Harry e Hermione - Stay With Me
30 Um fim e um novo começo!
Notas iniciais
– O que você está fazendo aqui? – indagou Hermione.
Jake se aproximou e passou a mão pelo rosto dela, havia tristeza em seus olhos. Harry pegou a mão dele e tirou do rosto de Hermione.
– Você não vai encostar um dedo nela.
Jake deu um sorrisinho torto.
– Hermione, leve James lá para cima. SAIA DAQUI! AGORA! – disse Harry, áspero.
Ela entendia o porquê daquilo, mas não deixou de ficar chateada com o tom de voz dele.
– Está com medo Potter? – perguntou Jake – Eu nunca iria e nem vou machucar Hermione, meu assunto foi e sempre será com você.
– Jake, aqui não.
– Tudo bem, então.
Os dois saíram de casa e foram para uma floresta ali perto.
– O que é que você quer? – Harry estava com muita raiva. – Isso tudo é por que Hermione não gosta de você?
– Não tem haver só com Hermione, sabe qual o meu nome?
– Jacob Summer – respondeu Harry, pouco se importando.
– Também, meu nome completo é JACOB SUMMER GAUNT!
– O que? – Harry estava impressionado e confuso – Você é parente de Voldemort? Quer dizer... E por que você não foi para Sonserina? Já que você era um dos herdeiros. Isso é impossível. E por que Minerva não...?
– Não, não é impossível. O chapéu escolhe Harry e não Minerva, ela e Dumbledore achavam que eu era um ótimo garoto e por isso não tinham ficado com receio ou coisa do gênero. Naquela época as pessoas estavam tão voltadas com suas atenções para você que nem lembraram-se de quem eu sou descendente. Você também deveria ter ido para Sonserina. O chapéu seletor não considera só os seus pedidos Harry.
– E o que eu tenho haver com isso Jake? Por que você quer me matar?
– Por que você matou Voldemort. Quando eu era pequeno e não entendia certas coisas pedi ao chapéu que me pusesse em outra casa, e mesmo tendo parentesco com Salazar Slytherin, minhas habilidades eram mais aceitas para Ravenclaw. Eu era diferente dos outros Harry e como você eu também odiava Tom Riddle, mas depois de um tempo eu consegui entende-lo e admirá-lo. Dai vem você e acaba com o maior bruxo das trevas e depois ainda fica com Hermione. Acho que você já teve mais do que mereceu em sua vida Harry Potter, já está na hora disto acabar.
– Você tem inveja? – perguntou Harry.
– Inveja? Isso é justiça Harry Potter.
– Justiça? Você quer justiça para um homem que morreu? Justiça para um homem ruim, que matou centenas de pessoas? Que justiça é essa Jake?
– A minha justiça o.k?
– Você está louco!
Na mesma hora apareceram centenas de dementadores. Eles haviam ido buscar Jake novamente, mas também afetavam Harry a mais que os outros bruxos, então Harry não teve escolha.
– Expecto Patronum! – dessa vez seu pensamento feliz fora Hermione.
Os dementadores saíram.
– Obrigado Potter! Me deixou livre agora.
– Não deixei ninguém livre Summer.
Jake sacou a varinha.
– Avada Kedavra! – disse Jake, só que Harry fora mais rápido e desviou antes mesmo de ele falar. – Você não morre Potter? – brincou Jake.
– E você só sabe esse feitiço Summer? Alarte Ascendare!
Jake voou e foi rebolado no chão com toda a força.
– Você quer outro? – Jake já estava furioso – Então vamos lá...
– Sectumsempra! – gritou Hermione, interrompendo-o.
Harry a olhou e sorriu.
– Essa é a minha garota.
– Nunca tinha feito isso antes. Foi bem legal – brincou Hermione, os dois riram.
O ministro da magia chegou e curou Jake.
– Ora! Ora! Vemos que tivemos mais problemas com este rapaz. – disse o ministro se aproximando.
– Bom, agora ele é todo seu. Mas desta vez, o segure de verdade – retrucou Harry.
– Acho que vamos ter que dar um fim nisso – disse o ministro.
– O que você irá fazer? – perguntou Harry.
– Bom, se Azkaban não resolveu nada... – O ministro apenas piscou o olho e Harry entendeu tudo. – Depois precisamos ter uma conversa rapaz.
Harry e Hermione voltaram para casa dos Weasley.
– Você está machucado? – perguntou Hermione.
– Não, não estou. Escute Mione, ninguém vai mais tirar você de mim, certo?
Hermione baixou a cabeça se sentindo culpada.
– Ei, a culpa não foi sua. Não foi só por sua causa.
– Como assim? Do que você está falando Harry?
– Ele é um Gaunt, Mione.
Hermione ficou boquiaberta – O... o quê? Ele era... como nunca havíamos o notado antes?
– Ele só começou ser quem realmente era depois que Voldemort foi destruído.
– Ainda não estou conseguindo acreditar, e como ele foi parar na Corvinal?
Harry lhe explicou a história toda.
– Preciso ir falar com o ministro agora.
– O que ele quer com você? – perguntou Hermione.
– Eu ainda não sei. Onde está James?
– Com Molly, ela entendeu que eu precisava ir ver como as coisas estavam.
Os dois subiram, Molly estava ninando James.
– Eu tenho que ir agora. – disse Harry.
