver de raiva por ouvir aquela voz em pleno dia e em plena consciência.
–Um... Talvez dois... Quem sabe... Arrepender-se... Morrer... –A voz continuava e falava palavra desconexa, que o menor não entendia e isso apenas aumentava sua raiva. –Luxúria e desejo... Curiosidade e saudades... Quem escolherá?... A hora chegara, e você humano terá que escolher...
–Escolher? ESCOLHER O QUE MALDITA? –Ainda tentava ter algum contato com essa voz, mas foi simplesmente em vão.
Luffy não precisou retirar sua mão da estátua, após profanar aquelas palavras entrecortadas e confusas o tempo voltou ao normal. Os subordinados voltaram a ter seus movimentos e continuar sua trajetória como se nada tivesse acontecido, mas Mugiwara-ya ainda permanecia parado com sua mão na rocha macabra.
–Hey pirralho, o que está esperando? O tempo não vai parar para você ficar pensando alheiras, anda logo pivete. –Um dos subordinados cuspiu as palavras na cara de Monkey, mas este não ligou e voltou a continuar seu caminho até o escarlate.
Porém, com seus pensamentos ainda mais confusos, mas Mugiwara não iria contar o que aconteceu ao tocar naquela estátua para o escarlate, iria contar apenas para sua amiga Nico Robin.
Viraram a esquina do rochedo e encontraram Kidd gritando com outra pessoa, que de uma hora para outra parou de esbravejar contra o capitão. Luffy andava com sua cabeça baixa e morrendo de dor de cabeça. Atreveu-se a olhar para frente e piscou os olhos algumas vezes na intenção da imagem obtida ficar nítida para seus olhos.
–Hancock?
[...]
No Sunny, lugar costumeiro de Robin.
–Você acha que o Luffy será capaz de se apaixonar algum dia? –Indagou a pessoa ao lado de Nico, quanto à mesma bebericava um chá de ervas doce.
–E por que não? –Retrucou. –Seria bastante interessante ver ele apaixonado, fico-me perguntando algumas vezes como seria o capitão tão ingênuo e bobo como ele apaixonado por alguém sádico. Acho que seria muito fofo e curioso as cenas que iria fazer. –Deixou um sorriso peculiar invadir seus lábios por pensar naquelas cenas carismáticas.
–Curioso? Por que seria curioso? –Questiona tentando entender o que a morena pensava.
–Bem, pensa comigo, Luffy é uma pessoa totalmente pura e ingênua, com toda a certeza ele irá querer desfrutar dos prazeres de estar apaixonado, desde carinhos e beijos leves a beijos sedentos por desejos e algo a mais que simples carinhos. –Respondeu calmamente. – Ele teria uma curiosidade imensa sobre esses requisitos, afinal, ele nunca teve esse sentimento.
–É, talvez você esteja certa. Dizem que o primeiro amor é cheio de curiosidades. –Falou com certa convicção na voz. – Falando tanto sobre os relacionamentos dele, mas cadê ele? Não o vi desde ontem... Sabe de algo?
–Sim. E não há necessidades de se preocupar, não sei onde ele realmente está, mas logo está aqui novamente. –Respondeu e logo após bebeu o chá morno de tanto adorava.
O ser arqueou uma sobrancelha em curiosidade de saber onde ela tirou tais noticias e a mesma entendeu a expressão tão curiosa do individuo.
–O Trafalgar ligou pouco antes de você levantar e me disse o que estava acontecendo. Disse que não precisa se preocupar porque iria trazer Luffy novamente, e me pediu para que não contasse ao resto da tripulação onde nosso capitão estava afim de não causar reboliço e euforia neles. –Esclareceu casualmente para a pessoa que prestava atentamente a resposta.
–E onde ele está? – Questionou percebendo que não dissera onde estava.
–Ele me pediu para não contar e irei cumprir esse pedido. –Sorriu pouco debochado, fazendo-o soltar um muxoxo indignado. –Mas, o que mais me intrigou quando ele me passou essas informações foi que, sua voz parecia falhar quando dizia o apelido que o dera. Parecia estar de certa forma, confuso e... Bem, na verdade não consegui distinguir os sentimentos em sua voz, mas que estava diferente isso estava.
–Deve estar preocupado com o Luffy, afinal, foi ele que viu o nosso capitão destroçado em Marineford, provavelmente ele não irá querer vê-lo daquela maneira novamente. –Falou se levantando e cruzando seus braços ao peito.
