Harry e Gina: a vida após as batalhas
5 NA'toca
Notas iniciais
Após receber todos os mimos de Monstro na manhã seguinte, Harry partiu para A’Toca, onde encontraria seus amigos e sua namorada, que com certeza estavam curiosos para descobrir o que o ministro queria com aquela reunião. Ao desaparatar na casa dos Weasley percebeu que o barulho normalmente alto estava ainda maior por lá. Quando entrou descobriu o porquê: estavam todos lá, todos mesmo. Senhor e Senhora Weasley, Carlinhos, Gui e Fleur, Percy, Jorge, Rony e Hermione, Gina – e mais assustadora – Muriel.
Harry contou a todos que ele e Rony estavam sendo esperados na próxima turma de aurores do ministério, e foram parabenizados, a reunião, instantaneamente virando uma celebração. A Senhora Weasley como sempre foi mais esfuziante e abraçou os dois garotos com sua força esmagadora. Todos foram cumprimentá-lo e quando chegou a vez de ser abraçado por Gina Harry sentiu sua respiração em seu ouvido e seu sussurro “Eu o parabenizo depois!”, fazendo com que os pelos de seu corpo ficassem arrepiados e suas bochechas ficassem coradas, o que, graças à Merlin, somente Hermione reparou.
Após o almoço em que todos se apertaram à mesa para caberem, mas com muita felicidade (exceto Muriel, que, como sempre resmungava reclamando de tudo) alguns foram para seus quartos, outros à cozinha, Rony e Hermione se sentaram para namorar em um sofá na varanda da casa e Harry foi passear pelos jardins, onde encontrou Gina, sentada embaixo de uma árvore, com os olhos fechados e os cabelos voando com a brisa.
— Como você consegue estar cada dia mais linda? – perguntou. Gina, nem ao menos se sobressaltou, apenas sorriu, sem abrir os olhos.
— Você está com problemas de visão. – Ainda sem abrir os olhos, ela deu palmadinhas no chão a seu lado, para que ele se sentasse.
— Aham, sei! – disse Harry sentando-se ao lado da ruiva e passando seu braço pela cintura da namorada e sua perna esquerda atrás de suas costas, onde a ruiva se recostou – Todos os homens de Hogwarts te vêm como uma tentação. Até mesmo Malfoy, pelo amor de Deus! Malfoy! Te acha linda.
— Estou detectando ciúmes em sua voz? – Gina sorriu, abrindo os olhos e se virando para ele, sorrindo divertidamente.
— Ah você está sim, muitos ciúmes. Acho que quando voltar à Hogwarts para cursar o último ano ficarei de cabelos brancos.
— Você não confia em mim? – perguntou a ruiva sorrindo e alisando os cabelos do garoto.
— Claro que sim, não confio neles, em nenhum deles! – Harry disse divertido. Gina, se virou para ele, abraçando-o.
— Não deveria. Não há nada no mundo que possa nos separar. — Gina empurrou Harry e ele caiu na grama deitado de costas, sorrindo. – E falando nisso, parabéns! – E Gina o beijou, de uma maneira que o deixou sem fôlego no primeiro instante, os lábios dos dois dançavam juntos, com cada vez mais paixão. Harry se lembrava da ultima vês que haviam se beijado assim, no dia de seu aniversário de 17 anos.
— Gina, não faça assim! – Harry disse entre seus lábios, mas sem forças para se afastar.
— Por quê? – Gina perguntou enquanto beijava o pescoço de Harry. – Não gosta?
— Você não pode me tentar assim Gina, principalmente aqui.
— Harry?
— Humm – Harry respondeu tentando se concentrar.
— Eu te amo!
Gina voltou a beijar Harry nos lábios, um beijo apaixonado e urgente. Harry a abraçou, colocando suas mãos em sua cintura, apertando seu tronco no seu. Aquela ruiva ainda o mataria.
