Harsh Decision
1 Decision
Ela voltava para casa andando com uma expressão triste posso até dizer melancólico, quase depressivo, sabia que a culpa era completamente sua, sabia que se tivesse escutado seus amigos ou família isso não teria acontecido, mas não, ela achava que sempre seria assim, não fazer nada que tudo ia dar certo, mas estava errada, finalmente a ficha caiu que a vida não seria fácil, ela abria sua porta enquanto pensava no que tinha feito.
Não precisava se boletim para saber que tinha repetido, ela via ao longo dos dias as suas notas decaindo e a falta de vontade de estudar aumentava, não fazia dever, não parava pra estudar, elas simplesmente chegava em casa comia e dormia, nada mais. Todas as vezes que tinha que estudar preferia ficar no computador, esses momentos passavam por sua cabeçinha perturbada, mas não era só isso que a assombrava enquanto sentava em seu quarto que estava mais silencioso que nunca, era a cara de decepcionada da sua mãe, era o olhar de ódio que ela iria proferir a garota que já se sentia tão culpada, já sabia cada palavra que iria sair da boca dela e sabia o futuro que era previsto há ela, cada detalhe. Primeiro ela iria para a escola pública, logo depois perderia tudo que tem o celular, computador, TV a cabo, e com o passar dos dias sua mãe olharia menos para ela, não iria falar com ela até que qualquer tipo de relação mãe e filha que tivessem não existissem mais, suas amigas tão próximas esqueceriam-se dela tão facilmente como as outras esqueceram e cada dia que ia passar a vida dela se tornaria mais um inferno na Terra e seu único desejo seria a morte.
Já tarde, mas ainda faltando algumas horas para sua mãe chegar em casa ela finalmente achou a solução para esse inferno pessoal insistente, era isso que tinha que fazer, mil modos de fazer passavam pela sua cabeça alterada, correu para pegar o estilete no escritório de sua mãe, procurava na gaveta da escrivaninha loucamente pelo objeto até que finalmente o encontrou, pegou-o e levou para seu quarto, sentou no chão com suas costas apoiadas em sua cama, retirou seu casaco que comprou quando finalmente viajou para fora do país e ficou apenas de saia e seu uniforme, olhava para seus pulsos avidamente pensando se faria ou não, mas ela sabia que deveria fazer. Levou a lamina até seus pulsos e cortou profundamente na vertical, o sangue saía aos montes enquanto ela via apenas pequenas poças se formando em seu tapete branco, as horas pareciam se passar devagar enquanto sofria para que a morte chegasse logo, já não sabia que horas eram, mas já podia ver a morte sentada ao seu lado esperando a ultima gota de sangue ser derramada, olhava fixamente para a morte tentando prever o momento que ela a levaria, sabia que faltava pouco para partir, mas o barulho de sua mãe chamando-a a tirou do transe, ela havia chegado mais cedo, sem ter forças para responder ela só esperava, sua mãe continuava a chamá-la e nada de respostas, seus passos apressados subiram a escada, batia fortemente na porta de seu quarto e ainda nada de respostas, ela se jogava contra a porta com toda sua força para entrar e logo que entrou viu de cara viu sua filha não agonizando e sim esperando pacificamente a morte, ela a chacoalhava e chorava tentando ganhar um pouco da atenção, mas não adiantava ela só permanecia calada esperando seu momento de se libertar, pegou-a no colo e foi correndo para o carro para ainda tentar salvar a vida de sua pequena, chegou rápido lá, mas não adiantava já tinha perdido sangue de mais.
O tempo ia passar feridas iam se curar, a tristeza ia acabar, ela seria esquecida e a vida ia continuar seguindo seu curso, mas não para a jovem garota que repetiu de ano.
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