–Talvez, mas não acho que seria isso realmente, bem, só nos resta esperar até a próxima noticia. –Murmurou quando viu que a navegadora do bando já acordará e se encaminhava para onde estavam com seu sorriso manhoso de sempre.
–Bom dia. –Cumprimentou os companheiros ainda esboçando sorriso.
–Bom dia Nami. –Retornou ambos calmamente.
–Eu tenho que ir. –Disse em poucas palavras e se retirou, mas percebendo o olhar da morena sobre si, dizendo que não era para contar nada a ninguém sobre o assunto particular deles, porém, esse detalhe já sabia.
–Ué, o que deu nele? –Indagou a ruiva sentando-se a frente de Robin, em sua mesa pequenina, porém delicada.
–Nada, ele só tem muitas coisas para fazer hoje. –Respondeu abrindo o livro que fora pego pouco antes da ruiva se levantar.
–Hm. –Nami a olhou de forma curiosa, afinal, fazia alguns dias desde que eles se aproximaram de um jeito misterioso e conversam em particular e sempre quando ela se aproximava ambos encerravam o assunto de forma enigmática.
Nami estava desconfiada de toda essa aproximação e iria descobrir o que eles estavam escondendo.
Robin já imaginaria que a navegadora iria tomar essa atitude e investigar os seus assuntos particular, então iria se precaver de forma normal para não causar tanta desconfiança até a hora de contar a todos na tripulação sobre suas hipóteses, provavelmente, verdadeira.
A arqueóloga não contou tudo ao homem a seu lado antes, omitiu alguns fatos, já que Trafalgar necessitava de sua descrição e lealdade, afinal, faria tudo por seu capitão e a tal ideia de Law não foi tão ruim assim.
Sorriu, poderia até dar certo, porém, isso irá depender exclusivamente de Luffy a aceitar.
[...]
Navio do Heart Pirates, poucos minutos antes de submergir ao seu destino.
–Penguim eu já disse que não... –Falou Shachi tentando empurrar o maior para longe de seu corpo, precisamente, para longe de seu pescoço que era um alvo totalmente viciante para o mesmo.
–Não posso, não consigo. Você é irresistível. –Murmurou beijando o pescoço do ruivo, subindo para o maxilar onde é levemente mordido, fazendo-o menor soltar um pequeno gemido involuntário que não conseguiu prender.
As forças de Shachi estavam se esvaindo conforme os beijos e mordidas do moreno se intensificavam. Era inútil lutar contra o desejo que repelia para fora naqueles momentos, se entregar aquela sensação de prazer era a saída mais eficaz, mas sempre depois se arrependia por ter se entregado tão facilmente a ele.
Ás vezes se sentia um completo estúpido, se entregando a um homem com quem conviveu por longos anos como amigos e apenas agora estava se relacionando.
Patético.
O moreno pressionava o corpo do ruivo contra a parede fortemente, colocando sua perna entre as deles fazendo-o grunhir pelo atrito que fizera em seu intimo. O beijava com luxuria e ganancia, até porque, sabia que aquela boca era somente dele. Pertencia a ele desde sempre.
–Por favor, pare... –Fala com sua respiração entrecortada, mas no fundo desejara que não parecesse e que continuasse firmemente. – Não podemos aqui... É o corredor...
Penguin parou bruscamente com os beijos e palpadas pelo corpo do outro, sorriu largamente e com muita malicia nos lábios, encarou aqueles olhos que permaneciam por detrás dos óculos.
–Então quer dizer que em outros lugares podemos? –Indagou safadamente.
O ruivo corou no mesmo instante ao ouvir aquelas palavras, palavras que ecoaram por todo seu corpo fazendo-o estremecer e com isso fez com que o moreno sorrisse ainda mais maliciosamente.
–Não... Não foi isso... Que... Que quis dizer. –Tentava se redimir, trocar as palavras, mas era em vão. Penguin ouviu daquele jeito e daquele jeito iria agir.
Pegou o braço do menor e o guiou para um quarto onde pudessem fazer o que queriam, apesar de Shachi se debater e tentar se desvincular das mãos que apertavam seus braços mais fortes a cada movimento de fuga. Não havia ninguém no caminho para o tal quarto, seu capitão estava em seu cômodo planejando sabe se lá o que, e o resto estavam em suas posições ou jogando jogos bobos para se entreter enquanto seguiam para seu destino.
–Penguin me solta! –Exclamou em raiva.