— O que significa isso? – Uma voz muito irritada alcançou os dois, que se separaram instantaneamente, se sentando na grama.
Gui e Jorge estavam parados, ambos com uma expressão mortífera enquanto olhavam Harry. E Harry tinha certeza que seu rosto estava com a mesma tonalidade dos cabelos deles, com a certeza que estaria morto em poucos minutos.
— Será que pode tirar as mãos de nossa irmã? – pediu Jorge – AGORA POTTER! – Jorge gritou tão alto que Harry duvidava que alguém desde A’toca até os campos de Hogwarts não tivesses ouvido. Harry instantaneamente retirou sua mão da cintura de Gina, ele nem ao menos percebera que sua mão continuava ali.
— Ah pelo amor de Deus! – Gina disse exasperada e corada – O que foi hein?
— O que foi? – Gui olhou para Gina – Como assim o que foi?
Neste momento houve um pandemônio e Harry desejou não ter saído de casa. Estavam todos ali, todos, até mesmo Muriel havia se arrastado até o local, provavelmente querendo saber das fofocas.
— O que foi filho? – começou o senhor Weasley – Ouvimos o seu grito e viemos.
— Papai, acabamos de pegar o Harry se aproveitando da Gina – disse Gui.
— O quê? – todos falaram juntos olhando para Harry com cara incrédula.
— Não! – disse Harry se levantando– Senhor Weasley eu não... Eu nunca faria isso.
— Ah não – disse Jorge – então nós estamos loucos e você não estava beijando minha irmã?
— Sim eu estava, mas...
— Não estava com as mãos na cintura dela fazendo CARINHOS NELA POTTER? – disse Gui dando um passo pra frente ameaçadoramente ao mesmo tempo em que Harry dava um passo para trás.
— Sim, mais ou menos, mas...
— Você por acaso não estavam rolando na grama com minha irmã Potter?
— O quê? – Gina gritou antes que Harry pudesse falar qualquer coisa. – Vocês estão agindo como se eu tivesse quase 8 anos, quando na verdade tenho quase 17.
— Nem chegou perto dos... – Jorge começou a falar.
-Cala a boca Jorge! – disse Gina. Harry olhava pra ela boquiaberto. – E me escutem bem atentamente, você dois – ela fez um gesto abrangendo Gui e Jorge. — 1º) Sim, o Harry estava me beijando, mas não estava fazendo isso sozinho, pois eu também o beijava; 2º) Sim, o Harry esta com as mãos em minhas costas e me fazia carinhos, o que não tem nada demais exceto na mente de vocês; e 3º) Nós não estávamos rolando na grama. Então se todos puderem ser civilizados e conversar sem lançar acusações será bom.
— Gina está certa. – disse a senhora Weasley – Vamos todos para dentro para conversarmos. Andem, todos!
Harry caminhava nervosamente ao lado de Gina, sentindo os olhares de todos. Hermione estava irônica, Rony parecia que tinha levado um soco no estômago, Gui, Jorge e Percy tinham expressões de raiva, Fleur estava simplesmente desinteressada e Muriel resmungava sobre o absurdo comportamento dos jovens de hoje em dia.
— Então Harry, o que tem a nos dizer? – disse o Senhor Weasley, que parecia preocupado e o olhava com atenção.
— Senhor houve um mal entendido, eu nunca desrespeitaria a Gina desta forma. Nunca faria isso nem com ela, nem com vocês.
— Então porque o senhor estava beijando minha irmã? – perguntou Percy pomposamente.
— Porque ele me ama! – disse Gina simplesmente – E porque estamos namorando oras!
— Como assim vocês voltaram a namorar e eu não sabia de nada? – perguntou Rony vermelho de raiva.
— Voltaram? – perguntou o Senhor Weasley olhando para Rony inquisitivamente, os irmãos o miravam também com raiva.
— Ótimo, me ferrei também! – disse Rony ficando ainda mais vermelho.
O senhor Weasley fez um gesto para que Gina e Harry se sentassem e disse:
— Expliquem-se!
