Haru Haru
26 Dia 11 / Mistérios, sonho e começam as buscas.
Notas iniciais
Como passaram esse tempo sem mim? Sentiram saudades? Eu senti muitas saudades dos meus achocolatados lindos! Era só pra isso mesmo. Agora, definitivamente, vamos de... CAPÍTULO NOVO!
Tenham uma ótima leitura! =]
Não demorou muito e eu também peguei no sono.
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POV Misterioso
-Inútil! Não faz nada direito! — Reclamou pronunciando palavrões sem controle.
-Por quê não cala a porra da boca e faz algo melhor? — Perguntei, ganhando um olhar irritado. Por um breve segundo, pensei que levaria uma surra muito bem dada. Mas recebi apenas o dedo médio levantado enquanto retiravam-se da sala. Me joguei no chão, descontente com toda aquela situação. Onde estava com a cabeça quando topei fazer essas coisas? Se arrependimento matasse...
-Ô coisa sem utilidade, vai ficar aí fazendo nada enquanto nos ferramos com aquela outra coisa barulhenta? — Perguntou pondo a cara na porta.
-Claro. Já que sou sem utilidade com certeza não precisam de mim. Boa sorte, cambada de idiotas. — Me retirei daquele local, indo para a praia, escutar o barulho do mar, e olhar a lua, que em pouco tempo desapareceria, dando lugar ao sol. Fiquei por ali mesmo, esperando que um misterioso raio caísse sobre minha cabeça.
POV CL
Senti algo envolver minha cintura, mas não me incomodei em descobrir o que era. Me acomodei melhor e voltei a sonhar.
--Sonhando--
Num lugar completamente iluminado e bonito, pessoas sorriam, conversavam animadas e crianças brincavam. Sentia que já conhecia essas pessoas, apenas não me recordava. Um menino que aparentava ter seus 7 anos, aproximou-se de mim.
-Ei, seja bem-vinda! — Gritou, sorrindo para mim. Sorri de volta sem entender muito bem onde estava.
-Obrigada pequeno. Mas me responda uma coisa, sim? — Acenou com a cabeça — Onde estamos?
-Não se lembra deste lugar? — Perguntou surpreso.
-Não. — Respondi, tentando lembrar de algo.
-É a nossa casa, omma. — Arregalei os olhos com sua resposta. Nossa casa? Omma? Como assim?
-D-do que me chamou? — Olhei ao redor e ele não estava mais lá. Ele e as outras pessoas haviam sumido, e a única coisa em que vi na minha frente foi um papel azul. Peguei-o e abri, lendo o conteúdo.
"Por quê não consegue me ver? Estou aqui."
Olhei ao redor, e não vi ninguém. Comecei a me perder em meio a nuvens, uma sensação boa foi tomando conta de mim, era como se eu estivesse completa de alguma forma. Me sentia tão bem, como nunca antes.
Fechei os olhos, e quando os abri novamente, GD estava ao meu lado, e YooBin segurava sua mão com um grande sorriso no rosto. Ele estava com uma camisa e calça branca e pés descalços, já a pequena, usava um simples vestido branco com algumas flores rosas, também descalça. Sorri para eles que me envolveram num abraço.
-Parabéns meu amor. — Ele sussurrou em meu ouvido.
-Pelo quê? — Ele não me respondeu. Apenas sorriu e saiu correndo, deixando YooBin, que beijou minha barriga, abraçou minhas pernas e correu atrás dele. Depois disso, tudo ficou escuro...
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Acordei ofegante e nervosa, meio desnorteada e confusa demais.
-O que foi? — GD perguntou com uma carinha linda de sono, e de preocupação.
-Eu tive um sonho, muito estranho. — Disse respondendo sua pergunta, e me acomodando melhor na cama. Ele também sentou-se ao meu lado.
-Que sonho foi esse? Algo que te deixou preocupada com YooBin?
-Não, não foi nada disso. No sonho haviam pessoas que eu sentia que conhecia. E um garoto chegou pra mim e me chamou de omma. Eu achei um papel azul que dizia "Por quê não consegue me ver? Estou aqui." e então eu me senti tão... Tão bem. Depois apareceram você e YooBin, vestidos de branco. Você me deu os parabéns por algo e saiu correndo, e YooBin beijou minha barriga, abraçou minhas pernas e foi atrás de você. E então eu acordei. — Relatei tudo o que havia sonhando, tentando interpretar tudo aquilo.