O outro não disse nada, apenas continuou seu caminho com seus olhos atentos para todos os lados, afinal, ninguém poderia desconfiar dos ‘amasso’ dos dois. Quando chegou ao devido lugar, colocou a mão na maçaneta e girou abrindo a porta e empurrando o de cabelo escarlate para dentro do ressinto e depois entrando também, olhando para trás para ter a máxima certeza que não estavam sendo seguido.
–Aqui é o quarto da bagunça... Que diabos você está pensando Penguin, me deixe sair! –Esbravejou baixo enquanto tentava passar pelo maior.
–Você mesmo disse que não podíamos fazer lá, então eu o trouxe aqui. –Após o término da frase, o moreno empurrou novamente Shachi, porém, desta vez fez com que ele virasse de costas para si e batendo o abdômen nos armários, uma posição extremamente luxuriosa. Aproximou novamente do menor e sussurrou em seu ouvido, fazendo-o estremecer e seus pelos fininhos do pescoço arquear. –Você não tem noção do quanto estou necessitado por você ultimamente, tem me evitado tanto que agora eu não consigo mais suportar... Terei que me saciar.
Penguin apertou os glúteos do ruivo onde um gemido do fundo de sua garganta quis ser ouvido, no entanto, se reprimiu ao ponto de não fazer qualquer ruído.
–Não faz assim, deixe-me ouvir esses belos gemidos de prazer... Você sabe que quanto mais tenta fugir mais eu te torturo, não é?
Ele estava certíssimo e Shachi sabia disso, porém não iria dar o luxo dele ouvir seus gemidos. Não tão rápido.
–Por favor, me deixe sair Penguin... –Implorou com seus olhos cheios d’aguas, fazendo em vão, ele ponderar direito e deixa-lo sair.
–Han, você pode implorar, chorar, fazer drama, mas não irei te deixar ir embora. –Disse mordendo a nuca do outro e seguindo com suas mordidas pelo pescoço totalmente exposto. Uma das mãos passou para a parte de frente e começou a desbotoar o macacão, já que sabe de cor e salteado onde fica cada um.
Shachi grunhiu ao sentir as unhas pequenas do moreno rasparem pelo seu tórax em movimentos de sobe e desce, mordeu fortemente o lábio inferior para não deixar os gemidos que estavam começando a vir com força serem soltos por tão pouco. Penguin virou bruscamente o ruivo para si e tomou seus lábios com força e fome, no qual não foi negado, o menor estava começando a se entregar, mesmo que não queira admitir.
O maior retirou a parte superior do macacão enquanto desferia beijos, mordidas e supões pelo pescoço indo em direção ao ombro alheio. Shachi grunhiu novamente levando as mãos os ombros do outro e os apertando com força assim como cerrava seus olhos. O moreno subiu um das mãos e retirou o óculo e o boné do menor os jogando em qualquer lugar do chão, desceu sua mão pelo abdômen desmudo do ruivo, apertando levemente o mamilo já rígido e pontudo, fazendo-o cravar suas unhas pouco maiores em seu ombro.
–Pen... Penguin... – Ainda suplicava para ele deixa-lo ir embora, mas o outro não dera ouvido e continuou com seus movimentos.
Em um rápido movimento Shachi retira o boné de Penguin permitindo-lhe visualizar seu rosto e seus cabelos mais uma vez, mesmo que seus olhos estivessem semicerrados. A cor do cabelo do maior era um preto-azulado e seus olhos eram da cor purpura escuro combinado perfeitamente com a silhueta de seu rosto, assim como a cor de sua pele.
–Já está apressado? –Indagou com um sorriso torto antes de tomar os lábios do outro novamente. Aquele Penguin ninguém nunca viu, somente ele, nem mesmo seus companheiros mais velhos viram realmente seu rosto, ou olhos, ou cabelos. Deveria se sentir honrado por isso, mas não estava.
Não era algo que deveria se sentir honrado.
Os lábios só foram desvinculados um do outro assim que eles sentiram falta do ar em seus pulmões, Shachi olhou para os olhos púrpuros do maior e viu que eles estavam nublados de desejos e ganancia pelo seu corpo, no entanto, gostaria de ver outra coisa naqueles olhos queria ver se havia algum tipo de sentimento além de desejo, algo relacionado ao amor,
porém, não encontrou e se sentiu magoado por isso.
–Acabe logo com isso... Quero ficar longe de você! –Disse deixando uma lágrima rolar pelo seu rosto. Realmente estava magoado por saber que Penguin apenas o via como um objeto sexual.