— Nós começamos a namorar quando eu estava no 6º ano senhor Weasley, em Hogwarts.
— E como nunca soubemos sobre esse namoro? – perguntou a Senhora Weasley
— Dumbledore morreu, a guerra estava ainda mais próxima – disse Harry – e comecei a perceber o perigo que estava colocando Gina, ele a possuiu porque era irmã do meu amigo, o que faria se soubesse que era minha namorada? Eu não podia correr o risco, sabia os riscos que eu próprio correria, então... Terminei com ela.
— Boboca – disse Gina revirando os olhos, mas sorrindo para Harry – Nós nem tivemos a chance de contar, porque o Harry aqui resolveu ser o super-herói dos bruxos e partiu.
— Nós só voltamos no dia do Memorial, eu juto, e – completou Harry – estávamos esperando para conversarmos sobre o assunto, mas...
— Decidiu que antes de ter nossa permissão poderia ficar rolando pelo chão com ela sem problemas? – perguntou Gui, que de algum modo, Harry sabia que seria o mais difícil de dobrar.
— Gui, nós não estávamos rolando pelo chão pelo amor de Deus! – falou Gina exasperada.
— Olhem — disse Harry – Eu amo sua filha senhor Weasley, e nunca faria nada para desrespeitá-la, nada! E também nunca faria nada para magoá-la. Eu sei que deveria ter pedido ao Senhor primeiro, mas, bem, é isso.
— Harry, não devo dizer que fiquei contente com essa situação de hoje, e espero que isso não aconteça novamente, mas também não posso fingir que não esteja feliz com o namoro de vocês. – disse sorrindo e colocando a mão no ombro do rapaz, tirando um peso de toneladas das costas de Harry.
— O quê? – todos os irmãos Weasley falaram em uníssono.
— Ora por favor meninos – disse a Senhora Weasley – Gina é uma adolescente normal, e, se ela irá namorar é claro que Harry é uma opção mais eu acertada. Também fico muito feliz Harry.
— Obrigado – disse Harry sorrindo para seus sogros – Não vou decepcioná-los.
— Agora, como vocês namoraram e tiveram todo esse rolo por tanto tempo e não ficamos sabendo de nada? – perguntou Jorge, mais receptivo, mas ainda irritado.
— Ora, porque o Rony sempre contava tudo pra vocês – disse Gina simplesmente – e pela primeira vez ele resolveu fechar a boca pra não entrar mosca. – Todos riram e Rony ficou muitíssimo corado.
— Essa non é a perrgunta mais importante – disse Fleur encarando os cunhados e sorrindo – A perrgunta mais imporrtante é: Como vocês non perceberron?
— Como assim Fleur – perguntou Gui, que continuava encarando Harry com um olhar que prometia morte e mutilações. – Você sabia?
— Estava na carra que esses dois se amavan, non é preciso ser muito esperrto parra perceber non é? – disse olhando cúmplice para Hermione
— Exatamente – falou Hermione – E quando Jorge perguntou ao Harry se ele voltaria com a Cho, quase que a Gina tem um ataque.
— Argh – disse Gina com uma careta – Se alguém voltar a insinuar isso, ou colocar o nome do Harry na mesma frase que o dessa nipônica sem sal eu juro que... argh.
— Harry – chamou o senhor Weasley com o olhar divertido para Gina que cruzou os braços em uma crise de ciúmes – Você sabe onde estase metendo?
— Papai?! – disse Gina revoltada. Fazendo a maioria dos presentes rirem.
Harry a abraçou, apesar de ela estar com os braços cruzados e com cara de poucos amigos. Deu-lhe um beijinho estalado na bochecha, fazendo Gui resmungar audivelmente. “Meu Deus, eu a beijei na bochecha” pensou Harry.
— Sim senhor Weasley. – respondeu Harry sorrindo para seu sogro — E não poderia estar mais feliz com isso.
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