-Nossa, esse sonho foi realmente estranho. — Ele disse, franzindo a testa, colocando a mão no queixo. — O que será que significa?
-Não sei, mas vamos descobrir. — Disse decidida.
-Vamos sim, mas não agora, daqui a pouco, ok? Eu tô com soono~! — Fez um aegyo que me deixou tão comovida, que não tive como não sorrir.
-Ok. Então amanhã investigamos isso! — Ri com a cara que ele fez, logo em seguida fingindo um desmaio. — Tá GD, vamos dormir antes que você invente moda. — Nos acomodamos como antes, um abraçado ao outro. Ele pegou no sono, mas eu ainda fiquei tentando descobrir o significado daquele sonho. Qual será o significado dele? Fiquei martelando isso em minha cabeça por um bom tempo, até que me rendi ao cansaço e dormi novamente.
POV BOM
Apesar de ser muito tarde, como estavamos sem sono, eu e o Tabi, ainda estavamos procurando pela criança mais fofa desse mundo. Mesmo sem um pinguinho de sono, meus pés estavam doendo e eu estava cansada.
-Tabi, vamos voltar! Já demos a volta nessa ilha e nada! — Reclamei enquanto andava preguiçosamente.
-Calma. Só mais um pouquinho. — Ele subiu em uma pedra tendo uma visão melhor do território. — Ei, Bom vem cá! — Me chamou alarmado enquanto se abaixava, como se estivesse se escondendo.
-O que foi? — Perguntei. Indo atrás dele, subindo com certa dificuldade.
-Aquela ali não é a mulher que saiu no tapa com a CL? — Olhei na direção que ele apontou, e reconheci a biscalinha que se dizia irmã da YooBin. Ela estava junto com dois caras, um loiro e um moreno que com toda certeza não eram coreanos. Ficamos prestando atenção no que eles faziam, mas já que não dava pra escutar tudo ficava mais difícil. Mas do jeito que se moviam, pareciam estar discutindo. A mulher parecia brava, tanto que deu um tapa no rosto do loiro, que lhe retribuiu com um puxão de cabelo violento, aproximou seu rosto do dela e falou no mínimo palavras ameaçadoras, a julgar pela expressão de dor e medo presente no rosto dela, e nos movimentos que fazia, tentando livrar-se dele.
-Tabi, está com seu celular aí? — Perguntei bolando um plano.
-Aham. Aqui. — Me estendeu o aparelho de última geração. Olhei em volta, e percebi que as árvores estavam bem próximas de onde estavamos.
-Vamos para aquelas árvores. Com certeza vamos escutar algo! — Ele acenou com a cabeça, então, discreta e silenciosamente corremos até nos embrenharmos pelo mato.
-Wow, você corre como uma criança afoita! — TOP deu risada, recebendo de mim, um tapa na nuca.
-Yah, faça silêncio Bingu! — Calcei minhas sandálias, e com todo cuidado fui pisando até chegar mais perto de onde estavam. Posicionei o celular, ativei a câmera, e fui escutando tudo o que falavam.
-Você pode ser o escambau que for, mas não vem colocar a culpa das suas burradas em mim, ouviu?! — O loiro jogou-a no chão. Atordoada, levantou-se, pôs o dedo no rosto do homem e gritou agressivamente.
-Burrada minha não! O burro aqui foi VOCÊ, que estava vigiando ela. Seu retardado! — Fiquei intrigada com o que ela falou. Comecei a prestar mais atenção no que diziam.
-A retardada aqui é você, que teve toda essa ideia idiota e sem cabimento de raptar aquela coisinha, pra afetar a oxigenada que meteu a mão na tua cara! Se você fosse boa de briga, não estavamos nessa situação. — Arregalei os olhos com o que ele disse. Eles sequestraram YooBin! Foram eles! Continuei gravando tudo, chocada. Reparei que o moreno, estava imóvel, observando-os.
-Você não presta nem pra vigiar uma pirralha melequenta! SEU INÚTIL! Antes ter feito tudo sozinha, assim logo amanhã estaria saindo dessa droga de país com aquela pirralha! Eu deveria deixar você aqui, pra quem sabe morrer desidratado ou desnutrido quem sabe. — Se bem conheço a fúria feminina, tenho certeza que a vontade dela foi de avançar no pescoço do homem. Mas ela se controlou. O moreno caminhou até eles. Olhou-os e pôs cada mão em um ombro deles.