O moreno arregalou os olhos e levou uma das mãos até onde escorria a lágrima e a limpou, sorriu calmo e depositou um pequeno selar nos lábios carnudos do outro e disse docemente:
–Não fique longe de mim, e já estou acabando, mas, por favor, não fique longe de mim depois.
Shachi não se comoveu, até porque ele sempre fazia isso. Penguin virou novamente o corpo do ruivo fazendo-o ficar de bruços para si, retirou a parte inferior do macacão, afastou um pouco as pernas do outro e introduziu o primeiro digito em seu canal apertado. Enquanto fazia movimento de vai e vem, beijava a nuca, costa, pescoço e ombro do menor a fim de amenizar a dor.
Ambos estavam excitados, principalmente Penguin, pois suas calças estavam apertando seu membro rígido e roxo por prazer. Shachi permitiu soltar alguns pequenos gemidos, onde foram se intensificando com a penetração de mais dois dígitos em seu canal e aumentando a velocidade.
O moreno não demorou muito naqueles movimentos e logo abaixou as calças e apontou a cabeça do membro já com pré-gozo no orifício apertado de Shachi, logo em seguida introduzindo lentamente para dentro. O menor cerrou as mãos sentindo suas unhas cravarem em sua pele pela dor e incômodo que sentia enquanto era invadido.
Após estar por completo no outro, Penguin começou as estocadas lentamente e que foram intensificando ao logo dos minutos, assim como iriam ficando cada vez mais fortes e precisos. Shachi gemia suficientemente alto para o moreno, e que o mesmo estava gostando muito desses sons deliciosos que saiam daquela boca sedutora.
Penguin passou a masturbar o ruivo na mesma velocidade das suas estocadas, aproximou sua boca no ouvido do mesmo e sussurrou palavras de completa luxúria e desejos enquanto chegam ao ápice. Não demoraram muito para se derramar, Penguin despejou seu prazer no interior do amado e Shachi em sua mão. Esperam até suas respiração se amenizar esse afastarem, no entanto, o moreno não se afastou e sim o abraçou por trás depositando um pequeno beijo no ombro alheiro.
–Não quero me separar de você, entenda. Você é importante para mim. –Murmurou docemente, e assim que disse se afastou. Shachi permanecia na mesma posição, não tinha coragem de olhar para aqueles olhos sedentos por ele, mas seu coração sabia que ele estava dizendo a verdade, porém, sua razão dizia completamente diferente.
Estava confuso.
Não sabia se falava ou se ficava quieto, seus sentimentos estavam uma desordem e sentia que seus neurônios iriam explodir.
Ouviu a porta ser aberta e se fechar logo depois, Penguin o deixou sozinho com seus pensamentos e sentimentos, queria chorar e se entregar ao desespero que o consumia cada vez mais. Escorregou para baixo e se sentou no chão gélido, naquele momento ele gostaria de sumir para sempre.
Talvez amar não seja tão fácil assim.
[...]
–Penguin onde você estava? Estávamos te procurando que nem uns condenados. –Falou um dos companheiros perto do capitão que estava sentado despojadamente em sua cadeira.
–Foi mal, fui fazer algumas coisas e acabei me esquecendo de tudo ao redor. –Disse se sentindo encabulado.
Trafalgar não parava de olhar para seu companheiro, os conhecia muito bem a ponto de saber quando estavam mentindo ou escondendo algo de si e ele sabia que estava fazendo os dois, mas decidiu não perguntar sobre isso... Por enquanto.
–Onde está Shachi? –Indagou Law não desviando o olhar do moreno.
–Ué ele não está aqui? –Olhou em volta para uma procura mentirosa do seu companheiro. –Ué cadê ele? Pensei que estivesse aqui.
–Não, ele não está. Mas isso não tem muita importância agora, iremos explorar a ilha atrás de Mugiwara-ya, já que podemos ter certeza que eles desembarcaram aqui.
–O.K capitão.
O Shichibukai desviou o olhar de seu companheiro e focou em outro lugar, porém, seus olhos estavam desfocados, pois pensava em uma pessoa.
“Mugiwara-ya, finalmente te achei.”
Sorriu. Torao sabia que o capitão menor estava ali, seu corpo estremeceu apenas por pensar que logo iria ver seu doce e ingênuo amigo.
Amigo? Hã? Sei. Achou que vou fingir que ele é realmente um amigo para você. Ahh vê se você se toca! BOBÃO
CABEÇA OCA.
Você é um bobo apaixonado. Haha. Estúpido!
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