– Certo, quando sair de lá, vá para casa, daqui a pouco eu e James estamos indo, não quero deixar Molly com mais trabalhos, acho que ela está cansada.
– Tudo bem amor.
Harry deu um beijo na cabeça do filho e saiu. Horas depois Harry volta.
– Oi amor – disse ele dando um beijo na testa dela. Já era noite, James estava no berço dormindo.
– Oi amor, como foi lá? – perguntou Mione.
Harry deu um sorriso.
– Que sorriso é esse? – Hermione estava curiosa.
– Sou o novo chefe do departamento dos Aurores.
– O quê? Sério? – ela pulou em cima dele e o abraçou.
– Sim, sério. Agora preciso de um descanso. E você mais ainda, fez muito esforço hoje, e ainda está em recuperação.
Os dois deitaram no sofá. Harry com poucos minutos pegou no sono, Hermione estava deslizando os dedos no cabelo dele, ela o observava e agradeceu em sua mente por ter ele, deu um selinho nele e depois adormeceu também.
Anos depois
Herminone trabalhava no Departamento de Execução das Leis da Magia. Rony virou um Auror, Luna teve um filho Hugo Weasley, ele tinha a idade de Albus, o filho do meio de Harry e Hermione, então seria seu primeiro ano em Hogwarts também.
Eles estavam na estação, o expresso Hogwarts já estava pronto para sair. Harry e Hermione abraçaram os filhos. James fora selecionado para Grifinória no ano anterior, e Scorpius não, ele fora o primeiro descendente da família Weasley a ir para Sonserina e não Grifinória, Arthur ficara aborrecido no começo, mas com poucos minutos acabou aceitando. Esse ano seria o primeiro de Albus, então Harry e Hermione teriam que esperar um pouco para saber em que casa o filho ficou.
– Se você não for para Grifinória eu lhe deserdo – disse Rony para Hugo, que olhou para Luna assustado.
– Não ligue para o que ele diz filho, ele não vai deserdar ninguém. E você vai para onde o chapéu lhe colocar.
Rony olhou para ela com raiva.
– Luna, toda a geração da minha família, menos o Scorpius foi para Grifinória.
– Certo, então ele não vai ser o primeiro a não ir Rony. E ainda nem sabemos.
Gina estava com Scorpius e Draco, eles estavam apenas rindo de Luna e Rony. Scorpius adorava Lily então fora falar com ela.
– Oi Lily – disse Scorpius, contente.
– Oi – ela deu um abraço nele.
– Como você está? – perguntou ele.
– Bem e você? Eu estou tão ansiosa para ir logo a Hogwarts.
– Eu também estou ansioso que você vá.
Hermione deu um beijo de despedia em Albus.
– Te vejo no Natal.
– Até mais, Al. – sussurrou Harry enquanto seu filho o abraçava – Não se esqueça que o Hagrid convidou você para tomar chá na sexta. Não se meta com o Pirraça. Não duele com ninguém até você ter aprendido como, e não deixe o James te incomodar.
– Mas se eu for para a Sonserina? – Sussurrou somente para o pai, que percebeu que só o momento da partida revelou o verdadeiro e sincero medo que Albus estava sentindo.
Harry agachou-se, seu rosto um pouco abaixo ao rosto de Alvo. O único entre os seus três filhos que herdou os olhos da avó. Já que os outros haviam herdado os olhos castanhos de Hermione.
– Albus Severus. – disse Harry tão baixo que somente eles e Hermione puderam ouvir, embora ela fingisse, discretamente, que acenava para James, que já havia embarcado. – Você tem o nome de dois diretores de Hogwarts. Um deles era da Sonserina e provavelmente o homem mais corajoso que já conheci.
– Mas e se...
– A Casa de Sonserina ganhará um excelente aluno, não é? Isso não é importante para nós, Al. Mas se é importante para você, você pode escolher a Grifinória ao invés da Sonserina. O Chapéu Seletor considera a sua escolha.
– Sério?
– Ele considerou a minha. – disse Harry.

Então Albus partiu. Agora só restara a pequena Lily, ela iria daqui a dois anos. Eles acenaram para os filhos e o trem partiu.
Harry ficou meio desajeitado.
– Ele vai ficar bem – disse Hermione entrelaçando sua mão na dele.
– Eu sei.
– Eu queria tanto ir – falou Lily tristonha – Ainda faltam dois anos.
– Vai passar rapidinho querida, você vai ver – disse Hermione carinhosamente.
– Mamãe, você gostou de estudar lá? – perguntou à pequena Lily.
– Claro filha, e você irá adorar também. – respondeu Hermione.
– Espero que eles tenham anos tranquilos em Hogwarts, coisa que não tivemos – disse Harry.
– Eu também espero.
Harry tocou em sua cicatriz, lembrando-se dos anos anteriores.
– Está tudo bem? – perguntou Hermione.
– Sim, amor. Está tudo bem.
Já era noite. Lily fora dormir deixando os pais sozinhos na cozinha. Pouco tempo depois os pais da menina também foram se deitar.
Hermione se deitou e Harry a abraçou, aquele com certeza era o abraço que ela mais amava no mundo, o que ela mais se sentia segura. E nunca, jamais ninguém iria tirá-la de Harry novamente.
– Eu te amo – disse ela, levantando um pouco a cabeça para olhá-lo nos olhos, com a certeza de que o amaria para sempre.
– Eu também te amo – respondeu ele lhe dando um beijo.
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