-Vocês são patéticos. Perceberam que estão quase se estapeando por uma idiotice? Ela fugiu? Tanto faz. Estavamos no meio daquele matagal. Ela é uma criança. Por mais inteligente que seja, não vai durar muito. Tudo bem que lá não tem animais perigosos nem nada do tipo. Mas ela não vai conseguir alimento, nem água. Provavelmente irá morrer de fome ou desidratada, já que ninguém entra lá. Então parem de se preocupar atoa e vamos sair logo deste lugar horroroso. Odeio areia definitivamente. — Ele fez uma cara de nojo enquanto olhava para o chão. Fiquei espantada com tamanha crueldade e frieza da qual ele utilizava para falar. Parecia a coisa mais normal do mundo deixar uma criança morrer num matagal. Finalizei a gravação, e junto com TOP saímos dali sem ser percebidos. Continuamos pelas árvores, porém sem nos perder por lá. Assim que chegamos em casa, nos sentamos no sofá e começamos a ver a gravação. O som estava em boa qualidade, só a imagem que deixava um pouco a desejar por não estar perto o suficiente.
-Isso vai nos ajudar e muito. — Sussurrei.
-Isso o quê? — Dara apareceu do nada, como uma assombração. Me assustei, mas logo passou.
-Uma gravação que fiz de uma pessoa muito suspeita. — Ela sentou-se ao meu lado e começou a assistir junto com nós.
-É a maluca que saiu no tapa com a CL? — Perguntou incrédula.
-Sim. Ela mesma. — Disse e ela voltou sua atenção para o vídeo. Quando ele terminou, Dara estava boquiaberta.
-Então a nossa YooBinzinha pequenininha e fofinha está perdida naquele matagal horroroso? — Ela disse horrorizada, com um misto de revolta e preocupação na voz.
-Parece que sim. Não podemos esquecer que o Seungri também está lá. Mas minha preocupação não é com ele. Já é adulto, sabe se virar.
-Mas e se lá tiver bichos perigosos que comem criancinhas e maknaes burros? — Ela disse meio chorosa.
-Não há bichos perigosos lá, Dara, quanto a isso fiquei calma. — TOP disse tranquilizando-a.
-Precisamos resgatar nossas crianças! — Ela exclamou nervosa.
-Não grita! Vai acordar o GD e a CL. Eles não podem saber ainda que ela está lá. Falta pouco pra amanhecer, apenas alguns minutos. Vamos procurar coisas como lanternas, equipamentos de primeiros socorros, comida e água. Faremos uma trilha á procura de YooBin e Seungri. — Tabi disse, e nós acentimos. Dara foi acordar o pessoal, menos o casal de pais, eu fui preparar comida e Tabi foi procurar equipamentos. Fiz sanduíches reforçados, com bastante queijo e presunto. Peguei o suco de uva que tinha na geladeira, e distribui todo em pequenas garrafas. Em outras, coloquei água bem gelada. Achei uns chicletes, então coloquei detro da mochila também. Sabe-se lá quando vamos precisar de chiclete.
Coloquei tudo o que havia preparado na mesa da sala, e no sofá estavam Dara, vestida com uma calça de malha, uma blusa de mangas branca e tênis, Lira que também estava de calças, uma blusa amarela de mangas curtas e até o momento estava descalça, Taeyang, também de calça, usava uma camiseta verde com detalhes em preto, Daesung, de bermuda, tênis e sem camisa e por último Minzy, que estava com uma calça larga, um top vermelho e também de tênis.
-Preparei lanches caso sintam fome. Fiz uns extra para Seungri e YooBin. Tem suco de uva, água e chicletes também.
-Pra quê chiclete? — Daesung indagou.
-Sei lá. Caso sintam vontade, ué. — Expliquei dando de ombros.
-Tomaram cuidado para não acordar o GD e a CL? — Perguntei sentando-me no outro sofá.
-Sim, fizemos o máximo de silêncio possível. Eles devem estar bastante cansados depois do que fizeram. — A maknae disse em um tom malicioso.
-O que eles fizeram? — Fiquei curiosa.
-Safadeza. — Ela riu baixo com sua resposta. Fiquei surpresa, mas logo depois também ri baixo.
-Preparados para as buscas? — Tabi apareceu na porta com tudo o que precisavamos.
-Sim! — Respondemos baixo, nos preparando.
Notas finais
Kissus&&Queeejos no lugar de Beejos! ;****
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